Entrevista Especial com YVES DUMONT

 

 

 

 

Meu entrevistado de hoje começou sua carreira trabalhando como jornalista na TV Tupi, mas por obra do destino se tornou empresário até o dia que recebeu uma proposta para escrever a minissérie “O Desafio de Elias” na Rede Record, onde obteve grande êxito e ele gostou tanto dessa nova função que não parou mais, pois daí por diante foi escrevendo várias novelas que alcançaram boa repercussão. Podemos afirmar que ele foi o autor de novelas que mais fez sucesso fora da TV Globo na década de 1990, onde a Globo monopolizava o setor de teledramaturgia. Dentre as novelas que ele escreveu que mais se destacaram estão: “Louca Paixão”, “Estrela de Fogo” e “Maria Esperança”. Outro mérito deste obstinado e talentoso novelista é que ele foi o primeiro a adaptar uma novela brasileira para o público hispânico, com a novela “Vale Todo”, uma co-produção da TV Globo com a Telemundo adaptação do clássico “Vale Tudo” de Gilberto Braga. Minha “Entrevista Especial” é com o grande novelista YVES DUMONT.

 

“A novela nada mais é do que um olhar agudo para a vida, para os tipos que cruzam seu caminho, para as peripécias que permeiam essa arriscada caminhada em uma eterna corda bamba, que resume muito bem o ato de viver.”

 

(Yves Dumont)

 

 

Jéfferson Balbino: Quando e como você decidiu que queria ser novelista?

Yves Dumont: Foi obra do destino. Desde criança tive grande atração pela ficção, especialmente pelo cinema e pelo teatro, mas também pela teledramaturgia, nos primórdios da saudosa Rede Tupi de Televisão. Só que acabei enveredando pelo jornalismo, outra grande paixão, e isso acabou me impedindo de pensar na dramaturgia como uma opção profissional. Em 1997, no entanto, um grande amigo, o produtor independente de TV José Paulo Vallone, recebeu uma encomenda da Rede Record para produzir a minissérie bíblica “O Desafio de Elias” e, sabendo do meu interesse pelo gênero, me propôs escrevê-la. Resolvi topar o desafio, foi um grande sucesso, me apaixonei pelo trabalho e, quando me dei conta, havia dado, aos 52 anos de idade, uma inesperada e radical virada em minha carreira. Daí em diante tudo foi acontecendo como uma incontrolável bola de neve.

Jéfferson Balbino: Conte-nos um pouco sobre sua carreira de jornalista nos arquivos do “Diários Associados”. Chegou a conviver com o grande ícone da TV Brasileira, Assis Chateaubriand?

Yves Dumont: Trabalhei no arquivo dos “Diários Associados” de São Paulo apenas três anos, no início de minha carreira. Era muito jovem, não havia ainda nem completado 18 anos. Mas foi uma grande escola, que me propiciou uma longa e prazerosa carreira de mais doze anos na redação da empresa, ocupando diversos cargos, entre os quais os de repórter, editor, secretário do “Diário da Noite” e Editor-Chefe dos “Diários Associados” de São Paulo. Quanto ao convívio com Assis Chateaubriand seria um exagero afirmar que desfrutei dele. Era muito jovem e anônimo para ser notado por ele em suas incursões à redação, nos dois anos em que eu já estava na empresa e ele tinha vida plena, antes do derrame que o vitimou, em 1964, impedindo-o de se locomover e confinando-o à célebre “Casa Amarela”, de onde enviava seus artigos. Todos, diga-se de passagem, escritos pessoalmente, em uma engenhoca construída especialmente para suprir a deficiência de suas mãos paralisadas. Mas convivi sempre, durante todo o tempo em que lá trabalhei, com as histórias e lendas que eram contadas sobre ele, bem como com a sombra de sua figura forte, presença permanente entre as quatro paredes daquela redação da Rua Sete de Abril, 230, 1º andar, sem dúvida o “Cinema Paradiso” da minha vida profissional.

Jéfferson Balbino: O que você relataria sobre os 3 anos em que apresentou um telejornal na TV Tupi?

Yves Dumont: Não apresentei telejornais na Rede Tupi. Fui, durante três anos, Diretor de Jornalismo da Rede, responsável por toda sua programação jornalística. Os apresentadores da emissora à época eram Ferreira Martins, Lívio Carneiro, Fausto Rocha, Ramos Calhelha e Iris Letieri. Tive muito prazer e orgulho de lidera-los, bem como a aguerrida – e diminuta – equipe que me auxiliou na dura missão de enfrentar a então já poderosa Rede Globo. Atuando quase como guerrilheiros, em função da crise financeira aguda que a emissora já enfrentava, conseguimos alguns resultados memoráveis e o período foi, sem dúvida, um dos mais ricos de toda minha carreira jornalística.

 



Escrito por jéfferson às 18h23
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Entrevista Especial com YVES DUMONT

 

 

 

Jéfferson Balbino: Sua estréia na teledramaturgia brasileira ocorreu na minissérie “O Desafio de Elias” (Rede Record/1998). Houve alguma dificuldade em adaptar essa história clássica da Bíblia Sagrada?

Yves Dumont: Dificuldades houve de sobra. Além da minha inexperiência prática, quando me deparei com a passagem bíblica de que tratava a encomenda, me dei conta de que ela tinha umas vinte linhas, se tanto. Portanto, além de uma pesquisa exaustiva, já que a história se passava em Israel, 900 anos A.C., foi preciso muita imaginação para criar personagens e situações que sustentassem uma história capaz de preencher cinco longos capítulos de uma hora cada um.

Jéfferson Balbino: Em 1998, você provou seu talento como novelista escrevendo a novela “Estrela de Fogo” que foi um dos maiores sucessos da teledramaturgia da Record, numa época que a emissora ainda não tinha toda essa estrutura que possui atualmente. Como surgiu a idéia de escrever essa maravilhosa novela?

Yves Dumont: O responsável por minha estreia como novelista foi o mesmo José Paulo Vallone. Devido ao sucesso de “O Desafio de Elias”, ele recebeu proposta do Eduardo Lafond, diretor artístico da Record à época, para responder pela terceirização do horário de novelas da emissora. A única exigência era que produzíssemos uma história rural. A parceria na minissérie bíblica havia sido muito prazerosa e Vallone me chamou novamente, propondo o novo desafio. Topei, com o apoio incondicional da família, e, como as histórias rurais baseadas em gado já haviam sido muito exploradas, decidi optar por contar a saga de um criador de cavalos em uma cidade imaginária no interior de São Paulo, Girassol. A inspiração para o indispensável ingrediente da paixão fui buscar em mestre George Stevens e seu memorável “Giants”, que pode ser resumido ao amor obstinado de dois homens pela mesma mulher (Rock Hudson, James Dean e Elizabeth Taylor), que, no caso da minha novela, foi a trama que uniu Fúlvio Stefanini, Luiz Guilherme e Cristina Prochascka. A criação de vários outros personagens e tramas inesquecíveis, uma dose modesta de inspiração e outra cavalar de transpiração nos premiaram com um enorme sucesso, previsto inicialmente para 140 capítulos, mas que acabou tendo 248, constituindo-se, se não me engano, na quinta novela mais longa da história da teledramaturgia brasileira.

 



Escrito por jéfferson às 18h20
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Entrevista Especial com YVES DUMONT

 

 

 

Jéfferson Balbino: No ano passado a Rede Record produziu uma nova versão da minissérie “A História de Ester”, que você escreveu em 1998, e que dessa vez foi escrita por sua ex-colaboradora, a autora Vivian de Oliveira. Você chegou a assistir essa nova versão? O que difere da sua adaptação?

Yves Dumont: Estava em viagem à Europa na época e não tive oportunidade de assistir à nova versão da “História de Ester”, produzida pela Record. Mas o fato dela ter sido escrita pela aplicada e talentosa Vivian de Oliveira, de cuja colaboração tive o prazer de desfrutar, e de ter sido produzida com os cuidados que marcam os trabalhos da Record na área de dramaturgia, estou seguro de que tratou-se de um produto de qualidade impecável. Aliás, sua repercussão não deixou margem à dúvidas quanto a isso.

Jéfferson Balbino: Sem demagogia, uma das melhores novelas a que eu assisti na minha vida foi “Louca Paixão” (Rede Record/1999). A que você atribui o sucesso dessa inesquecível novela?

Yves Dumont: Ao fato de termos conseguido reunir uma série de fatores indispensáveis ao sucesso: a história certa, no momento certo, na emissora certa, no horário certo e reunindo um magnífico elenco, mais do que certo. Isso tudo e, se me permite minha falta de modéstia, a coragem de mergulhar despudoradamente no melodrama, convencido de que os espectadores, esgotados com as cruéis agruras do cotidiano, queriam ter o direito de sentar uma hora em frente à televisão e simplesmente sonhar um pouco. Basicamente, o que me guiou enquanto escrevia os 143 capítulos da novela era a convicção de que todos os seres humanos já viveram – ou pelo mesmo sonharam viver – uma louca paixão.

Jéfferson Balbino: Você também foi supervisor de texto da novela “Tiro & Queda” (Rede Record/1999). Como funcionava seu trabalho?

 

Yves Dumont: Foi outra experiência muito rica. Eu era o autor do argumento mas, por absoluta falta de condições físicas de escrever minha quarta novela sem interrupção, deleguei a tarefa ao Luiz Carlos Fusco e à Vivian de Oliveira. E não me arrependo disso. Discutíamos periodicamente os rumos da história e eu revisava os capítulos criados por eles, fazendo pequenos ajustes aqui e ali, com a finalidade de manter a novela acessível ao telespectador, já que ela era basicamente alicerçada no “non sense“ e na exploração do lado patético da vida. Confesso de ganhei muito com isso, profissional e pessoalmente: conviver durante meses com o talento do Fusco, alguém que havia tido o privilégio de colaborar com mestre Cassiano Gabus Mendes, e com o frescor da criatividade da Vivian, uma jovem autora obstinada e atrevida, me enriqueceram muito.

 

Jéfferson Balbino: Mesmo já sabendo o que vai acontecer você vibra assistindo sua novela?

 

Yves Dumont: A execução daquilo que você concebeu e criou sempre reserva novidades. Desde a concepção com que o diretor realiza a cena até o olhar ou o cacoete que o ator ou a atriz - esses notáveis bruxos do bem - empresta ao personagem. Isso sem contar a luz, o figurino, a sonoplastia ou a trilha musical. Uma novela é o resultado de uma grande somatória de talentos, do qual o autor dá apenas o pontapé inicial. E é mesmo vibrante ver a junção de tudo isso na tela, ou seja, aquilo que resultou da sua criação, muitas vezes bem melhor do que você havia imaginado.

 

Jéfferson Balbino: Como foi a experiência em escrever para o mercado hispânico através da novela “Vale Todo” (Globo - Telemundo/2002)?

Yves Dumont: Excepcional, talvez a mais impactante da minha carreira de novelista. Como todos sabem, a novela brasileira teve como origem as adaptações das histórias criadas pelos autores hispânicos. Para mim, foi motivo de orgulho ter sido o primeiro autor brasileiro que, quase quarenta anos depois, teve o privilégio de trilhar esse caminho ao contrário, ou seja, adaptar uma novela brasileira de sucesso para o público hispânico. A oportunidade de conviver de perto com o mundo do melodrama latino foi algo precioso, difícil mesmo de definir.

Jéfferson Balbino: Houve alguma participação do autor Gilberto Braga, que escreveu a versão original, no roteiro?

 

Yves Dumont: Infelizmente, por razões que não vale a pena agora aprofundar, não tive a oportunidade de trocar ideias com o Gilberto, o que, com certeza, teria sido para mim, além de honroso, muito valioso profissionalmente. Apesar de gratificante do ponto de vista artístico, o projeto pagou um alto preço pelo pioneirismo da idéia, enfrentando dificuldades em sua administração e gerando equívocos e cisões que não o ajudaram em nada.

 

Jéfferson Balbino: Você acredita que no futuro, a telenovela brasileira poderá deixar de existir para dar lugar a outros gêneros e formatos?

 

Yves Dumont: Não creio. É claro que, periodicamente, o gênero precisa se reciclar – aliás, se assistirmos com atenção todos os produtos que estão hoje no ar, especialmente na Rede Globo, veremos que isso já está acontecendo. Mas o formato telenovela, tal qual o futebol, vai atravessar muitas décadas – ou talvez séculos – como uma das válvulas de escape favoritas dos brasileiros. E é a ela que está reservado o papel de seguir emocionando gerações, fazendo-as crer que, por mais agressiva que seja a vida cotidiana e por maiores que sejam as dificuldades enfrentadas em seu dia-a-dia, sempre vai haver espaço para embarcar nas asas da ilusão e sonhar, sem racionalismos ou pudores. 

 



Escrito por jéfferson às 18h17
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Entrevista Especial com YVES DUMONT

 

 

 

 

Jéfferson Balbino: Outra novela sua que eu gostei muito foi “Maria Esperança” (SBT/2007), que recentemente tivemos o privilégio de assistir em reprise. E um dos destaques dessa sua marcante obra foi à atriz Tânia Bondezan que deu vida a uma irresistível vilã. Que avaliação você faz do trabalho dessa grande atriz como intérprete da vilã Malvina Trajano Queiroz?

 

Yves Dumont: Irretocável. A Malvina a quem a Tania me ajudou a dar vida é, no meu modo de entender, um dos maiores trabalhos de atriz em televisão. Já disse isso a ela inúmeras vezes e só lamento que a mídia nem sempre esteja atenta para os trabalhos fora da Rede Globo. Foi nossa primeira parceria e vou levar sempre uma lembrança saborosa das “maldades” que perpetramos juntos. Como lembro com saudade de tantas cumplicidades que a carreira me propiciou, com outras atrizes magníficas, como a “Soninha 38” da Ingra Liberato, a “Vera” da Suzy Rêgo, a “Graciosa” da Jussara Freire, a “Letícia” da Karina Barum, a “Inaê” da Joana Limaverde, a “Iracema” da saudosa Maria Alves, a “Juliana” da Fabiana Alvarez, a “Suzana” da Ângela Figueiredo, a “Maria” da Barbara Paz, a “Isabel” da Lucinha Lins, a “Tia Clara” da Lolita Rodrigues e tantas outras que guardo na memória e no coração.

 

Jéfferson Balbino: Onde você busca tanta criatividade pra escrever uma novela?

 

Yves Dumont: Na vida. A novela nada mais é do que um olhar agudo para a vida, para os tipos que cruzam seu caminho, para as peripécias que permeiam essa arriscada caminhada em uma eterna corda bamba, que resume muito bem o ato de viver.

 

Jéfferson Balbino: Seus últimos trabalhos no SBT foram a autoria do humorístico “Câmera Café” (2007) e a supervisão do texto da novela “Revelação” (2008). Porém, antes da novela da Iris Abravanel estrear, você foi demitido da emissora (conforme divulgado pela imprensa da época). O que de fato ocasionou seu afastamento do SBT?

Yves Dumont: Para ser honesto, não sei. Houve mudanças no comando da dramaturgia da emissora – David Grinberg  foi substituído pelo Del Rangel – e imagino que o Del, com toda aquela sua preocupação marqueteira de vender-se como arrojado e inovador, sentisse necessidade de alardear ideias “revolucionárias” para o setor; ou, talvez, simplesmente preferisse trabalhar com autores com quem tivesse mais afinidade, o que, convém esclarecer, tanto em um caso como no outro, não deixavam de ser direitos dele. De qualquer forma, não me foi dada nenhuma explicação para a decisão, o que, confesso, à época me surpreendeu e me decepcionou, já que tinha convicção de que, nos dois anos em que lá permaneci, primeiro como autor e depois como paciente orientador da Iris e equipe, sempre busquei fazer o melhor, de acordo com as condições que me foram oferecidas. Mas já passou, tenho a consciência muito tranquila quanto à qualidade do trabalho que prestei à emissora, infelizmente o meio é muito propício a essas incongruências e o importante, mesmo, é tocar a vida.

 

 

 

Jéfferson Balbino: Como é a sua rotina de trabalho quando você está com uma novela no ar?

Yves Dumont: Devastadora. Pelo menos quinze horas diárias no computador, incluindo sábados, domingos e feriados. E ainda uma ginástica enorme para achar tempo de dar uma passada no estúdio - para ver as gravações, conversar com o diretor, trocar idéias com os atores – e na ilha de edição, para checar o resultado final do produto. Fora as poucas horas de sono prejudicadas pela angústia de tentar adivinhar se o produto vai agradar aos espectadores e, conseqüentemente, garantir a audiência que a emissora sempre espera de seus produtos, especialmente daquele que é o mais importante de sua grade de programação. Haja saúde!

Jéfferson Balbino: Quando teremos o prazer de assistir a mais uma novela sua? Tem projetos?

Yves Dumont: Estou terminando um período sabático, desfrutando da família, cuidando da saúde e da vida, revendo algumas coisas que são tão ou mais importantes do que o sucesso profissional. Mas já sinto saudade dessa santa loucura e estou retocando dois projetos antigos de novela, “O Sangue da Terra” e “O Outro”, a primeira com toques mais épicos e uma pequena fase de época, e a outra bem moderna, até futurista, enveredando por áreas científicas em cuja investigação o homem ainda está engatinhando. Como é de praxe nessa área tão rica em competências e marcada por aguerrida competição, aguardo manifestações de interessados.

Jéfferson Balbino: Entre os personagens que você já criou, há algum que lhe serviu de alter ego?

Yves Dumont: Em todos os personagens que criei, existe algo de mim. Em uns mais, em outros menos, mas, de qualquer forma, em cada um deles existe uma boa dose das minhas convicções e das descobertas que a vida me propiciou.  

 



Escrito por jéfferson às 18h12
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Entrevista Especial com YVES DUMONT

 

 

 

Jéfferson Balbino: O que você destacaria desses 60 anos de teledramaturgia brasileira?

Yves Dumont: O incrível padrão de qualidade que conseguimos atingir, reconhecido em todo o mundo. É importante, no entanto, registrar que isso é o resultado do trabalho de muita gente, especialmente dos responsáveis por memoráveis trabalhos pioneiros desenvolvidos nas redes Tupi e Excelsior. E, claro, consolidados pela tradição de qualidade e competência que é a marca da Rede Globo no setor, um padrão que o mundo respeita e inveja.

Jéfferson Balbino: Atualmente o consagrado autor de novelas, Lauro César Muniz, vem mobilizando uma campanha para a redução do número de capítulos das novelas, que quase sempre ultrapassam a marca dos 200 capítulos. O autor defende a idéia de produzir novelas com no máximo 120 capítulos, com a intenção do trabalho ficar mais artesanal, já que o excesso de capítulos ocasiona um profundo desgaste no autor, que acaba delegando funções aos colaboradores e descaracterizando a autoria da trama. O que você pensa sobre esse assunto?

Yves Dumont: Concordo plenamente com o Lauro. Aliás, todas as minhas novelas - com exceção de “Estrela de Fogo”, cujo sucesso me obrigou a escrever uma segunda fase e estendê-la para mais de 240 capítulos - têm, no máximo, 150 capítulos. O sucesso de “O Astro” está aí para comprovar a tese. O problema é que, muitas vezes, os altos investimentos nas produções obrigam as emissoras a exigir um maior número de capítulos para diluir seus custos e torna-las rentáveis.

Jéfferson Balbino: Antes de finalizarmos, nossa pergunta de praxe: Qual foi a melhor novela que você já assistiu?

Yves Dumont: São muitas, claro. Mas se é necessário definir uma, fico com “Pantanal”, do Benedito Ruy Barbosa. A morte de Zé Leôncio e seu diálogo final com o pai, o incrível Velho do Rio, quando os dois se reencontram do outro lado do mistério, é antológico, algo capaz de emocionar quantas sejam as vezes que você vê a cena.

Jéfferson Balbino: Yves, foi uma honra ter você como entrevistado. Eu que sempre admirei muito seu trabalho fico lisonjeado em poder entrevistar um talentoso novelista como você. Obrigado por conceder essa entrevista ao “No Mundo dos Famosos”. Muito sucesso sempre e um grande abraço!

Yves Dumont: Eu é que te agradeço Jéfferson e a honra é toda minha. Obrigado pela generosidade dos elogios e parabéns pelo trabalho, sem dúvida importantíssimo para a nossa teledramaturgia.

 



Escrito por jéfferson às 18h07
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Entrevista Especial - NO MUNDO DOS FAMOSOS

 

 

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69 - YVES DUMONT (autor de novelas)

 

HISTÓRIAS DE NOVELISTAS

 

LAURO CÉSAR MUNIZ

 

SESSÃO ESPECIAL - HOMENAGEM

 

MARIA ADELAIDE AMARAL (autora de novelas)

 

 



Escrito por jéfferson às 17h41
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Próximo Entrevistado: ANDRÉ DI MAURO

Dia 27 de Novembro


Minha 'Entrevista Especial' é com o ator ANDRÉ DI MAURO

Não Perca!



Escrito por jéfferson às 17h21
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