Entrevista Especial com MANOEL CARLOS - Parte 1

 

 


Hoje eu tenho a honra de entrevistar um dos maiores autores da teledramaturgia brasileira, ele foi o responsável por criar histórias emocionantes, personagens marcantes que resultaram sempre em novelas inesquecíveis, que além de entretenimento nos levaram a uma reflexão e conscientização social, algo que exalta a importância da telenovela em nossas vidas. Minha entrevista especial de hoje é com um dos mais renomados autores de novelas do Brasil, MANOEL CARLOS.

 

“Quando se lembram de uma novela minha, não lembram – em primeiro lugar – de uma cena cômica. Não. Do que as pessoas lembram é de como temas da novela foram importantes para a sociedade. Isso, para mim, vale mais do que mil salários.”    

                                                                                                            (Manoel Carlos)

 

 

Jéfferson Balbino: Como surgiu seu interesse em escrever pra TV?

Manoel Carlos: Era o começo de tudo, 1951, a televisão no Brasil tinha apenas seis meses de vida. Então, o interesse era normal. Éramos jovens, ansiosos, vivíamos atrás de aventuras e sensações.

páginas da vida, último capítulo, grazielli e maneco, int. Foto: Ricardo Leal/PRN/Especial para Terra

(Manoel Carlos com Grazzi Massafera)


Jéfferson Balbino: Você chegou a trabalhar como ator. Como foi esse período da sua vida?

Manoel Carlos: Trabalhei como ator até 1958, mesmo escrevendo para a televisão. Mas quando ficou muito puxado fazer as duas coisas, optei por escrever apenas. Foi uma época romântica, povoada de sonhos. Em que vivíamos (eu e muitos amigos) cheios de planos.

Jéfferson Balbino: Suas primeiras novelas na TV Globo foram com as adaptações das obras literárias: “Maria Maria” (1979) e “A Sucessora” (1978). Até que ponto uma adaptação precisa ser fiel a obra original?

Manoel Carlos: Eu respeito o que acho que precisa ser respeitado. E faço isso procurando utilizar do maior critério possível. Mas mesmo assim, em todas as adaptações que fiz, coloquei sempre como obra “livremente inspirada”. Isso me deixa mais livre e faz com que o autor da obra original seja melhor resguardado.

Jéfferson Balbino: Em Janeiro/2011 eu entrevistei o autor Gilberto Braga que revelou que você foi um ótimo parceiro dele na autoria da novela “Água Viva” (TV Globo/1980). O que você tem a dizer dessa sua parceria com o Gilberto?

Manoel Carlos: Foi uma celebração que me deixou muito feliz. A novela era do Gilberto, eu apenas escrevia o que ele me pedia para escrever. Mas ele sempre foi generoso e me dava bons momentos, bons personagens. Nunca guardou para si as melhores oportunidades. Me alegra saber que ele tem também uma boa lembrança daquela época.

(Lilia Cabral, Letícia Spiller, Taís Araújo, Maneco, Giovanna Antonelli, Alinne Moraes e Bárbara Paz)


Jéfferson Balbino: Como surgiu o convite pra você escrever “Água Viva”?

Manoel Carlos: Tudo muito simples. Ele pediu ao Boni que me autorizasse a trabalhar com ele a partir de um determinado capítulo – e o Boni permitiu. Fizemos uma reunião e começamos a trabalhar.  Como ainda não existia a Internet, fazíamos reuniões semanais no apartamento dele, conversávamos e ele me passava a escaleta dos capítulos, designando as tramas que eu deveria escrever.

Jéfferson Balbino: Um dos destaques da novela “Baila Comigo” (TV Globo/1981), era o casamento inter-racial dos personagens Letícia (Beatriz Lyra) e Otto (Milton Gonçalves). Qual foi a repercussão que teve essa trama?

Manoel Carlos: Houve muita reação. Manifestações explícitas de racismo e até alguma violência, tudo isso dirigido à Beatriz. Ela chegou a ser hostilizada nas ruas e uma vez, como ela me contou, um vendedor de uma barraca na feira, se recusões a serví-la, perguntando se ela não tinha vergonha de ir para a cama com um negro. 

 



Escrito por jéfferson às 22h45
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Entrevista Especial com MANOEL CARLOS - Parte 2

 

 


Jéfferson Balbino: Que avaliação você faz do desfecho final que o autor Lauro César Muniz deu pra sua novela “Sol de Verão” (TV Globo/1982)?

Manoel Carlos: Ele fez, com sua habitual competência e talento, o desfecho possível para a novela, àquela altura dos acontecimentos. Aprovei integralmente.

(Hebe e Manoel Carlos)


Jéfferson Balbino: Como foi trabalhar com a nossa querida Hebe Camargo na Rede Record em 1960?

Manoel Carlos: Uma festa, como sempre que se trata da Hebe.  Dócil, mas exigente, Hebe sempre soube muito bem o que fazia e o que queria. Era séria e divertida. Uma admirável parceira de trabalho. Tenho saudades daquele tempo.

Jéfferson Balbino: Onde você busca tanta criatividade pra criar histórias para suas novelas?

Manoel Carlos: Bem, é o que se espera de quem escreve: que seja criativo. Não me julgo assim tão fértil quando você diz, mas acho que tem dado para o gasto.

(Manoel Carlos ao lado do casal de atores: Paulo Goulart e Nicette Bruno)


Jéfferson Balbino: O que você destacaria de sua passagem pela teledramaturgia da Manchete onde você escrever a minissérie “Viver a Vida” (1984) e a novela “Novo Amor” (1986) e da Band onde você escreveu a minissérie “O Cometa” (1989)?

Manoel Carlos: Gostei muito da experiência nas duas emissoras. Foram poucos trabalhos, mas todos com a participação de um grupo de amigos leais, o que tornou as tarefas mais fáceis. A Manchete dispunha de bons recursos técnicos e de uma equipe competente e cheia de ânimo, comandadas por Mário Márcio Bandarra e Herval Rossano. O Adolfo Bloch era muito divertido e o Zevi Guivelder, então diretor artístico, um homem de bom gosto, muito inteligente e culto, que sabia distinguir o que era de boa qualidade.  A experiência na TV Bandeirantes também foi feliz. “O Cometa” eu escrevi, adaptando livremente de um belo romance de Dirceu Borges, chamado “Ídolo de Cedro”, que foi muito bem dirigido pelo Roberto Vignati. O inesquecível para mim, nesse trabalho, mais do que tudo, é que dividi a autoria com o meu filho Ricardo de Almeida, que morreu em 1988, um ano antes da minissérie ser apresentada.

Jéfferson Balbino: Você também escreveu para outros países como: Colômbia, Peru, Argentina, Estados Unidos. Houve alguma dificuldade pra você se adequar a dramaturgia desses países mencionados?

Manoel Carlos: Escrevi novelas e minisséries para muitos países, mas sempre em português. Elas eram traduzidas e gravadas e viajavam pelo mundo todo. Nos meus contratos só não permitia que elas fossem apresentadas no Brasil, para não colidir com os contratos de exclusividade que eu mantinha aqui. Muitas me deram alegria, principalmente a que escrevi para os Estados Unidos, que foi gravada em Miami, Los Angeles e Nova York. A equipe compunha-se de muitos brasileiros, a começar pelo diretor, que foi o Ary Coslov. Nesses trabalhos realizados no exterior, tive sempre um excelente colaborador, que foi o Marcus Toledo.

Jéfferson Balbino: Como foi o processo de criação da problemática Débora da novela “Felicidade” (TV Globo/1991), que foi brilhantemente interpretada pela atriz Vivianne Pasmanter?

Manoel Carlos: O processo de criação dos personagens de uma novela, pelo menos para mim, segue o caminho que adotei desde o início da minha carreira: vou pensando nele, amadurecendo, imaginando como ele se veste, que amigos tem, qual o seu grau de instrução, pelo que se interessa, etc. Fisicamente também vou montando: se é gordo, magro, alto, calvo ou cabeludo, tem ou não barba, idade, etc.  A partir do momento que passo a acreditar nele e sentí-lo ao meu lado, como uma existência efetiva e real, ele então está pronto. Débora, de Felicidade, não foi diferente.

Jéfferson Balbino: Você acredita que o nível das novelas brasileira ainda seja o melhor do mundo?

Manoel Carlos: Pelo que vejo em outros países que fazem novela, sim, sem nenhuma dúvida. Hoje, o padrão que mais se aproxima do nosso é o de Portugal. Tenho visto e gostado muito do que eles fazem por lá.

Jéfferson Balbino: Outra personagem sua que eu gostei muito foi a Paula Sampaio Moretti de “História de Amor” (TV Globo/1995). Como avalia o desempenho da atriz Carolina Ferraz que defendeu tão bem a personagem?

Manoel Carlos: Carolina esteve admirável. É uma atriz sensível e uma personalidade inconfundível. Não se parece com nenhuma outra. Deixa uma marca em tudo que faz.

 



Escrito por jéfferson às 22h33
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Entrevista Especial com MANOEL CARLOS - Parte 3

 

 

Jéfferson Balbino: Certa vez li uma entrevista sua em que você disse que você escreveu a sinopse da novela “Por Amor” (TV Globo/1997) no ano de 1983. O que você modificou na sinopse da novela quando a trama enfim foi produzida?

Manoel Carlos: Praticamente nada. O nome original é que eu abreviei: de “Doação por Amor” por apenas “Por Amor”.

Jéfferson Balbino: Qual foi sua inspiração pra tratar de leucemia na novela “Laços de Família” (TV Globo/2000)?

Manoel Carlos: Fiz a escolha assim que li que o INCA estava com muitas dificuldades para fazer crescer seu banco de medulas. Faltavam doadores. Foi quando eu deparei com a expressão “transplante de medula”. Pedi à minha pesquisadora que procurasse saber o que as pessoas entendiam por “transplante” e a resposta foi clara, claríssima: as pessoas pensavam que esse transplante era como o de fígado, rim ou mesmo coração. Abria-se o corpo e tirava-se de dentro a medula. Concluí que esse equívoco, essa má interpretação, é que impedia o comparecimento de doadores. Quando a novela abordou o tema e explicou direitinho, e essa informação veio acompanhada de cenas de muita emoção, pronto: formaram-se filas intermináveis de doadores em todo o Brasil.

(Manoel Carlos com sua filha, a atriz Júlia Almeida)


Jéfferson Balbino: Foi você que motivou sua filha, a atriz Júlia Almeida, pra seguir a carreira de atriz?

Manoel Carlos: Não nego que me alegrou o caminho que ela escolheu, mas também me preocupou, porque é uma profissão com altos e baixos contínuos, sem segurança. Não influí diretamente, mas é natural que ela tenha se deixado influenciar. Afinal, a minha casa vive esse clima que tem a ver com teatro, cinema, televisão e literatura. A influência é natural.

Jéfferson Balbino: Na minissérie “Presença de Anita” (TV Globo/2001) você introduziu muitas cenas de sexo e nudez. Porque atualmente esses elementos não são utilizados com freqüência na teledramaturgia?

Manoel Carlos: Não saberia dizer, mas me parece que houve um endurecimento geral. Me dizem que a sociedade, como um todo, está mais conservadora. Ou melhor: que voltou a ser mais conservadora. Pode ser. Mas acredito que – ao lado disso - exista também a mão pesada da Censura, o olhar impertinente da Censura, a voz cavernosa da Censura. Enfim: a intolerância da Censura, que está ensaiando um retorno que já se faz sentir.

Jéfferson Balbino: Devido à mobilização de sua novela “Mulheres Apaixonadas” (TV Globo/2003), o Congresso Nacional aprovou o Estatuto do Idoso. Como você vê esse impacto que a novela causou?

Manoel Carlos: Minha alegria, ao escrever novelas, está exatamente nesse trabalho de pautar decisões, inclusive as do Congresso Nacional. Não foi apenas o Estatudo do Idoso, mas também o da violência doméstica, o do alcoolismo, assim como a compreensão da síndrome de Down, etc., etc. Isso é que me interessa. Quando se lembram de uma novela minha, não lembram – em primeiro lugar – de uma cena cômica. Não. Do que as pessoas lembram é de como temas da novela foram importantes para a sociedade. Isso, para mim, vale mais do que mil salários.

Jéfferson Balbino: Eu sou conterrâneo da atriz Grazzi Massafera, que conseguiu sua ascensão artística, graças a você que deu a ela a chance de provar seu talento como atriz. O que levou você apostar numa ex-bbb, dando a ela, a personagem Thelminha na novela “Páginas da Vida” (TV Globo/2006)?

Manoel Carlos: Eu não vi a Grazzi no BBB do qual ela participou. Eu estava fora do Brasil na ocasião. Mas vi fotos dela nos jornais e revistas. Uma tarde, o Mário Lúcio Vaz, então diretor artístico da TV Globo, me apresentou a essa linda jovem. Ela disse que gostaria de fazer um teste para a minha próxima novela. Pedi que ela fizesse a oficina de atores da Globo e ela fez. Foi monitorada o tempo todo pelo Jayme Monjardim, que era o meu diretor. E ficou provado que ela tinha talento, como o Brasil inteiro constatou.

Jéfferson Balbino: Houve alguma dificuldade pra você retratar um tema tão perspicaz que é a drunkorexia (anorexia alcoólica) na novela “Viver a Vida” (TV Globo/2010)?

Manoel Carlos: Sempre é difícil abordar esses temas, mas sempre vale a pena pelos resultados alcançados.

Jéfferson Balbino: De que forma você representa a sociedade brasileira em suas novelas?

Manoel Carlos: Escrevo sobre o que vejo e conheço de alguma maneira. Sou classe média e é essa parcela da sociedade que procuro retratar, fazendo do Leblon o celeiro e o cenário dos meus personagens.

 



Escrito por jéfferson às 22h27
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Entrevista Especial com MANOEL CARLOS - Parte 4

Manoel Carlos e Jayme Monjardim. [7]

(Manoel Carlos com o diretor Jayme Monjardim)

 

 

Jéfferson Balbino: A que você atribui o sucesso da minissérie “Maysa – Quando Fala o Coração” (TV Globo/2010)?

Manoel Carlos: “Maysa” tinha tudo para acontecer, como aconteceu. Uma bela história inspirada numa personalidade rica e inesquecível. Maysa é que foi e sempre será um sucesso. Eu fui apenas o agente que se propôs a contar a bela história. O resultado do trabalho foi admirável como um todo: iluminação, cenografia, interpretação, figurinos, tudo sob a batuta de um maestro de rara sensibilidade e talento, que é o Jayme Monjardim. Ele estava alí contando a história da própria mãe e a sua própria história. Foi um momento inesquecível.

Jéfferson Balbino: Quando teremos o prazer de ver mais uma novela sua?

Manoel Carlos: Se o calendário for seguido na mesma ordem que vem acontecendo até aqui, eu só terei que escrever novela em 2013. Mas espero fazer minisséries até lá, talvez mesmo uma macrossérie de 50 capítulos. Se me deixarem apenas com isso, fico feliz. Não tenho mais ansiedade e nem necessidade de disputar espaço. Meu contrato vai até 2016. Até lá tudo pode acontecer. Aguardemos.

Jéfferson Balbino: Até que ponto o público interfere no rumo das suas novelas?

Manoel Carlos: Que interfira, não digo, mas influencia. O público é meu patrão. É para ele que eu trabalho. E isso me dá grande prazer.

Jéfferson Balbino: Qual você considera o melhor personagem criado por você?

Manoel Carlos: Sem dúvida alguma, as Helenas das minhas novelas.

Jéfferson Balbino: E como é o Manoel Carlos telespectador, o que você gosta e assiste na TV?

Manoel Carlos: Não vejo muito. Não por não gostar, mas porque se estou escrevendo, não tenho tempo. Se não estou, viajo. Mas gosto, preferencialmente, de noticiários, entrevistas, programas de viagem e também científicos. Quanto às novelas, não acompanho, não posso acompanhar, mas dou uma olhada em todas elas, vejo um capítulo ou outro, pois gosto de estar sempre por dentro do que está acontecendo.


Jéfferson Balbino: Com essa movimentação no setor, você aceitaria um eventual convite pra trocar de emissora?

Manoel Carlos: Não. Mudar de emissora é sempre recomeçar. Já fiz isso muitas vezes. Trabalhei na Tupi, Record, Paulista, Excelsior, TV Rio, Manchete... E na TV Globo, para onde fui em 1971, nesses 40 anos entrei e saí várias vezes. Sempre era um recomeço, apesar da experiência. Chega.

Jéfferson Balbino: Antes de finalizarmos, segue a nossa tradicional pergunta: Qual foi a melhor novela que você assistiu?

Manoel Carlos: Poderia citar várias, mas fico com três: “Mulheres de Areia” (1973), de Ivani Ribeiro, “Nina” (1977), de Walter George Durst; e “Que Rei Sou Eu?” (1989) de Cassiano Gabus Mendes.

Manoel Carlos e Larissa Maciel durante lançamento de minissérie

(Manoel Carlos e Larissa Maciel / Foto: Renato Rocha Miranda)


Jéfferson Balbino: Maneco, quero agradecer muito por conceder essa entrevista. Você é um ícone da nossa teledramaturgia, é uma honra ter essa entrevista com você aqui “No Mundo dos Famosos”, muito sucesso sempre e um grande abraço!

Manoel Carlos: Jéfferson, eu que agradeço a oportunidade de falar um pouco sobre o meu trabalho.

 

 



Escrito por jéfferson às 22h21
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Entrevista Especial - NO MUNDO DOS FAMOSOS

OUTRAS ENTREVISTAS


Pra você que perdeu as outras entrevistas realizadas por mim aqui NO MUNDO DOS FAMOSOS, aí vai o link de cada uma pra você poder ler, ou reler novamente. Clique em cima do nome do entrevistado para ler a Entrevista Especial realizada.

 

 

1 - NILSON XAVIER (escritor)

2 - MARGARETH BOURY (autora de novelas)

3 - REYNALDO BOURY (diretor de TV)

4 - BABI XAVIER (atriz/apresentadora)

5 - NÉLIO JÚNIOR (jornalista/repórter de TV)

6 - MARCÍLIO MORAES (autor de novelas)

7 - RICARDO LINHARES (autor de novelas)

8 - ANA MARIA MORETZSOHN (autora de novelas)

9 - DUCA RACHID (autora de novelas)

10 - ADA CHASELIOV (atriz)

11 - MAYRA DIAS GOMES (escritora)

12 - THELMA GUEDES (autora de novelas)

13 – ANDRÉ REBELLO (ator)

14 – KADU MOLITERNO (ator)

15 - MAURICIO MACHADO (ator)

16 - LAURO CÉSAR MUNIZ (autor de novelas)

17 - STELLA FREITAS (atriz)

18 - ALCIDES NOGUEIRA (autor de novelas)

19 - EDWIN LUISI (ator)

20 - MAURO ALENCAR (Doutor em Teledramaturgia/escritor)

21 - SOLANGE CASTRO NEVES (autora de novelas)

22 - WHALTER NEGRÃO (autor de novelas)

23 - BÁRBARA BRUNO (atriz)

24 - RENATA DIAS GOMES (autora de novelas)

25 - MATEUS CARRIERI (ator)

26 - LETÍCIA DORNELLES (autora de novelas)

27 - TAMARA TAXMAN (atriz)

28 - AIMAR LABAKI (dramaturgo/autor de novelas)

29 - LUCÉLIA SANTOS (atriz)

30 - FÁBIO FABRÍCIO FABRETTI (escritor)

31 - EDUARDO NASSIFE (escritor)

32 - ROSANE GOFMAN (atriz)

33 - CRISTIANNE FRIDMANN (autora de novellas)

34 - RODRIGO PHAVANELLO (ator)

35 - YOYA WURSCH (autora de novelas/roteirista)

36 - INGRA LIBERATO (atriz)

37 - JOÃO CAMARGO (ator)

38 - GILBERTO BRAGA (autor de novelas)

39 - DÉO GARCEZ (ator)

40 - PATRÍCIA MORETZSOHN (autora de novelas)

41 - BETH GOULART (atriz)

42 - MANOEL CARLOS (autor de novelas)

 

 



Escrito por jéfferson às 22h04
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Próxima Entrevistada: VANESSA GOULARTT

 

SEMANA QUE VEM...

Eu entrevisto a atriz VANESSA GOULARTT

NÃO PERCA!



Escrito por jéfferson às 21h52
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