HOMENAGEM ESPECIAL: Histórias de Novelistas com LAURO CÉSAR MUNIZ

 

 

“O Lauro César Muniz é um autor de novelas que compreende muito bem os anseios dos telespectadores, talvez seja por isso que as tramas que ele escreveu tornaram-se inesquecíveis na memória afetiva dos brasileiros, as novelas dele marcaram nossas vidas, é por isso que as obras do Lauro se confundem com a própria história da teledramaturgia brasileira. É por todos os inúmeros méritos que o Lauro César Muniz é uma dos maiores referenciais, um dos maiores protagonistas, de todos os tempos, da telenovela brasileira.”

(Jéfferson Balbino – Editor do site “No Mundo dos Famosos”)

 



Escrito por jéfferson às 03h12
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HOMENAGEM ESPECIAL: Histórias de Novelistas com LAURO CÉSAR MUNIZ

 

 

Para comemorar os 60 anos da Teledramaturgia Brasileira, escolhemos um dos melhores novelistas de todos os tempos do nosso país. Ele foi o responsável por várias inovações e audácias no folhetim, criou personagens ambíguos que protagonizaram histórias tão marcantes que jamais esqueceremos. Suas obras, tanto as teatrais quanto as televisivas, alcançaram uma enorme magnitude, isso devido a sua habilidade magistral em contar histórias instigantes que ocasiona os mais variados tipos de sentimentos em quem assiste. Por isso escolhemos o nosso querido e brilhante LAURO CÉSAR MUNIZ, para representar toda a classe de novelistas que juntos construíram essa estonteante história de sucesso que a telenovela brasileira ostenta ao longo dessas seis décadas.

 

60 anos de Teledramaturgia Brasileira:

Um olhar sobre a obra de LAURO CÉSAR MUNIZ

 

Em “Histórias de Novelistas”, iremos resgatar a história da teledramaturgia brasileira através das obras de grandes autores de novelas. O grande autor Lauro César Muniz vai relembrar como foi escrever suas histórias num momento crucial da História do Brasil e com isso compreenderemos o porquê de suas novelas terem uma grande representação em nossa sociedade, e conseqüentemente assim gerando opiniões, reflexões e levando a teledramaturgia num nível elevado, acima de um mero produto mercadológico de entretenimento, afinal hoje a teledramaturgia é praticamente um patrimônio nacional. E as novelas do Lauro César Muniz deixam isso evidente, em todas as suas novelas ele procurou retratar da forma mais verossímil possível o contexto social, econômico e político, isso é evidente desde “Ninguém Crê em Mim” (1966), sua primeira novela, na extinta TV Excelsior, baseada no mito grego de Electra, passando pela teledramaturgia da TV Tupi, onde escreveu “Estrelas no Chão” (1967), pela TV Record onde escreveu “As Púpilas do Senhor Reitor” (1970), na Bandeirantes com a novela “Rosa Baiana” (1981) e na TV Globo onde ascendeu na carreira. A estréia de Lauro César Muniz na TV Globo ocorreu em 1972, onde ele substituiu o autor Bráulio Pedroso na autoria da novela “O Bofe”, devido a problemas de saúde, Bráulio não pôde dar continuidade na autoria da trama e pediu a direção da Globo que contratasse Lauro  para substituí-lo, após essa substituição, Lauro foi convocado pra escrever uma novela para o horário das sete da emissora, a trama em questão foi “Carinhoso” (1973), inspirada no filme “Sabrina” de Billy Wilder, foi escrita especialmente para a atriz Regina Duarte, que deu vida a protagonista Cecília, que era uma jovem pobre que sonhava encontrar um homem carinhoso e gentil, foi uma novela romântica que resultou num incrível sucesso, na seqüência ele escreveu, em parceria com o Gilberto Braga, a novela “Corrida do Ouro” (1975). E em seguida, se consagrou de vez, como um dos melhores novelistas do Brasil coma novela “Escalada” (TV Globo/1975) uma primorosa novela que se desenrolava em três décadas, focando momentos da história do Brasil como a crise do café, do algodão, os anos Juscelinistas e a construção de Brasília, com isso Lauro uniu de uma forma instigante a ficção com a História do Brasil. Outro fato interessante dessa obra, é que foi a primeira novela da TV Brasileira em abordar a questão do divórcio, ocasionando na época, intensos debates sobre o tema no Congresso Nacional resultando na criação da lei que legalizava o divórcio, o que demonstra o poder que a teledramaturgia tem de ampliar os debates sobre os temas sociais. Já na novela “O Casarão” (TV Globo/1976), o autor impressionou a crítica e o público ao mostrar a história da família de Deodato Leme (Oswaldo Loureiro) que se desenrola em três épocas distintas, o autor ainda mostrou os comportamentos e os problemas de cinco gerações, o contexto histórico da novela focalizava os anos anteriores à República, e como o próprio titulo já sugere, o casarão era o cenário principal da novela, e assim como as personagens, também sofre com a ação do tempo, um fato curioso relacionado a cenografia, é que foi desenvolvido em Guaratiba um cenário de várias fachadas, porém, a construção só era enquadrada de frente, já que cada face representava uma época, essa novela rendeu também o prêmio APCA de melhor novela, porém, os telespectadores teve certa dificuldade para compreender a trama, devido suas inovações dramatúrgicas, isso ocorreu devido haver diferentes atores vivendo os mesmos personagens em tempos distintos, sendo apresentados simultaneamente. “O Casarão” também abordou o adultério feminino, e mesmo com a Censura Federal, que não permitia esse tema nas novelas, o que prejudicou o desenrolar da trama, já que a Censura também proibiu a atriz Renata Sorrah de contracenar com o ator Paulo José, seu amante na história, os censores recomendaram que Lina, a personagem da atriz, pedisse o divórcio. Tudo isso comprova a qualidade do talento desse brilhante autor, afinal é necessário ter mais do que ‘jogo de cintura’ pra driblar todos esses obstáculos, é necessário ter coragem e, é isso que o autor teve. A novela seguinte de Lauro, na TV Globo, também apresentou uma estrutura e linguagem inovadora, em “Espelho Mágico” (TV Globo/1977) o autor trouxe a fusão da ficção com a realidade, usando a metalinguagem para mostrar o universo da televisão, do teatro e do cinema. O enredo desta inconfundível trama abordava o cotidiano dos profissionais ligados ao meio de comunicação, ou seja, retratando os bastidores na ficção, inclusive o autor inseriu no enredo a fictícia novela “Coquetel de Amor”. Fazer uma novela dentro de uma novela chega a parecer loucura, mas foi com essa ousadia, característica do Lauro, que a novela é um grande feito da teledramaturgia brasileira. “Espelho Mágico” era os bastidores da TV sem as meras coincidências. Em 1979, o autor usou sua novela “Os Gigantes” (TV Globo) para criticar o excessivo poder das multinacionais e ainda propondo uma discussão sobre a prática da eutanásia e ainda uma possível relação homossexual, que foi rejeitada pelo público, essa novela foi um tanto conturbada nos bastidores, a atriz Dina Sfat, que protagonizou a trama, ficou insatisfeita com o rumo da história, a novela não atrai público, Lauro entrou em ‘choque’ com os diretores da trama e foi demitido da TV Globo. E com isso, após dois anos afastado do veiculo, o autor se transferiu pra TV Bandeirantes onde escreveu a novela “Rosa Baiana” (1981), que foi a primeira novela com todas as cenas feitas em locação, e com pessoas ligadas à industria petrolífera, a trama foi ambientada na Bahia. 

 



Escrito por jéfferson às 03h09
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HOMENAGEM ESPECIAL: Histórias de Novelistas com LAURO CÉSAR MUNIZ

 

 

Sua volta a TV Globo, ocorreu para substituir, outro talentoso e brilhante autor, Manoel Carlos na autoria da novela “Sol de Verão” (1982), na seqüência veio a divertida novela “Transas e Caretas” (TV Globo/1984), o argumento da novela “Um Sonho a Mais” (TV Globo/1985), “Roda de Fogo” criada em parceria com a extinta “Casa de Criação Janete Clair”, e depois a inesquecível “O Salvador da Pátria” (TV Globo/1989), um dos maiores sucessos do autor e da TV Globo, a trama que mostrava a ingenuidade de Sassá Mutema (Lima Duarte) e de seu romance com a professora Clotilde (Maitê Proença) conquistou todo o Brasil, a trama foi exibida num momento crucial da História do país, onde na política brasileira acontecia a volta das eleições diretas para presidente.. Já em “Araponga” (TV Globo/1990) Lauro, Dias Gomes e Ferreira Gullar, tentavam um jeito novo de fazer novela, com estrutura e ritmo de minissérie, para frear o sucesso da concorrente “Pantanal” (TV Manchete/1990). O autor ainda supervisionou as novelas de sucesso: “Perigosas Peruas” (TV Globo/1992), “Sonho Meu” (TV Globo/1993), reestruturou a novela “Quem é Você?” (TV Globo/1996) juntamente com a talentosa Solange Castro Neves e mesclou fatos históricos e fantasia divertindo o Brasil com a hilariante novela “Zazá” (TV Globo/1997). Seus últimos trabalhos na TV Globo foram nas primorosas minisséries: “Chiquinha Gonzaga” (1999), onde retratou a vida e a obra de uma das mulheres mais representativas da música popular brasileira e em “Aquarela do Brasil” (2000), retratando com extrema fidelidade o período áureo do rádio e as tensões políticas da II Guerra Mundial. Após uma carreira muito bem sucedida na TV Globo, Lauro César Muniz transferiu-se pra Rede Record onde escreveu as marcantes novelas: “Cidadão Brasileiro” (2006) e “Poder Paralelo” (2009). Em “Cidadão Brasileiro” a trama reconstituía 23 anos da vida de um homem, retratando o período que ia de 1955 até 1978, com epílogo em 2006, a exemplo de outras tramas do autor, no caso a novela “Escalada” e a minissérie “Chiquinha Gonzaga”, mostrando assim várias fases de uma ação distendida do tempo, ou seja, algo inovador pra iniciante teledramaturgia da Record, essa novela trouxe uma primorosa cenografia, com uma cidade cenográfica arrojada o que possibilitou aos telespectadores uma dimensão exata do período histórico em que a trama estava inserida. Já com “Poder Paralelo” (2009), esse renomado novelista mostrou a ação entre a máfia siciliana e o Brasil, ou seja, uma temática insólita que a transformou em um marco da Teledramaturgia Brasileira. Em recente entrevista concedida ao “No Mundo dos Famosos”, o autor elucida como foi escrever sua última novela: “Escrever novelas como Escalada, O Casarão, Espelho Mágico, O Salvador da Pátria, Chiquinha Gonzaga ou Cidadão Brasileiro foi um passeio lírico e prazeroso. Escrever Poder Paralelo, ao contrário, foi uma caminhada difícil, sofrida, que me obrigou a entrar sempre em contato com o que há de mais sujo e triste na nossa realidade social. Estava na hora de enfrentar esse espinho, buscar entender e discutir com o público a estrutura que está corrompendo o nosso país. A novela cumpriu seu objetivo plenamente.” 

 



Escrito por jéfferson às 03h07
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HOMENAGEM ESPECIAL: Histórias de Novelistas com LAURO CÉSAR MUNIZ

 

Ficheiro:Munizlaurocesar.jpg

 

Em Agosto, eu estive na casa do autor, o que me honrou muito, afinal foi extremamente gratificante conhecê-lo pessoalmente junto com sua esposa, a simpática e talentosa atriz Bárbara Bruno, e além de assistir uns capítulos da novela “Escalada” na companhia do autor, e com direito aos comentários do autor, nós conversamos longamente sobre sua teledramaturgia e os rumos que a mesma tomou ao longo do tempo, o autor também me contou como foi lidar e enfrentar com a Censura e como é a sua missão em conscientizar o público com suas histórias. E fazendo uma alusão, a uma inesquecível noite que o autor Lauro César Muniz passou em companhia do lendário Presidente Juscelino Kubitschek nos idos da década de 1970, que iminente ele irá elucidar aqui. A noite que eu estive com Lauro e Bárbara também foi uma noite memorável na minha vida, que jamais será esquecida...

 



Escrito por jéfferson às 03h03
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HOMENAGEM ESPECIAL: Histórias de Novelistas com LAURO CÉSAR MUNIZ

 

Acompanha a seguir, as Histórias do Novelista LAURO CÉSAR MUNIZ.

 

 

“Eu acho que a gente deve desafiar o público pra provocar uma reflexão.”

(Lauro César Muniz)

 




Escrito por jéfferson às 03h00
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HOMENAGEM ESPECIAL: Histórias de Novelistas com LAURO CÉSAR MUNIZ

 


Recentemente com o intuito de saber mais sobre o legado desse renomado dramaturgo, sob a ótica do mesmo, o questionei sobre sua contribuição em prol da teledramaturgia brasileira. Confira:


Jéfferson Balbino: O que você acredita ser sua maior contribuição nesses 60 anos de Teledramaturgia Brasileira?

Lauro César Muniz: Jéfferson eu comecei a escrever novelas em 1966, 3 anos depois da primeira novela diária da televisão brasileira. Naquela época as novelas, influenciadas pelos modelos mexicanos e cubanos, com forte influência e raiz radiofônica, tinham uma temática bastante fantasiosa e diálogos pomposos, cheios de clichês. Como eu já era um autor teatral preocupado com a realidade social e desenvolvendo um diálogo bastante coloquial, imprimi essa temática e linguagem na minha primeira novela. No primeiro momento eu não dominava plenamente a estrutura complexa de uma telenovela, mas fui acolhido pela mídia por minha contribuição. Sendo assim, Jéfferson, desde o início e até hoje, só me animo a escrever uma telenovela se puder “dialogar” em termos contundentes com esse imenso público que alcançamos. Nem sempre isso acontece, mas eu tento. Dialogar sem dar palavras de ordem. Dialogar lançando ao público as minhas próprias contradições. Eu acredito que minhas contradições assimiladas pela contradição de cada telespectador possam gerar um movimento de reflexão. O público pode viajar emocionalmente pelo mundo ficcional romântico, e absorver, subliminarmente ou não, as questões sociais que estão sendo discutidas. Basta colocar em ação personagens reais, humanos, contraditórios como os telespectadores. Agora, já velho, estou preocupado em passar minha experiência aos jovens autores. Em minha próxima novela vou fazer parceria com jovens, buscando formar autores que tenham o mesmo compromisso de acreditar na inteligência a sagacidade do grande público, quebrando tabus, evitando as simplificações e o maniqueísmo das tramas e personagens, enfim tentar mobilizar o telespectador para a realidade que vivemos hoje em nosso país. 



Peço sua licença, ainda, para repetir, citar mais uma vez minha principal batalha do momento: as novelas vão melhorar muito quando reduzirmos o número de capítulos para menos de 150. Muda-se a forma e o melhor conteúdo aflora. A dinâmica de comunicação mudou muito com a internet. Em tempos de comunicação relâmpago dos sites, buscas, facebook, twitter, etc... Tem sentido uma novela de 200 capítulos ou mais? Com menos capítulos, os autores se encorajarão a voltar a escrever as novelas, em vez de distribuir tarefas a colaboradores. Com novelas mais curtas, o mercado vai crescer para autores: os bons colaboradores terão oportunidade de assinar seus trabalhos. E os melhores diretores auxiliares serão elevados a titulares. Os atores e atrizes também serão beneficiados: cresce o mercado com mais novelas, significa mais trabalho. Para as emissoras: com menos pessoal e produção reduzida, o ponto de equilíbrio financeiro será proporcional ao da novela de 200 capítulos, que se paga depois do capítulo 100. Por exemplo, numa novela de 120 capítulos, será possível contar uma história concentrada em 20 personagens e o ponto de equilíbrio será por volta do capítulo 60.

 



Escrito por jéfferson às 02h47
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HOMENAGEM ESPECIAL: Histórias de Novelistas com LAURO CÉSAR MUNIZ - Depoimentos

 

DEPOIMENTOS

 

 

Para expressar melhor a grandeza que Lauro César Muniz ocupa na história da Teledramaturgia Brasileira, o “No Mundo dos Famosos” foi ouvir os melhores profissionais que compõe a teledramaturgia brasileira como os novelistas: Gilberto Braga, Manoel Carlos, Cristianne Fridmann, Maria Adelaide Amaral, Ricardo Linhares, Alcides Nogueira, Marcílio Moraes, Yoya Wursch, Duca Rachid, Ana Maria Moretzsohn, Thelma Guedes, Vivian de Oliveira, Margareth Boury, Solange Castro Neves, Tiago Santiago, Geraldo Carneiro, Renata Dias Gomes, Vitor de Oliveira e Vincent Villari. Dos atores e atrizes: Paloma Duarte, Maitê Proença, Gabriel Braga Nunes, Fafy Siqueira, Maria Ribeiro, Gracindo Júnior, Claudio Fontana, Narjara Turetta, Tássia Camargo, Vanessa Goulartt, Mauricio Machado, Xuxa Lopes, Tânia Bondezan, Luciana Braga, Adriana Garambone, Lucinha Lins, Ricardo Petraglia, Cláudio Curi e Marcella Muniz. Aos Especialistas em Teledramaturgia: Mauro Alencar, Claudino Mayer, Jorge Brasil, Aladim Miguel e André Bernardo e aos familiares e amigos de Lauro: Fernanda Muniz, Bárbara Bruno, Paulo Goulart, Nicette Bruno, Hersch Basbaum, Renato Muniz e Marília Soares de Moura Muniz e aos grandes ícones, de todos os tempos, da Teledramaturgia e da Televisão Brasileira: o extraordinário ator Lima Duarte e a maravilhosa atriz Rosamaria Murtinho.

 



Escrito por jéfferson às 02h35
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ÍCONES DA TELEDRAMATURGIA BRASILEIRA: LIMA DUARTE & ROSAMARIA MURTINHO

 

 

“O Lauro César Muniz é muito meu amigo desde o tempo que nós trabalhávamos na TV Tupi, antes da Globo, onde ele já era um dramaturgo de nome e quando eu trabalhava no Teatro de Arena, ao qual ele escreveu algumas peças, o Arena montou peças do Lauro César Muniz, e reencontrá-lo na Globo foi um prazer muito grande, ele é de fato um ótimo novelista, dos melhores que eu conheço, se eu fizesse um ranking dos melhores autores de novela do Brasil de agora eu ficaria com o João Emmanuel Carneiro, que eu também fiz uma novela que era muito boa, porque ele é muito talentoso, que foi “Da Cor do Pecado”, e fiz “Espelho Mágico” e “O Salvador da Pátria” com o Lauro, então eu ficaria com o Carneiro e o Lauro como os melhores autores de novelas do Brasil. O Sassá Mutema, eu e o Lauro fizemos de acordo com a proposta, e o Paulo Ubiratan, que era o diretor da novela e da Globo naquela ocasião, e fomos muito felizes na composição da novela que tinha um projeto muito bom, era pra terminar no dia da Eleição, eleição que elegeu o Collor, era pra terminar naquele dia e daí houve acidentes de percurso e acharam que o personagem era isso, era aquilo, que a novela favorecia a esse e aquele candidato, coisas da época e de ocasião... Mas o Lauro, mais do que eu, teve grandes problemas com a novela, porque leva pra lá, leva pra cá, tem que mudar isso, tem que mudar aquilo, mas o personagem pensado por ele e realizado por mim era um grande personagem, o melhor que eu fiz na televisão, eu gosto mais do Sassá Mutema, entre todos os personagens e gosto mais porque entre todas as novelas, com “Roque Santeiro” que foi muito boa, de uma idéia muito boa e com a melhor de todas as novelas da televisão brasileira que foi “O Bem Amado”, então eu colocaria essa do Lauro na linha entre as três melhores, especialmente para o ator, porque essa novela [O Salvador da Pátria] não tinha um entrecho, era apenas a história de um homem que vai do nada até o entendimento e, é o que acontece com ele, ele terminaria candidato a Presidência da República, mas como não pode isso ele termina como Senador da República tendo vindo do nada, e ainda ele era analfabeto, não sabia ler, não sabia escrever, não sabia nada, então eu acho uma novela ótima, é a história de um homem, então foi um personagem muito grande, muito importante e que me foi confiado, eu fui muito feliz de ter feito essa novela e foi o maior índice médio de audiência da Rede Globo até hoje deu 73% no primeiro capítulo e 73 no último capítulo, então foi um sucesso mesmo e eu acho que foi uma novela maravilhosa que eu tive muito orgulho de ter feito, de ter participado dessa novela do Lauro. O Carijó de “Espelho Mágico”, também foi um grande personagem, eu também gostei muito e a novela tinha um elenco improvável, eu tinha duas filhas, uma era a Djenane Machado e a outra era a Sônia Braga, e a novela tinha o Juca [de Oliveira], o Tarcísio [Meira], tinha o Tony Ramos, era um elenco maravilhoso, e era uma novela que foi injustiçada, acho que houve um erro tático, estratégico nessa novela porque se passava entre atores de novela, era a feitura de uma novela e o drama dos atores, diretores, era uma novela muito boa pro meio, pra nós que fazia novela, foi muito importante ter feito essa novela, mas o que acontece é que era uma novela que tinha uma novela dentro da novela e o público não soube fazer a distinção e começou a torcer pela novela dentro da novela, isso que eu chamo de um erro tático, e aí quando terminava a novela dentro da novela e começava a novela mesmo eles ficavam ‘embananados’, mas foi uma novela muito bem escrita e muito difícil pro autor fazer, manipular e jogar com todos aqueles personagens com a novela dentro da novela com as paixões, amores e frustrações tudo isso fez dela uma novela muito bem escrita, muito inteligente e injustiçada pela ocasião, o meu personagem que não participava da novela dentro da novela [Coquetel de Amor] foi muito querido, ele era um ator de teatro, um velho ator de teatro, meio fracassado, meio no fim de carreira e era um personagem que é até muito bonito eu adorei em ter feito o Carijó. Como telespectador a novela do Lauro que mais me marcou foi “O Salvador da Pátria” porque não tem grandes saídas, grandes jogadas, era apenas a história de um homem e sua luta num país como o Brasil e era uma metáfora sobre o Brasil mesmo porque a história do Sassá Mutema era a própria história do Brasil, nós estávamos ligando naquele momento com coisas novas, tínhamos chegado ao progresso, nós tínhamos chegado a essa marca que aprendemos ao final para o próprio desenvolvimento e lidávamos muito mal com tudo isso, nós brasileiros e os poderes todos e a novela era sobre isso. Então de maneira geral eu gostei mesmo foi de “O Salvador da Pátria” como novela e como idéia, como produto de acabamento humano muito interessante pra mim que sou ator, gostei de “Espelho Mágico” só pelo título que colocava a televisão como um espelho mágico. O que eu definiria sobre a importância do Lauro nesses 60 anos de teledramaturgia brasileira foi por ele ousar, ter coragem, foi lidar com o Brasil, com as coisas do Brasil, escrever mesmo sobre o país, que ele ama, sobre gente que ele ama e tratar com muito carinho e com nenhum preconceito e com inteligência e sensibilidade a sua gente e isso para o ator é uma coisa maravilhosa e, é isso o que eu melhor vejo no Lauro. E eu estendo todos os cumprimentos ao Lauro César Muniz, que eu tenho um grande apreço. Quero dá um abraço nele através dessa Homenagem e dizer a ele que essa homenagem é muito justa e veio tarde.

(Lima Duarte - Ator)

 

 



Escrito por jéfferson às 02h33
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“Eu tive o prazer de fazer a primeira novela do Lauro na TV Globo que foi “Carinhoso” e era um papel maravilhoso. O Lauro César Muniz é um autor extraordinário. Eu não conheço uma atriz ou ator que tenha feito um texto do Lauro e que não tenha gostado, todos nós gostamos muito do texto dele. Jéfferson, o Lauro é muito respeitado no meio artístico, enfim, foi gostoso demais fazer “Carinhoso” que foi um trabalho muito importante na minha carreira, e acredito que na do Lauro também. Fiz também com ele, a minissérie “Chiquinha Gonzaga” e “As Púpilas do Senhor Reitor” numa época que sai da Globo, enfim o texto dele é uma delícia, principalmente porque ele é um autor muito antenado com o social e, é um autor atual e isso reflete na obra dele, é um dramaturgo muito cuidadoso com o texto dele, e agente pode ficar tranqüila porque em todo o trabalho dele, a gente pode sempre esperar coisa boa... Eu tive um contato maior com o Lauro quando eu fiz a peça dele “A Infidelidade ao Alcance de Todos”, que foi um grande sucesso no Teatro e ele sempre ia nos assistir e depois do espetáculo eu, ele, o Procópio Ferreira, o Francisco Cuoco saíamos pra conversar e comemorar todo o sucesso. Eu sempre admirei muito o Lauro como pessoa e também por essa inteligência dele. Nesses tempos atrás ele deu uma entrevista pro “Cenas de um Autor” da Montenegro & Raman que foi uma delicia, é fácil se apaixonar pela pessoa e inteligência dele. O Lauro sempre faz uma pesquisa de época coerente, a ficção dele é muito coerente. Como telespectadora entre as muitas novelas dele que eu assisti a que eu mais gostei foi “O Salvador da Pátria”, onde o Lima Duarte fazia maravilhosamente o Sassá Mutema.

 

 

(Rosamaria Murtinho, Lauro César Muniz e Bárbara Bruno)

 

Lembro que uma vez eu estava no Canadá e quando eu liguei a televisão do hotel me surpreendi vendo o Sassá Mutema (risos), já dá pra compreender como as historias dele atravessam fronteiras levando o Brasil mundo a fora. “Infidelidade ao Alcance de Todos” foi uma obra-prima do Teatro Brasileiro, era uma delícia fazer e foi a partir daí que ficamos muito amigos e minha admiração por ele só cresceu. Um dos méritos do Lauro é que ele sempre foi antenado com o social, e isso a gente vê no seu legado, como diria o Brecht: “Se você quer falar com o mundo, fala primeiro com tua aldeia.”, e o Lauro fala do Brasil, com o Brasil e o mundo inteiro vê. Jéfferson, acho bacana essa homenagem que você está fazendo pro Lauro, até porque ele é uma das maiores pessoas mais respeitadas por nós atores. Na entrevista que ele deu pra Montenegro & Raman a gente pôde ver a simplicidade, respeito e carisma que só ele tem, ele é muito autentico, numa época que essa palavra está praticamente banalizada, e ele faz jus a essa palavra, porque ele é muito autentico, é super confiável. Quando eu fazia “Carinhoso” eu ficava ansiosa pra ler os capítulos da novela, até porque eu não leio só a minha parte, eu leio o capítulo inteiro, e nos capítulos de “Carinhoso” tinha unidade incrível de cenas, era muito boa, e ele escrevia sozinho, não era como é hoje que tem meia dúzia de autores. A novela representa bem o Brasil, o povo brasileiro, e o Lauro César Muniz é ótimo nisso , é muito coerente com a ficção, que necessita mesmo de coerência, mais até do que a vida. Resumindo, o Lauro César Muniz é sensacional!”

(Rosamaria Murtinho - Atriz)

 

 



Escrito por jéfferson às 02h27
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AUTORES DE NOVELAS

 

 

“Lauro é um dos autores mais importantes da história da teledramaturgia. Arrebentou com uma novela das sete perfeita: “Carinhoso”. Em seguida, escreveu sua melhor novela: “Escalada”. Pela primeira vez, Janete Clair tinha quem alternar com ela no horário das oito, sendo que Lauro era mais denso, nada folhetinesco, a “Escalada” é uma obra-prima. Em seguida, “O Casarão”, embora elitista, foi uma novela maravilhosa. “Espelho Mágico” uma experimentação ousada, com momentos excepcionais. Mais tarde, “O Salvador da Pátria” foi mais um grande sucesso do horário. Curiosamente, foi com Lauro que eu comecei minha carreira, em 1974, dividimos a autoria de “Corrida do Ouro”. Foi um orientador muito sério e carinhoso. Imaginem como aprendi com ele. Abraço!”

 

(Gilberto Braga – Autor de Novelas)

 


 



Escrito por jéfferson às 02h25
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“O Lauro consegue transitar, com talento, pelas três manifestações de dramaturgia, com a mesma preocupação política e social, sem perder de vista o entretenimento. Por essa razão relevante, ocupa um lugar único entre nós. É, ao mesmo tempo, um homem de teatro, de cinema e de televisão. Atento e generoso, tem seu nome sempre ligado a causas justas e é um incansável guardião da Liberdade, não apenas nos meios de comunicação, mas em toda a extensão do seu significado. Versátil, sabe ser sonhador e realista, lírico e contundente, demonstrando generosidade com o ser humano, a começar do mais humilde entre eles. Seu trabalho, seja no teatro, no cinema ou na televisão, revela o homem generoso e justo que é. Por todos esses motivos, tenho por esse companheiro, uma permanente admiração.”

(Manoel Carlos – Autor de Novelas)


 

“Uma das primeiras novelas que assisti e me marcou muito foi “O Casarão”. Na época não ligava para quem tinha escrito, quem era o autor, (risos). E anos depois conheci o Lauro como colega de trabalho na Record. E nunca disse a ele o quanto aquela novela, aquele trabalho dele tinha me dado tanta emoção. Acho que essa é a “função” de um autor: marcar alguém com a emoção. Ele me marcou e eu agradeço.”

(Cristianne Fridmann – Autora de Novelas)

 



Escrito por jéfferson às 02h22
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HOMENAGEM ESPECIAL: Histórias de Novelistas com LAURO CÉSAR MUNIZ - Depoimentos

 

 

“A novela ‘Escalada’ de Lauro César Muniz assinala e consolida a moderna novela brasileira com suas características nacionais e diálogos de alto nível dramatúrgico.”

 

(Maria Adelaide Amaral – Autora de Novelas)

 

 

 

"Lauro é um dos mais importantes dramaturgos do país e um dos nossos grandes autores de telenovela. Suas obras clássicas marcaram a TV brasileira. E tiverem uma profunda influência na minha formação. Cito, em especial, cinco novelas suas: "Escalada", "O Casarão", "Espelho Mágico", "Os Gigantes" e "O Salvador da Pátria".

Na época das primeiras, eu era adolescente e nem sonhava que um dia escreveria novelas. Assistia avidamente, curioso, empolgado com as histórias. E, sem eu me dar conta, acredito ter sido influenciado por suas tramas adultas, corajosas e polêmicas. Não só pelo conteúdo, mas também pela forma que Lauro encontrava para contá-las, misturando emoção, política e análise de comportamento. Lauro é um autor único e essencial."

 

(Ricardo Linhares – Autor de Novelas)

 

 



Escrito por jéfferson às 02h20
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"Lauro César Muniz é um de nossos maiores autores de teatro e da televisão. Além do imenso talento, ele sempre se bate pela ética. É corajoso! É ousado! Abriu e continua abrindo novos caminhos para a teledramaturgia. Tive o privilégio de colaborar com ele na novela "O Salvador da Pátria", um marco. Essa convivência com Lauro me marcou muito. Sou extremamente agradecido a ele. E, para mim, sua novela "Escalada" é a melhor que a televisão brasileira já produziu. Lauro César merece todas as homenagens. Sempre!"


(Alcides Nogueira – Autor de Novelas)

 

 

"Tive oportunidade de trabalhar algumas vezes com Lauro César Muniz. É um autor de grande talento, uma referência obrigatória na teledramaturgia brasileira, por obras como: "O Casarão", "Espelho Mágico" e outras. Parabéns ao Lauro pela merecida homenagem.”

(Marcílio Moraes – Autor de Novelas)


 

O que falar de um talento como o de Laura Cesar Muniz? Ele é um mestre e um dos autores mais respeitados da dramaturgia brasileira. Ainda não tive o privilégio de trabalhar com Lauro, mas não desisto. Quem sabe na próxima novela vou poder aprender um pouco com o mestre? As novelas de Lauro, sempre ficaram marcadas em minha memória e me divertiram muito. Principalmente O Casarão. Outros trabalhos dele, também me emocionaram bastante, como: Corrida do Ouro, Escalada, Roda de Fogo, Araponga, Perigosas Peruas, Cidadão Brasileiro e Poder Paralelo. Lauro merece todas as homenagens possíveis! Obrigada por sua obra Lauro!!!”

(Yoya Wursch – Roteirista)

 

“O que mais dizer de Lauro que sua obra já não tenha explicitado? Lauro César Muniz é uma de minhas grandes inspirações. “O Casarão”, “A Escalada”, “O Salvador da Pátria” foram novelas marcantes na minha vida. Bem como “O Santo Milagroso” e “Sinal de Vida”, grandes obras teatrais. Ele é um ícone da dramaturgia brasileira!”

(Duca Rachid – Autora de Novelas)

 

“A primeira lembrança que tenho de Lauro é da novela Corrida do Ouro. Não sei se foi à novela que eu mais gostei, nem se foi a primeira que vi, mas foi a que me marcou. Estava grávida da minha primeira filha e morava na casa dos meus pais, esperando o apartamento ficar pronto.  Assistia a novela com eles.  Lembro que era em preto-e-branco, ainda.  Tive a sorte de trabalhar com Lauro e Alcides Nogueira em “O Salvador da Pátria” e quando nos reencontramos na Record foi também uma grande alegria. O que aprendi com ele, em "Salvador" certamente contribuiu para minha formação de autora e roteirista.”

(Ana Maria Moretzsohn – Autora de Novelas)

 

"O Lauro César Muniz é inegavelmente um dos grandes autores do teatro e da televisão brasileira. Suas obras são uma importante referência para todos os autores que vieram depois. Assisto suas novelas desde menina. A primeira que vi foi a adaptação que ele fez do romance "O Morro dos Ventos Uivantes" para a TV Excelsior. Inesquecível! Mas a obra que mais me impressiona até hoje e que penso ser um marco - unindo qualidade, ousadia, modernidade de linguagem e sensibilidade artística - é a novela 'O Casarão'. Imagine uma novela de televisão que se passava em dois tempos diferentes. Algo impensado na época em que foi exibido. E ainda hoje! Como colega de profissão, o vejo como um mestre."

 

(Thelma Guedes – Autora de Novelas)

 

 



Escrito por jéfferson às 02h11
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HOMENAGEM ESPECIAL: Histórias de Novelistas com LAURO CÉSAR MUNIZ - Depoimentos

 

 

“Mesmo depois de tantas novelas, Lauro continua inovando a cada trama, contando sempre uma história original e ousada. O que mais admiro em seu trabalho, é que ele não se acomoda nas fórmulas fáceis. Lembro muito da novela RODA DE FOGO, uma das minhas prediletas. E adorei também a minissérie CHIQUINHA GONZAGA. Inesquecível!”

(Vivian de Oliveira – Autora de Novelas)

http://natelinha.uol.com.br/img/pag/315x265/img20110316135437.jpg

 “Falar sobre o Lauro é muito fácil. Mestre, é assim que eu chamo o Lauro sempre que nos encontramos. Trabalhei com ele em Sonho Meu e foi um sonho mesmo: o Lauro não tem medo de ensinar o pulo do gato. Tudo o que ele sabe, e ele sabe muito!, ensina. A supervisão dele em Sonho Meu foi carinhosa, dedicada e, por conta disso, eu aprendi e apreendi muitas coisa. Vamos ver algumas: todo capítulo tem uma cena mágica – aquela que o autor escolhe para trabalhar com mais vagar. Não é necessariamente a cena romântica. Mas é a cena que você sabe que o público, assim como você, vibra quando assiste. O Lauro falava muito também dos diálogos: evita começar a frase com a MAS, o ator já coloca a muleta do MAS sozinho. Quanto menos a gente der muleta, melhor sai a cena, mais enxuta. Ele é um homem que ama o que faz, é passional com a novela e com quem trabalha com ele. Isso quer dizer que ele não abandona nada nunca. É muito bom trabalhar com gente assim, porque você fica ligado o tempo todo em tudo o que te cerca, para poder usar na trama. A importância dele na Teledramaturgia não tem nem como medir.  Não faço ideia de quantas novelas ele escreveu, mas foram muitas e ainda hoje ele abraça uma como se fosse a primeira. 
Um dramaturgo de mão cheia, com muitas peças de sucesso.
Enfim, eu acho o Lauro O cara. O Mestre. Um homem que merece o nosso respeito e admiração. E, da minha parte, além disso, um imenso muito obrigada por ele ter acreditado em mim e até hoje me mandar e-mail elogiando o que ele gosta do meu trabalho.”

(Margareth Boury – Autora de Novelas)

“Lauro César Muniz é um grande escritor, a novela dele, O Casarão, para mim, é uma referência enorme dentro da teledramaturgia brasileira. As novelas do Lauro César Muniz, que me marcaram muito foram, como disse anteriormente, O Casarão, Salvador da Pátria na qual Lima Duarte deu um show de interpretação e As Pupilas do Senhor Reitor, onde Irene Ravache fez uma personagem inesquecível. Pessoalmente, trabalhei pouco tempo com o Lauro, em Quem é Você. Apesar dos nossos estilos diferentes, aprendi muito com ele. Foi uma experiência enriquecedora que me fez rever velhos conceitos e amadurecer como ser humano. Desejo a ele, todo o sucesso que ele merece.”

(Solange Castro Neves – Autora de Novelas)


“Tenho a satisfação de ter visto lindos trabalhos de Lauro César Muniz. Acompanhei com imenso interesse as emoções realistas de "Escalada", a trajetória de um homem brasileiro, empreendedor, que buscou fortuna, com seu trabalho, ganhou e perdeu dinheiro, depois participou da construção de Brasília, em meio a um intenso triângulo amoroso. Vibrei com fascinação com a ousadia de "O Casarão", passada em diversas fases, que se entremeavam, contando o amor de um artista, amor que durou a vida inteira, tão difícil de se realizar. Lembro com reverência de "O Crime do Zé Bigorna", especial que depois deu origem ao enorme sucesso de "O Salvador da Pátria".  Também acompanhei com prazer entusiasmado a marcante e bela minissérie "Chiquinha Gonzaga". Tive a satisfação de intermediar a vinda de Lauro para a Record, onde fez outras belas obras: "Cidadão Brasileiro" e "Poder Paralelo". Tenho Lauro como mestre e exemplo. Mesmo quando divergimos, tive a satisfação de aprender com nossas divergências. Inteligência, profundidade, experiência, talento, reflexão sobre o Brasil, sobre o ser humano e suas relações, na busca incansável de se reinventar ao retratar vidas reais ou possíveis, tantas coisas poderia dizer sobre a obra de Lauro César Muniz, que dariam um livro ou uma tese. Resumindo: obrigado, Lauro, pela sua obra!”

(Tiago Santiago – Autor de Novelas)

 

 

 

 



Escrito por jéfferson às 02h05
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"Lauro César Muniz é um dos autores fundamentais do teatro e, sobretudo, da TV brasileira. No final dos anos 60, Lauro e Bráulio Pedroso aboliram  os reis e as heroínas do século XIX e fizeram com que a nossa teledramaturgia finalmente entrasse no século XX. Como se não bastasse a revolução formal e temática, Lauro ainda se dá ao luxo de ser um homem de caráter, artigo raro entre os heróis do cinismo do século XXI. Tomara que Lauro continue  por muitas eras encarnando a criatividade, a transgressão e a ética."

 

(Geraldo Carneiro – Co-Autor de “O Astro”)

 

 

Lauro é inspiração pra todos nós que estamos começando na arte de escrever novelas. Um dos maiores exemplos de que é possível fazer obras populares com grande qualidade!”

 

(Renata Dias Gomes – Colaboradora de Novelas)

Vitor de Oliveira 

“Além do talento excepcional para emocionar o público e mobilizar o país com suas tramas apaixonantes e envolventes, Lauro talvez seja o mais sofisticado de nossos novelistas. Impossível pensar a antologia de nossas novelas sem incluir títulos como "O casarão", "Escalada", "Roda de Fogo" e tantos outros com a marca personalíssima de sua pena. Graças à ousadia, à inquietude e ao destemor de sempre correr riscos para surpreender o público, características admiráveis de Mestre Lauro, o gênero se reinventa a cada nova criação. Como espectador, sempre fui fã de carteirinha. Como profissional, ele, sem dúvida, é uma grande inspiração. Referência absoluta de qualidade na telenovela brasileira.”

(Vitor de Oliveira – Colaborador de “O Astro”)


 

“O Lauro - junto de Cassiano Gabus Mendes, Janete Clair, Ivani Ribeiro e Dias Gomes, já falecidos - foi um dos cinco autores responsáveis pela concepção e construção da teledramaturgia brasileira tal qual nós a conhecemos hoje. Sua carpintaria, a forma como ele ergue e desenvolve as tramas, foi e é uma aula preciosa aos jovens dramaturgos. E o mais interessante a respeito da obra do Lauro é que ele sempre opta por caminhos difíceis. A ambigüidade de seus personagens, por exemplo, sempre foi uma coisa que me fascinou. Quando eu era criança, não perdia um capítulo de Roda de Fogo e O Salvador da Pátria, ainda hoje duas das minhas novelas preferidas. Evidente que, sendo criança, muitas informações estavam além da minha compreensão, mas eu tinha muito interesse em ver a trajetória de personagens como o Renato Villar ou o Sassá Mutema, capazes de carregar em si o bem e o mal, o desprendimento e a vaidade, a generosidade e a mesquinheza, o afeto e o egoísmo, características que na época me deixavam muito intrigado e que, como vim a descobrir ao crescer e amadurecer, estavam muito mais próximas do que são as pessoas de carne e osso do que o maniqueísmo do folhetim fácil. Devido a isto, creio que todos os que trabalham com teledramaturgia e todos os que gostam do gênero só têm a agradecer ao Lauro. Um abraço!”

 

(Vincent Villari – Colaborador de Novelas)

 

 

 



Escrito por jéfferson às 02h03
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ARTISTAS


  

"Não tem como falar de Lauro César Muniz sem sentir alívio! Sim, acho que é esse mesmo o primeiro sentimento que me invade quando penso que a dramaturgia brasileira tem esse homem. Quando penso que escolhi fazer televisão, que quero tirar o meu sustento deste veículo e que moro no Brasil... Quando penso na mediocridade que se instala de forma tão sólida, nessa mesmice, nesse emburrecimento que vem sofrendo a TV... aí me lembro de Lauro e recupero o fôlego. Ele é um autor que ainda insiste (são poucos hoje). Ele quer ver personagens e não rabiscos. Provocativo nos obriga a sair de qualquer registro confortável ou automatizado de representação, seus personagens são dicotômicos, subjetivos, apaixonadamente humanos. Trabalhar com ele deveria ser uma experiência obrigatória para qualquer ator." 

 

(Paloma Duarte – Atriz)

 

“Dei muita sorte ao ser convidada para interpretar a professora Clotilde ao lado de Lima Duarte em O Salvador da Pátria. A novela era inventiva, instigante, diferente. Um bóia fria tosco e ignorante, mas absolutamente puro, se corrompe à medida que ganha poder político.  É alfabetizado, vira prefeito, e perde o rumo.  Torna-se joguete  de interesses perversos, se esquece das origens e se desliga quem o elegeu.  Só não deixa de amar a professora, e, pelo amor recobra a pureza.  É uma grande história.  Os diálogos eram bons de falar por serem coerentes e cheios de lucidez e sentimento.  Ou seja, ‘O Salvador da Pátria’ foi um legítimo fruto de Lauro Cesar Muniz!  Obrigada Lauro.”

(Maitê Proença – Atriz)

 

“Fiz o Antônio Maciel de "Cidadão Brasileiro" e o Tony Castellamare de "Poder Paralelo", dois heróis cheios de dubiedades e contradições. Tenho grande empatia pelos diálogos do Lauro (a pontuação é familiar)... E pela maneira abrangente como ele enxerga as relações. O trabalho do ator é estudo de comportamento humano, e nesse sentido Lauro é um autor fundamental para mim!”

(Gabriel Braga Nunes – Ator)

 

“A alguns anos atrás, os autores e diretores tinham preconceito com os atores que faziam programas de humor. Eu tinha acabado de sair da Escolinha do Professor Raymundo e LAURO CÉSAR MUNIZ me convidou para fazer o melhor personagem de toda a minha vida na TV até agora: A Renata Dumon da novela "ZAZA". Eu era filha da Fernanda Montenegro e tive oportunidade de mostrar meu lado dramático além do cômico. Ganhei prêmio, mas ganhei a credibilidade de um dos maiores gênios de nossa literatura. Foi um marco na minha carreira. Obrigada Lauro, espero um dia poder voltar a viver um desses "seres" que nascem da sua alma!”

 

(Fafy Siqueira - Atriz, humorista, cantora e compositora)


 

“Lauro é um autor corajoso, autentico. Não tem medo de falar temas importantes de uma forma maravilhosa, saindo dos padrões.”

(Maria Ribeiro – Atriz)

 



Escrito por jéfferson às 01h55
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“É muito bom falar do Lauro. O texto é excepcional e as palavras fluem naturalmente. Com certeza é uma das figuras mais importantes da dramaturgia. Um dos autores mais desbravadores que sai do lugar comum.”

(Gracindo Jr. – Ator)

 

 

“Um dos primeiros trabalhos que fiz no teatro foi escrito pelo Lauro. Seu texto é muito bom de trabalhar. Posso dizer que foi uma das coisas que me impulsionou e inspirou à seguir como ator.”

(Claudio Fontana – Ator)

 

 

“Tive o prazer de trabalhar em uma novela do Lauro, "O Salvador da Pátria” (1989) onde eu fiz a mimada Rafaela, filha apaixonada pelo pai, interpretado por Francisco Cuôco. Foi muito bom, pois eu conversava muito com o Lauro por telefone,ele morava em SP e eu sempre ligava para saber sobre  a personagem  ele muito generosamente batia longos papos comigo! Privilégio tive eu! E eu era fã das novelas dele, pois gostei demais de "Espelho Mágico","Os Gigantes" ,"Roda de Fogo"e "Sol de Verão" além de "O Salvador da Pátria" claro! Tenho boas lembranças daquela novela! E foi muito prazeroso esse contato estreito com o autor!”

 

(Narjara Turetta – Atriz)

 

“É muito fácil falar de Lauro Cesar Muniz, dada a versatilidade de sua obra, especialmente em teatro e televisão, mas também no cinema. Eu particularmente, tive a honra de representar personagens suas nas novelas: "Um Sonho a Mais" e viver a saudosa e, para mim inesquecível "Marlene", em "O Salvador da Pátria", de enorme repercussão e grande importância na minha carreira. A dramaturgia deve muito ao seu talento, e eu, como artista, especialmente. Lauro Cesar Muniz é minucioso, sensível e cuidadoso em seu trabalho, abraça seu ofício com unhas e dentes, não importa se no teatro, televisão ou cinema. Os deuses da arte o aplaudem, de pé!”

 

(Tássia Camargo – Atriz)

 

 



Escrito por jéfferson às 01h49
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“Trabalhar com Lauro Cesar Muniz é antes de tudo um prazer. Ele constrói personagens marcantes e únicos, repletos de verdade e sentimento. Sem esquecer o humor, uma de suas características mais marcantes. Cria suas tramas com engenhosas reviravoltas, o que prende a atenção de seus espectadores. Lauro tem a capacidade e a sensibilidade de perceber aonde o ator pode render mais e assim trabalha a favor de seus atores. Espero poder trabalhar com ele diversas vezes em diversas linguagens, é sempre um grande prazer e um grande aprendizado".

 

(Vanessa Goulartt – Atriz)

 

 Maurício Machado

 

“Falar de Lauro Cesar Muniz, é falar de um dos maiores nomes para mim da dramaturgia mundial. Sua contribuição é da mais alta relevância histórica e transformadora para o teatro nacional; na TV é autor-referência de memórias e inesquecíveis estórias... Tive a honra de figurar no elenco de sua novela que foi o seu regresso à Record: ‘Cidadão Brasileiro’. Um motivo de orgulho!  Receber os textos para gravar era como saborear um biscoito fino... Texto com consistência e relevância, bem urdido e com possibilidade sempre de vôo para o ator. Um super craque de ponta!”

 

(Mauricio Machado – Ator)

 

 

 

"Comecei a acompanhar o trabalho do Lauro em O Casarão e lembro bem do meu estranhamento e fascínio diante da novela. Era incrível! Ainda tenho algumas imagens na cabeça.   E daí pra frente, ele sempre foi sinônimo de qualidade pra mim. Em 1997 fui convidada pra fazer “Zazá”, no horário das 19hs na Rede Globo.  Era uma delícia de fazer, o clima da novela, as pessoas... Um trabalho que me lembro com grande prazer.   Assisti também um lindo momento do Lauro no teatro: "Luar em Preto e Branco", dirigido pelo Sergio Mamberti, com o Raul Cortez. Momentos que nos marcam e que nos ajudam a crescer como artistas.” 

 

(Xuxa Lopes – Atriz)

 

 

 

“Um dos primeiros trabalhos que eu fiz na TV foi à minissérie ‘Chiquinha Gonzaga’ do Lauro em 1999. Uma reconstrução de época perfeita, generosidade na definição de casa personagem, diálogos vivos, inteligentes que por si só já são uma indicação de interpretação para os atores. Assim é a obra do Lauro, na televisão, teatro ou no cinema, um mestre!”

 

(Tânia Bondezan – Atriz)

 Luciana Braga

 

“Eu era apenas uma adolescente que gostava de fazer teatro no colégio e tinha como único entretenimento noturno as novelas da televisão. Naquele tempo as opções eram poucas... Mas aquela novela me enchia não só os olhos, também o espírito conturbado, típico dos adolescentes. Uma saga familiar, contada através dos tempos, que se passava sempre naquela mesma casa. Uma produção primorosa, elenco afiado, transbordando de emoção e história. Marcante para mim. A novela era O Casarão, o autor, Lauro César Muniz. Anos depois, já adulta e atriz profissional, me mudei para São Paulo para participar da novela As Pupilas do Senhor Reitor. Bem verdade que aquele remake foi apenas supervisionado pelo grande Lauro César, mas já era um primeiro contato.
 Finalmente, em 2009, fiz uma novela inteiramente escrita por ele. Poder Paralelo. E fiquei surpresa com os rumos da personagem Laila, que nem eu mesma imaginava ser capaz de fazer, tão distante de mim ela era. Uma estória densa, retratando o lado obscuro do ser humano, totalmente afinada com os tempos confusos em que vivemos.
 Lauro César Muniz é um autor de novelas denso, intenso, que não se poupa ao se  aprofundar na alma das personagens, sem perder o foco no que se passa em seu entorno. Para nós atores é a oportunidade do mergulho, num veículo em que nem sempre isso é possível.
 Carinhoso, Escalada, Roda de Fogo, O Salvador da Pátria... foram muitas novelas que, como tantos outros espectadores, acompanharam minha vida.Que nosso reencontro seja breve.  Salve Lauro César Muniz!”

(Luciana Braga – Atriz)

 



Escrito por jéfferson às 01h42
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“Lauro César Muniz: Um autor que tem história!


É um grande prazer trabalhar com Lauro Cezar Muniz por muitos motivos. Em primeiro lugar ele é um ícone da teledramaturgia brasileira, criou personagens que estarão para sempre em nossas memórias, como o inesquecível Sasá Mutema. Criou novelas que entraram para a história da televisão brasileira. Suas novelas têm diálogos que dão água na boca do ator e hipnotizam o telespectador. Suas novelas têm sempre um teor político, uma critica social, uma lente em algum gueto, um olhar nas profundezas do ser humano. E, como se não bastasse, ele é uma criatura admirável. Em "Poder Paralelo" eu chorei ao ouvir o Lauro discursar sobre a novela. Ousado. Apaixonado e generoso. Dedicado e guerreiro. Um amante da arte de escrever e do ser humano. Eu adoro o Lauro e sua obra!”

(Adriana Garambone – Atriz)

 

 

“Com o Lauro César Muniz eu fiz a novela “O Salvador da Pátria”, onde eu interpretava a Ângela, que era uma mulher que tinha um lado meio burro, eu tinha problemas graves com ela, porque ela tinha um lado não sei se burro, mas talvez muito ingênuo, eu tive problemas com essa personagem, mas foi um desafio maravilhoso. Eu vou agradecer ao Lauro pro resto da vida em ter me dado uma personagem onde eu tinha que brigar comigo mesma pra interpretá-la, porque eu discordava dela. Ah isso foi uma escola maravilhosa pra mim.”

(Lucinha Lins – Atriz)

 

 

“Conheci Lauro nos idos de 67/68, na época de Feira Paulista de Opinião, no Teatro Ruth Escobar. Assisti a várias obras suas em teatro e televisão e o admirava. Nunca tinha feito um texto dele até pintar o Serjão de Poder Paralelo. Fui recebendo os capítulos, gravando, e à medida que ele ia vendo meu Serjão, ele ia escrevendo pra mim, como se me conhecesse intimamente, me dando altos presentes, cenas deliciosas, que me deram muita satisfação. A qualidade do texto de Lauro torna fácil a memorização. Foi um daqueles trabalhos que deixaram saudade.

Obrigado Lauro!”

 

(Ricardo Petraglia – Ator)

 

 Cláudio Curi

“Lauro César Muniz é um dos maiores autores, dramaturgos e roteiristas do cenário brasileiro. Seus textos e diálogos são extremamente competentes e emocionantes, com doses de excelente humor, quer no teatro, como no cinema e televisão, gerando um entretenimento garantido e altamente prazeroso. É o autor de novelas as mais significativas e instigantes da televisão brasileira, como “O Casarão”, que se desenvolvia em três tempos diferentes ou  “Espelho Mágico”, onde mostrava a novela dentro da novela e os bastidores da telinha. Tive a sorte de ter participado, entre outros, de dois de seus maiores sucessos: “Roda de Fogo”, onde fazia o mordomo Jacinto (um personagem que considero dos melhores de minha carreira) e “O Salvador da Pátria”, uma das maiores audiências de todos os tempos. Em teatro, tive a honra de participar, também, de dois grandes trabalhos: “Direita! Volver!”e uma das peças mais lindas e sensíveis que conheço: “Luar em Preto e Branco”, uma declaração de amor ao cinema, com o nosso saudoso Raul Cortez. Em cinema destaco “Forever”, dirigido pelo também saudoso e amigo Walter Hugo Khouri. Um belo roteiro e um belo filme.

Uma homenagem a um amigo extremamente generoso. Parabéns e obrigado, Lauro.

 

(Cláudio Curi – Ator)

 

 

 

“Lauro, é uma pessoa que admiro profissionalmente desde muito pequenina, com ele descobri essa carreira árdua, mas mágica na qual fazemos parte. Roubei muitas horas do seu trabalho para me dar um pouco de atenção, muitas noites só dormi, na minha infância, ao som da sua máquina de escrever. Ter Lauro por perto, profissionalmente, foi enriquecedor para o meu crescimento. Agradeço a ele. E desejo vida longa! Com carinho!”

 

(Marcella Muniz)

 



Escrito por jéfferson às 01h35
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ESPECIALISTAS EM TELEDRAMATURGIA


 

“LAURO CÉSAR MUNIZ, brindado por Sábato Magaldi como dramaturgo herdeiro do estilo de Martins Pena por ocasião da estreia de O Santo Milagroso, texto teatral de imenso sucesso, chega à televisão com o pioneirismo de mesclar a História do Brasil, com todas as suas vertentes sociais, política e econômicas, na vida cotidiana de seus personagens. Emergem estes, assim como todos nós, deste rico panorama que influencia nossas vidas. Dentro deste quadro, ressalto Os Deuses Estão Mortos (TV Record, 1971), Escalada e O Casarão (ambas na Globo, entre 1975 e 1976). Sua verve política seria ainda pauta para textos inesquecíveis seja no teatro, com Sinal de Vida (a primeira encenação de teatro adulto que assisti!) ou na televisão , com O Salvador da Pátria, apenas para ficarmos em dois exemplos dos mais emblemáticos.
Entretanto, minha escolha recai sobre a clássica novela Espelho Mágico, da Rede Globo, certamente o que de mais inusitado se produziu na teledramaturgia mundial. Naqueles idos de 1977, pouco ou quase nada se conhecia a respeito do universo da comunicação. Para se ter uma idéia, em São Paulo, apenas três faculdades contavam com o curso: USP, PUC e FAAP (a única voltada para a prática televisiva em si). E as tramas e os personagens da novela iam desvendando, pouco a pouco, os prazeres e as agruras da profissão em seus diversos setores: ator, autor, diretor, técnicos, radialistas, dubladores, palhaços dos saudosos circos mamembes que precisam adaptar-se aos humorísticos de TV, a vida no teatro com a encenação de Cyrano de Bergerác e, mágica das mágicas, a produção da novela Coquetel de Amor. De todos os personagens, tenho especial lembrança da atuação de Yoná Magalhães. A grande atriz interpretava Nora Pelegrini, atriz que voltava à telenovela em importante papel - a governanta Assunta -, mas não mais em condição de estrela; que enfrentava crise no casamento com o novelista Jordão Amaral (Juca de Oliveira); que vivia das lembranças de sua participação no filme Deus e O Diabo na Terra do Sol. Que presente, para um jovem entre 14 e 15 anos, que já queria ingressar na televisão, o momento em que o diretor João Gabriel (Daniel Filho) finaliza o primeiro capítulo de Coquetel de Amor e, com a fita quadruplex em mãos, determina o momento de exibição. Começa o puro folhetim liderado por Diogo Maia (Tarcísio Meira), que na novela dentro da novela chamava-se "Ciro" e Leila Lombardi (Glória Menezes), "Rosana".  
Ao passearmos pela produção de Espelho Mágico e Coquetel de Amor, perguntávamos: qual o limite entre a realidade e a ficção? A resposta mais perfeita veio na palavra do palhaço Carijó (Lima Duarte) que encerrou a novela de maneira brilhante ao mostrar a importância do trabalho do ator num momento em que a profissão ainda não estava regulamentada. Três anos depois, eu ingressava na Faculdade de Comunicação, mas já havia passado por um verdadeiro intensivo ao acompanhar o dia a dia daqueles que produzem o sonho nosso de cada dia, daqueles que transformam o faz de conta na mais pura realidade. Ou, lembrando de Calderón de la Barca, a vida em sonho.

(Mauro Alencar - Doutor em Teledramaturgia Brasileira e Latino-Americana (USP) e Consultor e Pesquisador de Teledramaturgia da TV Globo)

 

 

 

 

“Lauro César Muniz foi um dos autores que contribuiu para fixar a telenovela a partir da década de 70. Ele e outros autores desenvolveram uma linguagem própria, cada qual no seu estilo. Na telenovela “Escalada”, (TV Globo/1974/75), discutiu as lutas políticas e sociais, o casamento infeliz e a busca da felicidade e a construção de Brasília. Na telenovela o “O Casarão”, (TV Globo/1976), inovou na narrativa ao trazer três épocas distintas ao mesmo tempo. Em cada telenovela sempre procurou trazer tramas e personagens que falasse a linguagem da sociedade. O Lauro dialoga em suas telenovelas com a sociedade e esmiúça cada trama paralela na essência de sua singularidade. As temáticas discutidas por ele ganham forma e vida de algo original e verossímil. Em “Poder Paralelo”, (Rede Record/2009/10) trouxe como temática a máfia italiana na América do Sul, o envolvimento da policial federal, uma narrativa de cunho político e havia ligações da máfia com o poder público. Em suma, o Lauro é um autor que discute com o público temas que representem alguma inquietação implícita do cotidiano da sociedade brasileira. Em suas telenovelas não gosta de temas muito fantasiosos porque acha que é desinteressante para o público televisivo.”

(Claudino Mayer – Pesquisador e Doutorando em Teledramaturgia pela USP e autor do livro: "Quem matou... o romance policial na Telenovela")

 

 



Escrito por jéfferson às 01h28
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HOMENAGEM ESPECIAL: Histórias de Novelistas com LAURO CÉSAR MUNIZ - Depoimentos

 

Jorge Luiz Brasil

 

“Fiquei pensando no que poderia escrever sobre Lauro César Muniz. Um artista de sua importância não precisa de tradução. Sua obra fala por si. Sou admirador do Lauro César dos temas polêmicos, como a eutanásia (de Os Gigantes), a contaminação pelo vírus da AIDS (de Zazá) e a vítima da tortura militar (em Roda de Fogo). Mas não tenho também como não reverenciar o autor de novelas épicas e inesquecíveis (Escalada / Cidadão Brasileiro, O Casarão, Aquarela do Brasil e Chiquinha Gonzaga). Mas, talvez, o meu preferido seja o novelista revolucionário (a metalinguagem de Espelho Mágico e as três épocas históricas se intercalando em O Casarão, por exemplo). Em toda sua trajetória, Lauro César Muniz nunca se acomodou e sua obra mais recente, Poder Paralelo (Record, 2009), é a prova disso. Mesmo adaptando o livro Honra ou Vendetta de Silvio Lancelotti, ele conseguiu imprimir suas marcas registradas: ousadia, falta de pudor e um texto ácido e instigante. Lauro César Muniz não precisa provar nada para ninguém. Ele é um dos pilares que ajudaram a transformar a telenovela brasileira no melhor produto do gênero do mundo. Nós, só temos a agradecer. Que ele receba, então, o meu muito obrigado!”

(Jorge Brasil – Jornalista (Revista Minha Novela – Editora Abril))

 

 

“Lauro César Muniz é uma pessoa muito gentil e especial. É um autor importantíssimo dentro da história da televisão brasileira, suas telenovelas e minisséries são de uma qualidade e de um bom gosto indiscutíveis. Escreveu tramas inesquecíveis como “O Casarão”, grande marco da nossa TV, onde se destacaram os desempenhos impecáveis de Paulo Gracindo e Yara Cortes. Também destaco sua passagem pela aventura com “Corrida do Ouro”, que deveria ter um remake urgente! por problemas sociais com as ótimas “O Salvador da Pátria” e “Roda de Fogo”, pela história do Brasil com a minissérie “Chiquinha Gonzaga” e com as novelas: “Escalada” e “Cidadão Brasileiro”, onde ele deu um super presente á atriz Lucélia Santos, com a fantástica Fausta, sua vilã light, que trouxe muitas alegrias á atriz ao interpreta - lá. Estamos ansiosos para embarcar em “Navegantes” sua próxima viagem, de navio, no mundo da teledramaturgia da TV Record. Parabéns Jéfferson por essa justa homenagem a esse nosso mestre das telenovelas, ele é mais que merecedor de todas as homenagens possíveis. Lauro César Muniz é um ícone!”

 

(Aladim Miguel – Pesquisador do site Arquivo Lucélia Santos / RJ)

 

 


"Se você fosse um autor de novelas, escreveria uma trama que, a todo momento, mistura três épocas distintas? Ou, então, que retrata os bastidores de uma novela dentro da outra? Ou, quem sabe, que é protagonizada por um personagem que tem um tumor no cérebro? Provavelmente, não. Poucos autores, aliás, teriam essa coragem. Mas Lauro César Martins Amaral Muniz teve. Talvez por isso – e por uma infinidade de outros motivos – eu o considere um dos maiores autores da teledramaturgia brasileira. A admiração que eu sempre senti por Lauro César Muniz (desde os tempos de “Os Gigantes”) cresceu ainda mais depois que eu tive a oportunidade de entrevistá-lo para o meu livro, “A Seguir, Cenas do Próximo Capítulo”. Com a mesma coragem com que sempre abordou temas para lá de explosivos em suas novelas, como divórcio, eutanásia e Aids, Lauro César Muniz respondeu a todas as perguntas. Certa vez, durante uma entrevista, Marília Gabriela me disse que o melhor entrevistado é aquele que tem coragem de dizer tudo o que pensa. No dia da entrevista com Lauro César Muniz, pude constatar isso. Ele é corajoso, ousado, visionário. Algumas das novelas que escreveu nos anos 70 podem ser consideradas “à frente de seu tempo” – como se costuma dizer – até mesmo para os dias de hoje. A certa altura da entrevista, Lauro disse: “Risco é a palavra-chave na minha profissão. Ninguém faz nada ou chega a lugar nenhum sem arriscar”. Na mesma hora, pude entender "por que" e "como" Lauro César Muniz conseguiu chegar tão longe".

 

(André Bernardo – Jornalista e Autor do Livro: “A Seguir, Cenas do Próximo Capítulo”)

 

 

 

 



Escrito por jéfferson às 01h21
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HOMENAGEM ESPECIAL: Histórias de Novelistas com LAURO CÉSAR MUNIZ - Depoimentos

 

FAMILIARES & AMIGOS

  

 

 

“ORGULHO DE VOCÊ

 

Eu cresci, dividindo meu Pai com a Cultura, ora ele tinha um olhar atento para as minhas gracinhas de menina, ora ele estava com o olhar voltado para aquele imenso universo que o rodeava de personagens e tramas. O tempo foi passando e eu comecei a sentir vontade de fazer parte do" todo” de meu pai. Foi quando aos 13 anos de idade,em 1980,surgiu uma oportunidade para eu participar de uma peça profissional, “Os Saltimbancos”, e lá estava eu vivendo, o mundo mágico de meu pai, a peça não foi escrita por ele, mas o mundo do teatro se abriu para mim e eu passei a respirar Artes/Cultura, como meu pai... Não preciso nem dizer que me encantei com esta porta que se abriu. Com o olhar de Pai, ele me instruiu que eu deveria ler muito e estudar se eu quisesse levar a sério esta vida, e foi o que eu fiz... E de lá pra cá, sinto que pude conhecer melhor meu pai e o universo que ele habita. Já na televisão, pude participar de alguns trabalhos escritos por ele e devo dizer que cada vez mais o admirava, no estúdio de gravação, pude conferir o respeito e admiração que meus colegas atores e diretores tinham por ele, pela forma com que ele conduzia a História e a vida de todos aqueles personagens, a dedicação e o carinho que ele tinha por todas as pessoas envolvidas era contagiante, ele realmente ‘regia uma orquestra’ e estavam todos em harmonia, não houve nenhum trabalho dele que eu tenha feito que esta “mágica” não tenha acontecido. Um trabalho de meu pai, que me marcou muito, foi “Chiquinha Gonzaga”, ele contou com maestria, a História de uma mulher pioneira e guerreira para a época em que viveu. Sinto que ele é um pouco como a Chiquinha, determinada, visionária, guerreira e que dedicou à própria vida para a Arte, humanizando as pessoas com o seu talento e dedicação. Meu Pai respira Arte/Cultura, acredito que por isso, seus personagens sejam humanos, ele têm uma capacidade singular de compreender o universo feminino,assim como o masculino e suas histórias são vibrantes,eu me recordo, que quando eu estava fazendo “Cidadão Brasileiro”, eu lia todos os capítulos e era como se eu estivesse emersa em um filme de ação, a cada capitulo que chegava, eu corria para ver o que iria acontecer com aquelas pessoas e ao mesmo tempo, eu vibrava nas soluções que meu pai criava. Hoje, olhando para traz pude perceber um cara, extremamente ético e de uma conduta exemplar, ele nunca se dobrou por uma visão capitalista, visando apenas o seu. O meu Pai simplesmente doa a vida dele e está sempre antenado para novas possibilidades que se façam necessárias para manter a dramaturgia viva e com qualidade, através de seus trabalhos e de sua conduta, de vida, ele traz a esperança para nós brasileiros de que vale a pena seguir em frente e não desistirmos do que acreditamos...

.... E nós acreditamos em você.

Obrigada meu PAI.”

(Fernanda Muniz – Atriz e Filha de Lauro César Muniz)

 

Lauro César Muniz e Bárbara Bruno participam da novela  Prova de Amor. Foto: Eduardo Nunes/Record/Divulgação

 

“O TEMPO E O LAURO!

 

O tempo está para Lauro César Muniz como o céu para o avião. Assim foi em "O Casarão", "Escalada", "Cidadão Brasileiro", e quando não está presente na obra está a favor deste autor que, cada vez mais se aventura sem temer riscos ou desafios.  

O que me impressiona e cativa é sua capacidade de não se acomodar, não se satisfazer com louros conquistados, mas estar sempre a busca do seu melhor. Sempre pode ser melhor. E é com este espírito que sua obra na TV, cinema e teatro se eterniza porque ele já é um clássico da dramaturgia brasileira. Grande aliado do "tempo" Lauro César Muniz está cada vez mais jovem na sua busca do tempo perdido...”

 

(Bárbara Bruno – Atriz e Esposa de Lauro César Muniz)

 

 



Escrito por jéfferson às 01h11
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HOMENAGEM ESPECIAL: Histórias de Novelistas com LAURO CÉSAR MUNIZ - Depoimentos

 

 

 

“O Lauro é um autor com uma dimensão muito grande em vários segmentos da nossa área, ele é uma pessoa extremamente culta, escreve pra Teatro, Cinema, Televisão, ou seja, três veículos absolutamente convergentes, me refiro porque a Televisão é um veiculo absolutamente intimista, do nosso dia-a-dia, e ele faz isso de uma maneira incrível como também no Cinema, que é uma outra área tão vasta que você utiliza muito mais o seu processo, a dimensão do Cinema... E o Lauro é um apaixonado por Cinema e pelo que eu conheço dele, ele é um dos grandes autores brasileiros que tiveram uma grande influência do Cinema, de modo geral. E no Teatro é essa coisa absolutamente artesanal dentro dos recursos extremamente limitados mas, com a diferença que te leva a envolver o imaginário, e ainda essa coisa compartilhada que você assiste ao vivo. O Lauro tem uma habilidade incrível com os sucessos que ele fez e continua fazendo. Nós participamos de um espetáculo chamado “O Santo Milagroso” que foi tão bonito, depois ele veio com coisas absolutamente novas. Enfim, é muito difícil sintetizar a atuação do autor. Foi maravilhoso trabalhar com ele na novela “Roda de Fogo”, “Zazá”e em “Aquarela do Brasil”, porque foram coisas que tem história e uma razão de ser e dentro dessa coisa mais difícil ainda que é você fazer novelas um pouco mais leve, que foi o caso de “Zazá”, e um pouco mais difícil, como na novela “Roda de Fogo”, onde ele transformou o personagem do Tarcisio Meira em protagonista. Então dentro dessa coisa toda você transformar o ser humano através do amor é uma relação muito bonita dentro dessas colocações de vida, e dentro desses processos. Eu tive um prazer enorme de fazer parte dessa novela, meu personagem era um Juiz de Direito que tinha um filho que ficou paraplégico e que se envolvia com drogas, algo extremamente difícil pra um juiz lidar, devido ser uma figura pública, estar totalmente exposto, como ser humano vive um drama imenso você pode imaginar. O sucesso do Lauro na dramaturgia brasileira é justamente dessa analise que tem no centro a visão do ontem, do hoje e do amanhã que é uma coisa que todos nós aprendemos no nosso oficio e acho que o autor é o grande abastecedor disso tudo, eles é que guia, nós atores somos passageiros. Então dentro do oficio, eu acho que a visão do Lauro é dentro da nossa colocação absolutamente brasileira e conseqüentemente hoje mais do que nunca dentro do processo global, porque o Brasil mais do que nunca exporta telenovelas. Porque as nossas novelas fazem sucesso lá fora? Não é apenas pela paisagem, dessa coisa maravilhosa que é o nosso país, claro que isso contribui também, mas é pela essência das coisas, essa essência e essa universalidade. E o Lauro é um autor autenticamente brasileiro, uma pessoa que nasceu no interior que conhece esse nosso lado simples da vida, das influências todas das nossas colonizações e daquilo que nós somos hoje e ao longo do tempo.”

(Paulo Goulart – Ator e Sogro do Lauro)

 



Escrito por jéfferson às 01h07
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“É um prazer enorme falar do Lauro César Muniz que realmente é um dos autores extraordinários da teledramaturgia, da dramaturgia teatral também, eu já tive oportunidade inclusive de fazer uma peça dele lá no Sul, no Teatro Guairá, quando participávamos do teatro de comédia no Paraná, e que nós fizemos “O Santo Milagroso, e eu atuei como atriz, depois aqui também fazendo “Aquarela do Brasil” que foi um momento também muito bom pra mim como atriz, porque ele é de uma qualidade extraordinária, tem várias peças dele importantes. Ele é de uma importância tanto no Teatro, quanto no Cinema e na Televisão também, então é uma figura que se respeita no mundo artístico, no mundo dramatúrgico, é um nome respeitadíssimo. Eu trabalhei com ele em “Aquarela do Brasil” e olha o contato dos atores com os autores não acontece muito, a não ser no momento de apresentação do trabalho, então o Lauro foi e falou sobre a obra, sobre a proposta e ele foi muito objetivo e ele retratou ali pra nós, pra termos uma noção do personagem que íamos fazer e íamos realizar e foi muito bom termos ouvido as palavras dele, porque ele fez um retrospecto, inclusive da vida do rádio, aqui do Rio de Janeiro, enfocando a Rádio Nacional, todos aqueles que trabalharam, então ele fez um trabalho de pesquisa bonito, e conseqüentemente, com o talento dele realizou cenas fortes, importantes, onde eu faia a mãe do Edson Celulari, inclusive era um personagem importante na história. O Lauro sempre que vai falar, se pronunciar sobre um processo artístico, tanto nacional, quanto internacional ele é um autor que tem um conhecimento forte, que tem uma cultura ampla, ele tem uma maneira direta de expor a sua idéia e a sua proposta de trabalho, então é sempre renovador ouvi-lo e assisti-lo, foi um momento importante da nossa carreira participarmos de trabalhos escritos pelo Lauro César Muniz. Na condição de sogra nós somos amigos (risos) acima de tudo e antes de tudo né? (risos). Eu fico muito feliz porque eu acho que eles (Bárbara e Lauro) se encontraram no momento determinado da vida deles, e estão vivendo uma história bonita a ser contada futuramente, eles se encontraram depois de uma fase determinada da vida e são muito felizes e eu, conseqüentemente, estou mais feliz ainda. Entre as novelas dele a minha preferida é “O Casarão” que foi um momento lindo, é inesquecível... Eu rendo homenagem ao Lauro pela dinâmica de trabalho, pela seriedade com que ele enfrenta a caminhada de autor que não é uma coisa fácil, e ele é uma pessoa que tem uma qualidade de trabalho extraordinária.”

(Nicette Bruno – Atriz e sogra de Lauro)

 



Escrito por jéfferson às 01h03
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HOMENAGEM ESPECIAL: Histórias de Novelistas com LAURO CÉSAR MUNIZ - Depoimentos

 

 

 


“Intelectuais mais exigentes torcem o nariz diante das novelas de televisão. Literatura menor, dizem uns. Não é literatura, dizem outros. A telenovela não é um gênero menor ou necessariamente menor. Pode ter momentos de brilho, sinais de inteligência, principalmente devido a Dias Gomes e Lauro César Muniz. Eles dois são, sem qualquer sombra de dúvida, os maiores nomes da teledramaturgia brasileira. Deram, ao gênero, um salto de qualidade. Enquanto Dias falava de um Brasil real mas imaginário, Lauro normalmente descrevia um país imaginário, porém real. Nunca, porém, a novela de televisão foi tão desafiadora quanto na obra de Lauro e a sua relação com o veículo, embora brilhante e marcante, não foi sempre um mar de rosas. Na verdade, a sua embarcação fez água e quase afundou  algumas  vezes em razão da coerência que sempre quis imprimir em sua obra e isso nem sempre foi bem compreendido.  Brigas com atores, diretores e mesmo alguns colegas autores são capítulos da própria novela de Lauro César Muniz. A linguagem de suas novelas está distante dos cânones e da platitude a que nos habituaram certos modelos consagrados.”

 

(Hersch Basbaum – amigo e biógrafo de Lauro César Muniz)

 

 

“Lauro César Muniz... Autor de tantos heróis... Heróis mocinhos, heróis bandidos, heróis verdadeiros, HERÓIS HUMANOS! E na vida real, meu pai! MEU HERÓI!

Um pai companheiro, amigo, dedicado, preocupado, atencioso, carinhoso, tem sempre a palavra certa na hora certa. Hum... Por que será né?!

O Lauro pai, troca minhas lágrimas por sorrisos em instantes e o Lauro autor troca meu sorriso por lagrimas infinitas de emoções a cada cena.

Ser filha dele é uma honra, sou sua fã número um.”

(Marília Soares de Moura Muniz – filha)


“Falar sobre meu pai é alguma coisa bem difícil, bem complexa. Não só por ser meu pai, mas por ser a pessoa que é um espelho para mim, a única pessoa que posso dizer com toda certeza que é o meu ídolo. Se na minha vida toda eu chegar a 50% do que ele foi eu me considerarei muito feliz.

Nunca tive muito contato com ele como um pai e filho deveriam ter, às vezes sinto falta disso, falta de um diálogo maior sobre a vida. Poderia ter aprendido muito mais coisas com ele, do que aprendi ate hoje, mas com toda a certeza ainda aprenderei muito mais com esse grande Mestre. Tenho uma admiração enorme por ele.

Um grande homem que alem de tudo é o meu pai! Tive sorte de ter esse homem na minha vida. Ele é meu pai e meu orgulho.”

(Renato Muniz – filho)

 

 



Escrito por jéfferson às 00h59
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HOMENAGEM ESPECIAL: Histórias de Novelistas com LAURO CÉSAR MUNIZ

 

 

 

"O mais belo triunfo do escritor é fazer pensar os que podem pensar.”


(Eugène Delacroix)

 


"Um grande escritor sempre traz consigo seu mundo e sua prédica." 


(Albert Camus)

 

FIM

 



Escrito por jéfferson às 00h48
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Histórias de Novelistas com LAURO CÉSAR MUNIZ - Agradecimentos

 

AGRADECIMENTOS


Quero agradecer a todos que ajudaram a construir essa Homenagem enviando o seu depoimento e assim reconstituindo a excelência dramatúrgica do nosso querido e renomado Lauro César Muniz. Quero agradecer em especial aos Assessores de Imprensa que se prontificaram a nos ajudar como: a Mônica Simões (assessora dos atores Paulo Goulart e Nicette Bruno), a Natasha e a Ana Clara (assessoras da empresa Montenegro & Raman), Gilson Pedro da Silveira Silva e Isabela Resende Alencar (assessores da Rede Record) e à Márcia Fernandes (assessora do ator Lima Duarte). E aos que ajudaram indiretamente: Hiran Silveira, diretor de teledramaturgia da Rede Record, Jorge Brasil, redator-chefe da Revista “Minha Novela”, o escritor Hersch Basbaum e a querida Fernanda Muniz.

 



Escrito por jéfferson às 00h43
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Entrevista Especial - NO MUNDO DOS FAMOSOS

 

ENTREVISTA ESPECIAL - NO MUNDO DOS FAMOSOS

 

1 - NILSON XAVIER (escritor)

2 - MARGARETH BOURY (autora de novelas)

3 - REYNALDO BOURY (diretor de TV)

4 - BABI XAVIER (atriz/apresentadora)

5 - NÉLIO JÚNIOR (jornalista/repórter de TV)

6 - MARCÍLIO MORAES (autor de novelas)

7 - RICARDO LINHARES (autor de novelas)

8 - ANA MARIA MORETZSOHN (autora de novelas)

9 - DUCA RACHID (autora de novelas)

10 - ADA CHASELIOV (atriz)

11 - MAYRA DIAS GOMES (escritora)

12 - THELMA GUEDES (autora de novelas)

13 – ANDRÉ REBELLO (ator)

14 – KADU MOLITERNO (ator)

15 - MAURICIO MACHADO (ator)

16 - LAURO CÉSAR MUNIZ (autor de novelas)

17 - STELLA FREITAS (atriz)

18 - ALCIDES NOGUEIRA (autor de novelas)

19 - EDWIN LUISI (ator)

20 - MAURO ALENCAR (Doutor em Teledramaturgia/escritor)

21 - SOLANGE CASTRO NEVES (autora de novelas)

22 - WALTHER NEGRÃO (autor de novelas)

23 - BÁRBARA BRUNO (atriz)

24 - RENATA DIAS GOMES (autora de novelas)

25 - MATEUS CARRIERI (ator)

26 - LETÍCIA DORNELLES (autora de novelas)

27 - TAMARA TAXMAN (atriz)

28 - AIMAR LABAKI (dramaturgo/autor de novelas)

29 - LUCÉLIA SANTOS (atriz)

30 - FÁBIO FABRÍCIO FABRETTI (escritor)

31 - EDUARDO NASSIFE (escritor)

32 - ROSANE GOFMAN (atriz)

33 - CRISTIANNE FRIDMANN (autora de novelas)

34 - RODRIGO PHAVANELLO (ator)

35 - YOYA WURSCH (autora de novelas/roteirista)

36 - INGRA LIBERATO (atriz)

37 - JOÃO CAMARGO (ator)

38 - GILBERTO BRAGA (autor de novelas)

39 - DÉO GARCEZ (ator)

40 - PATRÍCIA MORETZSOHN (autora de novelas)

41 - BETH GOULART (atriz)

42 - MANOEL CARLOS (autor de novelas)

43 - VANESSA GOULARTT (atriz)

44 - DENISE EMMER (escritora)

45 - MARIA ADELAIDE AMARAL (autora de novelas)

46 - WALCYR CARRASCO (autor de novelas)

47 - LEONA CAVALLI (atriz)

48 - AZIZ BAJUR (dramaturgo)

49 - FÁTIMA FREIRE (atriz)

50 - VIVIAN DE OLIVEIRA (autora de novelas)

51 - JÉFFERSON BALBINO (blogueiro)

52 - SILVIO DE ABREU (autor de novelas)

53 - PEDRO NESCHLING (ator)

54 - JORGE BRASIL (jornalista)

55 - NORMA BLUM (atriz)

56 - DENISE DEL VECCHIO (atriz)

57 - RODRIGO ANDRADE (ator)

58 - LUCINHA LINS (atriz)

59 - CLAUDIO LINS (ator)

60 - NARJARA TURETTA (atriz)

61 - CLAUDINO MAYER (escritor/pesquisador em teledramaturgia)

62 - ANDRÉ FRATESCHI (ator)

63 - TUNA DWEK (atriz/escritora)

 

HISTÓRIAS DE NOVELISTAS

 

* LAURO CÉSAR MUNIZ

 



Escrito por jéfferson às 00h37
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HOJE: Histórias de Novelistas com LAURO CÉSAR MUNIZ



Escrito por jéfferson às 00h22
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