Entrevista Especial com REJANE ARRUDA

 

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A minha entrevistada especial é uma bela catarinense que ingressou na carreira artística aos 14 anos, além de ser uma grande atriz, é também uma renomada diretora e uma dedicada professora de Artes Cênicas na USP. Já teve belíssimas e marcantes passagens no Teatro, no Cinema e na TV, onde atuou em novelas de grande sucesso como “O Cravo e a Rosa”, interpretando a irresistível e inesquecível personagem Kiki Duprée. Atualmente ela vem se dedicando ao seu doutorado em Artes Cênicas e às suas pesquisas no CEPECA (Centro de Pesquisa em Experimentação Cênica do Ator) na USP. E, enquanto aguardamos ansiosamente seu regresso a teledramaturgia brasileira, vamos conferir essa entrevista e conhecer melhor a brilhante trajetória de sucesso da talentosa atriz REJANE ARRUDA.

 

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“Eu acho que o teatro brasileiro por um lado está na onda do pós-dramático, na perspectiva de problematizar os princípios do teatro, de descobrir novas experiências. Acho ótimo. No entanto eu lamento que o trabalho com o texto dramático fique a encargo do mercado - e se perca da pesquisa. Acho que a pesquisa com o realismo, por exemplo, precisa ser revalorizada [...].”

(Rejane Arruda)

 

Jéfferson Balbino: Rejane, como surgiu seu interesse pela carreira artística?

Rejane Arruda: Desde pequena fiz aula de dança. Ficava no Studio de Dança da Jussara Terrats, minha professora na época, o dia inteiro, vendo teatro, mímica, dança. Tocava piano também. Quando fiz 18 anos tive que fazer uma escolha, relutei, cursei um ano de enfermagem, três de história, até que assumi. Vim para São Paulo, entrei em Artes Cênicas da USP e encarei a carreira.

Jéfferson Balbino:  Sua estréia nas novelas aconteceu em “O Cravo e a Rosa” (TV Globo/2000) onde você interpretou a inesquecível Kiki que era uma moça melindrosa que lutava por sua liberdade. Como você se preparou para compor essa personagem?

Rejane Arruda: A Kiki foi difícil de início. Era meu primeiro trabalho em TV, na Globo, e eu me sentia presa. Lá pelo segundo mês relaxei e comecei a curtir. As roupas e a ambientação - a própria estrutura das falas do texto (do Walcyr Carrasco) me ajudaram. Percebi que para fazer a Kiki bastava me divertir com o jeito atrevido dela.

 

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Jéfferson Balbino:  Você também atuou em vários filmes. Qual foi aquele que mais te marcou?

Rejane Arruda: Não sei dizer. “Corpo” foi especial. “Medo de Sangue” e “Rendas no Ar”, minhas últimas duas experiências (filmei em 2011) foram muito intensas. O “Veneno da Madrugada” foi o primeiro longa, com o Ruy Guerra e o Waltinho Carvalho, então não sei. Mesmo. Acho que “Corpo” é o trabalho que foi mais longe, até agora, embora eu ache que o meu trabalho no curta “Medo de Sangue”, do Luciano Coelho, marcou o início de uma fase de maturidade. Estou louca para experimentar outras coisas agora.

Jéfferson Balbino:  Que lembranças você tem da Branca sua personagem na novela “Jamais te Esquecerei” (SBT/2003)?

Rejane Arruda: Foi à personagem sem dúvida mais divertida que eu já vivi. Me senti bastante livre. Era filha de caminhoneiro, namoradeira, safada e sensível. A relação com a mãe e o pai era divertida e intensa. Os atores que contracenava também estavam soltos. Era um núcleo muito gostoso.

Jéfferson Balbino: Como foi trabalhar com o conceituado novelista Marcílio Moraes na novela “Essas Mulheres” (Rede Record/2005)?

Rejane Arruda: Foi incrível, também. Uma novela muito cuidada, com um elenco muito bom e um grande texto. Era uma coisa de peso no bom sentido, porque tratávamos da literatura brasileira adaptada para a TV - algo que a gente sentia como importante. Filmamos em Tiradentes, era muito inspirador.

Jéfferson Balbino:  E como é a responsabilidade de se comunicar para todas as classes sociais através de sua atuação?

Rejane Arruda: Eu acho que o cinema ainda tem uma coisa elitista, pelo menos os filmes que eu faço que não têm, por exemplo, distribuição de grandes distribuidoras ou parceria com a Globo Filmes, estas coisas. Infelizmente. Eu dava aulas no Projeto Vocacional, na Zona Sul, periferia. Convidei todos meus alunos para ver “Corpo” na época, fui com eles. Eles amaram. Muito bom. Acho que os curtas deveriam ter distribuição nas escolas. É tudo muito restrito.

Jéfferson Balbino: Que avaliação você faz de sua carreira no Teatro?

Rejane Arruda: Eu acho que o teatro foi minha formação - onde eu galguei, e me achei. Principalmente fazendo pesquisa na USP - em teatro. No Centro de Pesquisa em Experimentação Cênica do Ator. Minha formação toda foi na USP. Foi mais importante lá do que no CPT do Antunes por exemplo. Lá a gente aprende a pensar o trabalho do ator e fazer pesquisa com o seu próprio pensamento, encarando o risco de experimentar e criar procedimentos. É muito bom. Tem uma parte prática que quase não é divulgada. Como é Universidade as pessoas pensam que é só teoria. Mas não é. No entanto, o cinema é meu amor. E é nele que quero ficar e progredir, descobrir coisas.

 



Escrito por jéfferson às 16h31
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Entrevista Especial com REJANE ARRUDA

 

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Jéfferson Balbino: Você que tem bacharelado, mestrado e agora vem se doutorando em Artes Cênicas pela USP. O ator que se forma na academia chega a ser mais qualificado que o ator formado por cursos livres e técnicos?

Rejane Arruda: A academia tem a obrigação de problematizar o trabalho - apresentando ao estudante um pensamento articulado do que está acontecendo no mundo hoje - e a trajetória disto tudo, como as artes cênicas se transformaram no decorrer do tempo. Então você aprende a relativizar os trabalhos dos diretores, as diferentes estéticas. Não existe uma fórmula ou uma verdade absoluta, mas experiências. Então você está mais preparado para o jogo, eu acho.

Jéfferson Balbino: No Teatro você já foi dirigida por renomados diretores como: Antunes Filho, Marco Antônio Braz, Beth Lopes, Moacir Góes, Vladimir Capela. Que importância eles tem na sua carreira?

Rejane Arruda: Eles representam um período de experimentação onde tudo era muito intuitivo. Tudo o que eles davam era muito precioso. Eu os vejo, principalmente, como artistas. Artistas que nos oferecem um processo de trabalho, de criação. Algo muito valioso.

Jéfferson Balbino:  Quais são suas perspectivas em relação ao futuro do Teatro brasileiro?

Rejane Arruda: Eu acho que o teatro brasileiro por um lado está na onda do pós-dramático, na perspectiva de problematizar os princípios do teatro, de descobrir novas experiências. Acho ótimo. No entanto eu lamento que o trabalho com o texto dramático fique a encargo do mercado - e se perca da pesquisa. Acho que a pesquisa com o realismo, por exemplo, precisa ser revalorizada. Acho que tem coisas a se descobrir com a exploração do texto, da palavra, da ação interna. Apesar de que o pós-dramático e o performativo representam saltos em termos de desenvolvimento da poética cênica. Apenas acho que uma coisa não elimina a outra. É preciso espaço para as diferentes vertentes.

 

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Jéfferson Balbino:  Você também é graduada em História pela Universidade Federal de Santa Catarina. O que essa graduação contribuiu pra sua carreira de atriz?

Rejane Arruda: Eu não completei a formação - uma coisa que me arrependo. Podia ter terminado. Fiz três anos. Ajudou muito. O historiador é aquele que contextualiza as coisas, relativiza. Percebe a construção dos objetos. Aprendi a relativizar tudo. A perceber as coisas enquanto construção de olhar e de discurso, de formas de ver.

Jéfferson Balbino:  Assim como você eu também sou ator e também sou graduado em História (pela Universidade Estadual do Norte do Paraná) e a minha pesquisa de conclusão de curso foi sobre a teledramaturgia brasileira, porém, eu tive certa dificuldade devido alguns docentes verem minha pesquisa como algo banal. Porque o tema teledramaturgia como fonte de pesquisa ainda gera estranheza na academia?

Rejane Arruda: Acho que temos uma questão com a televisão. Em parte ela é anestesiante. Tem pessoas que gastam todo o tempo da sua vida na frente de uma TV. A novela, de certa forma, trabalha para a venda de produtos - via TV. Por outro, é uma modalidade de poética que precisa ser reconhecida. É uma questão que a academia ainda não resolveu.

Jéfferson Balbino:  Até então sua última participação em novelas foi em “Cristal” (SBT/2006). Tem planos de voltar a atuar na TV?

Rejane Arruda: Por enquanto tenho planos de continuar dando aulas de atuação para cinema e direção de atores - para aos poucos abrir possibilidades de dirigir cinema. E fazer mais cinema como atriz - sempre.

Jéfferson Balbino:  O que muitas pessoas não sabem é que você é irmã da talentosa atriz Carolina Kasting. Vocês já contracenaram?

Rejane Arruda: Eu amo o trabalho da minha irmã. Tenho a impressão que um dia a gente faz um filme juntas. Alguns diretores já disseram: um dia filmo vocês duas juntas. Quem sabe logo. A Carol também tem vontade de ter projetos comigo. Mas a vida corre. Uma hora a gente consegue.

 



Escrito por jéfferson às 16h28
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Entrevista Especial com REJANE ARRUDA

 

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Jéfferson Balbino: Fale um pouco pra nós sobre sua tese de Doutorado e seu trabalho na USP/CEPECA?

Rejane Arruda: Meu trabalho é na área de formação do ator. Eu acho o ator um ser incrível. Disponível, cheio de sede. Acho que há muito o que pesquisar nesta área, em termos de procedimentos para uma pedagogia. Constituo uma pesquisa centrada na noção de arranjo. A arte do ator é a arte do arranjo. Ele mistura materiais de diferentes modalidades - e nunca tem acesso antecipado à resultante. A resultante é sempre inesperada. Estudo o que acontece entre a escolha dos matérias para o arranjo e a inscrição de uma resultante em cena - o que está em jogo nisto, quais funções. É um estudo bem específico. Muita gente não imagina que há tanta coisa por trás, regente a arte de um ator. Muitos atores trabalham muito intuitivamente. Eu sou apaixonada pela técnica, uma técnica invisível, mas que, se funciona, é como um caminho, quase uma salvação para um ator - evita sofrimento.

Jéfferson Balbino:  Há um boato que a USP é extremamente elitizada, sobretudo a ECA (Escola de Comunicações e Artes). O que você pensa sobre esse polêmico assunto?

Rejane Arruda: Acho que o ensino médio é muito ruim. O que se vê em universidades particulares é um incrível despreparo do aluno. Na USP acho que a maior parte dos alunos vêm de escolas particulares mesmo. E por isso o nível é muito melhor. Ou seja, há uma completa inversão. O aluno que teve um ensino ruim em uma escola pública precisa pagar uma faculdade depois. Acho uma pena, mesmo. É preciso fazer do ensino público, médio, algo exemplar, valorizar o professor, pagar bem os professores para chamar gente boa para o ensino médio. Acho também que está tendo uma inversão da relação aluno - professor. O professor, se está lá, tem a responsabilidade de transmitir algo. Às vezes acho que a própria ideologia do professor mudou. Ele diz: deixo o aluno livre para aprender o que quer, para escolher o que quer. A posição de aluno implica justamente que ele ainda não tem as referências necessárias para uma escolha. É preciso abrir o leque de possibilidades, assumir a responsabilidade de pega-lo pela mão e ajudá-lo a aprender. Assumir seu lugar.

Jéfferson Balbino:  Que ator ou dramaturgo você tem vontade trabalhar?

Rejane Arruda: Tenho vontade de fazer coisas extremamente realistas, quase na beira da estética do documentário.

Jéfferson Balbino:  Qual foi à personagem que você interpretou que mais lhe satisfez?

Rejane Arruda: Acho que em “Medo de Sangue” fiquei bem feliz. Mas a personagem não tinha nome, chamavam-a “Ela”. Estou também curiosa para ver Augusta - uma viúva com uma filha de vinte anos. Minha primeira personagem “mais madura”.

 

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Jéfferson Balbino:  Que dica você deixa pra quem deseja seguir a carreira artística?

Rejane Arruda: Venha fazer aula com a Rejane Arruda (risos).

Jéfferson Balbino:  Antes de finalizarmos, a nossa tradicional pergunta: Quais foram às melhores novelas que você assistiu?

Rejane Arruda: Eu gostei muito de uma mais ou menos recente, com a Patrícia Pillar [“A Favorita”]. Foi à última que vi. Estou com a TV desligada em casa. Vemos filmes apenas, e assistimos a Cultura de vez em quando. Mas é para potencializar o tempo para outras coisas mesmo. Tem muita coisa atrasada para ler e ver.

Jéfferson Balbino:  Querida, foi uma honra imensurável ter uma talentosa e renomada atriz como você aqui “No Mundo dos Famosos”. Parabéns pela carreira e por todo seu trabalho em prol das Artes Cênicas. Um grande beijo e muito mais sucesso!

Rejane Arruda: Jéfferson, você é uma graça, muito carinhoso. Obrigada mesmo. Um grande beijo.

 

 

Entrevista publicada no site (www.nomundodosfamosos.com.br) no dia 12/02/2012

 



Escrito por jéfferson às 16h24
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