Entrevista Especial com CLAUDINO MAYER - Parte 1

 

 

Após eu entrevistar Nilson Xavier e o nosso querido Mauro Alencar, chegou à vez de ouvirmos outro influente pesquisador em teledramaturgia brasileira. Como todo bom noveleiro ele descobriu sua paixão pelo gênero desde a infância e não parou mais. Ele também é Especialista em Teorias da Comunicação e Marketing e Mestre em Comunicação e Mercado pela Faculdade Cásper Líbero. Bacharel em Comunicação Social: Rádio e Televisão, pela Universidade de São Judas, é ainda ator, fotografo e doutorando em Ciências da Comunicação Social na ECA/USP. Ele também é autor de um dos melhores livros sobre telenovelas: o “Quem matou... O Romance Policial na Telenovela” que desvenda com profundidade os assassinatos mais famosos da ficção, por sinal esse precioso livro contou com o prefácio do autor Alcides Nogueira e a orelha da talentosa Maria Adelaide Amaral. Confira minha Entrevista Especial com CLAUDINO MAYER, esse grande especialista em Teledramaturgia Brasileira.

 

“A telenovela é produzida para o público de classe social emergente e aos menos favorecidos a outros meios de cultura. A telenovela contribui trazendo ações sociais e outras temáticas que esse público “desconhece”. Muitas vezes, cobramos da telenovela mais realidade do que nos telejornais.”

 

(Claudino Mayer)

 

 

 

Jéfferson Balbino: Quando e como surgiu seu interesse pela teledramaturgia?

 

Claudino Mayer: Surgiu desde pequeno. Sempre fui um apaixonado pela teledramaturgia. A teledramaturgia contribuiu muito na minha formação pessoal e profissional. Desde os 5 anos de idade acompanho as narrativas de telenovelas.

 

 

Jéfferson Balbino: Como surgiu a idéia de escrever o livro “Quem matou... O Romance Policial na Telenovela”?

 

Claudino Mayer: O livro é resultado de uma dissertação de mestrado defendida na Faculdade Cásper Líbero-SP. A idéia me acompanhava desde criança quando assistia telenovela que havia crime de assassinato. Na universidade resolvi estudar o que realmente me desse prazer. Pensando nisso, me lembrei da inquietação da pergunta do “quem matou?...”.

 



Escrito por jéfferson às 15h42
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Entrevista Especial com CLAUDINO MAYER - Parte 2



Jéfferson Balbino: O que você nos diz da contribuição do nosso querido Tide (Alcides Nogueira) que escreveu o prefácio e da talentosa Maria Adelaide Amaral que escreveu a orelha do seu livro?

 

Claudino Mayer: A contribuição dos dois autores veio legitimar a minha proposta de pesquisa. No livro eu trago o ponto de vista e a importância que os autores de telenovelas dão ao gênero policial, ou melhor, ao “quem matou?”.

 

Jéfferson Balbino: Você pretende escrever mais algum livro sobre teledramaturgia?

 

Claudino Mayer: Sim. Ao final do meu doutorado pretendo transformar a minha tese em mais um livro. Espero conseguir editora. É muito difícil encontrar editora, principalmente, quando o assunto é telenovela. Ainda, infelizmente, existe preconceito com esse produto de massa.

 

Jéfferson Balbino: Você acha que esse artifício do “Quem Matou?” na teledramaturgia já está desgastado quando usado para aumentar a audiência de uma determinada telenovela?

 

Claudino Mayer: Muito pelo contrário. Quando surge o “quem matou” na teledramaturgia a trama ganha alguns pontos de audiência. Isso só ocorre se o autor souber trabalhar com o gênero policial. Caso contrário, pode ser só mais uma trama como tantas outras.

 

Jéfferson Balbino: Seu nome de batismo é José Claudino Bernardino. Porque você escolheu o sobrenome artístico Mayer? Seria uma homenagem ao ator José Mayer?

 

Claudino Mayer: A escolha do sobrenome Mayer se deu pela junção de dois sobrenomes. O Mayo veio de Zilda Mayo, atriz, por ser fã dela. E o Mayer veio de José Mayer porque gostava muito do burro-falante do Sitio do pica-pau amarelo quando criança. O ator José Mayer na ocasião fazia a locução do burro-falante. Passei a usar o sobrenome de Mayer quando me apresentei pela primeira vez em um espetáculo teatral e, também, como fotografo de moda.

 


Jéfferson Balbino: Apesar dos homens ter passado a se interessar mais pelo gênero com algumas telenovelas como Beto Rockfeller (Tupi), Irmãos Coragem (Globo) e Pantanal (Manchete), o público masculino ainda é pequeno. Em sua opinião que elementos uma telenovela deve ter pra atrair esse tipo de publico?

 

Claudino Mayer: Hoje em dia não tem mais essa de dizer que homem não assiste nem acompanha telenovela. Segundo pesquisa do Ibope a quantidade de homens que assistem ou acompanham telenovela está em quase 50% do público. Têm homens que assistem e outros que acompanham as tramas. Na verdade, alguns não admitem, mas assistem ou acompanham. As telenovelas retratam em seus conteúdos elementos para os dois sexos. Não existe mais, telenovela destinada ao público feminino ou masculino. O mercado da telenovela nesse sentido mudou muito. Temos no mercado teledramatúrgico telenovela segmentada para determinado tipo de público, jovens e crianças, como por exemplo, Malhação, Rebelde, Chiquititas, entre outras.

  

Jéfferson Balbino: Pode falar um pouco pra nós sobre sua carreira acadêmica?

 

Claudino Mayer: Atualmente estou cursando o doutorado em Ciências da Comunicação Social na ECA/USP. Sou, Especialista em Teorias da Comunicação e Marketing e Mestre em Comunicação e Mercado pela Faculdade Cásper Líbero. Bacharel em Comunicação Social: Rádio e Televisão, pela Universidade de São Judas; Desde o bacharelado todos os meus trabalhos de conclusão de curso foram voltados para o estudo da telenovela. Fiz diversos cursos paralelos no campo da teledramaturgia; Estudei teatro durante 3 anos; Arte dramática: cinema, teatro e televisão; Curso de roteiro e adaptações literárias para o rádio e a televisão; Sou Ator e fotógrafo com formação técnica pelo SENAC, realizei diversos trabalhos em editoriais de moda, entre outros.

 

Jéfferson Balbino: Em sua opinião qual é o motivo da queda de audiência que as telenovelas vêm enfrentando?

 

Claudino Mayer: Acredito que a queda da audiência vem afetando diversos programas de entretenimento da televisão. Na verdade, a queda da audiência da telenovela caiu em relação às grandes audiências que ela detinha nos anos 70, 80 e 90, por exemplo. A telenovela, ainda, é o principal produto de uma emissora, como por exemplo, a TV Globo. 

 



Escrito por jéfferson às 15h38
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Entrevista Especial com CLAUDINO MAYER - Parte 3

 

 

 

Jéfferson Balbino: Que avaliação você faz dos investimentos do SBT e da Rede Record na produção de telenovelas?

 

Claudino Mayer: Em se tratando da Record percebemos que essa emissora está investindo em equipamentos de alta tecnologia e os mais diversos profissionais tais como, maquiadores, cabeleireiros, iluminadores, câmeras, diretores, atores e autores renomados, entre outros. Ou seja, profissionais experientes que fazem diferença ao se produzir um produto de qualidade. Percebe-se que a Record vem adotando um padrão de qualidade para competir no mercado nacional e internacional. Constata-se essa qualidade nas telenovelas: “Poder Paralelo” (2009), “Ribeirão do Tempo” (2010) e “Vidas em Jogo” (2011), entre outras. O SBT produz telenovelas esporádicas. Existe sim, um produto de boa qualidade. Essa emissora precisa definir e deixar claro para o público a importância da teledramaturgia na emissora. Portanto, qualquer produção em caráter experimental que possa vir por outras emissoras para produzir telenovela é extremamente válida. A telenovela é um produto muito lucrativo.

 

Jéfferson Balbino: Qual é a maior contribuição da teledramaturgia na sociedade brasileira?

 

Claudino Mayer: Penso que seja entreter em primeiro lugar o grande público. A telenovela é produzida para o público de classe social emergente e aos menos favorecidos a outros meios de cultura. A telenovela contribui trazendo ações sociais e outras temáticas que esse público “desconhece”. Muitas vezes, cobramos da telenovela mais realidade do que nos telejornais.

 

Jéfferson Balbino: As emissoras oferecem a você algum material sobre suas telenovelas para colaborar com suas pesquisas?

 

Claudino Mayer: Não recebo nenhum material de emissoras de televisão. O trabalho do pesquisador é pesquisar nas mais diversas fontes (bibliotecas, Museus, Cidades, Pessoas, entre outros) proposições para provar sua tese.

 

 

 

Jéfferson Balbino: Na minha Universidade eu também resolvi pesquisar na monografia sobre a teledramaturgia brasileira, porém, eu tive certa dificuldade devido alguns docentes verem minha pesquisa como algo banal, talvez pelo fato de não existir na nossa Instituição algum curso relacionado às Artes... Porque o tema teledramaturgia como fonte de pesquisa ainda gera estranheza na academia?

 

Claudino Mayer: A teledramaturgia gera estranheza e descrédito. Quando fiz a minha pesquisa de mestrado sobre o processo de escolha do assassino em telenovela, ouvi criticas de colegas. Eles me diziam se não havia mais nada interessante para eu estudar. Têm muitos acadêmicos que torcem o nariz ao se falar de telenovela. Criticam sem saber a importância desse produto que motivam centenas de pessoas todos os dias. A telenovela para muitos acadêmicos é vista como subproduto. Ou seja, algo menor e sem importância. 

  

Jéfferson Balbino: Você acredita que no futuro, a telenovela brasileira poderá deixar de existir para dar lugar a outros gêneros e formatos? Quais são suas perspectivas sobre o futuro da teledramaturgia?

 

Claudino Mayer: A telenovela tem muito a desenvolver ainda. Este ano a telenovela completa 60 anos de existência. É uma senhora, que conhecemos pouco. Temos poucos estudos sobre a telenovela. Para reverter isso, a universidade/escola deveria ter disciplina que desse enfoque para a importância da teledramaturgia na nossa cultura.

 



Escrito por jéfferson às 15h31
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Entrevista Especial com CLAUDINO MAYER - Parte 4

 

 

 

Jéfferson Balbino: O que você destacaria desses 60 anos da telenovela brasileira?

 

Claudino Mayer: A telenovela está passando por um período de grande transformação no que se refere à maneira de se contar uma história. Ou seja, as tramas estão trazendo mais dinamicidade, ritmo e agilidade nas ações e resoluções dos conflitos. As temáticas estão cada vez mais próximas a realidades dos telespectadores.

 

Jéfferson Balbino: Você acha que a telenovela distancia o público da realidade?

 

Claudino Mayer: Muito pelo contrario, quanto mais realidade a telenovela tiver melhor. Não devemos esquecer que a telenovela é para entreter, não tem a obrigação de ser mais real do que o telejornal. Ela distancia o telespectador da realidade ao trazer alguma ação que o telespectador percebe que não é verdadeiro nem real. Nesse momento o telespectador cobra da telenovela mais realidade.

 

Jéfferson Balbino: Atualmente as telenovelas não conseguem mais registrar aquela imensa audiência que conquistava antigamente. Você acredita que esse fato possa ser um indício de crise na teledramaturgia?

 

Claudino Mayer: A telenovela não está em crise. O que mudou foi à audiência da televisão. A telenovela continua sendo o programa de maior audiência. A audiência da telenovela diminuiu em decorrência das novas mídias. Tudo o que é novo desperta mais interesse para o público.


 

 

Jéfferson Balbino: Quais são seus autores e atores preferidos?

 

Claudino Mayer: Não tenho preferência por autores nem atores. No caso dos autores cada um tem seu estilo e a sua maneira de contar uma historia. Todos são importantes no momento que estão escrevendo suas telenovelas. Gosto de autores que trazem contribuições para a sociedade e para a linguagem da telenovela. Como por exemplo, Aguinaldo Silva, Silvio de Abreu, Gilberto Braga, Glória Perez, Maria Adelaide Amaral, Alcides Nogueira, Manoel Carlos, Lauro César Muniz, entre outros.   

 

 

Jéfferson Balbino: Nesse ano você concluirá seu Doutorado em Ciências da Comunicação pela USP. Fale um pouco sobre sua tese de Doutorado.

 

Claudino Mayer: No doutorado estou desenvolvendo pesquisa sobre as motivações e variações do personagem vilão na teledramaturgia. O objetivo é saber se a vilania é construída com base na nossa sociedade, por exemplo.

 

Jéfferson Balbino: Como é a sua relação com o nosso querido Mauro Alencar que assim como você é um expert em teledramaturgia?

 

Claudino Mayer: O Mauro Alencar é um grande amigo. Admiro sua capacidade de análise e de critica sobre a telenovela. Ele tem participado ativamente em minhas pesquisas desde o mestrado. Participou da minha defesa no exame de qualificação do doutorado. Tem ajudado na escolha dos personagens vilões para a pesquisa do doutorado. É um pesquisador que não mede esforço para ajudar um colega. Espero poder contar sempre com a ajuda e opinião dele em minhas pesquisas empíricas.

 

Jéfferson Balbino: O nível das telenovelas brasileiras ainda é o melhor do mundo? Que avaliação você faz das famosas telenovelas mexicanas que o SBT tanto exibiu nas últimas décadas?

 

Claudino Mayer: Exibir telenovelas mexicanas é lamentável. A impressão que temos com essas exibições é que o Brasil está com falta de autores. O que não é verdade. Pensando pelo lado comercial, as produções mexicanas saem mais barato para a emissora. Por isso, a preferência em exibi-las.

 

Jéfferson Balbino: Antes de finalizarmos a nossa tradicional pergunta: Qual foi a melhor telenovela que você já assistiu?

 

Claudino Mayer: Para mim não existe a melhor telenovela. Existem sim, telenovelas que foram importantes para o meu crescimento profissional e pessoal. Essas telenovelas marcaram um determinado tempo e espaço quando foram exibidas. Cito, por exemplo, Selva de Pedra, Guerra dos Sexos, Água Viva, Dancin Days, Gabriela, Roda de Fogo, entre outras.  

 

Jéfferson Balbino: Claudino, muito obrigado por conceder essa entrevista ao “No Mundo dos Famosos”, foi uma honra ter um grande entrevistado como você. Um grande abraço!

 

Claudino Mayer: Jéfferson, obrigado pelo interesse no meu trabalho. Forte abraço.

 

 



Escrito por jéfferson às 15h20
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Entrevista Especial - NO MUNDO DOS FAMOSOS

 

1 - NILSON XAVIER (escritor)

2 - MARGARETH BOURY (autora de novelas)

3 - REYNALDO BOURY (diretor de TV)

4 - BABI XAVIER (atriz/apresentadora)

5 - NÉLIO JÚNIOR (jornalista/repórter de TV)

6 - MARCÍLIO MORAES (autor de novelas)

7 - RICARDO LINHARES (autor de novelas)

8 - ANA MARIA MORETZSOHN (autora de novelas)

9 - DUCA RACHID (autora de novelas)

10 - ADA CHASELIOV (atriz)

11 - MAYRA DIAS GOMES (escritora)

12 - THELMA GUEDES (autora de novelas)

13 – ANDRÉ REBELLO (ator)

14 – KADU MOLITERNO (ator)

15 - MAURICIO MACHADO (ator)

16 - LAURO CÉSAR MUNIZ (autor de novelas)

17 - STELLA FREITAS (atriz)

18 - ALCIDES NOGUEIRA (autor de novelas)

19 - EDWIN LUISI (ator)

20 - MAURO ALENCAR (Doutor em Teledramaturgia/escritor)

21 - SOLANGE CASTRO NEVES (autora de novelas)

22 - WALTHER NEGRÃO (autor de novelas)

23 - BÁRBARA BRUNO (atriz)

24 - RENATA DIAS GOMES (autora de novelas)

25 - MATEUS CARRIERI (ator)

26 - LETÍCIA DORNELLES (autora de novelas)

27 - TAMARA TAXMAN (atriz)

28 - AIMAR LABAKI (dramaturgo/autor de novelas)

29 - LUCÉLIA SANTOS (atriz)

30 - FÁBIO FABRÍCIO FABRETTI (escritor)

31 - EDUARDO NASSIFE (escritor)

32 - ROSANE GOFMAN (atriz)

33 - CRISTIANNE FRIDMANN (autora de novelas)

34 - RODRIGO PHAVANELLO (ator)

35 - YOYA WURSCH (autora de novelas/roteirista)

36 - INGRA LIBERATO (atriz)

37 - JOÃO CAMARGO (ator)

38 - GILBERTO BRAGA (autor de novelas)

39 - DÉO GARCEZ (ator)

40 - PATRÍCIA MORETZSOHN (autora de novelas)

41 - BETH GOULART (atriz)

42 - MANOEL CARLOS (autor de novelas)

43 - VANESSA GOULARTT (atriz)

44 - DENISE EMMER (escritora)

45 - MARIA ADELAIDE AMARAL (autora de novelas)

46 - WALCYR CARRASCO (autor de novelas)

47 - LEONA CAVALLI (atriz)

48 - AZIZ BAJUR (dramaturgo)

49 - FÁTIMA FREIRE (atriz)

50 - VIVIAN DE OLIVEIRA (autora de novelas)

51 - JÉFFERSON BALBINO (blogueiro)

52 - SILVIO DE ABREU (autor de novelas)

53 - PEDRO NESCHLING (ator)

54 - JORGE BRASIL (jornalista)

55 - NORMA BLUM (atriz)

56 - DENISE DEL VECCHIO (atriz)

57 - RODRIGO ANDRADE (ator)

58 - LUCINHA LINS (atriz)

59 - CLAUDIO LINS (ator)

60 - NARJARA TURETTA (atriz)

61 - CLAUDINO MAYER (escritor/pesquisador em teledramaturgia)



Escrito por jéfferson às 15h18
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Escrito por jéfferson às 15h08
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