Entrevista Especial com INGRA LIBERATO - Parte 1

A minha primeira entrevistada de 2011 é uma consagrada atriz que propicia a todos nós um show de interpretação em todos os seus trabalhos, tamanho o talento que ela possui talento inconfundível e imprescindível que é essencial pra nossa teledramaturgia de sucesso. Ela deu vida a grandes e inesquecíveis personagens que ao longo do tempo se tornaram marcantes na vida dos telespectadores. Atualmente ela brilha todas as noites na nossa tela como a peoa mais amada do Brasil, na reprise da novela “A História de Ana Raio e Zé Trovão” do SBT. Minha entrevistada especial de hoje é a grande atriz INGRA LIBERATO.

 

Jéfferson Balbino: Ingra o fato de você ser filha de cineastas, foi o que te motivou a se tornar atriz? Seus pais que lhe influenciaram a seguir a carreira artística?

Ingra Liberato: Sim. O fato de ser filha de artistas me influenciou na escolha da profissão. Meu pai é cineasta e artista plástico e minha mãe é escritora. Minha casa era freqüentada por artistas.  Não tive televisão até os doze anos e eles me estimulavam com músicas e filmes de arte. Essa mentalidade me enriqueceu. Vivenciar o processo criativo dentro de casa, fez com que eu me apaixonasse pela expressão artística. Primeiro foi à dança e fui dançarina profissional até os vinte anos. Cheguei a fazer quatro semestres da Faculdade de Dança. Foi quando fui passar umas férias no Rio e descobri o Teatro.

 

Jéfferson Balbino: Como foi estrear na teledramaturgia, interpretando a Tonha (jovem) na novela “Tieta” (TV Globo/1989)?

Ingra Liberato: Foi como estar no “lugar certo na hora certa”. Eu estava concluindo a Oficina da Globo e o Luiz Fernando Carvalho me viu e reparou que eu era muito parecida com a Yoná Magalhães aos vinte anos. Fiz um teste e me convidaram. O Luiz Fernando ensaiou pessoalmente cada uma das dez cenas que eu e os outros estreantes tínhamos. Na época a Globo não colocava atores estreantes no primeiro capítulo de uma novela das oito. Só depois que a Manchete fez isso por falta de opção, que a Globo enxergou que o público quer um trabalho de qualidade seja de um estreante ou de um veterano, e começou a lançar gente nova. Mas na “Tieta” isso foi um capricho do diretor.

 

Jéfferson Balbino: E como surgiu o convite pra você protagonizar a primeira fase da novela “Pantanal” (Rede Manchete/1990)?

Ingra Liberato: O meu trabalho no primeiro capítulo da “Tieta” chamou a atenção dos produtores de elenco e a Manchete me convidou pra fazer um teste. Fiz com o Paulo Gorgulho que também era estreante na TV e passamos como o casal da primeira fase de “Pantanal”.

 

Jéfferson Balbino: Que lembranças você tem das gravações dessa novela lá no Pantanal Mato-grossessense?

Ingra Liberato: Nossa... aquilo mudou a vida de todo mundo! Foi uma experiência profunda de encantamento. Aquela natureza pulsante e quase virgem sacudiu a gente por dentro. Eu sentia vontade de chorar com o que via lá. Chorar de emoção como quem está diante de um milagre, sabe? É impossível descrever pra quem nunca foi. Gravamos numa fazenda aonde só se chegavam de avião pequeno, as margens do Rio Negro. Era como se estivéssemos no Éden. E acho que esse arrebatamento de todos ficou impresso no nosso trabalho. O Brasil se maravilhou com aquele lugar e seus personagens.


Jéfferson Balbino: Em “Pantanal” sua personagem era irmã da Irma, que foi interpretada pela atriz Carolina Ferraz, vocês passavam grande afinidade no vídeo. Como era o contato de vocês na época de gravação da novela e agora tempos depois?

Ingra Liberato: Na época, a Carolina morava em São Paulo e ia pro Rio gravar. Ficava hospedada no Hotel Novo Mundo e não gostava de ficar só. Então eu ia dormir com ela. Nós tornamos grandes amigas e quando fui morar em Sampa, ela me ajudou muito. Às vezes também ficava na casa dela. Ela sempre foi muito amiga quando eu precisava, mas com o tempo e com minha volta pro Rio, nos afastamos. Às vezes encontro com ela no Rio, mas é muito esporádico e casual. Ela é uma amiga especial.

Jéfferson Balbino: E como foi trabalhar com o ator José de Abreu na minissérie “O Canto das Sereias” (Rede Manchete/1990)?

Ingra Liberato: Foi muito bom. Ele já era super experiente e ótimo colega. Ajudou-me muito. Esse foi outro trabalho marcante pela narrativa ousada e pelo lugar exótico e desconhecido da maioria dos brasileiros.

Jéfferson Balbino: O que a personagem Ana Raio, da novela “A História de Ana Raio e Zé Trovão” (Rede Manchete/1991) representa na sua carreira?

Ingra Liberato: O maior presente que um ator pode receber. Uma personagem tão marcante que atravessa décadas e é lembrada. Também representa uma satisfação pessoal, já que a sinopse da vida dela e do Zé Trovão, foi escrita por mim e pelo Jayme numa Festa de Peão, olhando pra aquele universo rico e pouco explorado na época.

Jéfferson Balbino: Seu trabalho seguinte foi na minissérie “Decadência” (TV Globo/1995). Como vocês atores lidavam com a tamanha polêmica que girou em torno da minissérie?

Ingra Liberato: Acho a discussão sobre qualquer assunto, sempre bem vinda. Na verdade, sempre entendo aceito e defendo minha personagem. A reflexão e conclusão devem ser feitas pelo público.

 



Escrito por jéfferson às 16h34
- Comente aqui


Deixe o seu comentário.





Entrevista Especial com INGRA LIBERATO - Parte 2

Jéfferson Balbino: Como foi interpretar a Rosa na novela “Quatro por Quatro” (TV Globo/1994)?

Ingra Liberato: Foi interessante. Eu queria ter novas experiências e tive. Não sabia me defender sozinha e comecei a aprender ali. Errei mais do que acertei, mas a lição valeu pra toda a vida.

Jéfferson Balbino: O que você destacaria do seu trabalho em “A Indomada” (TV Globo/1997)

Ingra Liberato: De novo errei muito no início na construção da personagem, mas me dei conta a tempo de resgatar a alma da Paraguaia. Acabei fazendo um belo trabalho.

Jéfferson Balbino: Devido você se radicar em Porto Alegre, a gente até esquece que você é baiana. Não sente falta de morar em Salvador?

Ingra Liberato: Sinto falta de Salvador e da minha família, por isso vou lá pelo menos duas vezes por ano. Mas não penso em morar. Agora tenho uma família em Porto Alegre. O filho muda nossa base. Vou na Bahia recarregar as energias, consultar meus orixás, lavar o corpo e a alma nas praias... é um lugar cheio de energia e de força. Também gosto de estar na casa dos meus pais e reencontrar a “Ingra menina”... minha essência.

Jéfferson Balbino: Entre seus trabalhos no Cinema, qual é o seu preferido?

Ingra Liberato: É difícil dizer. Amo fazer cinema e cada filme foi especial, mas um filme que foi divisor de águas na minha carreira foi “Dois Córregos” de Carlos Reichembach. Meu trabalho foi primoroso e isso foi reconhecido pela crítica e pelo público. Também recebi prêmios dentro e fora do Brasil pela primeira vez. Isso gerou convites pra outros filmes importantes.

Jéfferson Balbino: Na teledramaturgia, a personagem que eu mais gostei que você interpretou, foi a Soninha 38 da novela “Louca Paixão” (Rede Record/1999). Como você trabalhou o perfil psicológico dessa personagem que era uma presidiária?

Ingra Liberato: Adorei você me perguntar sobre esse trabalho, porque quando fui convidada pra fazer não queria aceitar. Sabia que seria um trabalho muito puxado física e emocionalmente. Gravávamos em um presídio de verdade desativado, mas com uma energia muitíssimo carregada. Saia de lá todos os dias com muita dor de cabeça e tinha insônia a noite. Mas a locação era ótima pro contexto da minha personagem que era uma bandida barra pesada. Eu botava pra fora todos os meus bichos; tudo o que a gente não quer ver, mas está lá. A Soninha 38 era má, mas sofria com aquilo, tinha humanidade. Tinha é que ter saúde. Achei que tanto esforço não seria reconhecido, mas me enganei. A repercussão de público e na mídia foi incrível, graças a Deus!

 

Jéfferson Balbino: Em 2007, você recebeu o prêmio Kikito na categoria melhor atriz por sua atuação no filme “Valsa para Bruno Stein”. Como foi receber essa importante premiação?

Ingra Liberato: Bah! Nunca vi nada igual no cinema. Já tinha recebido outros prêmios em alguns filmes, mas o Kikito é muito badalado! Sai em todas as revistas e jornais! Me cumprimentavam no supermercado, no posto de gasolina, na rua, no banco, uma loucura. É o nosso Oscar mesmo.

Jéfferson Balbino: Como foi trabalhar com a novelista Glória Perez na novela “O Clone” (TV Globo/2001)?

Ingra Liberato: Foi uma delícia. Entrei pra fazer uma participação e acabei ficando até o final da novela. Era uma super produção de uma história rica em personagens e tramas. A Glória Perez junto com o Jayme Monjardim e o Marcos Schetmann, formavam um timaço!

Jéfferson Balbino: Que avaliação você faz da atual fase do Cinema Brasileiro?

Ingra Liberato: O cinema brasileiro cresceu muito nos últimos anos e eu acho isso bem natural. Quando comecei a fazer teatro em 1990, o cinema estava completamente parado e as agências de propaganda ganhavam todos os prêmios internacionais, principalmente em Cannes. E eu pensava: se temos tanta qualidade técnica, tantas histórias incríveis, personagens marcantes e profissionais talentosos, assim que a política de apoio ao cinema mudar, faremos filmes de destaque no mundo todo”. Dito e feito. Hoje os cineastas conseguem filmar, mal ou bem, mas ainda temos um grande problema: a distribuição. Se o filme não consegue uma distribuidora estrangeira ou a Globo Filmes, quase ninguém vê. Eu que vou muito a Festivais, morro de pena de ver filmes excelentes que o grande público não terá acesso. Acesso a uma boa distribuição, tem que ser o próximo passo.

Jéfferson Balbino: Além da novela “Louca Paixão” você ainda fez na Rede Record as novelas “Essas Mulheres” (2005) e “Os Mutantes” (2008). Como foi essa sua passagem na nova fase da teledramaturgia da emissora?

Ingra Liberato: Foi ótimo. A Record está muito profissional e firme no objetivo de obter audiência. É muito bom pro mercado, ter várias emissoras produzindo teledramaturgia. Os profissionais tem mais espaço e o público é beneficiado com a busca de maior qualidade.



Escrito por jéfferson às 16h18
- Comente aqui


Deixe o seu comentário.





Entrevista Especial com INGRA LIBERATO - Parte 3

 

Jéfferson Balbino: Houve alguma dificuldade em atuar numa produção dramatúrgica internacional, no caso a minissérie portuguesa “Segredo” (RTP/2004), que no Brasil recebeu o título de “Coração Navegador” (TV JB/2007)?

Ingra Liberato: Não. Foi tranqüilo. O Paulo Nascimento que escreveu a sinopse e dirigiu meu núcleo, é um diretor apaixonante. Depois da série, fiz “Valsa para Bruno Stein” e “A Casa Verde” com ele. O elenco que veio de Portugal também era de primeira. Acabei de gravar com o Paulo, um especial de final de ano que vai passar na RBS aqui no Sul. É uma comédia deliciosa e ele escreveu a personagem pra mim. Aliás, ele adora fazer isso com os atores que costuma trabalhar. O set dele tem sempre um clima descontraído e a equipe é sempre a mesma. Sinto-me jogando num time conhecido e isso ajuda a marcar gols.


Jéfferson Balbino: Como está sendo reviver 20 anos depois o sucesso da Ana Raio, devido à repercussão da reprise da novela pelo SBT?

Ingra Liberato: Sinceramente, eu não esperava que desse tanta repercussão. O SBT não fez nenhuma campanha de lançamento e o ibope da emissora pra novela, não é dos melhores. Mas “Ana Raio e Zé Trovão” é uma novela que tem muito valor artístico. Tem o propósito de mostrar “o Brasil que o Brasil não conhece” e toda a diversidade cultural das várias regiões, foram registradas em cada etapa da novela. O Marcos Caruso e a Rita Buzzar iam às cidades escolhidas pra conhecer o estilo de vida e os personagens locais pra retratar depois. Um trabalho fabuloso dos autores. Aquela equipe, diretores e elenco também fizeram um belíssimo trabalho. Eu não tinha nada guardado e olhando hoje, me acho ótima na pele da Ana. Mas é um trabalho de vinte anos atrás! Eu amadureci e envelheci. Sou uma atriz vinte anos mais experiente. É divertido assistir com meu filho Guilherme de sete anos. Ele é bem o público alvo da novela.

Jéfferson Balbino: Tem previsão de quando fará TV novamente?

Ingra Liberato: Não. TV depende de convite.


Jéfferson Balbino: O trabalho de ator exige um sacrifício muito grande que é decorar as falas dos personagens. Qual o método que você usa pra decorar os textos de uma novela?

Ingra Liberato: Não é difícil. Na verdade é a parte mais fácil. Depois que você entende a personagem e a situação, tudo o que ela diz é natural. O mais difícil é fazer com verdade e espontaneidade. Quando entro em cena procuro “esquecer” todas as falas, escutar meu parceiro (a) e deixar a reação brotar na hora, como é na vida real. Ninguém começa uma conversa ou abre uma porta sabendo o que vai acontecer no minuto seguinte. É uma delícia fazer isso em cena.

Jéfferson Balbino: Atualmente o que você assiste na televisão? Como é a atriz Ingra Liberato na condição de telespectadora?

Ingra Liberato: Não vejo quase nada. Pela manhã, fico em casa com meu filho e não ligamos a TV. Ele faz o dever de casa, desenha, brinca, almoça e vai pra escola. Eu atendo meus compromissos à tarde e a noite o deixo ver um pouco. É sempre canal infantil, então só sobra pra mim “Ana Raio” e depois que ele vai dormir. Eu adoro programas de entrevistas (tento ver sempre Marília Gabriela) e documentários, mas só consigo ver pedaços. Claro que adoro filmes, mas é difícil parar por duas horas pra ver um filme inteiro em casa. Só no cinema. E é o melhor lugar pra ver filmes, não tenho dúvida.

Jéfferson Balbino: A quem você atribui o sucesso da sua carreira de atriz?

Amo atuar! Sinto-me plena, forte, feliz! Vou com tudo, me arrisco, me jogo sem rede de segurança.

Jéfferson Balbino: Pra finalizar: Qual foi a melhor novela que você já assistiu?

Ingra Liberato: Lembro de Saramandaia. Era pequena e vi só algumas vezes, mas os personagens me marcaram. Também me encantei com Roque Santeiro, apesar de não vê todos os dias. A única novela que eu acompanhei, porque estava em casa amamentando meu filho, foi “Da Cor do Pecado”. Adorava. Mas olho de vez em quando só pra não ficar tão por fora. Gosto de saber que está acontecendo de novo. Novos estilos de dramaturgia, novos atores e diretores.

Jéfferson Balbino: Ingra, eu fiquei imensamente honrado de entrevistar uma brilhante atriz como você. Muito obrigado por essa oportunidade, parabéns por essa brilhante carreira e muito sucesso pra você em todos os seus projetos. E, Feliz 2011. Beijo!

Ingra Liberato: Obrigada Jéfferson, pra você também. É sempre um prazer falar sobre as coisas que mais amo na vida. Muito sucesso pra você também. Beijos!

 

Anúncio da Peça Teatral estrelada por Ingra Liberato

 



Escrito por jéfferson às 16h06
- Comente aqui


Deixe o seu comentário.





ENTREVISTA ESPECIAL - NO MUNDO DOS FAMOSOS

 

 

Semana que Vem...

Eu entrevisto o ator JOÃO CAMARGO

Não Perca!



Escrito por jéfferson às 16h05
- Comente aqui


Deixe o seu comentário.



Histórico:

- 26/01/2014 a 01/02/2014
- 19/01/2014 a 25/01/2014
- 12/01/2014 a 18/01/2014
- 05/01/2014 a 11/01/2014
- 29/12/2013 a 04/01/2014
- 22/12/2013 a 28/12/2013
- 08/12/2013 a 14/12/2013
- 01/12/2013 a 07/12/2013
- 24/11/2013 a 30/11/2013
- 17/11/2013 a 23/11/2013
- 10/11/2013 a 16/11/2013
- 03/11/2013 a 09/11/2013
- 27/10/2013 a 02/11/2013
- 20/10/2013 a 26/10/2013
- 13/10/2013 a 19/10/2013
- 06/10/2013 a 12/10/2013
- 29/09/2013 a 05/10/2013
- 22/09/2013 a 28/09/2013
- 15/09/2013 a 21/09/2013
- 08/09/2013 a 14/09/2013
- 01/09/2013 a 07/09/2013
- 25/08/2013 a 31/08/2013
- 18/08/2013 a 24/08/2013
- 11/08/2013 a 17/08/2013
- 04/08/2013 a 10/08/2013
- 28/07/2013 a 03/08/2013
- 21/07/2013 a 27/07/2013
- 14/07/2013 a 20/07/2013
- 07/07/2013 a 13/07/2013
- 23/06/2013 a 29/06/2013
- 16/06/2013 a 22/06/2013
- 09/06/2013 a 15/06/2013
- 02/06/2013 a 08/06/2013
- 19/05/2013 a 25/05/2013
- 12/05/2013 a 18/05/2013
- 05/05/2013 a 11/05/2013
- 28/04/2013 a 04/05/2013
- 21/04/2013 a 27/04/2013
- 14/04/2013 a 20/04/2013
- 07/04/2013 a 13/04/2013
- 31/03/2013 a 06/04/2013
- 24/03/2013 a 30/03/2013
- 17/03/2013 a 23/03/2013
- 10/03/2013 a 16/03/2013
- 24/02/2013 a 02/03/2013
- 17/02/2013 a 23/02/2013
- 10/02/2013 a 16/02/2013
- 27/01/2013 a 02/02/2013
- 20/01/2013 a 26/01/2013
- 06/01/2013 a 12/01/2013
- 23/12/2012 a 29/12/2012
- 09/12/2012 a 15/12/2012
- 02/12/2012 a 08/12/2012
- 11/11/2012 a 17/11/2012
- 04/11/2012 a 10/11/2012
- 28/10/2012 a 03/11/2012
- 21/10/2012 a 27/10/2012
- 14/10/2012 a 20/10/2012
- 07/10/2012 a 13/10/2012
- 23/09/2012 a 29/09/2012
- 26/08/2012 a 01/09/2012
- 19/08/2012 a 25/08/2012
- 22/07/2012 a 28/07/2012
- 15/07/2012 a 21/07/2012
- 01/07/2012 a 07/07/2012
- 24/06/2012 a 30/06/2012
- 17/06/2012 a 23/06/2012
- 10/06/2012 a 16/06/2012
- 03/06/2012 a 09/06/2012
- 27/05/2012 a 02/06/2012
- 20/05/2012 a 26/05/2012
- 13/05/2012 a 19/05/2012
- 06/05/2012 a 12/05/2012
- 29/04/2012 a 05/05/2012
- 22/04/2012 a 28/04/2012
- 08/04/2012 a 14/04/2012
- 01/04/2012 a 07/04/2012
- 25/03/2012 a 31/03/2012
- 18/03/2012 a 24/03/2012
- 11/03/2012 a 17/03/2012
- 04/03/2012 a 10/03/2012
- 26/02/2012 a 03/03/2012
- 19/02/2012 a 25/02/2012
- 12/02/2012 a 18/02/2012
- 05/02/2012 a 11/02/2012
- 29/01/2012 a 04/02/2012
- 22/01/2012 a 28/01/2012
- 15/01/2012 a 21/01/2012
- 08/01/2012 a 14/01/2012
- 25/12/2011 a 31/12/2011
- 18/12/2011 a 24/12/2011
- 11/12/2011 a 17/12/2011
- 04/12/2011 a 10/12/2011
- 27/11/2011 a 03/12/2011
- 20/11/2011 a 26/11/2011
- 13/11/2011 a 19/11/2011
- 06/11/2011 a 12/11/2011
- 30/10/2011 a 05/11/2011
- 23/10/2011 a 29/10/2011
- 16/10/2011 a 22/10/2011
- 02/10/2011 a 08/10/2011
- 25/09/2011 a 01/10/2011
- 18/09/2011 a 24/09/2011
- 11/09/2011 a 17/09/2011
- 04/09/2011 a 10/09/2011
- 28/08/2011 a 03/09/2011
- 21/08/2011 a 27/08/2011
- 14/08/2011 a 20/08/2011
- 07/08/2011 a 13/08/2011
- 26/06/2011 a 02/07/2011
- 12/06/2011 a 18/06/2011
- 05/06/2011 a 11/06/2011
- 22/05/2011 a 28/05/2011
- 08/05/2011 a 14/05/2011
- 24/04/2011 a 30/04/2011
- 17/04/2011 a 23/04/2011
- 10/04/2011 a 16/04/2011
- 03/04/2011 a 09/04/2011
- 27/03/2011 a 02/04/2011
- 20/03/2011 a 26/03/2011
- 13/03/2011 a 19/03/2011
- 06/03/2011 a 12/03/2011
- 27/02/2011 a 05/03/2011
- 13/02/2011 a 19/02/2011
- 06/02/2011 a 12/02/2011
- 30/01/2011 a 05/02/2011
- 23/01/2011 a 29/01/2011
- 16/01/2011 a 22/01/2011
- 09/01/2011 a 15/01/2011
- 02/01/2011 a 08/01/2011
- 26/12/2010 a 01/01/2011
- 19/12/2010 a 25/12/2010
- 12/12/2010 a 18/12/2010
- 05/12/2010 a 11/12/2010
- 28/11/2010 a 04/12/2010