Entrevista Especial com LUCINHA LINS - Parte 1

 

Munir Chatack/Record

 

Não sei se já comentei aqui, mas meu dia preferido da semana é a sexta-feira, não sei se isso tem haver pelo fato de eu ter nascido nesse dia da semana, só sei que uma das melhores sextas-feiras de toda minha vida, foi a do dia 22 de julho de 2011, onde eu realizei pessoalmente essa Entrevista Especial que vocês conferiram agora. Inquestionavelmente simpática a minha entrevistada é unanimidade quando o assunto é TALENTO. Nossa entrevista estava marcado às 11 horas da manhã, mas como eu estava em Botafogo (Zona Sul do Rio de Janeiro) sai bem cedo já que o RecNov (localizado em Vargem Grande) fica muito, mais muito longe de onde eu estava hospedado, gastei cerca de 2 horas para chegar aos estúdios de novelas da Rede Record, quando cheguei ainda faltava cerca de uma hora para começar a Entrevista, enquanto isso fiquei aguardando numa sala de espera da emissora, e posteriormente na sala da Assessoria de Imprensa, pontualmente as 11:00 horas da manhã fui para o estúdio da novela “Vidas em Jogo”, como minha entrevistada estava ensaiando uma dança com a atriz Julianne Trevisol, sua filha na trama, fiquei aguardando o término do ensaio nos bastidores, onde conversei um pouco com alguns atores: Mário Lago, Beth Goulart, Denise Del Vecchio e André di Mauro, quando terminou o ensaio minha entrevistada veio até mim, simpática como sempre veio sorrindo, cumprimentando um ou outro pelo caminho, e muito amável com todos. Iniciamos a entrevista, ela sempre segura de si em suas respostas deixa claro nessa entrevista a sua dedicação pela carreira de atriz, eu como ‘fanzoca’ que sou dela, me senti privilegiado de estar diante de minha ídola, o meu olhar acusava a quilômetros de distância a minha imensurável admiração por ela. Num determinado momento da Entrevista, fomos interrompidos por um produtor da novela que a chamava a mesma para ir fazer a maquiagem já que estava atrasada e as gravações daquele dia teria inicio as 13 horas e ela ainda nem tinha almoçado, já que estava nos concedendo essa longa Entrevista. E mesmo ela querendo me ‘matar’ por eu perguntar demais (risos), como é de praxe em todas Entrevistas realizadas pelo “No Mundo dos Famosos” (que tem como objetivo focar toda a carreira do Entrevistado para que o público conheça a fundo a carreira do mesmo), e mesmo com a pressão da produção ela continuou a Entrevista até o fim, relatando tudo sobre sua vida e obra. Após o término da última pergunta ela saiu correndo pra maquiagem e com certeza perdeu uma parte da sua hora de almoço, mas com a missão cumprida do seu compromisso com o ‘No Mundo dos Famosos’, o que reforça sua consciência em relação ao crivo constante do público e a tão famosa expressão ‘preço da fama’.   

Minha ‘Entrevista Especial’ de hoje é com a linda, talentosa e extremamente simpática atriz LUCINHA LINS.


 

 

“Eu aprendi com Walter Avancini, o que eu uso até hoje, foi ele quem realmente abriu as portas da minha alma, do meu coração, pra eu ter em mim a crença de que eu poderia ser uma atriz.”

(Lucinha Lins)

 



Escrito por jéfferson às 23h10
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Entrevista Especial com LUCINHA LINS - Parte 2

 

(Julianne Trevisol, Jéfferson Balbino e Lucinha Lins no RecNov)


Jéfferson Balbino: Olá Lucinha, muito obrigado por conceder essa entrevista ao site “No Mundo dos Famosos”. É uma honra pra mim entrevistar uma grande atriz da TV Brasileira como você.

Lucinha Lins: Eu é que te agradeço, me perdoa por tantos ‘bolos’, mas o importante é que finalmente estamos aqui juntos, vamos curtir...

 

Jéfferson Balbino: Lucinha, começa nos contando como surgiu seu interesse pela carreira artística.

 

Lucinha Lins: Eu tenho uma casa, minha família é muito musical, muito palhaça, muito engraçada, muito feliz... Eu acho que começou dentro da minha casa, brincando de circo com meus pais e meus irmãos. Um dia, a música sempre foi muito importante pra mim eu namorei o Ivan, que veio a se chamar Ivan Lins, eu tinha 15 anos quando nós começamos a namorar e nós fazíamos parte, ele me levou pra conhecer um grupo de pessoas que se reunia e cada um mostrava seu trabalho e isso mais tarde veio a se chamar MAU (Movimento Artístico Universitário) do qual eu fiz parte, os festivais eram a grande meta de todos nós, entrar no festival, sobressair de alguma maneira através da música. Eu comecei trabalhar com a minha voz com publicidade, jingles, locução, dublagem e tal... E como sempre eu fui muito bonitinha, com um cabelo bonitinho vieram os anúncios de televisão e eu comecei a entrar como atriz sem saber se eu tinha realmente essa possibilidade, as coisas foram um pouco acontecendo na minha vida e eu tive sorte de estar atenta e alerta e simplesmente eu sai fazendo, fazendo, fazendo... Eu tive boas oportunidades, mas eu briguei muito pra me manter nas oportunidades que eu tive.

 

 

Jéfferson Balbino: Que lembranças você tem do grupo MAU (Movimento Artístico Universitário) que você formou durante sua vida universitária?

 

Lucinha Lins: Não, eu não era universitária. Eu era mascote do time, eu tinha 16 anos, 17 anos. Eu me casei aos 18, mas eu fiz parte dessa loucura toda e eu ia fazer Medicina, acabei não fazendo, e esse lado artístico veio acontecer na minha vida, principalmente por causa do MAU (Movimento Artístico Universitário) da qual eu era mascote.

 



Escrito por jéfferson às 22h59
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Entrevista Especial com LUCINHA LINS - Parte 3

 

 

 

“Eu acho uma responsabilidade muito grande, é cultural a parte de teledramaturgia no nosso país, faz parte da Cultura desse país, as pessoas gostam do surreal, gostam da realidade, eu acho que os valores estão sendo mostrados de forma um pouco equivocada, eu discordo de muita coisa que é visto na teledramaturgia hoje no nosso país...”

(Lucinha Lins)

 

Jéfferson Balbino: Então quando você estava no MAU (Movimento Artístico Universitário) você ainda não era universitária?

 

Lucinha Lins: Não, eu não fiz Universidade nenhuma. Acabei não fazendo, aos 19 eu era mãe de dois, um que saiu do meu corpo, outro que a vida me deu.

 

Jéfferson Balbino: Como foi a emoção ao vencer o “Festival MPB Shell 81”?

 

Lucinha Lins: É foi uma famosa zebra de festival né?! Foi considerada uma das maiores vaias na história dos festivais que eu não desejo a ninguém, bastante triste, muito desagradável, é uma rejeição muito grande que você fica, o som da vaia que dizem que foi 3 minutos, 15 minutos, não sei eu não me lembro mais, ficou dentro da minha cabeça um zumbido durante uns 2, 3 dias, eu não conseguia dormir. Mas eu ali já estava começando a por as manguinhas de fora, eu fui cantar nesse festival para ajudar um amigo, que era o Jerônimo Jardim – meu amigo querido. E as coisas foram acontecendo e eu cheguei à final e eu acabei ganhando. Eu já estava ensaiando um espetáculo que veio a se chamar “Sempre, Sempre Mais” e, eu tive a custa da vaia e de ganhar o festival, que eu também ganhei melhor intérprete, eu tive todas as portas de comunicação deste país abertas, de curiosidade: ‘Como estaria à pobre da desgraçada, da vaiada da Lucinha Lins?’. E, eu dizia: ‘Olha eu estou bem, estou feliz com esse prêmio, que loucura e tal. Mas, eu estou ensaiando um espetáculo que estreou três meses depois. ’, eu já estava ensaiando e posso dizer que eu fui à única artista nesse país que teve a maior mídia em cima do que eu poderia estar fazendo e gratuita, quando eu estreei três, quatro meses depois o “Sempre, Sempre Mais”, todo mundo queria saber o que era aquilo e graças a Deus era muito bom e eu estou aqui até hoje.

Lucinha Lins está em Vidas Opostas, da Record - reprodução 

 

Jéfferson Balbino: Sua carreira na TV começou na série “Plantão de Polícia” (TV Globo/1980). Como foi essa primeira experiência na teledramaturgia brasileira?

 

Lucinha Lins: Ah foi péssima pra mim, eu era uma mulher bonitinha que não sabia nem andar, nem falar e que estava enfeitando o vídeo, mas eu já tinha ótimos professores a minha volta e uma paciência começando a acontecer na minha vida, eu acho que o grande barato que aconteceu depois disso veio a se chamar “Rabo de Saia”, e aí veio o “Sempre, Sempre Mais”, as coisas de palco e tal, acho que o momento que eu disse: ‘Ok, eu tenho possibilidades de ser uma atriz”, até então eu achava que eu não era, não sabia se era isso que eu queria,e  foi aí quando o Walter Avancini cismou comigo e me chamou pra fazer “Rabo de Saia”.

 

(Lucinha Lins como Rapunzel em cena no "Sitio do Picapau Amarelo")


Jéfferson Balbino: No ano seguinte, em 1981, você fez uma participação no “Sitio do Picapau Amarelo” (TV Globo) interpretando a Rapunzel.  Houve alguma dificuldade em interpretar uma clássica personagem das histórias infantis como essa?

 

Lucinha Lins: Não foi uma delicia, a minha alegria era maior que talvez a minha possibilidade de talento, tinha música para cantar onde eu dominava muito bem e a emoção de estar ao lado de Dona Zilka Salaberry, que foi uma das personagens e atrizes mais importantes da minha infância, porque ela fazia parte de uma coisa chamada Vesperal Troll (programa infantil da extinta TV Tupi, exibido entre os anos 1956 a 1966) que era ao vivo, todo domingo na TV Tupi e derrepente ela era a Vovó Benta dos meus filhos, a minha bruxa, da minha infância, a minha tartaruga, a minha princesa, era a Vovó Benta dos meus filhos e a Vovó Benta da Rapunzel, minha personagem que eu estava fazendo, a emoção foi muito grande.

 

Jéfferson Balbino: Então podemos dizer que a Zilka foi sua referencia nesse inicio de carreira ou não?

 

Lucinha Lins: Não! Ela era uma ídola, um ídolo na minha vida. E eu tive um privilégio de estar ao lado dessa mulher.

 

Jéfferson Balbino: Que experiências você adquiriu como atriz ao ser dirigida pelo saudoso Walter Avancini na minissérie “Rabo de Saia” (TV Globo/1984)? E como foi receber o prêmio “APCA de Atriz Revelação”, que esse trabalho lhe rendeu?

 

Lucinha Lins: Foi uma loucura do Avancini, quando um dia eu disse a ele: ‘Porque eu? Eu posso estragar o seu trabalho, você esta me colando ao lado de pessoas como: Dina Sfat, Ney Latorraca, gente muito pesada, muito boa já e eu não sou essa pessoa’, e ele me disse: ‘Raramente eu me engano, mas ninguém estraga o meu trabalho, se por acaso eu estiver enganado, eu mato a sua personagem e tiro você da trama. Mas, eu tenho certeza que não, porque eu vejo em você uma gana, uma raça, uma vontade de fazer, que eu não estou enganado’. Eu aprendi com Walter Avancini, o que eu uso até hoje, foi ele quem realmente abriu as portas da minha alma, do meu coração, pra eu ter em mim a crença de que eu poderia ser uma atriz.

 

(Lucinha Lins, José Wilker e Regina Duarte na novela "Roque Santeiro")


Jéfferson Balbino: E como surgiu o convite pra você interpretar a Mocinha na novela “Roque Santeiro” (TV Globo/1985)?

 

Lucinha Lins: Exatamente a custa desse trabalho em “Rabo de Saia” que me deu o prêmio de Atriz Revelação pela APCA de São Paulo, que foi tudo uma grande surpresa, dali em diante eu passei a ser vista como uma atriz e aí veio outro privilégio em minha vida, outro grande desafio, ao lado de grandes professores, fazer Mocinha, a filha de Seu Flô e Dona Pombinha, nada mais, nada menos que Ary Fontoura e Dona Eloísa Mafalda, eu tive uma escola na prática, eu dei a minha cara a tapa, não tenha dúvida! Não pense que eu estava sendo corajosa, eu tinha noção de que eu não podia perder essa oportunidade, e aí eu me lembro do grande e querido Avancini que dizia pra mim: ‘Você tem uma gana, uma vontade de querer, de chegar lá que eu tenho certeza que eu não estou enganado’, agora com quase 40 anos de carreira, mais uma vez eu serei sempre agradecida a Avancini e se pudesse diria a ele: ‘Obrigada querido, você tinha razão!’.

 



Escrito por jéfferson às 22h39
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Entrevista Especial com LUCINHA LINS - Parte 4

 

 


Jéfferson Balbino: Durante a novela “Roque Santeiro”, houve uma briga nos bastidores envolvendo os autores Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Como vocês do elenco se posicionaram diante dessa desavença dos respectivos autores?

 

Lucinha Lins: Olha, isso foi chegando pra gente e a gente foi ficando meio surpreso, e ao mesmo tempo você tinha 40 cenas para gravar num dia, você não tem tempo de discutir e, além disso, você está ali pra aprender seu texto, obedecer e gravar. Foi complicado, foi difícil, foi constrangedor, mas nós não podíamos nos meter nisso, por mais que a gente conversava entre nós, não nos dizia a respeito. Foi no mínimo constrangedor.

 

Jéfferson Balbino: O que você destacaria de sua carreira como cantora?

 

Lucinha Lins: Ah muita coisa, eu não posso esquecer o Festival, pra mim a primeira vez que eu apresentei em festivais foi no Caio Martins em Niterói, depois eu tinha 17 anos, em seguida eu fui cantar no Festival Universitário da Canção em pleno o Teatro Municipal do Rio de Janeiro, eu tinha 17 anos, ali eu ganhei prêmios, tirei melhor intérprete eu apareci e já era uma coisa muito diferenciada, eu achava que as pessoas estavam malucas, eu achava aquilo tudo um grande exagero. Eu tenho momentos inesquecíveis, meu Deus eu não posso enumerar todos eles, cada momento tem o seu valor extraordinário...

 

(Lucinha Lins e Marcos Paulo na novela "O Salvador da Pátria")


Jéfferson Balbino: Como foi trabalhar com o nosso querido e competente Lauro César Muniz na novela de sucesso “O Salvador da Pátria” (TV Globo/1989), onde você interpretou a personagem Ângela?

 

Lucinha Lins: Ângela era uma mulher que tinha um lado meio burro, eu tinha problemas graves com ela, porque ela tinha um lado não sei se burro, mas talvez muito ingênuo, eu tive problemas com essa personagem, mas foi um desafio maravilhoso. Eu vou agradecer ao Lauro pro resto da vida em ter me dado uma personagem onde eu tinha que brigar comigo mesma pra interpretá-la, porque eu discordava dela. Ah isso foi uma escola maravilhosa pra mim.

 

Jéfferson Balbino: Em 1991, você atuou na novela “O Dono do Mundo” (TV Globo/1991) que era uma trama que incentivou discussões sobre ética. Como você vê o papel da telenovela como formadora de opiniões?

 

Lucinha Lins: Muito sério! “O Dono do Mundo” foi uma participação rápida, pequena, boa, bonita, gostei muito de ter feito. Engraçado que naquela época, eu estava trabalhando com o [Antônio] Fagundes na TV Cultura de São Paulo fazendo o papel de irmã dele no “Mundo da Lua” e derrepente ele era meu amante no “Dono do Mundo” e tava engraçado a situação, a gente ria da situação tão diferenciada de um trabalho pro outro ao mesmo tempo acontecendo. Mas você falou do que mesmo... perdão?


Lucinha Lins está em Vidas Opostas, da Record - reprodução 

 

Jéfferson Balbino: Como você vê o papel da telenovela como formadora de opiniões?

 

Lucinha Lins: Eu acho uma responsabilidade muito grande, é cultural a parte de teledramaturgia no nosso país, faz parte da Cultura desse país, as pessoas gostam do surreal, gostam da realidade, eu acho que os valores estão sendo mostrados de forma um pouco equivocada, eu discordo de muita coisa que é visto na teledramaturgia hoje no nosso país, eu acho que informa errado, não vou citar a cena ‘aqui, acolá’ que foi vinculada, até por uma questão de ética, mas eu não adoro não.

 

Jéfferson Balbino: Ou seja, é uma ‘faca de dois gumes’?

 

Lucinha Lins: Acho que tem de tudo...

 

Jéfferson Balbino: Em “Despedida de Solteiro” (TV Globo/1992), você interpretou a personagem Marta que abandona o filho para assumir os negócios deixados por seu irmão Pasqual (Eduardo Galvão). Como você trabalhou o perfil psicológico dessa personagem?

 

Lucinha Lins: É não era tão simples... Ela era uma pessoa do interior, ela engravida de uma pessoa que é um grande vilão, e ela não pode mostrar que ela teve filho daquele homem, ela é uma ‘mãe solteira’, isso era muito grave, mas ela sabe como proteger esse filho, deixando ele aos cuidados de alguém que ela respeita que ela sabe que vai criar bem, que ela sabe que vai sempre estar debaixo das ‘asas’ dela - digamos assim. Que mais que você perguntou?

 

Jéfferson Balbino: Como você trabalhou o perfil psicológico?

 

Lucinha Lins: Não sei, acho que é isso de certa forma... (risos)

 



Escrito por jéfferson às 22h26
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Entrevista Especial com LUCINHA LINS - Parte 5

 

 

(Lucinha Lins e Yara Côrtes em cena da novela "A Viagem")

 

Jéfferson Balbino: Uma de suas personagens marcantes foi a Estela da novela “A Viagem” (TV Globo/1994). Como foi a experiência de atuar numa novela da saudosa e brilhante Ivani Ribeiro? Como era a sua relação com a autora?

 

Lucinha Lins: A Ivani Ribeiro, eu acho que já tinha falecido nessa época, eu não me lembro.

 

Jéfferson Balbino: Não ela morreu em 1995, e a novela foi produzida em 1994, mas acho que ela já estava debilitada...

 

Lucinha Lins: Mas ela já estava com problemas... Essa novela é um marco, um outro marco que eu tive o privilégio de fazer parte nesse país, porque eu tinha uma relação... Essa novela tem um lado psicografado, não sei se as pessoas sabem disso. É complicado, é outra esfera, é outro patamar... Aconteceram coisas inexplicáveis nessa novela que mexeu com todos nós, ela tinha um astral diferente, ela tinha uma energia diferente. A minha personagem tinha uma telepatia com a irmã que era feita pela Christianne Torloni, elas se entendiam pelo coração, elas tinham uma coisa, uma ligação, uma sentia o que a outra coisa, e aconteceram momentos eu e a Christianne fizemos uma química maravilhosa, e aconteceram cenas que nós inventávamos o texto, digamos que tivesse meia página ela poderia se transformar em uma página e meia, porque nós simplesmente saiamos falando e lá pelas tantas o diretor dizia assim: ‘Posso cortar?’. Aconteciam coisas incríveis nessa novela e ela é muito especial na minha vida, no meu coração, eu tenho paixão por esse trabalho.

 

Jéfferson Balbino: Eu até entrevistei a Denise Del Vecchio recentemente, que também estava no elenco de “A Viagem” e ela me disse que como a Ivani Ribeiro estava debilitada nessa época vocês quase não a via...

 

Lucinha Lins: Não nunca vimos tudo era através do Wolf Maya (diretor da novela) que foi o grande mentor disso tudo.

 

Jéfferson Balbino: Então vocês não tinham uma relação mais intima com a autora?

 

Lucinha Lins: Não!

 

(Lucinha Lins com Didi e Mussum no filme "Os Saltimbancos Trapalhões)


Jéfferson Balbino: Sua estréia no cinema ocorreu no filme “Os Saltimbancos Trapalhões” (1981), que foi um sucesso absoluto de bilheteria. Que avaliação você faz de sua carreira cinematográfica?

 

Lucinha Lins: Na verdade a minha estréia no Cinema aconteceu com [o diretor] Walter Hugo Cury anos antes disso num filme chamado “Amor Voraz”, que eu tinha uma participação ao lado de Vera Fischer, mas o filme não fez sucesso. Mas ali eu comecei a ter uma idéia, o convite para “Saltimbancos Trapalhões” é o máximo, era um musical, músicas de Chico [Buarque], o filme era deslumbrante, eu simplesmente fui pra Hollywood gravar dentro da Universal Picture’s, meu Deus do céu eu não tenho idéia do que eu estava fazendo sendo atriz principiante, tenho uma ternura por esse trabalho quando eu vejo eu digo: ‘Meu Deus como eu era ruim.’ E como eu consegui ser a mocinha, tenho uma ternura muito especial por isso, que me abriu as portas para do mundo infantil na minha vida, eu fiz depois muita peça infantil nesse país e eu tenho uma legião de adultos que tem guardado no coração, na memória afetiva a Carina do “Saltimbancos Trapalhões”.


 


Jéfferson Balbino: Na novela “As Púpilas do Senhor Reitor” (SBT/1994), você interpretou a cantora Magali do Porto. Como na vida real você também é cantora, além de fascinante foi uma combinação perfeita esse tipo de personagem né?

 

Lucinha Lins: Foi um susto porque eu fui chamada pra fazer essa participação e eu trabalhei, acredito que uma semana não foi mais que isso, e eu estava muito bronzeada do sol do Rio de Janeiro, então nos brincamos que Magali do Porto, como ela morava no Porto ela andava muito a beira mar (risos), porque as pessoas daquela época seriam muito brancas e eu estava um pouco bronzeada, foi delicioso fazer isso – com exceção do peso das perucas, eu usava quatro, cinco perucas, fazia uma cabeça enorme e eu tive o prazer de cantar “Ai Mouraria”, que é uma das músicas da minha infância.

 

Jéfferson Balbino: Além de “As Púpilas do Senhor Reitor”, você ainda atuou nas novelas: “Sangue do meu Sangue” (1995) e “Esmeralda” (2004), todas produzidas pelo SBT. Como você define sua trajetória na teledramaturgia da emissora?

 

Lucinha Lins: Muito bem, olha são filosofias diferentes eu me sinto muito privilegiada porque eu já trabalhei muito na Globo, eu trabalhei no SBT, a pouco tempo pra cá eu estou na Record, esse picadeiro de filosofias de trabalhos diferentes me fazem crescer, me fazem aprender muito, eu tive muita sorte no que até hoje eu fiz em teledramaturgia, na televisão foi muito bom.

 

 

Jéfferson Balbino: Em Agosto de 1984, você fez um ensaio sensual pra revista Playboy. Porque você se inspirou na Marilyn Monroe pra fazer o ensaio?

 

Lucinha Lins: Durante uns três ou quatros anos eu tive uma ‘cantada’ da Playboy e eu dizia assim: ‘Não, não tem nada haver comigo e tal.’, um dia eu lendo uma revista eu descobri que aquela revista que lançou a famosa foto do Calendário Marilyn Monroe e tal foi em 1953, que foi o ano que eu nasci, e ela é MM (sigla do nome Marilyn Monroe) e eu sou LL (sigla do nome Lucinha Lins), e aí eu fiz uma comparação e ficou uma coisa engraçada na minha cabeça, e eu falei com o meu marido eu disse: ‘Olha, se um dia a Playboy me chamar de novo, eu vou perguntar se eles fariam que mais uma pessoa, porque todo mundo adora a Marilyn Monroe e já tinha saído Playboy com o ensaio de Marilyn Monroe’, e isso aconteceu, e eu disse: ‘Olha, eu tive um gancho engraçado e tal...’, eles gostaram da minha idéia e aí nós trabalhamos com uma coisa que eram duas mulheres né?! Aí eu fui trabalhar em cima de fotos dela que ainda não tinham sido mostradas, apesar da foto do calendário ter que fazer parte disso – que eu adorei e tal... E aí eu virei com a minha proposta, com a minha idéia que eles gostaram, eu virei a edição de agosto, justo a data bacana da revista, do aniversário da revista, e eu fui a Miss Agosto de 84, que foi o maior barato e eu adorei ter feito.

 



Escrito por jéfferson às 22h00
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Entrevista Especial com LUCINHA LINS - Parte 6

 

 


Jéfferson Balbino: Como você lida com o sucesso e com as críticas?

 

Lucinha Lins: Hum... No dia-a-dia, algumas você fica chateado, algumas... O que a gente quer, é que as pessoas gostem do que você está fazendo, algumas são construtivas, outras são grosseiras. Ser criticado tem seu lado bom, de crescer e tem o seu lado que magoa que ofende.  Tem que saber lidar com isso e faz parte da minha carreira.

 

Jéfferson Balbino: Você também fez parte do elenco de “Malhação” (TV Globo/1997). Como foi trabalhar com essa nova geração de atores? O despreparo que os iniciantes atores tinham lhe incomodava?

 

Lucinha Lins: Não, ao contrário. O novo sempre muito bom, eu morro de medo, eu sempre fico muito nervosa numa estréia. Malhação foi uma delicia, mas me assustou muito porque tinha uma coisa muito erótica nesses episódios, e eu era, sou uma mulher mais velha que o ator Claudio Heinrich, [que era] a minha paixão, meu par romântico... Foi muito assustador, mas ele foi um príncipe, porque é um príncipe e segurou a minha onda, se não fosse ele eu não conseguiria ter feito o que eu fiz.

 

 

Jéfferson Balbino: Como foi repetir a dobradinha com a atriz Fernanda Rodrigues, como mãe e filha, na novela “Corpo Dourado” (TV Globo/1998), já que vocês fizeram também na novela “A Viagem” (TV Globo/1994)?

 

Lucinha Lins: Foi uma delicia a gente só de olhar... O engraçado é que eu tenho uma filha chamada Beatriz na vida real e durante muito tempo, a custa até dela ter sido minha filha duas vezes, tem gente que acha que a minha filha Beatriz é a Fernanda Rodrigues porque a personagem chamava Beatriz, isso gerou uma certa confusão, mas foi um privilégio, acompanhar essa menina que vira mulher e agora é mãe, essa atriz crescendo e com que eu tive o prazer de contracenar é uma coisa linda.

 

Jéfferson Balbino: Junto com o seu marido, o ator Cláudio Tovar, você produziu e atuou em diversos espetáculos de grande sucesso. Quais foram os espetáculos que mais lhe marcou?

 

Lucinha Lins: Eu acho que o mais marcante foi exatamente o “Sempre, Sempre Mais”, que é o start de tudo isso. Isso aconteceu, estreou em 82, um elenco de dois – eu e ele, e daí nasceu o nosso amor, a nossa paixão e lá se vão 28 anos casados...

 

 

Jéfferson Balbino: Em “Estrela-Guia” (TV Globo/2001) você interpretou a divertida ‘perua’ Lucrécia, que vivia aprontando diversas tramóias para conseguir dinheiro. Como foi contracenar com a magnífica atriz Rosamaria Murtinho na novela?

 

Lucinha Lins: Gente ele [Jéfferson Balbino] pegou uma por uma das minhas novelas (risos)... Rosinha... Rosinha é um tesão de pessoa, é uma delicia das mulheres, eu posso dizer que eu conheço algumas pessoas interessantes na minha vida, e a Rosamaria Murtinho é uma delas. Ela é inteligente, ela é apaixonada por cinema, bater papo com ela, ela é uma alegria, ela é uma doida maravilhosa e nós nos divertimos demais fazendo as colegas e somos amigas a custo desse trabalho nós viramos amigas de verdade.

 

Jéfferson Balbino: Até então sua última novela na TV Globo foi “Chocolate com Pimenta” (2003). O que te motivou a trocar de emissora?

 

Lucinha Lins: Isso não é motivo, é convite, é trabalho como qualquer outro. O que as pessoas não sabem é que eu jamais fui contratada de emissora nenhuma na minha vida. E isso acontece com a maioria dos atores, eu sempre fiz trabalhos por contratados chamados ‘obra certa’, acabou, acabou você tá na rua. E eu estava sem trabalho e a Record me convidou pra fazer “Vidas Opostas” (2006), quando estava na reta final desse contrato por esse trabalho a Record sentou comigo e disse assim: ‘A gente não quer perder você.’, pela primeira vez na minha vida eu me dei ao direito e pensei muito em assinar um contrato longo, eu estou no meu terceiro trabalho na Record, muito feliz com que esta acontecendo comigo aqui dentro, trabalho é trabalho em qualquer emissora e tomara que nasçam outras pra que existam sempre portas abertas pra todos nós.

 



Escrito por jéfferson às 21h36
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Entrevista Especial com LUCINHA LINS - Parte 7

 

 

Jéfferson Balbino: Na Rede Record você atuou em 4 novelas: “Tiro & Queda” (1999), “Vidas Opostas” (2006), “Chamas da Vida” (2008) e atualmente em “Vidas em Jogo” (2011). Que importância esses trabalhos na emissora tiveram na sua carreira?

 

Lucinha Lins: Todos! Eu tenho o privilégio de está aqui a três novelas e personagens completamente diferentes, o picadeiro que isso tá dando, o picadeiro que isso me dá e o crescimento é maravilhoso.

 

Jéfferson Balbino: Inclusive, a personagem sua que eu mais gostei, foi sem dúvida a irresistível vilã Vilma da novela “Chamas da Vida”...

 

Lucinha Lins: E mais uma vez agora a Cristianne Fridman que me deu uma grande vilã, psicopata em “Chamas da Vida” e agora me dá uma mulher humilde, simples, pobre, submissa, com problemas gravíssimos são dramas completamente diferentes...

 

 

Jéfferson Balbino: Mas qual foi sua fonte de inspiração pra interpretar essa adorável vilã que foi a Vilma?

 

Lucinha Lins: Ah eu não sei, fonte de inspiração? Acho que a gente tem que fazer e vai fazendo e as coisas vão acontecendo...

 

Jéfferson Balbino: Atualmente você vem dando um show de interpretação, eu até comentei com você por telefone, como a Zizi da novela “Vidas em Jogo”. Fale pra nós sobre suas expectativas em relação à nova personagem e também como está sendo trabalhar mais uma vez com a nossa querida e competente autora Cristianne Fridman.

 

Lucinha Lins: Como eu falei já, a Cris é um privilégio na minha vida, e me presenteia mais uma vez. Essa mulher é, acho que a Zizi é uma personagem que nós conhecemos eu to muito concentrada nela, ela é muito real, essa mulher existe, nós conhecemos e os problemas que ela enfrenta são problemas que mulheres como a Zizi enfrentam eu preciso estar muito atenta pra passar a credibilidade que essa personagem exige diante do grande público e diante do tipo de problema que ela tem e do tipo de apoio e ajuda que ela precisará ter.

 

 

Jéfferson Balbino: Lucinha como esta sendo ser concorrente do seu próprio filho, o ator Claudio Lins, que é o protagonista da novela “Amor e Revolução” (SBT/2011)? Dá pra acompanhar o trabalho dele?

 

Lucinha Lins: Dá eu vejo um pouco a minha e vejo um pouco a dele. Ele faz a mesma coisa comigo, a gente se vê, dá pra pipocar, dá pra gente se namorar não tem problema.

 

Zizi


Jéfferson Balbino: Que dica você deixa pra quem almeja seguir a carreira artística?

 

Lucinha Lins: Ah querido, isso não existe. Trabalhe muito, leia muito, observe muito, tomara que você esteja atento com as oportunidades. Não existe dica, existe oportunidade, existe criar essa meta, batalhar por isso, é uma vida de paixão, de loucura, de dor, de perda, de alegria. Não sei, tá no corpo, tá na alma, tá no sangue, é uma bactéria doida que quando você tem em você, se você não conseguir você fica triste.

 

Jéfferson Balbino: Antes de finalizarmos, nossa tradicional pergunta: Qual foi a melhor novela que você já assistiu?

 

Lucinha Lins: Não! Não tem, não existe.

 

Jéfferson Balbino: Lucinha, foi uma honra pra mim ter uma entrevistada tão ilustre como você, que é uma das melhores atrizes do nosso país. Parabéns pela belíssima carreira e muito sucesso pra você e pra sua talentosa família. Um grande beijo!

 

Lucinha Lins: Obrigada até logo, deixa eu correr pra maquiagem, beijo e desculpa a pressa querido...

 

 



Escrito por jéfferson às 21h20
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Entrevista Especial com LUCINHA LINS - VIDEO

Confira o video com o áudio dessa Entrevista que eu fiz com a atriz LUCINHA LINS nos bastidores do RECNOV.

 



Escrito por jéfferson às 21h15
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Entrevista Especial - NO MUNDO DOS FAMOSOS

 

 

OUTRAS ENTREVISTAS 

 

Pra você que perdeu as outras entrevistas realizadas por mim aqui NO MUNDO DOS FAMOSOS, aí vai o link de cada uma pra você poder ler, ou reler novamente. Clique em cima do nome do entrevistado para ler a Entrevista Especial realizada.


 

1 - NILSON XAVIER (escritor)

2 - MARGARETH BOURY (autora de novelas)

3 - REYNALDO BOURY (diretor de TV)

4 - BABI XAVIER (atriz/apresentadora)

5 - NÉLIO JÚNIOR (jornalista/repórter de TV)

6 - MARCÍLIO MORAES (autor de novelas)

7 - RICARDO LINHARES (autor de novelas)

8 - ANA MARIA MORETZSOHN (autora de novelas)

9 - DUCA RACHID (autora de novelas)

10 - ADA CHASELIOV (atriz)

11 - MAYRA DIAS GOMES (escritora)

12 - THELMA GUEDES (autora de novelas)

13 – ANDRÉ REBELLO (ator)

14 – KADU MOLITERNO (ator) 

15 - MAURICIO MACHADO (ator)

16 - LAURO CÉSAR MUNIZ (autor de novelas)

17 - STELLA FREITAS (atriz)

18 - ALCIDES NOGUEIRA (autor de novelas)

19 - EDWIN LUISI (ator)

20 - MAURO ALENCAR (Doutor em Teledramaturgia/escritor)

21 - SOLANGE CASTRO NEVES (autora de novelas)

22 - WALTHER NEGRÃO (autor de novelas)

23 - BÁRBARA BRUNO (atriz)

24 - RENATA DIAS GOMES (autora de novelas)

25 - MATEUS CARRIERI (ator)

26 - LETÍCIA DORNELLES (autora de novelas)

27 - TAMARA TAXMAN (atriz)

28 - AIMAR LABAKI (dramaturgo/autor de novelas)

29 - LUCÉLIA SANTOS (atriz)

30 - FÁBIO FABRÍCIO FABRETTI (escritor)

31 - EDUARDO NASSIFE (escritor)

32 - ROSANE GOFMAN (atriz)

33 - CRISTIANNE FRIDMANN (autora de novelas)

34 - RODRIGO PHAVANELLO (ator)

35 - YOYA WURSCH (autora de novelas/roteirista)

36 - INGRA LIBERATO (atriz)

37 - JOÃO CAMARGO (ator)

38 - GILBERTO BRAGA (autor de novelas)

39 - DÉO GARCEZ (ator)

40 - PATRÍCIA MORETZSOHN (autora de novelas)

41 - BETH GOULART (atriz)

42 - MANOEL CARLOS (autor de novelas)

43 - VANESSA GOULARTT (atriz)

44 - DENISE EMMER (escritora)

45 - MARIA ADELAIDE AMARAL (autora de novelas)

46 - WALCYR CARRASCO (autor de novelas)

47 - LEONA CAVALLI (atriz)

48 - AZIZ BAJUR (dramaturgo)

49 - FÁTIMA FREIRE (atriz)

50 - VIVIAN DE OLIVEIRA (autora de novelas)

51 - JÉFFERSON BALBINO (blogueiro)

52 - SILVIO DE ABREU (autor de novelas)

53 - PEDRO NESCHLING (ator)

54 - JORGE BRASIL (jornalista)

55 - NORMA BLUM (atriz)

56 - DENISE DEL VECCHIO (atriz)

57 - RODRIGO ANDRADE (ator)

58 - LUCINHA LINS (atriz)

 



Escrito por jéfferson às 20h55
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Próximo Entrevistado: CLÁUDIO LINS

DIA 28 DE AGOSTO

Semana que vem eu entrevisto o ator CLÁUDIO LINS, o Major José Mariano da novela "AMOR E REVOLUÇÃO" do SBT.

Não perca!



Escrito por jéfferson às 20h43
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