TROFÉU NO MUNDO DOS FAMOSOS - Homenagem à ROSAMARIA MURTINHO

 

AUTORES

“Caro Jéfferson, adorei o (se você me permite o palavrão) epíteto da Rosa. Aliás, nas narrativas épicas, só mereciam epítetos os grandes heróis. Como a Rosamaria. A rosa é tão admirável que já foi celebrada por, entre outros poetas, Omar Khayan, Ronsard e Gertrude Stein. Que, diante de sua (dela) imanência, talvez tenha inventado a melhor definição de nossa heroína: "uma rosa é uma rosa é uma rosa".

Aqui vai um poema que escrevi tempos atrás, mas que passa a ser dedicado à Rosamaria, a Musa Absoluta do site “No Mundo dos Famosos”:

 

à flor da língua

 

uma palavra não é uma flor

uma flor é seu perfume e seu emblema

o signo convertido em coisa-ímã

imanência em flor: inflorescência

uma flor é uma flor é uma flor

(de onde talvez decorra

o prestígio poético das flores

com seus latins latifoliados

na boca do botânico amador)

a palavra, não: é só florilégio

ficção pura, crime contra a natura

por exemplo, a palavra amor

 

(Geraldo Carneiro)

“Eu gosto muito da Rosinha tanto como pessoa e como atriz...”

 

(Walcyr Carrasco)

 

“ROSAMARIA MURTINHO

 

A moça veio de longe, de Belém do Pará! Era apenas um bebê quando chegou ao Rio. Aos 18 anos estreou numa peça por sugestão do Paulo Francis e nunca mais saiu do palco e dos estúdios de televisão e cinema. Na televisão Excelsior estreou na novela "A Moça que Veio de Longe" de Ivani Ribeiro e depois eu tive a sorte dela fazer muitos trabalhos de minha autoria no Teatro e na TV. Todas as minhas comédias, dramas e telenovelas em que ela participou foram sucesso! Para mim Rosinha é sinônimo de sucesso, meu amuleto, meu pé-de-coelho, como a gente costumava celebrar, seriamente: Rosinha no elenco me garantia bilheteria e Ibope! Assim foi com a comédia "A Infidelidade ao Alcance de Todos" onde ficamos 3 anos em cartaz, "Direita, Volver!" uma peça que ficou em cartaz em São Paulo, durante 1 ano, depois estreou no Rio, onde ela assumiu outro papel e viajou com o Mauro Mendonça por todo o Brasil durante quase cinco anos! Meu maior sucesso de bilheteria! Depois ela trouxe seu talento e o pé de coelho para as novelas: "Carinhoso" e "Escalada", a minissérie “Chiquinha Gonzaga” em que ela fazia nada menos do que a Princesa Isabel! De quebra ela e o Mauro ainda fizeram outro sucesso em "A Corrente" uma peça a seis mãos que escrevi com a Consuelo de Castro e Jorge Andrade! O Mauro que me desculpe, mas as emissoras de TV deveriam sempre me contratar, "acorrentado" à Rosamaria Murtinho!

Uma questão só de sorte?! Não, claro que não! Uma questão de identificação! Rosinha entende o meu texto! Entende a minha cabeça de autor, sabe o que eu quero de uma personagem! "Química" também existe entre autores e atrizes/atores. Não faz muito tempo subi em um palco para falar a um público seleto sobre meu trabalho e lá na plateia vislumbrei Mauro e ao lado dele a Rosinha! Respirei aliviado e feliz: hoje vou ser um sucesso! Beijos na minha atriz querida!”

 

 

(Lauro César Muniz)



Escrito por jéfferson às 20h05
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TROFÉU NO MUNDO DOS FAMOSOS - Homenagem à ROSAMARIA MURTINHO

 

“Talento, beleza e vocação legítima, isso é o mínimo que se pode dizer da grande atriz Rosamaria Murtinho. Uma de suas melhores atuações – e foram muitas -, foi protagonizando Isaurinha Garcia. Ainda por cima canta bem, a danada.”

(Maria Adelaide Amaral)

 “Rosamaria vai da comédia ao drama, com naturalidade marcante. Em ‘Paraíso Tropical’, ela fez uma cafetina que tinha grande importância nos capítulos iniciais da trama, pois abordava o tema da novela, a exploração sexual em Copacabana. Ela fez Dolores despudorada, escrachada e, ao mesmo tempo, tragicômica, e verdadeira. Além de grande atriz, ela é generosa com seus companheiros de cena. E é também uma pessoa inteligente, cultíssima e antenada com tudo de cultura que está acontecendo pelo mundo. Tem um ótimo papo. Eu guardo com carinho uma memória de muitos anos atrás: a personagem que ela fez em ‘Nina’. Eu nem sonhava que um dia escreveria novela e teria o privilégio de trabalhar com ela.

 

(Ricardo Linhares)

 

"Sou um privilegiado, pois trabalhei muitas vezes com Rosamaria Murtinho. A querida Rosinha não é só uma das maiores atrizes do Brasil. É uma pessoa maravilhosa: inteligente, sensível, culta, ética... fora a beleza. Já fez papeis inesquecíveis na televisão, no teatro e no cinema. Sua Tia Magda, de "O Astro", ficará marcada para sempre como uma interpretação magistral. Espero que continuemos nos encontrando muitas e muitas vezes. Eu sempre aprendo com essa grande dama."

(Alcides Nogueira)

“Rosamaria é daquelas atrizes que sabem direcionar seu talento tanto para o teatro (onde começou) como para a televisão. Apesar de termos trabalhado juntos em poucas ocasiões, ela sempre se mostrou uma profissional competente, aplicada e - principalmente - simpática, generosa com os colegas. Foi uma honra tê-la ao lado de Sergio Cardoso (prof. Rodrigo), Paulo José (Shazam) e Flávio Migliaccio (Xerife)

em "O Primeiro Amor", que considero a melhor telenovela de minha carreira.”

 

(Walther Negrão)

“Rosamaria Murtinho é daquelas atrizes raras, de assinatura marcante e inconfundível. Ela já povoava meu imaginário desde cedo, afinal como telespectador, cresci encantado assistindo às suas maravilhosas personagens. Imagina minha emoção ao encontrar profissionalmente com ela em “O Astro”, minha primeira novela como roteirista... Pude constatar que, além do brilho e do talento de atriz que sempre via nas telas, também me encantei com uma excelente profissional, que estuda, compreende o texto e dá a ele uma dimensão dramática muito maior do que imaginávamos. Não é a toa que arrancou lágrimas de todos e foi aplaudida em cena aberta pelos colegas durante a exibição do último capítulo de “O Astro”, emocionando e encantando a todos como a amarga e sofrida Tia Magda. Atriz de primeiro time, estrela de primeira grandeza e grande dama do nosso teatro e tevê. Desejo cada vez mais sucesso e muito mais aplausos em sua trajetória vitoriosa e inspiradora. E que possamos voltar a trabalhar juntos muitas outras vezes.”

 

(Vitor de Oliveira)



Escrito por jéfferson às 20h03
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TROFÉU NO MUNDO DOS FAMOSOS - Homenagem à ROSAMARIA MURTINHO

 

“Tive a felicidade de ter a Rosamaria Murtinho como protagonista de minha peça “Personalíssima”, uma biografia musical de Isaurinha Garcia, a grande dama paulistana da canção, dona de uma voz e um estilo de interpretação únicos, que marcaram para sempre a história de nossa MPB e da cidade de São Paulo. O desafio não era pequeno para essa carioca de Ipanema. Tratava-se de reviver uma figura que, além da voz e da personalidade explosiva, era célebre pela maneira italianada de falar, testemunho de sua origem no bairro do Brás, então reduto de imigrantes. Pois Rosamaria tirou de letra todos esses desafios e fez desse musical um grande sucesso. Sua Isaurinha ganhava vida no palco todas as noites com uma verdade que chegava a assombrar os que conheceram e conviveram com a cantora da vida real, incluindo aí os seus familiares. E para quem achava um topete essa atriz -- de talento mais que reconhecido, mas de poucos musicais no currículo – interpretar uma das maiores cantoras do país, Rosinha respondeu dando um show e deixando plateias e mais plateias boquiabertas com seu desempenho vocal, que provocava ruidosas ovações em cena aberta. Conto isso não como autor da peça, mas como um espectador privilegiado, que pôde acompanhar de perto a construção desse trabalho e a entrega de Rosinha a esse papel. Incansável na busca pela perfeição, mesmo no final da temporada ela estava lapidando sua interpretação, impregnando-a de vida e pulsação, e oferecendo ao público sempre o seu melhor. Assim ela é também com os amigos, generosa, e por isso eu a amo tanto e é sempre uma alegria quando nos reencontramos, seja numa estreia, num lançamento de livro, onde for. Rosinha é parte da minha vida e agradeço a ela por me incluir entre os seus afetos. Te adoro, Rosinha!

(Júlio Fischer)

"Conheço a Rosinha há mais de vinte e cinco anos. Mas antes mesmo de conhecê-la pessoalmente, falava ao telefone e, claro, ia assisti-la no teatro. Sem dúvida ela é minha madrinha na carreira de ator, antes de me tornar escritor. Ela acompanhou tudo, as conquistas, as derrotas, as frustrações, o sucesso, os desejos. Anos depois conheci os filhos, o marido, a mãe, os melhores amigos, e uma teia de afeto foi se formando. Hoje, apesar de nossos encontros bissextos, uso tudo o que apreendi com ela ao longo desses anos - de críticas a conselhos de como lidar com a nossa classe. Rosinha foi a primeira "artista" que conheci pessoalmente, e, sem dúvida, a primeira a me incentivar e ajudar. À Rosinha só tenho a agradecer, e ainda devo muito. Devo, principalmente, personagens e histórias que ainda não desisti de escrever para vê-la interpretar e brilhar. E aos deuses só peço que nos ajudem!"

 

(Fausto Galvão)


“Rosamaria Murtinho, seja em drama ou comédia, vive seus personagens com classe e leveza inigualáveis.”

(Silvio de Abreu)

 

“A Rosinha tem uma importância enorme na dramaturgia brasileira, ela fez o TBC, fez textos importantes, ela ajudou a formar uma dramaturgia nacional eu acho que foi uma importância grande a atuação dessa grande atriz para o Teatro brasileiro. Ela é uma pessoa maravilhosa, lembro-me do trabalho dela na peça “O Preço” onde ela estava excelente, como em tantas outras peças que ela fez, não dá pra falar só uma, pois ela é uma atriz excelente. A Rosinha é uma pessoa muito sincera, muito amiga, muito transparente, eu também fiquei muito honrada da Rosinha fazer a minha peça “O Pernil” que ela fez com o Claudio Cavalcanti e depois com o Mauro Mendonça substituindo o Claudio Cavalcanti foi a coroação de uma amizade de muitos anos, pois nos aproximou mais ainda. Enfim, ela é uma pessoa encantadora e que eu gosto muito dela.

 

(Regina Helena Paiva)



Escrito por jéfferson às 19h59
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TROFÉU NO MUNDO DOS FAMOSOS - Homenagem à ROSAMARIA MURTINHO

 JORNALISTAS


 

“Eu conheço a Rosinha desde o tempo do TBC, dos tempos do Teatro em São Paulo e que eram grandes atores e que eram grandes nomes e Rosamaria era uma das mulheres mais bonitas que tinha, uma atriz deslumbrante, enfim uma atriz talentosa... A primeira vez que eu a conheci foi numa festa do Saci, o Saci era um prêmio entregue pelo Jornal ‘O Estado de São Paulo’, todos os anos para os melhores do Cinema e do Teatro, tinha primeiro uma grande sessão no Cine Marrocos, e que era uma coisa de Hollywood, estava toda a classe teatral brasileira, todos de smoking e vestidos longos e tal... E quando terminava essa entrega eu ia descendo a escada do Marrocos quando uma jornalista  chamada Ivone Felman me apresentou a Rosinha que era uma mulher fascinante, mas já estava acompanhada com o Mauro Mendonça, e aí a gente foi descendo, todo mundo a pé para o Automóvel Club, porque o Automóvel Club aonde era a grande festa e que tinha um grande Coquetel, porque o Estado gastava mesmo, e fomos descendo passando por trás do Teatro Municipal indo no Prédio que ia pro lado do Anhangabaú, onde hoje esta o Instituto Fernando Henrique Cardoso e foi assim que eu conheci a Rosa. E aí a gente encontrava no Jujeto que era o ponto de encontro e praticamente um Sindicato onde as pessoas conversavam e se encontravam, os diretores contratavam atores, ou os autores procuravam diretores enfim... era praticamente onde as coisas de Teatro se resolviam e sentar na mesa da Rosa, era uma grande honra. Não lembro as peças dela, mas também não me lembro de nenhum fracasso de peça que ela fez. Ao longo desses 50 anos a gente sempre manteve uma amizade e cada vez que a gente se vê sempre parece que a gente se encontrou no dia anterior e a última coisa que eu lembro de ter visto dela que inclusive eu escrevi sobre, foi “Isaura Garcia” que pra mim foi o ápice da carreira dela, fazer a Isaura... E isso porque eu também fui fã da Isaura, tinha um grupo muito grande de Teatro do qual fazia parte também o Zé Celso Martinez Corrêa do Teatro Oficina e o Ronaldo Daniel a gente assista todos os shows da Isaura, a gente tinha fanatismo, idolatria e de repente eu vou para o palco, para o Teatro e a Rosinha, eu nunca a chamei de Rosinha, eu sempre a chamo de Rosamaria, voltou e trouxe toda essa época de grandiosidade no teatro, e também de grandiosidade da Música Popular Brasileira em São Paulo. A Rosamaria também fez uma carreira em televisão sempre como estrela, e ela é sempre uma mulher muito marcante que tem presença de palco e cena que poucos tem!”

(Inácio de Loyola Brandão)

 

“A primeira imagem que tenho de Rosamaria Murtinho na tela foi como a atormentada Walkíria, de ‘Pai Herói’ (1979). Ela era seduzida pelo safado do Gustavo (Claudio Cavalcanti) e, esquizofrênica, tinha surtos terríveis. Era uma interpretação tão visceral que me marcou fortemente aos 11 anos. Rosamaria já era estrela de primeira gradeza nessa época, mas foi a partir daí que virei um profundo admirador de seu imenso talento. Ela é uma atriz completa. Canta (como vimos no espetáculo musical ‘O Abre Alas’ – 150 Anos de Chiquinha Gonzaga), dança (ela arrasou na Dança dos Famosos, em 2009), faz rir (‘Jogo da Vida’, 1981, e em ‘Vereda Tropical’, 1984), faz chorar (‘O Astro’, 2011), seduz como ninguém (‘A Próxima Vítima’, 1995) e sabe ser má sem perder o charme (‘Amor à Vida’, 2013). Rosamaria Murtinho é um patrimônio de nossa dramaturgia e, como tal, jamais perderá seu brilho.”

(Jorge Brasil – Revista “Contigo” – Editora Abril)

“A Rosamaria Murtinho é, sem dúvida, uma de nossas grandes atrizes. E olha que temos muitas, hein?! Graças a Deus! Ou deveria dizer graças aos deuses do teatro (risos)? Em papéis pequenos ou grandes, no teatro ou na TV, em dramas ou comédias, ela sempre se destaca. Além de atriz de recursos múltiplos, Rosamaria ainda é uma simpatia (na vida real). Já tive o prazer (mesmo!) de entrevista-la e vou dizer... Poucas tem o desprendimento de falar de si mesmo como ela o fez. E o melhor: com muito humor. Chorei de rir com ela. É da turma que costumo chamar de ‘gente como a gente’. Ela mesma atendeu o telefone – pois é, não tem assessora embarreirando jornalistas sem motivo -, falou por mais de duas horas, fez piada, enfim... Sem frescura nenhuma. Depois, eu a encontrei algumas vezes pessoalmente e a veterana se mostrou da mesma forma.  Um luxo! Como os seus personagens. Gosto de tantas que fica difícil destacar uma. Mas vamos lá! Na comédia, voto em Loreta Pires de Camargo de “Jogo da Vida” (1981); no drama, escolho a Eufrásia, de “Memorial de Maria Moura” (1994).

(Heloísa Gomes – Revista “Minha Novela” - Editora Abril)

“Rosamaria Murtinho, é daquelas Atrizes com A maiúsculo. Ela ilumina onde passa seja nos palcos ou na telinha, só sinto falta dela no cinema. Mas pelo menos no teatro e na tv ela é bem presente... Com uma densidade impar, ela honra nosso signo de escorpião como poucos, para uma atriz como ela não existem papéis pequenos ou grandes nas mãos dela todos se tornam inesquecíveis. E ela engrandece cada um. Poderia citar as Margôs, Carmela, Tamara, Carlota, as Isabels, Otília, Eufrásia, Nana, essas são as que eu vi!E não esqueço, mas se for pra escolher só uma fico com duas,rsrs,Sopros de Vida, onde junto com Nathalia Thimberg fez a Frances em um dos espetáculos mais pulsantes que eu já vi,e a tia Magda d'o Astro, com uma atuação primorosa, o final de seu personagem um sutil suicídio foi a cena mais marcante que vi nas novelas daquele ano. Minhas palmas sempre pra ela que é musa em qualquer lugar que passa, no seu site não seria diferente Jefferson!”

(Rodrigo Ferraz  - jornalista, ator, diretor e produtor)

"La Murtinho está, sem dúvida, entre as grandes atrizes brasileiras. Seu modo peculiar de interpretar, de recitar cada linha dramatúrgica de um texto bem escrito é uma aula de artes cênicas, tanto na comédia, quanto na tragédia". Personagens marcantes? Loreta Pires de Camargo de JOGO DA VIDA e Margot Oliveira de CHOCOLATE COM PIMENTA. "Ser escolhida pelos leitores do site MUNDO DOS FAMOSOS como musa não é nenhuma surpresa. Você é mais que musa, é divine! Parabéns!"

(Warlen Pontes - jornalista blog “TV a Bordo”)

“Rosamaria Murtinho é uma dama da TV, e isso sempre ficou claro nos papéis que participou. Dona de uma classe ímpar, viveu grandes personagens e sempre deixou sua marca. Com 50 anos de carreira ativa na TV, que está completando agora em 2014, a atriz encerra mais uma personagem. Tive a honra de acompanhar algumas de suas inesquecíveis atuações, entre inúmeras eu destaco a Romana Ferreto de “A Próxima Vítima”, em que eu aguardo ansiosamente sua entrada na novela, que está em reprise no Canal Viva. Para mim esse é o seu grande papel, quando sua personagem entrou na trama de Sílvio de Abreu acompanhada do seu gigolô Bruno (Alexandre Borges), injetou um gás na novela, afrontou a irmã Filomena Ferreto (Aracy Balabanian) e criou muita polêmica, tanto na novela quanto na mídia. Um grande sucesso da sua carreira! Fica aqui registrado minha admiração por essa magistral atriz, meus parabéns pela carreira brilhante e por ter sido escolhida a musa do site “No Mundo dos Famosos”.”

 

(Fábio Dias – jornalista do site “O Cabide Fala”)



Escrito por jéfferson às 19h56
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FAMILIARES

“A minha história com a dona Rosa começou quando nos vimos nos bastidores do TBC, batemos o olho e foi uma beijação na coxia... E aí a gente se amarrou um pelo outro pra vida toda.”

(Mauro Mendonça)

“Jéfferson, eu tenho o conhecimento da importância do trabalho tanto da minha mãe, quanto do meu pai pra televisão que é feita hoje em dia, eles são pioneiros, eles começaram a trabalhar nessa profissão antes mesmo de existir televisão e a televisão que começou a ser feita foi um grupo de atores, como: ela, meu pai, a Fernanda Montenegro, o Tarcisio Meira, a Glória Menezes, a Eva Wilma, o Gianfrancesco Guarnieri, o Ítalo Rosi, enfim toda essa turma que veio do teatro e começaram a fazer a televisão que temos hoje, eles começaram com aqueles teleteatros que era como se fosse uma peça de teatro que passava na televisão, era ao vivo, não tinha kill naquela época e havia direto isso, e tem histórias incríveis dessa época que eles contam como a história do homem que não queria morrer do lado de um jacaré e morreu em pé... Então tinha todo um folclore envolvendo os teleteatros que é algo maravilhoso na história da televisão brasileira e que obviamente influenciou não só a mim, como gerações posteriores a minha e que via esses atores fazendo a televisão brasileira que hoje em dia é uma referência. Um trabalho da minha que gostei muito e que lembro muito até hoje foi em “Nina” que ela ganhou o prêmio da APCA, era uma novela das dez e que passava na Globo. Outro trabalho dela que gostei foi em “Pecado Capital”, a primeira versão... Ah tem também o trabalho dela em “A Próxima Vítima” que gostei muito. A minha mãe contribuiu muito para o oficio numa época que a profissão de ator ainda nem era reconhecida a minha mãe foi uma das atrizes que teve um encontro com o Presidente Geisel, na época da ditadura militar, e a partir desse encontro que o Presidente Geisel reconheceu a profissão do ator, já que antes não tinha uma regulamentação com hoje em dia. Tem o trabalho dela no Sindicado  dos Artistas (Sated/RJ) onde ela ficou muito tempo e teve bastante conquistas e coisas boas que vieram com a profissão, mas a maior contribuição dela que eu destacaria foi esse encontro com o Presidente Geisel que tornou a profissão de ator regulamentada.  Jéfferson, o que me influenciou a seguir a carreira artística foi que quando eu tinha 16 anos, o Wolf Maya tinha acabado de chegar de Goiânia e meus pais produziram o espetáculo Blue Jeans, a primeira versão que foi em 1981, no Teatro Sesc de Copacabana e aí como tinha a opção de jovens no elenco eu fiquei influenciado por causa da turma que ia lá, e obviamente, eu ia ver meus pais fazendo peças, eles faziam espetáculos nessa época, e aquilo foi me dando vontade de atuar também e eu quando tive 15 anos eu fui assistente de direção do administrador de um espetáculo que meu pai e minha mãe faziam e como eu estava indo mal na escola meus pais me botaram nessa pra ser assistente daí eu fui fazer Balderot. Eu acho que a partir daí de ver como as coisas aconteciam lá de trás foi causando em mim a vontade de querer estar lá na frente também, mas o Blue Jeans foi muito decisivo, fez eu ter vontade de estar em cena a partir daquele espetáculo.”

(Rodrigo Mendonça - ator)

 “É fácil dirigir quando tenho intimidade. Minha posição é dar força para que o ator brilhe, minha mãe sabe que sou concentrado, então está concentradíssima, disciplinada”.

(Mauro Mendonça Filho – diretor)

“A única sensação de ser filho dessa grande atriz é de um grande orgulho. Nunca me passou pela cabeça a ideia de que à estaria dividindo, para mim eles iam à noite para o Teatro e voltavam tarde, e isso era trabalho, noção de profissionalismo artístico, que cedo aprendi, mas lembro de um domingo que o espetáculo foi cancelado, eles voltando para casa cedo e foi aquela alegria, coisa de criança (risos). Lembro muito da minha mãe em "A Muralha" como Isabel, se não me engano, sempre com uma jaguatirica nos braços, aquilo me impressionou muito... A Eufrásia de “Memorial de Maria Moura”, foi muito bom, a Isaurinha Garcia no Teatro acho que foi um grande papel, ela canta muito bem. Achei ela linda como a Princesa Isabel na minissérie “Chiquinha Gonzaga” e no teatro como a própria Chiquinha, gostei muito também, mas como se diz no meio o melhor papel é sempre o último digo que o dela em “Amor à Vida” está incrível.”.

 

 

(João Paulo Mendonça – produtor musical)



Escrito por jéfferson às 19h52
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ESPECIALISTAS EM TELEDRAMATURGIA

“ROSAMARIA MURTINHO: Cresci escutando sobre o sucesso de A Moça Que Veio de Longe, primeira comoção nacional, antes mesmo de O Direito de Nascer. Eu tinha apenas dois anos de idade, mas guardo flashes, instantes na minha memória de Rosamaria com Hélio Souto, pioneiros na implantação do gênero telenovela no Brasil. Certamente, o talento e a meticulosidade impressos na composição de suas personagens contribuíram para firmar e popularizar a telenovela em território nacional, um sucesso já em outros países da América Latina. O ápice do amadurecimento emocional constatei na personagem Eunice da primeira e clássica versão de Pecado Capital, em 1975/76. Mola propulsora da trama, pois esquece a mala cheia de dinheiro no carro do taxista Carlão (Francisco Cuoco). Eunice é complexa, vive num emaranhado de sentimentos que só o talento de atrizes como Rosamaria consegue resolver e transmitir a nós, os telespectadores, de maneira tão clara e convincente. Personagens retorcidas, de uma contida sensualidade, um contraste entre o interno e o externo, o medo e a explosão libertária. Sua última cena, a lágrima contida  diante do corpo estendido de Carlão nas obras do metrô é uma das mais pungentes de toda a teledramaturgia não apenas nacional, mas mundial. Diante de tantos outros bons trabalhos, destaco a sua primorosa (e também dolorida) leitura da Tia Magda deO Astro, em 2011.”  

 

(Mauro Alencar - Doutor em Teledramaturgia Brasileira e Latino-Americana - USP
e Membro da Academia Internacional de Artes e Ciências da Televisão de Nova York (EMMY). Autor, entre outros livros, de A Hollywood Brasileira – Panorama da Telenovela no Brasil, coleção Grandes Novelas e Um Século de Paulo Gracindo – o eterno Bem-Amado. )

 

“Rosamaria Murtinho é uma atriz de muitos papéis e de grandes personagens. Atuou em diferentes emissoras: TV Tupi, Excelsior, Manchete. Atualmente desenvolve suas habilidades cênicas na teledramaturgia da TV Globo. Em cada emissora que a atriz trabalhou deu voz aos personagens, esses contribuíram de certa maneira para outras composições e construções de personagens para os autores e, também, para os novos atores. Sua trajetória no campo televisivo surgiu em 1964 ao interpretar a personagem Maria Aparecida, na telenovela “A Moça que veio de Longe”... De lá para cá, quase ininterruptamente, anos após anos, ela esteve presente em nossas casas. Rosamaria viveu personagens na televisão de diferentes perfis psicológicos e de classes socioeconômicos: foi dona de casa, mãe protetora, falsa, dissimulada, ciumenta, maquiavélica, entre outras.  Versatilidade e dedicação ao criar e dar forma aos personagens fez dela ser uma atriz de presença marcante em cada ação narrativa. Rosamaria tem a capacidade de transformar pequenos papeis “aparentemente sem destaque” e sobressair junto à ação narrativa principal e junto ao público, em que cada elemento da estrutura e construção dos seus personagens é uma refração de forças sociais vivas presentes no cotidiano do telespectador. Rosamaria Murtinho por intermédio da criação dos autores de telenovelas constrói personagens em condição de diferentes enfoques linguísticos que são transformados em várias visões de mundo. Ou melhor, as personagens na interpretação da atriz apresentam pontos de vista, vozes sociais que remetem a diferentes tipos de público. Percebemos na construção dos seus personagens uma participação ativa e de auto-afirmação interna elaborado pela atriz, que expressa-se através do personagem acontecimentos como se fossem reais. Rosamaria Murtinho abstrai todos os elementos de cada personagem como se ele fosse o “heroi” da narrativa. Em alguns personagens o público vivencia a sua própria imagem externa que é refletida de acordo com o real. Verificamos isso na construção da personagem Tamara Gouveia Sobral, sogra de Félix e mãe de Edith, de “Amor á Vida”, 2013, escrita por Walcyr Carrasco, ela foi cúmplice de Félix. Socialite decadente, adorava fazer plástica, fez de tudo para poder ter uma vida fácil com dinheiro e se utilizava de subterfúgios e artimanhas para conseguir seus objetivos. Em síntese: a construção e o processo criativo dos personagens por Rosamaria Murtinho apresentam domínio e legitimidade. Isso possibilita ao telespectador entender as ações não apenas pelos olhos do ponto de vista ficcional da personagem e leva-os a despertar para as ações dos acontecimentos da sua própria vida.”

(Claudino Mayer – Doutor em Teledramaturgia/USP e autor do livro: “Quem Matou... O Romance Policial na Telenovela – Editora Annablume)

 

“Uma Grande Dama do nosso cenário cultural, a atriz Rosamaria Murtinho merece todo o reconhecimento e aplausos que o Brasil possa lhe oferecer. Ela foi uma das primeiras atrizes televisivas a sentir na pele o poder arrebatador de uma telenovela quando ela se torna um fenômeno popular. Lá pelos idos de 1964, na TV Excelsior, com “A Moça Que Veio de Longe”, de Ivani Ribeiro, ela, logo em sua estreia nas telenovelas, e o saudoso ator Hélio Souto se transformaram no casal nº 1 da TV brasileira. Quando a atriz aposta em papéis cômicos como aconteceu nas novelas “Vereda Tropical” (TV Globo-1984/85), com a socialite / perua Bárbara, ou em “Cambalacho” (TV Globo-1986), com a Ceci, ambas de autoria de Sílvio de Abreu, ela também botou para quebrar em cena. Mas como esquecer as suas atuações brilhantes em “Pai Herói”, de Janete Clair, (TV Globo-1979), como Valquíria, e no recente e premiado remake de “O Astro” (TV Globo-2011), atualizado por Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro, onde ela emocionou o público na pele da solitária Tia Magda? Impossível falar de todos os trabalhos dessa atriz maravilhosa que coleciona verdadeiros medalhões da teledramaturgia em seu currículo. No teatro destaco o seu belíssimo desempenho no musical “Ô Abre Alas”, inspirado na vida e obra da grande Chiquinha Gonzaga. Parabéns Rosamaria Murtinho, pelo posto de Musa Absoluta do site “No Mundo dos Famosos”, do meu querido amigo Jéferson Balbino, e também por ter sido Musa de várias gerações que a acompanharam pela TV durante anos e anos a fio.”

 

(Aladim Miguel – Pesquisador)



Escrito por jéfferson às 19h49
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TROFÉU NO MUNDO DOS FAMOSOS - Homenagem à ROSAMARIA MURTINHO

FÃS

“Eu sou apaixonada pelo trabalho da atriz Rosamaria Murtinho há muito tempo, acho ela uma atriz perfeita, completa, visceral... Toda personagem que ela faz me conquista, não só pelo fato de ser feita por ela, mas pelo fato de haver uma grande atriz por trás daquela personagem. Jéfferson, o site “No Mundo dos Famosos”, não poderia ter tido “Musa Absoluta” melhor que não fosse a Rosamaria Murtinho. Eu poderia ficar horas a fio falando dela e da brilhante carreira que trilhou ao longo desses anos, mas pra não estender resumo a atriz Rosamaria Murtinho em 3 palavras: Linda, Talentosa e Maravilhosa.

(Elenice Lourenço - Paraná)

"Rosamaria Murtinho, mais que uma atriz, representa a própria história da televisão, com atuações marcantes soube deixar seu nome na história da teledramaturgia, como mocinha, vilã ou coadjuvante nunca passou despercebida pelo público que adora ver seu desempenho. Entre vários papéis marcantes destaco a Barbara de Vereda Tropical, a Loreta de Jogo da Vida, a Zuleica de Pantanal e a Margot de Chocolate com Pimenta, personagens bens diferentes que só comprovam seu talento e versatilidade. A escolha da atriz como musa do site No Mundo dos Famosos só vem coroar a carreira tão brilhante de tão notável atriz.

 

(Elizabeth Guedes - Amazonas)



Escrito por jéfferson às 19h47
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“Ser ator ou atriz principal no teatro da vida não significa não falhar ou não chorar, mas ter habilidade para refazer caminhos, coragem para reconhecer erros, humildade para enxergar nossas limitações e força para deixar de ser aprisionado pelos pensamentos pessimistas e emoções doentias.

(Augusto Cury)

 

 

FIM



Escrito por jéfferson às 19h43
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realização:



Escrito por jéfferson às 19h42
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AINDA HOJE: TROFÉU NO MUNDO DOS FAMOSOS



Escrito por jéfferson às 19h41
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Entrevista Especial com CARLOS GREGÓRIO

 

Hoje eu entrevisto aqui “No Mundo dos Famosos” um dos autores de novelas dessa nova geração que está surgindo, porém, diferente dos demais, esse já vem de uma bem sucedida carreira televisiva e cinematográfica. E atualmente vem mostrando seu talento como novelista na atual novela das sete: “Além do Horizonte”, mas antes já havia colaborado no sucesso “A Vida da Gente”... Minha “Entrevista Especial” é com o querido e talentoso CARLOS GREGÓRIO.

“A televisão tem um grande espectro de formatos a explorar e, hoje em dia, a pulverização da audiência por outros veículos está dando oportunidade a novas tentativas, tanto artísticas, quanto de modelos de negócio.”

(Carlos Gregório)

Jéfferson Balbino: Carlos, como surgiu seu interesse pela carreira artística?

Carlos Gregório: Isso é uma coisa difícil de determinar. A gente vai sendo atraído pelas obras, livros, filmes, peças, músicas. E então, fica tão envolvido por isso tudo, que acaba fazendo uma série de escolhas que vão te aproximando, cada vez mais, de uma carreira.

Jéfferson Balbino: Sua estreia na teledramaturgia brasileira como ator ocorreu na versão original da novela “Saramandaia” (TV Globo/1976). Como surgiu a oportunidade pra você estrear na televisão com esse trabalho?

Carlos Gregório: Eu havia trabalhado em dois filmes que atraíram a atenção sobre meu trabalho, e quando percebi que estar na TV era uma coisa importante, profissionalmente, manifestei meu desejo para pessoas de TV que conheciam o meu trabalho. Logo consegui uma entrevista com o diretor Walter Avancini, que decidiu me contratar para a novela.

Jéfferson Balbino: Como foi trabalhar com a nossa querida Rosinha [Rosamaria Murtinho] na novela “Nina” (TV Globo/1977)?

Carlos Gregório: “Nina” foi uma novela escrita por Walter George Durst, para substituir outra dele, “Despedida de Casado”, que foi censurada, depois de vários capítulos gravados. A novela, também dirigida por Avancini, tinha um elenco sensacional, com nomes como José Lewgoy, Brandão Filho, Elza Gomes e, é claro, a querida Rosa Maria.

Jéfferson Balbino: Que lembranças você tem do Taio seu personagem na novela “Pecado Rasgado” (TV Globo/1978)?

Carlos Gregório: Foi à primeira novela escrita pelo Sílvio de Abreu, para a Globo, e a segunda em que eu fiz um tipo que repeti outras vezes: o do tímido atrapalhado. A primeira, é claro, foi “Saramandaia”, em que interpretei o Delegado Petronilho.

Jéfferson Balbino: Em 1979, você deu vida ao padre Justino na novela “Os Gigantes” (TV Globo). Há algum tipo especifico de cuidado que o ator deve ter ao interpretar um religioso?

Carlos Gregório: Acho que se deve ter cuidado ao interpretar qualquer tipo de profissional, porque há uma tendência a se interpretar, e mesmo escrever, os profissionais de uma maneira um tanto genérica, que acaba não dando uma visão muito precisa sobre a realidade das profissões.

Jéfferson Balbino: Você atuou em duas novelas do inesquecível Cassiano Gabus Mendes que foram: “Elas por Elas” (TV Globo/1982) e “Champagne” (TV Globo/1983). O que você ressaltaria do texto desse grande mestre de nossa teledramaturgia?

Carlos Gregório: Cassiano era, definitivamente, genial. O seu talento para a comédia jamais foi igualado. Nessas novelas, fiz apenas participações, mas as considero fundamentais no meu currículo, devido a grande admiração que tenho pelo autor. Ele e Dias Gomes são, definitivamente, meus heróis da dramaturgia televisiva.

Jéfferson Balbino: Em 1988, você fez uma participação na novela “Vale Tudo” (TV Globo). Como foi atuar nessa novela ícone da nossa teledramaturgia?

Carlos Gregório: “Vale Tudo” é uma das novelas mais emblemáticas que já foi feita. Não apenas pela qualidade do texto, mas pelo retrato que fez da nossa sociedade, na época. Um retrato preciso, nada romântico, demonstrando uma perícia e um senso de oportunidade do autor, raramente encontrado em qualquer obra, seja da TV ou não. Cito com orgulho o fato de ter sido o analista de Heleninha Roitman, um personagem que se fixou na imaginação do público.

Jéfferson Balbino: Qual foi sua fonte de inspiração pra interpretar o maquiavélico Ubiratan na novela “A História de Ana Raio e Zé Trovão” (Rede Manchete/1990)? E o que você achou da novela ser reprisada pelo SBT em 2011?

Carlos Gregório: Foi uma grande oportunidade, fazer um vilão do tope do Ubiratan, um vilão manhoso, inteligente, covarde e maquiavélico. E a experiência de passar todo um ano viajando, com uma equipe sensacional, conhecendo lugares incríveis e interpretando um personagem riquíssimo, foi inesquecível. Seguramente, um dos melhores momentos de minha vida. A reprise foi um sucesso e as pessoas me paravam na rua, novamente, para comentar. Infelizmente, não consegui gravar os capítulos. Gostaria muito de ter uma lembrança desse meu trabalho, um dos melhores que fiz na TV.

Jéfferson Balbino: Em 1986, você ganhou o “Troféu Candango” de Melhor Ator por seu trabalho no filme “Baixo Gávea”. Você considera esse seu melhor trabalho como ator no Cinema Brasileiro?

Carlos Gregório: Considero um dos meus melhores trabalhos, junto com Guerra Conjugal, de Joaquim Pedro de Andrade, que me deu o meu primeiro prêmio de melhor ator, em 1975, pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Mas há outros filmes, pelos quais tenho muito carinho, como o Tônica Dominante, de Lina Chamie, o Duas Vezes Com Helena, de Mauro Farias, O Poeta de Sete Faces, de Paulo Thiago, entre outros. Além de mais dois que fiz com Joaquim Pedro de Andrade, meu grande Mestre.

Jéfferson Balbino: Você também foi roteirista de um dos melhores filmes dos últimos tempos do Cinema Nacional que é “Se Eu Fosse Você” (2006). Á que você atribui o imenso sucesso dessa obra cinematográfica?

 

Carlos Gregório: História e personagens bem montados, a direção de Daniel Filho, que sabe o que é uma comédia e, principalmente, a energia, brilho e inteligência que emanava da dupla Tony Ramos e Glória Pires.

 

Jéfferson Balbino: Quais são suas perspectivas em relação ao futuro da telenovela no Brasil?

 

 

Carlos Gregório: A novela é o nosso produto principal e escrever minha primeira novela, como autor titular, está sendo uma experiência importantíssima. Mas a televisão tem um grande espectro de formatos a explorar e, hoje em dia, a pulverização da audiência por outros veículos está dando oportunidade a novas tentativas, tanto artísticas, quanto de modelos de negócio. Acho que temos um futuro promissor nas comunicações e no entretenimento.



Escrito por jéfferson às 18h23
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Entrevista Especial com CARLOS GREGÓRIO

Jéfferson Balbino: Como foi trabalhar com o grande novelista Gilberto Braga e com o nosso querido Tide [Alcides Nogueira] na novela “Força de um Desejo” (TV Globo/1999)?

Carlos Gregório: Outra grande novela: texto, direção, direção de arte... Uma novela de época, no horário das seis, com requintes de horário das nove. Inesquecível.

Jéfferson Balbino: Seu último trabalho como ator ocorreu na série “A Vida Alheia” (TV Globo/2010)... Está nos seus planos voltar atuar na TV ou pretende daqui pra frente se dedicar apenas ao oficio de novelista?

 

Carlos Gregório: Não digo que não vá mais atuar, mas não está sendo esse meu foco, que de algum tempo para cá tem sido mais o do ofício de autor, seja em TV, cinema, ou na literatura. Tenho um novo roteiro cinematográfico de comédia pronto e um romance que pretendo terminar, assim que acabar a novela. Será o meu segundo, pois já tenho um publicado.

 

Jéfferson Balbino: Quando os atores não seguem fielmente o texto, conforme você escreveu isso lhe desagrada?

 

Carlos Gregório: Não, desde que o ator seja inteligente, criativo, não contrarie o perfil do personagem e, com sua criação, ajude a explicar melhor o personagem e a trama.

 

Jéfferson Balbino: Você que já atuou em diversas minisséries, tem planos e/ou projetos de escrever uma minissérie?

Carlos Gregório: Sim. É um formato que gostaria de tentar.

Jéfferson Balbino: Como está sendo dividir a autoria da novela “Além do Horizonte” (TV Globo/2013) com o nosso querido Marcos Bernstein?

Carlos Gregório: A nossa parceria se formou quando estávamos escrevendo a novela “A Vida da Gente”, de Lícia Manzo. Se consolidou na escrita de um projeto de seriado e a novela foi um passo adiante. Temos um excelente entendimento, afinidade em nossas opções artísticas e, por sermos dois cinéfilos de carteirinha, temos referências estéticas e de conteúdo muito parecidas, o que facilita a comunicação entre a gente. 

Jéfferson Balbino: E como foi o processo de criação da sinopse da novela? E houve algum critério pra escolha dos nomes dos personagens e do título da trama?

Carlos Gregório: Havia uma ideia embrionária, do Marcos, que ele já tinha há algum tempo. Ele me expôs a ideia e eu a achei instigante. Então, fomos escavando, escavando, para encontrar a trama e os personagens. O título me veio, subitamente, num restaurante onde almoçávamos, num intervalo do trabalho.

Jéfferson Balbino: O que o público pode esperar da metade para o final da novela?

Carlos Gregório: Isso, naturalmente, é segredo.

Jéfferson Balbino: Você se considera um escritor racional ou intuitivo?

Carlos Gregório: As duas coisas, ao mesmo tempo. Não se pode escrever bem em apenas uma dessas posições.

Jéfferson Balbino: Como telespectador: Quais foram as melhores novelas que você já assistiu?

Carlos Gregório: Difícil dizer. Só posso dar um testemunho afetivo, pois foram tantos folhetins incríveis, que seria um injustiça nomear somente alguns. Vou citar três, cuja lembrança me surge muito nítida: O Espigão, de Dias Gomes, O Rebu, de Bráulio Pedroso, e Plumas e Paetês, de Cassiano Gabus Mendes. Três grandes mestres. E mais um, é claro: Vale Tudo, de Gilberto Braga.

Jéfferson Balbino: Querido, obrigado por conceder essa entrevista ao “No Mundo dos Famosos” parabéns pela brilhante carreira e muito mais sucesso, um grande abraço!

 

Carlos Gregório: Obrigado Jéfferson, abraço!



Escrito por jéfferson às 18h19
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Ainda Hoje: Entrevista com CARLOS GREGÓRIO



Escrito por jéfferson às 18h18
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Em Breve: NO MUNDO DOS FAMOSOS



Escrito por jéfferson às 18h01
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Entrevista Especial com ITTALA NANDI

 

Hoje eu entrevisto uma atriz que é um grande exemplo de vocação e talento. Dona de um talento imensurável e uma vontade estrondosa de exercer seu oficio ela consegue imprimir com seriedade e credibilidade sua marca em cada atuação, cada personagem que ela dá vida é sempre uma dádiva. Vale ressaltar a beleza dessa grande atriz, linda por dentro e por fora! A “Entrevista Especial” do “No Mundo dos Famosos” é com a querida ITTALA NANDI.

“Encontrar personagens como os que eu tenho encontrado em minha carreira é sempre muito gratificante. Faço pouca televisão, mas o que tenho feito é muito marcante. Os personagens me escolhem, isso eu já percebi comigo.”

(Ittala Nandi)

Jéfferson Balbino: Quando e como surgiu seu interesse pela carreira artística?

Ittala Nandi: Quando ouvia as histórias mitológicas que meu pai me contava quando ainda era uma pré-adolescente. 

Jéfferson Balbino: E como foi seu começo de carreira? Quais foram às dificuldades enfrentadas?

Ittala Nandi: Nenhuma dificuldade pode parecer estranho, mas foi assim mesmo. Quando Fernando Peixoto crítico de cinema e teatro do jornal Correio do Povo de P. Alegre na peça de Ionesco A CANTORA CARECA, eu tinha 14 pra 15 anos ele escreveu que nascia uma grande atriz. Casei com ele e com isso passei a frequentar a roda de cultura mais avançada de Porto Alegre. Ali fiz a peça O DESPACHO de Mário de Almeida, um sucesso absoluto que foi vista por Augusto Boal. Naquele mesmo ano Fernando e eu seguimos para o Rio ele convidado para dirigir no Teatro Oficina. Logo recomendada por Boal ao Zé Celso (José Celso Martinez Correa) diretor genial do Teatro Oficina, faço um personagem na peça de Glaucio Gill TODA DONZELA TEM UM PAI QUE É UMA FERA e ganho prêmio de Melhor Atriz, nesse primeiro trabalho. Passei a ser a atriz principal do Teatro Oficina participando de trabalhos ícones do teatro brasileiro, como GALILEU GALILEI (B.Brecht), PEQUENOS BURGUESES (M.Gorki), NA SELVA DAS CIDADES (B. Brecht).

Jéfferson Balbino: Sua estreia na teledramaturgia da TV Globo ocorreu em “O Pulo do Gato” (1979). Como foi essa primeira experiência?

 

Ittala Nandi: Horrível porque era plena ditadura militar e eu tive um posicionamento coerente com meus princípios e fui perseguida naquela época. 



Escrito por jéfferson às 03h26
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