Entrevista Especial com VINCENT VILLARI

 

 

Minha “Entrevista Especial” de hoje é com um dos responsáveis pelo imenso sucesso da melhor novela de 2010, o remake de “Ti-Ti-Ti”. Ele estreou na teledramaturgia aos 16 anos, colaborando em outro remake, o de “Anjo Mau” que consagrou sua escudeira, a autora Maria Adelaide Amaral, e abriu caminho pra uma belíssima trajetória profissional que vem se construindo com promessas de um futuro promissor. Ele também provou seu talento colaborando nas inesquecíveis minisséries: “Os Maias” e “A Casa das Sete Mulheres” e ainda integrou a equipe de autores das novelas: “Da Cor do Pecado” e “Cobras & Lagartos”. É considerado uma das maiores revelações da teledramaturgia brasileira nos últimos anos e também uma das maiores apostas da Globo pra estrear como autor titular, o que felizmente ocorrerá em breve, para a nossa alegria. É com muita honra que eu entrevisto esse jovem autor que eu admiro muito, o talentoso VINCENT VILLARI.

 

“Quando o ator diz o texto o mais próximo possível do que a gente escreve e mantém as intenções propostas, a minha vontade é de ajoelhar e agradecer. Mas quando o ator entra na viagem dele e diz o que bem entende e faz o que bem entende, a minha vontade é de atirar a televisão pela janela.”

 

(Vincent Villari)

 

 

Jéfferson Balbino: Como surgiu seu interesse pela carreira de escritor?

 

Vincent Villari: Quando eu era criança, gostava de fazer histórias em quadrinhos – ou seja, desde que eu me entendo por gente, lá estava eu inventando histórias. Mas a minha paciência para desenhar e pintar ia diminuindo enquanto as histórias que me ocorriam ficavam cada vez mais longas. Então, lá pelos sete ou oito anos, descobri a máquina de escrever do meu pai e foi amor à primeira vista. Ficava trancado no quarto inventando e escrevendo as histórias mais estapafúrdias. Como eu era muito caseiro, filho único e tinha pavor de brincar na rua, comecei a ver novelas e a gostar, e aí, aos dez anos, quando eu vi, na novela “Fera Radical”, a Malu Mader linda, grávida e vestida de noiva, abatendo a tiros a própria sogra, achei aquilo tão fascinante e bizarro quanto às coisas que eu escrevia, e foi aí que me deu o estalo: e por que não escrever novela? É preciso lembrar que, na época, os autores de novela não eram as celebridades que são hoje. Ninguém queria ser teledramaturgo, ninguém sequer cogitava isso. Não é a profissão da moda, como é hoje. Então, quando eu falava que queria escrever novela, ninguém levava a sério, todo o mundo achava que eram apenas delírios de uma cabecinha muito criativa, e foi um assombro quando eu fui chamado para a Oficina de Roteiristas da TV Globo, inclusive para mim mesmo, porque, de tanto as pessoas acharem que era um delírio meu, eu também já estava começando a acreditar nisso. Mais alguns meses e eu provavelmente teria tomado outro rumo na vida. Ainda bem que as coisas não foram assim.

 

(Vincent Villari aos 16 anos)

 

Jéfferson Balbino: Sua estréia na teledramaturgia ocorreu no remake da novela “Anjo Mau” (TV Globo/1997). Qual foi a maior dificuldade que você enfrentou nesse inicio de carreira?

 

Vincent Villari: Sem dúvida, fazer com que confiassem em mim. Não era fácil: eu era muito jovem, tinha cara de criança e a rotina de escrever novelas era espartana demais para que um autor corresse o risco de ter alguém tão verde em sua equipe. A direção da Globo já estava aflita, sem saber o que fazer comigo, quando felizmente a Maria Adelaide topou me incluir na equipe de “Anjo Mau”. E foi uma linda estreia, tanto da Adelaide como autora de teledramaturgia quanto minha em televisão.

 

Jéfferson Balbino: Você também é graduado em jornalismo, a exemplo de outros novelistas. Em sua opinião, qual seria o curso superior ideal pra quem pretende seguir a carreira de autor de novelas?

 

Vincent Villari: Não sei dizer. Hoje, eu não escolheria jornalismo, escolheria Psicologia ou, quem sabe, Letras. De qualquer forma, o curso de jornalismo foi útil por dois fatores: nele, você é obrigado a ampliar a sua cultura geral, para poder falar com pertinência sobre qualquer assunto, e aprende a contar uma história ou passar uma informação de forma concisa, clara, direta e, sempre que possível, atraente – tudo o que um bom autor de novelas também deve saber.

 



Escrito por jéfferson às 23h37
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Entrevista Especial com VINCENT VILLARI

 

 


Jéfferson Balbino: Seu segundo trabalho na TV foi na equipe de colaboradores da minissérie “A Muralha” (TV Globo/2000) que explorava a saga dos bandeirantes, retratando um período fascinante da História do Brasil. Como foi o processo de pesquisa pra composição do roteiro?

 

Vincent Villari: Foi pesada. A Adelaide lia uma porção de livros a respeito e os repassava a mim para que eu lesse e fizesse um relatório sobre cada um, destacando o que seria importante ou útil para a minissérie. Foram uns trinta livros em três meses, eu acho, já não me recordo com exatidão.

 

Jéfferson Balbino: Você também acompanha as escalações do elenco de seus trabalhos?

 

Vincent Villari: Até “A Favorita”, não. Dava uma ou outra opinião, mas nada que tivesse relevância no conjunto final, pelo que eu me lembre. Agora, em “Tititi” eu participei ativamente deste processo, junto da Adelaide, do Jorge Fernando e do produtor de elenco, o Nelson Fonseca. Alguns atores foram sugestões minhas: Cláudia Raia pra Jaqueline, Giulia Gam pra Bruna, André Arteche pro Julinho, Humberto Carrão pro Luti, Elizângela pra Nicole, Armando Babaioff pro Thales. Ah, lembrei de uma coisa: em “A Muralha”, eu sugeri pra Denise Saraceni o nome da Regiane Alves depois de vê-la em uma novela do SBT chamada “Fascinação”. E acabou sendo o primeiro de muitos trabalhos da Regiane na TV Globo.

 

Jéfferson Balbino: O que você destacaria de seu trabalho na minissérie “Os Maias” (TV Globo/2001)?

 

Vincent Villari: A minha maior alegria, ao integrar a equipe de criação desta minissérie, foi ter lido quase toda a obra do Eça, de quem me tornei fã incondicional. Porque era preciso não apenas conhecer o seu estilo, mas o seu raciocínio, a forma como enxergava o mundo e como essa visão era impressa em sua obra. Para que pudéssemos pensar as tramas e os personagens com a linha de raciocínio dele, e não a nossa. E assim fizemos. Sobre a minissérie em si, a Adelaide, que é praticamente uma queirosiana, cuidou sozinha de quase tudo. Coube ao João Emanuel Carneiro e a mim os núcleos de humor extraídos dos livros “A Relíquia” e “A Capital”, respectivamente. Mas o meu núcleo, no ar, não ficou bom, devido ao elenco equivocado e ao tratamento solene dado pela direção ao que deveria ser um alívio cômico.

 

(Capa do livro "A Lua e o Aço", romance escrito por Vincent Villari)

 

Jéfferson Balbino: Como surgiu a idéia de escrever o romance “A Lua e o Aço”?

 

Vincent Villari: Eu tinha seis meses de férias entre “A Casa das Sete Mulheres” e “Da Cor do Pecado”. Estava sentindo falta de ouvir a minha voz, de exercitar o meu impulso autoral, já que na televisão eu vinha apenas colaborando na obra de outros autores e ainda estava longe o dia em que eu teria uma história minha. Escrevi o romance, fiquei satisfeito com o resultado – eu tinha 24 anos e disse nele o que eu tinha para dizer na época – mas não corri atrás de editora, não tive essa iniciativa. Deixei o livro na gaveta e continuei com meus trabalhos na televisão. Três anos depois, uma grande amiga minha, para quem eu tinha emprestado uma cópia do original, repassou-o a um editor sem que eu soubesse, e assim, para minha surpresa, o livro acabou saindo. Como a editora era pequena e a divulgação foi quase nula (em grande parte, por culpa minha), o livro vendeu pouco. Mas, como eu não o tinha concebido para este fim, até que ele foi mais longe do que eu imaginava.

 

Jéfferson Balbino: Você também integrou a equipe de roteiristas da inesquecível minissérie “A Casa das Sete Mulheres” (TV Globo/2003). A que você atribui o imenso sucesso dessa trama?

 

Vincent Villari: “A Casa das Sete Mulheres” era uma história extremamente passional, com personagens que viviam no limite, obrigados a fazer escolhas contundentes, tanto em suas vidas pessoais quanto em relação à guerra, e o público se identificava e se emocionava com estes personagens porque a humanidade deles era tão tangível que qualquer um podia se colocar no lugar deles e imaginar como agiria, que escolha faria, na pele deles. Foi um grande momento das carreiras da Adelaide, do Negrão e do Jayme. 

 



Escrito por jéfferson às 23h33
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Entrevista Especial com VINCENT VILLARI

 

Maria Adelaide com elenco

(Vincent Villari, Mayana Neiva, Christiane Torloni, Maria Adelaide Amaral, Elizângela, Rodrigo Lopez, o diretor Ary Coslov, Daniela Escobar e a figurinista, Marília Carneiro)


Jéfferson Balbino: A maioria dos novelistas que eu já entrevistei sempre relata que escrevem ouvindo a voz das personagens. Você também está incluído nesse rol de dramaturgos que ‘escrevem com os ouvidos’?

 

Vincent Villari: Ouvir o personagem é essencial. Eu não sei como alguém conseguiria produzir dramaturgia sem ter claras as vozes de seus personagens.

 

Jéfferson Balbino: Na novela “Da Cor do Pecado” (TV Globo/2004), da qual você foi colaborador, a temática central era o preconceito racial. Como vocês representaram a sociedade brasileira nessa trama?

 

Vincent Villari: Não houve nenhuma preocupação neste sentido. A idéia era escrever uma trama de amor com ação, aventura e humor. E não acho que a temática principal tenha sido o preconceito racial. Pelo menos não houve da nossa parte nenhuma intenção de levantar bandeira neste sentido. A Preta era impedida de ficar com o Paco porque ele era rico e a Preta, pobre. A cor da pele da Preta não era um fator determinante para a condução da história.

 

Jéfferson Balbino: Como surgiu o convite pra você colaborar na novela “Cobras & Lagartos” (TV Globo/2006)?

 

Vincent Villari: Eu havia feito “Da cor do pecado” com o João Emanuel, ele gostou de trabalhar comigo e me convidou para integrar a equipe da novela seguinte.

 

Jéfferson Balbino: Você iniciou sua carreira profissional aos 16 anos, onde passou pela Oficina de Autores da TV Globo. O que você relataria sobre o aprendizado adquirido nesse curso? Além desse, você também fez outros cursos complementares?

 

Vincent Villari: Eu disparava a escrever amparado apenas no que eu já havia visto, e a oficina me deu uma base teórica sobre a teledramaturgia, coisa que eu não tinha. E é fundamental você conhecer as regras do jogo, até para você saber como e quando transgredi-las com a devida propriedade. Mas eu não fiz nenhum outro curso além deste, não. Depois de aprovado para assinar contrato, comecei a trabalhar e fui aprendendo enquanto fazia.

 

Jéfferson Balbino: Como é a emoção em ver na TV os atores dando vida a seu texto?

 

Vincent Villari: Varia. Quando o ator diz o texto o mais próximo possível do que a gente escreve e mantém as intenções propostas, a minha vontade é de ajoelhar e agradecer. Mas quando o ator entra na viagem dele e diz o que bem entende e faz o que bem entende, a minha vontade é de atirar a televisão pela janela.

 

Jéfferson Balbino: Na novela “A Favorita” (TV Globo/2008) vocês fugiram dos modelos tradicionais do folhetim ao iniciar a novela sem revelar ao público quem era a vilã e quem era a mocinha. Como vocês da equipe chegaram à escolha?

 

Vincent Villari: O João sempre teve em mente que a assassina era a Flora. Imagina se ele iria estrear no horário das oito às cegas. Só se fosse louco. Nós sempre soubemos a história que iríamos contar. Tanto que, quando o primeiro capítulo foi ao ar, nós já havíamos escrito 60 capítulos, e a revelação sobre a Flora se dava no 56. Ou seja: quando a novela estreou, nós já estávamos em meio às cenas da Flora barbarizando.

 

Jéfferson Balbino: Como funciona o trabalho de um colaborador?

 

Vincent Villari: Depende do que o autor precisa. Colaboradores são “maridos de aluguel”: fazem o que é necessário e se ajustam ao método de trabalho de cada autor. Alguns confiam aos colaboradores à redação da escaleta (estrutura que contém as intenções de cada cena, na ordem exata em que elas entram, e os ganchos para comercial e final de capítulo), a condução de um determinado núcleo da trama, e até capítulos inteiros. Outros são mais centralizadores, escrevem a escaleta e confiam aos colaboradores apenas a redação dos diálogos de acordo com esta. Enfim, varia muito. Mas o que destaca o trabalho de um bom colaborador é o fato de compreender o estilo de cada autor e adequar a sua capacidade criativa dentro deste universo que não é o seu, mas do qual você vai fazer parte durante alguns meses e do qual você inclusive poderá se apropriar de alguns elementos para, mais tarde, compor o seu próprio universo.

 

Jéfferson Balbino: Que avaliação final você faz de seu trabalho no remake da novela “Ti Ti Ti” (TV Globo/2010)?

 

Vincent Villari: “Tititi” foi um trabalho muito importante para mim porque nele, ao invés de cuidar de cenas e diálogos, como nos trabalhos anteriores, eu fui o responsável pelas escaletas, coisa que a Adelaide jamais até então havia confiado a ninguém, mesmo já tendo trabalhado com grandes parceiros. Foi uma prova de confiança e também uma enorme responsabilidade, pois “Tititi” era quase um Frankenstein: um núcleo romântico muito intenso, um núcleo cômico totalmente entregue ao escracho e um núcleo dramático digno de Janete Clair. E a única coisa que poderia conferir unidade a três linhas de ação tão díspares era a escaleta. Então, não dava para vacilar: todas as cenas tinham de ser muito bem amarradas, como se cada cena anunciasse a seguinte. E o encadeamento tinha de fluir de forma natural: jamais cortar do Jacques Leclair para dona Bruna e Julinho, ou de Marcela e Edgar para Victor Valentim. Enfim, cada capítulo tinha de ser muito bem pensado. E eu acho que tanto nós, autores, quanto a direção, demos conta do recado, pois a novela ficou com uma cara muito marcante, muito saborosa, muito popular. Então, foi um momento muito feliz na vida de todos que participaram deste projeto. Em função da redação das escaletas, Adelaide e eu nos falávamos por telefone ou e-mail o tempo todo, várias vezes ao dia, discutindo tramas e idéias. Com base no que era acertado, eu escrevia a escaleta e passava a ela. Ela, então, ficava com a redação das principais cenas, distribuía as demais entre os colaboradores, depois juntava tudo, montava o capítulo e fazia a edição final, enquanto eu redigia a escaleta seguinte. Falando assim, parece caótico, mas foi um caos tranqüilo, que deu certo e propiciou a todos nós terminar a novela com excelente saúde. E havia dois personagens que eram os meus xodós e de cujas trajetórias e diálogos eu cuidei mais de perto, que eram a Jaqueline (Cláudia Raia) e o Julinho (André Arteche), o que foi mais uma prova de confiança por parte da Adelaide.

 



Escrito por jéfferson às 23h17
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Entrevista Especial com VINCENT VILLARI

 

(Vincent Villari, Maria Adelaide Amaral e Rafael Cardoso nos bastidores no Projac)

 

 

Jéfferson Balbino: Qual é a importância que a nossa querida Maria Adelaide Amaral tem na sua bem sucedida carreira?

 

Vincent Villari: Total, e não só na minha carreira. A Adelaide também exerceu uma enorme influência na pessoa que eu me tornei, seja devido aos livros e filmes e obras que eu conheci através dela, seja devido à nossa convivência ao longo de todos estes anos, na qual eu tive a oportunidade de aprender lições fundamentais para o meu ofício e também para a minha vida – porque, quando você tem o compromisso de escrever sobre aquilo em que você acredita, você de certa forma está dando o seu testemunho, está expondo os seus valores, as suas crenças, a forma como você compreende os sentimentos e as relações humanas. E a Adelaide é de uma honestidade, uma integridade absoluta no ato de escrever sobre aquilo em que acredita e não transigir em função da audiência e dos anunciantes – não que estes não importem; é claro que, quem escreve para televisão, quer se comunicar com o maior número possível de pessoas. Mas, para isso, não é preciso lançar mão de concessões intoleráveis. E quem age assim no seu ofício, age assim na vida. E, em função de tudo isso, creio que hoje eu sou uma pessoa muito melhor do que eu teria sido se nunca tivesse conhecido a Adelaide.

 

Jéfferson Balbino: Foi noticiado na imprensa que você estreará como autor titular no ano que vem. Dá pra você adiantar alguma coisa sobre esse projeto?

 

Vincent Villari: Adelaide e eu devemos assinar juntos uma novela, inédita, mas só em 2013. Por enquanto, estamos discutindo idéias, ainda não começamos a escrever nada.

 

Jéfferson Balbino: Como você analisa a qualidade das produções das concorrentes Record e SBT na teledramaturgia?

 

Vincent Villari: O SBT ainda não firmou um núcleo sólido de teledramaturgia como a Record, e seria bom se formasse, pois essa concorrência é muito saudável, não só por ampliar o mercado de quem trabalha com teledramaturgia, mas também por estimular os profissionais a apresentar trabalhos cada vez melhores.

 

Jéfferson Balbino: Eu acho muito bonito seu nome, sacia uma curiosidade nossa, é nome artístico ou de batismo?

 

Vincent Villari: Meu nome de batismo é Vincent Christian Villari - e a Adelaide sempre brinca dizendo que, com esse nome, eu não preciso de pseudônimo. Esse nome foi uma viagem do meu pai; se dependesse da minha mãe, eu me chamaria Leonardo. Pessoalmente, eu me identifico mais com Christian do que com Vincent. Acho o som de “Vincent” um tanto enfático, heráldico demais – o que profissionalmente é até interessante. Mas a minha família e as pessoas realmente próximas a mim geralmente me chamam de Christian, de Chris.

 

Jéfferson Balbino: Agora em 2011 a teledramaturgia brasileira completa 60 anos de muito sucesso. O que você acredita ser a maior contribuição da telenovela para a sociedade brasileira ao longo desses anos?

 

Vincent Villari: Eu acho que, para o bem e para o mal, a telenovela deu uma cara ao Brasil. Hoje, Amazônia, Pantanal, Nordeste, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, tudo é Brasil, o Brasil se conhece melhor, compreende melhor a sua pluralidade, a sua história, as suas mazelas, as suas questões, e o brasileiro se reconhece como parte integrante desta gigantesca unidade.

 

Jéfferson Balbino: Antes de finalizarmos: Qual foi a melhor novela que você já assistiu?

 

Vincent Villari: A primeira novela que eu acompanhei, e que me fez gostar de novela, foi “Roque Santeiro”. Depois, “Fera Radical” foi a novela que fez com que eu decidisse me tornar escritor de novelas. Então, as novelas mais marcantes para mim foram estas duas.

 

Jéfferson Balbino: Vincent, foi uma honra inigualável ter você como entrevistado. Admiro muito seu trabalho, e quero lhe desejar muito mais sucesso. Um grande abraço!

 

Vincent Villari: Obrigado, Jéfferson, um abraço.

 



Escrito por jéfferson às 23h12
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Entrevista Especial - NO MUNDO DOS FAMOSOS

OUTRAS ENTREVISTAS

 

 

 

Pra você que perdeu as outras entrevistas realizadas por mim aqui NO MUNDO DOS FAMOSOS, aí vai o link de cada uma pra você poder ler, ou reler novamente. Clique em cima do nome do entrevistado para ler a Entrevista Especial realizada.

 

1 - NILSON XAVIER (escritor)

2 - MARGARETH BOURY (autora de novelas)

3 - REYNALDO BOURY (diretor de TV)

4 - BABI XAVIER (atriz/apresentadora)

5 - NÉLIO JÚNIOR (jornalista/repórter de TV)

6 - MARCÍLIO MORAES (autor de novelas)

7 - RICARDO LINHARES (autor de novelas)

8 - ANA MARIA MORETZSOHN (autora de novelas)

9 - DUCA RACHID (autora de novelas)

10 - ADA CHASELIOV (atriz)

11 - MAYRA DIAS GOMES (escritora)

12 - THELMA GUEDES (autora de novelas)

13 – ANDRÉ REBELLO (ator)

14 – KADU MOLITERNO (ator)

15 - MAURICIO MACHADO (ator)

16 - LAURO CÉSAR MUNIZ (autor de novelas)

17 - STELLA FREITAS (atriz)

18 - ALCIDES NOGUEIRA (autor de novelas)

19 - EDWIN LUISI (ator)

20 - MAURO ALENCAR (Doutor em Teledramaturgia/escritor)

21 - SOLANGE CASTRO NEVES (autora de novelas)

22 - WALTHER NEGRÃO (autor de novelas)

23 - BÁRBARA BRUNO (atriz)

24 - RENATA DIAS GOMES (autora de novelas)

25 - MATEUS CARRIERI (ator)

26 - LETÍCIA DORNELLES (autora de novelas)

27 - TAMARA TAXMAN (atriz)

28 - AIMAR LABAKI (dramaturgo/autor de novelas)

29 - LUCÉLIA SANTOS (atriz)

30 - FÁBIO FABRÍCIO FABRETTI (escritor)

31 - EDUARDO NASSIFE (escritor)

32 - ROSANE GOFMAN (atriz)

33 - CRISTIANNE FRIDMANN (autora de novelas)

34 - RODRIGO PHAVANELLO (ator)

35 - YOYA WURSCH (autora de novelas/roteirista)

36 - INGRA LIBERATO (atriz)

37 - JOÃO CAMARGO (ator)

38 - GILBERTO BRAGA (autor de novelas)

39 - DÉO GARCEZ (ator)

40 - PATRÍCIA MORETZSOHN (autora de novelas)

41 - BETH GOULART (atriz)

42 - MANOEL CARLOS (autor de novelas)

43 - VANESSA GOULARTT (atriz)

44 - DENISE EMMER (escritora)

45 - MARIA ADELAIDE AMARAL (autora de novelas)

46 - WALCYR CARRASCO (autor de novelas)

47 - LEONA CAVALLI (atriz)

48 - AZIZ BAJUR (dramaturgo)

49 - FÁTIMA FREIRE (atriz)

50 - VIVIAN DE OLIVEIRA (autora de novelas)

51 - JÉFFERSON BALBINO (blogueiro)

52 - SILVIO DE ABREU (autor de novelas)

53 - PEDRO NESCHLING (ator)

54 - JORGE BRASIL (jornalista)

55 - NORMA BLUM (atriz)

56 - DENISE DEL VECCHIO (atriz)

57 - RODRIGO ANDRADE (ator)

58 - LUCINHA LINS (atriz)

59 - CLAUDIO LINS (ator)

60 - NARJARA TURETTA (atriz)

61 - CLAUDINO MAYER (escritor/pesquisador em teledramaturgia)

62 - ANDRÉ FRATESCHI (ator)

63 - TUNA DWEK (atriz/escritora)

64 - TÂNIA BONDEZAN (atriz)

65 - GERALDO CARNEIRO (autor de novelas)

66 - ROSAMARIA MURTINHO (atriz)

67 - VINCENT VILLARI (autor de novelas)

 

HISTÓRIAS DE NOVELISTAS


LAURO CÉSAR MUNIZ

 

SESSÃO ESPECIAL - HOMENAGEM

 

MARIA ADELAIDE AMARAL (autora de novelas)

 



Escrito por jéfferson às 23h04
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Próxima Entrevistada: TÁSSIA CAMARGO

SEMANA QUE VEM...


Minha "Entrevista Especial" aqui NO MUNDO DOS FAMOSOS é com a atriz TÁSSIA CAMARGO.

Não Perca!



Escrito por jéfferson às 22h47
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