Entrevista Especial com JÚLIO FISCHER

 

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(Renato Modesto, Thiago Fragoso, Jackie Vellego e Júlio Fischer)

 

 

Médico, engenheiro, advogado, astronauta...? Isso não pertence mais entre os anseios da maioria dos jovens brasileiros. A almejada profissão que permeia entre a grande maioria das pessoas que eu conheço é a carreira artística, inclusive eu pertenço a esse seleto grupo, afinal sempre sonhei ser ator... Porém, se tornar ator não é o único desejo dessas pessoas em questão, porque outros preferem sim trilhar a carreira artística, porém, como autor de novelas... Mas se o caminho pra conseguir se tornar ator já é difícil – e muito difícil (falo isso por experiência própria) imagina então se tornar novelista eu diria que é o dobro, talvez o triplo, o índice de dificuldade. O processo é longo e muito árduo, o caminho é quase sempre uma incógnita ninguém sabe explicar ao certo a ‘fórmula’ pra conseguir ingressar nessa profissão, o único método ‘conhecido’ é a famosa Oficina de Autores da TV Globo, mas e como fazer pra entrar lá? Uma das inúmeras respostas é ter um “Q.I” (Quem Indica) de dentro da emissora, um tanto de sorte e muito talento, já que é este que irá ser o fator decisivo pra te abastecer ao longo dessa caminhada. Quem não tem “Q.I” e muito menos sorte, o segredo é continuar batalhando, fazendo cursos especializados na área, assistindo muita novela, escrevendo para outros meios como Teatro e Cinema, para com isso ir adquirindo experiência para chegar ao grande objetivo. No entanto vale ressaltar que ninguém, salvo raríssimas exceções no passado, começa na profissão de novelista como autor - titular, mas sim, como colaborador, uma espécie de auxiliar do autor – titular, é esse cargo que é o ponta pé inicial pra se tornar um grande novelista. Porém, pra isso ocorrer o colaborador deve ser dedicado e muito atencioso e ainda, sobretudo, talentoso e sempre, em todos os momentos, respeitar as idéias do autor – titular, e jamais sobrepor sua vontade de criação sobre o universo do outro, visto que é esse o dono da história. E pode-se dizer que é através da colaboração que o autor vai formando bagagem suficiente pra quando chegar lá estar completamente preparado pra maratona que é a vida de um autor - titular. Embora seja o país das novelas, ainda é restrito o espaço para os aspirantes a novelistas, conheço varias pessoas com idéias brilhante, muito talentosas e que – infelizmente – tem que aguardar a chance de brilhar. Já em contrapartida conheço outros que vem se dedicando como colaboradores e que estão próximos de verem suas próprias criações sendo produzidas, entre esses excelentes colaboradores cito 3 que conheço: Vincent Villari, Renata Dias Gomes (ambos já entrevistados pelo “No Mundo dos Famosos”) e o meu querido amigo Vitor de Oliveira (que ainda me deve uma entrevista), além é claro do também querido e talentoso Renato Modesto (que eu também tive a honra de entrevistar) que depois de vários anos de colaboração finalmente fará sua estréia como autor – títular e ainda em grande estilo já que dividirá a autoria de “Máscaras” (nova novela da Record) com um dos maiores mitos da Teledramaturgia Brasileira que é o nosso querido Lauro César Muniz. Mas deixando de lado os entretantos e pulando pros finalmentes – como diria o lendário personagem Odorico Paraguaçú, o meu entrevistado de hoje é um dos mais experientes colaboradores, é discípulo do Walther Negrão desde a novela “Era uma Vez” (1998), embora desde criança gostasse de escrever, optou pela faculdade de Arquitetura, porém, como ama a Arte decidiu fazer mestrado em Teatro, onde ampliou seus conhecimentos sobre a dramaturgia, além de ser um excelente profissional, é um ser humano incrível, talvez seja por isso que suas criações sempre nos cativa, sendo capaz de tocar a nossa alma de maneira singular. Minha “Entrevista Especial” é com o querido e talentoso JÚLIO FISCHER.

(Entrevista publicada em 26/02/2012 em: www.nomundodosfamosos.com.br)

 

“Acho descabido cobrar da telenovela que ela seja um espelho fiel da realidade. O compromisso da telenovela, gostem os intelectuais ou não, é entreter, divertir, emocionar, fazer sonhar, em resumo “acarinhar” o espectador no sacrossanto momento que ele senta diante da TV em busca de um momento de lazer.” 

 

(Júlio Fischer)

 

 

 

Jéfferson Balbino: Como surgiu seu interesse pela carreira de roteirista e dramaturgo?

 

Júlio Fischer: Desde muito garoto eu gostava de escrever, Jéfferson. E não escrevia contos nem poesias, mas sim pequenas peças de teatro, dezenas delas – movido pelo absoluto encantamento que os espetáculos infantis, os filmes e as telenovelas que assistia exerciam sobre mim. Lembro, por exemplo, que depois de assistir ao filme “Oliver!” escrevi uma adaptação teatral do Oliver Twist de Charles Dickens. Na época, tive a grande sorte de ter, como professor de teatro na escola onde estudava, nada menos que o grande Antônio Petrin. Muito timidamente, mostrei o texto a ele, que leu, disse que eu levava jeito pra coisa e me incentivou a continuar. E continuou lendo meus escritos capengas anos a fio, sempre me incentivando, apontando o que era ruim, indicando leituras, abrindo os meus horizontes, enfim. Devo muito a esse olhar atento e ao incentivo do Antônio Petrin.

 

Jéfferson Balbino: E como foi seu inicio de carreira? Que cursos você fez pra se profissionalizar?

 

Júlio Fischer: Minhas primeiras peças encenadas profissionalmente foram dirigidas ao público infantil.  Minha formação é de arquiteto, mas logo que me formei, pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, entrei pra pós-graduação na Escola de Comunicações e Artes da mesma universidade, onde fiz mestrado em História do Teatro. A Pós foi um divisor de águas pra mim, porque tive o privilégio de  ser orientando, em minha tese de mestrado, pela Barbara Heliodora. A Barbara foi um marco na minha formação e, é até difícil dimensionar a importância que ela tem pra mim até hoje - pela sua inteligência, erudição, seu rigor de análise e a integridade com que defende seus pontos de vista. Sei que muita gente da classe teatral se ressente da veemência de algumas de suas críticas. Porém, concordando ou não com seus pontos de vista, cada crítica da Barbara publicada no jornal tem sempre muito a ensinar, tanto ao leitor comum como aos que fazem ou pretendem fazer do teatro a sua profissão.

 

Jéfferson Balbino: Houve alguma dificuldade em adaptar o conto “A Sonata” de Érico Veríssimo para o “Brava Gente” (TV Globo/2002)?

 

 Júlio Fischer: “A Sonata” foi um momento tão especial, que me deu tanta alegria! E, ao fazer essa pergunta, você me dá oportunidade de falar de outro grande Mestre (com maiúscula mesmo), a quem serei sempre grato. O roteiro de “A Sonata” foi escrito como trabalho de final de curso da Oficina de Roteiristas da TV Globo, para a qual fui selecionado em concurso público (eram 700 e tantos candidatos). O curso era ministrado pelo Flavio de Campos, com colaboração do Décio Coimbra, outro craque. Flávio é da mesma “tribo” que a Barbara Heliodora. Também rigoroso, dono, igualmente, de uma erudição vastíssima e profundo observador da vida, o Flávio é aquele mestre que marca o aluno pra sempre. Ele te vira do avesso, no bom sentido, tamanho o seu grau de exigência para com o aluno; um grau de exigência altíssimo, que te obriga a correr atrás, a fazer por onde chegar no que ele espera de você, no que ele acredita que você é capaz. E, nisso, você, como aluno, vai se descobrindo, vai se aprimorando, se lapidando como autor e, principalmente, superando seus próprios limites, derrubando algumas auto-limitações, crescendo, enfim.  Como falei, o roteiro de “A Sonata” surgiu como trabalho da Oficina de Roteiristas. Assim, foi escrito com a orientação do Flavio, que lia e relia os rascunhos, me apontava erros, mandava modificar, refazer, melhorar... assim incansavelmente até ele considerar que o resultado estava legal. Tempos depois, eu já contratado da casa, o roteiro caiu nas mãos do Jayme Monjardim, que se apaixonou e fez um belíssimo “Brava Gente” estrelado por  Mariana Ximenes, Ângelo Antonio, Tato Gabus Mendes, Suzana Vieira e Nair Bello, entre outros...

 

 

Jéfferson Balbino: Sua estréia como colaborador de novelas aconteceu em “Era uma Vez...” (TV Globo/1998). Como foi essa primeira experiência?

 

Júlio Fischer: “Era uma Vez...” foi muito marcante pra mim, Jefferson, por vários motivos, além do fato de ter sido minha “estréia”.  Em primeiro lugar, o fato de ter sido convidado pelo Walther Negrão, autor de uma penca de novelas que eu tinha adorado, desde “O Primeiro Amor” (que eu não perdia um capítulo!), “A Próxima Atração” e, mais tarde, “Direito de Amar”, “Tropicaliente”, “Anjo de Mim”...  Você não calcula o meu susto quando soube que “aquele” cara, de cujo trabalho eu era fã, me queria na sua equipe! Susto e medo também, da responsabilidade, claro!  Mas, felizmente, correu tudo bem, a novela foi linda, eu adorei fazer e me dei maravilhosamente bem com o Negrão. Tanto que fiz outras novelas com ele depois e agora, neste momento, estou novamente na equipe dele, num novo projeto. Em “Era uma Vez...”, a equipe contava também com a Elizabeth Jhin e Márcia Prates. As duas já tinham uma carreira consolidada, na época, e foram muito generosas com o novato aqui, me oferecendo altas dicas, que muito me valeram e continuam valendo até hoje.

 

Jéfferson Balbino: Que lembranças você tem do seu trabalho na equipe de autores da novela “Vila Madalena” (TV Globo/1999)?

 

Júlio Fischer: A equipe que o Walther Negrão montou em “Vila Madalena” era uma delícia! Tinha o Paulo Cursino, novamente a Elizabeth Jhin, também a Angela Carneiro e, last but not least, uma roteirista novata que estreava ali como colaboradora de novelas, a Thelma Guedes, e que hoje está fazendo essa belíssima carreira como autora titular, ao lado da Duca Rachid.  Ou seja, fui testemunha ocular do nascimento de uma estrela, não é o máximo?!

 



Escrito por jéfferson às 18h52
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Entrevista Especial com JÚLIO FISCHER

 

 

 

Jéfferson Balbino: De fato como funciona o trabalho de um colaborador de novelas?

 

Júlio Fischer: De maneira geral, o autor titular costuma se reunir periodicamente com sua equipe para determinar o andamento da história – tanto da trama central como das tramas paralelas. Nessas reuniões, autor e colaboradores trocam idéias, apresentam sugestões e ponderam as diferentes possibilidades, caminhos e soluções na condução da trama. O crivo, a palavra final, claro, cabe ao autor titular; é a ele que compete selecionar, ora acatando, ora rechaçando as idéias e sugestões que vão surgindo na reunião. Uma vez definido o “desenho” das tramas para os próximos 6 ou 12 capítulos, um dos membros da equipe (via de regra o autor titular) elabora a escaleta, que vem a ser um resumo de cada capítulo, cena a cena. Essa escaleta é, então, distribuída para os colaboradores, e cada colaborador desenvolve um certo número de cenas do capítulo, criando os diálogos, indicando as rubricas, etc, etc.  A seguir, o autor titular monta o capítulo reunindo as cenas escritas pelos colaboradores e faz a chamada redação final, que é o momento em que o titular apara eventuais arestas, corrige alguma incoerência, dá uma uniformidade, enfim, ao capítulo.

 

 

Jéfferson Balbino: No Teatro você escreveu várias peças de grande repercussão como: “O Violino Mágico”, “A Canção de Assis”, “Personalíssima – A Vida, Os Amores e as Canções de Isaurinha Garcia” e “Emilinha e Marlene – As Rainhas do Rádio”. Qual desses espetáculos mais lhe satisfez?

 

Júlio Fischer: Com sinceridade, Jéfferson, me atirei à escrita de cada uma dessas peças com a mesma paixão, a mesma avidez.  “A Canção de Assis” me deu muita satisfação (e continua dando até hoje, porque está sempre sendo montada em algum lugar, graças a Deus!). Ganhei prêmios com a peça, cujo texto já foi publicado por três editoras diferentes até hoje. Depois a adaptei para prosa e o livro foi publicado pela Editora Vozes, com ilustrações minhas, aliás. Pouco depois, esse livro foi traduzido para o  espanhol e publicado no México com distribuição por toda a América Latina. “Personalíssima” também foi muito importante na minha carreira. Além de ter sido meu primeiro texto adulto produzido, mergulhar no universo da nossa música popular e tentar me aproximar da alma dessa cantora singular que é Isaurinha Garcia, foi uma aventura pessoal inesquecível.  Isso pra não falar da produção, a cargo do neto da Isaurinha, o cantor e ator Rick Garcia, que era um primor de cenários, figurinos, direção musical, tudo! E tínhamos, ainda, a direção de Jacqueline Laurence e nossa estrela foi a Rosamaria Murtinho, que arrasou no papel e era aplaudida em cena aberta, todas as noites, aos uivos.  E agora, esse prazer de contar sobre a nossa música e nossa história está se repetindo com “Emilinha e Marlene – as Rainhas do Rádio”, um projeto do Anderson Muller e da Thereza Falcão, que, generosamente, me convidou pra dividir a autoria do texto com ela. Esse espetáculo também tem uma produção primorosa, e há meses vem lotando o Teatro Maison de France, no Rio. Você não imagina, Jéfferson, a emoção no dia em que a Marlene (a própria!) foi ver o espetáculo, o frisson que foi – no palco e na platéia!  O espetáculo tem a direção do Antonio De Bonis, e é estrelado pelas sensacionais Vanessa Gerbelli, como Emilinha, e Solange Badim, como Marlene.  Torço pra repetir a parceria com a Thereza Falcão, com quem tenho uma sintonia rara. É uma autora requintada, tanto na profundidade do seu olhar para o ser humano como no brilho com que sabe usar as palavras ao dar voz aos personagens.

 

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(Rosamaria Murtinho em cena como Isaurinha Garcia, na peça escrita por Júlio Ficher) 

 

Jéfferson Balbino: Recentemente eu entrevistei a Rosamaria Murtinho que elogiou muito seu texto. Que avaliação você faz da interpretação da nossa querida Rosinha como Isaurinha?

 

Júlio Fischer: Sinceramente, Jefferson, eu poderia ficar horas aqui falando da minha admiração absoluta pela Rosinha como ser humano, como amiga e como atriz. Acompanhei o envolvimento dela com o personagem, a sua busca incansável por descobrir os gestos, a maneira singular de Isaurinha se expressar no canto e na fala, para reproduzir tudo isso de maneira convincente no palco. Desde o começo, percebi que ela tinha estabelecido como meta nada menos que a perfeição. Simplesmente. E ela lutou, buscou, treinou a voz, se trabalhou com total humildade perante o “personagem”, enfrentou frustrações, derrotas momentâneas, mas seguiu em frente feito uma leoa ensandecida (no bom sentido), estudando cada inflexão, cada modulação vocal da Isaurinha, procurando informações sobre a cantora onde quer que pudesse encontrar... E quando o pano abriu, meu amigo, era como se a Isaurinha estivesse lá, em pessoa, no palco do Teatro Alfa em São Paulo! Houve, aliás, uma crítica, da Gazeta Mercantil, cujo título era “Isaurinha Garcia está viva”. Precisa dizer mais alguma coisa? Só agradecer mesmo, pela paixão e a competência com que essa grande atriz se lançou nesse projeto e contribuiu muito para que o espetáculo fosse o sucesso que foi, de público e crítica.

 

Jéfferson Balbino: Até que ponto vai o poder de decisão do colaborador na autoria de uma novela?

 

Júlio Fischer: Na verdade, o poder de decisão cabe exclusivamente ao autor titular, que deve necessariamente ter a palavra final, uma vez que é ele, em última instância, que responde pelo trabalho. Ao colaborador cabe propor, sugerir, apontar eventuais pontos fracos, porém a decisão final é do “capitão do navio”.

 



Escrito por jéfferson às 18h49
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Entrevista Especial com JÚLIO FISCHER

 

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Jéfferson Balbino: Você colaborou numa das melhores novelas que eu assisti que foi “Coração de Estudante” (TV Globo/2002). Como vocês se preparam para escrever para o público jovem?

 

Júlio Fischer: Essa novela era capitaneada pelo Emanuel Jacobina, que criou “Malhação” junto com a saudosa Andrea Maltarolli, e que foi redator final do programa durante muito tempo e com grande êxito. O Emanuel tinha, e tem uma grande sintonia com o público jovem e soube transmitir muito dessa sua vivência pra equipe. Agora, é importante destacar que “Coração de Estudante” não se destinava apenas ao público jovem, mas, como toda novela das 18h, almejava atingir um espectro mais amplo de faixas etárias, desde a criança até o idoso. Assim, se tínhamos jovens como Paulo Vilhena e Aline Moraes (em sua estréia na TV), havia tramas que falavam às crianças e aos adultos, num elenco que tinha de Pedro Malta, criança na época, a Cláudio Marzo e Leonardo Villar, passando por Fábio Assunção, Vladimir Brichta e Adriana Esteves.

 

Jéfferson Balbino: Como foi trabalhar com a Angélica no Angel Mix e na série “Bambuluá”?

 

Júlio Fischer: Foi uma experiência gratificante, porque, como eu já havia escrito para crianças no teatro, me senti ampliando os horizontes, tanto em razão do veículo, a televisão, como por contar com uma grande comunicadora, que é a Angélica. “Bambuluá”, então, foi duplamente prazeroso. Foi a primeira vez que estive à frente da redação de um programa, juntamente com a Cláudia Souto (éramos dois redatores finais, com uma equipe de colaboradores). A Cláudia, que tinha idealizado o projeto com o diretor Roberto Talma, me convidou para dividirmos a autoria e estabelecemos uma ótima parceria, que ainda sonho repetir algum dia.

 

 

Jéfferson Balbino: Em 2006, você co-escreveu a novela “O Profeta” (TV Globo). Como foi o processo de adaptação a partir da obra da Ivani Ribeiro?

 

 Júlio Fischer: O primeiro passo, foi a leitura atenta dos capítulos da Ivani e o resumo, capítulo a capítulo, da novela inteira – trabalho que coube a mim, como co-autor. Em seguida, em reuniões com as autoras titulares, Duca Rachid e Thelma Guedes, e mais o Walcyr Carrasco, supervisor das autoras, e o colaborador André Ryoki, a equipe foi desenhando essa nova versão; definindo que seria, agora, uma novela de época (ao contrário do original, que era contemporâneo), adaptando os personagens da Ivani para essa nova ambientação, criando novos personagens, etc. Tudo sob a orientação competente (e hiper criativa) do Walcyr Carrasco. Apesar dessas “liberdades” tomadas, é importante frisar que, ao longo do trabalho, buscamos nos manter sempre fiéis ao espírito da obra da Ivani e aos temas que ela tratou em “O Profeta”: a espiritualidade, o livre arbítrio e a responsabilidade do Homem face aos seus dons inatos.

 

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(Thereza Falcão, Glória Perez e Júlio Fischer na estreia da peça “Emilinha e Marlene – As Rainhas do Rádio”) 

 

Jéfferson Balbino: Como surgiu a idéia da participação especial do escritor Paulo Coelho na novela “Eterna Magia” (TV Globo/2007)?

 

Júlio Fischer: Se não me engano, Jéfferson, essa idéia partiu da própria Elizabeth Jhin, a autora, juntamente com a direção geral da novela, a cargo do Ulysses Cruz.

 

Jéfferson Balbino: Segundo a Imprensa da época a novela “Desejo Proibido” (TV Globo/2007) ficou aquém do esperado, já que obteve baixa audiência. O que faltou na trama pra cair no gosto popular?

 

Júlio Fischer: Não concordo que “Desejo Proibido” tenha ficado aquém, Jéfferson. Pode não ter sido um estouro de audiência, mas foi reconhecida pela crítica como uma novela de grande qualidade. E que tinha fãs ardorosos, inclusive uma comunidade no Orkut que se intitulava “DP – Dependentes de ‘Desejo Proibido’”, cujos membros comentavam a novela dia a dia, apaixonadamente! Talvez tenha ficado aquém do esperado na audiência, como você afirma, mas posso te dizer que foi um dos trabalhos mais gratificantes que fiz na TV. E, cujo resultado artístico foi aplaudido pela direção da emissora.

 

 

Jéfferson Balbino: Como surgiu o convite pra você integrar a equipe de roteiristas da novela “Cama de Gato” (TV Globo/2009)?

 

Júlio Fischer: Uma das minhas alegrias nessa vida é ter uma longa parceria tanto com a Thema Guedes quanto com a Duca Rachid. O convite para integrar a equipe de “Cama de Gato”, novamente como co-autor, veio na seqüência de “O Profeta”. Mesmo antes disso, já tínhamos uma parceria muito afinada, uma sintonia que vinha de trabalhos como “Angel Mix” e “Vila Madalena” (com a Thelma) e o “Sítio do Picapau Amarelo” (com a Duca).

 



Escrito por jéfferson às 18h48
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Entrevista Especial com JÚLIO FISCHER

 

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(Júlio Fischer e sua filha, Ana Clara)  

 


Jéfferson Balbino: Em sua opinião, por que a novela desperta a atenção do público para os problemas sociais?

 

Júlio Fischer: Quando a novela é boa e consegue atrair a atenção e engajar a emoção do público, esse público fica naturalmente mais sensibilizado para as questões sociais abordadas pelo folhetim. É através de personagens que falam ao coração do público que podemos abordar essas questões sociais, éticas, comportamentais, o que for, e dar relevo a elas, despertando a atenção do espectador.

 

 

Jéfferson Balbino: O que você nos conta da sua parceria com Walther Negrão e Renato Modesto na autoria da novela “Araguaia” (TV Globo/2011)?

 

Júlio Fischer: Em “Araguaia”, a equipe do Walther Negrão era composta pelo Renato Modesto, a Jackie Vellego, o Fausto Galvão, o Alessandro Marson e eu. Foi uma equipe extremamente afinada e que, como sempre acontece nas novelas do Walther Negrão, trabalhou com grande entusiasmo, num clima super descontraído.  Negrão sabe comandar uma equipe de forma harmoniosa e muito produtiva. Tem também o dom de tirar de cada colaborador o que ele tem de melhor.  E essa equipe, de “Araguaia” foi muito especial. Foi maravilhoso reencontrar a Jackie e o Renato, com quem tinha trabalhado em “Desejo Proibido”, o Alessandro, meu parceiro de sempre, e trabalhar pela primeira vez com o Fausto Galvão, cujo trabalho eu admirava há tempos.

 

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(Júlio Fischer e Duca Rachid)  


Jéfferson Balbino: Algum personagem já lhe serviu de alter ego?

 

Júlio Fischer: No meu trabalho pessoal, em teatro, sim – geralmente nas peças infantis (risos).  Já na atividade como colaborador de outros autores, na TV, jamais. Como colaborador, me coloco totalmente a serviço da proposta do autor titular. Se estou numa determinada equipe é para servir ao autor e à história que vamos contar, e não busco, de forma alguma, retratar a mim mesmo, expressar a minha individualidade, em algum personagem. O que é diferente, perceba, de colocarmos a nossa personalidade, sensibilidade, as experiências acumuladas ao longo da vida, bagagem cultural, tudo isso a serviço da história que o autor se propôs a contar.

 

 

Jéfferson Balbino: Como é o Júlio Fischer telespectador? O que você vem assistindo na TV?

 

Júlio Fischer: Vejo novelas, claro; no momento estou adorando “A Vida da Gente” e admirado com a qualidade do texto da Lícia Manzo e sua equipe. Que gente talentosa meu Deus! Também adoro documentários e os clássicos do cinema, minha paixão de sempre. 

 



Escrito por jéfferson às 18h46
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Entrevista Especial com JÚLIO FISCHER

 

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(Júlio Fischer, com sua esposa, Cecília Borelli e o ator Ângelo Antônio na festa de lançamento da novela “Araguaia”)

 

 

Jéfferson Balbino: Alguns ‘pseudo-intelectuais’ consideram as telenovelas irreais para os padrões de vida dos brasileiros. A teledramaturgia se acomodou em mostrar mais o lado positivo da vida?

 

Júlio Fischer: Respondendo a esses “pseudo-intelectuais” que você menciona: em primeiro lugar, acho descabido cobrar da telenovela que ela seja um espelho fiel da realidade. O compromisso da telenovela, gostem os intelectuais ou não, é entreter, divertir, emocionar, fazer sonhar, em resumo “acarinhar” o espectador no sacrossanto momento que ele senta diante da TV em busca de um momento de lazer.  E esse entretenimento pode ter uma linha mais realista, com personagens e temas que reconhecemos no nosso cotidiano, ou navegar nas águas da pura fantasia. Em segundo lugar, acho que não se pode generalizar essa crítica de que nossas novelas estejam por demais descoladas da realidade, pois, felizmente, nossa produção teledramatúrgica é muito diversificada, plural. Assim, se por um lado temos o realismo das tramas do Gilberto Braga e de “A Vida da Gente”, por exemplo, de repente surge uma jóia de novela, como “Cordel Encantado”, da Thelma Guedes e da Duca Rachid (e na qual tive a felicidade de colaborar) que cativou a audiência justamente pela sua ousadia imaginativa e seus rasgos da mais pura fantasia.

 

Jéfferson Balbino: Qual o segredo para fazer uma boa trama?

 

Júlio Fischer: Se existe um segredo, eu adoraria descobrir! (risos). Mas, falando sério, embora não exista fórmula nem receita, existem dois ingredientes básicos que, a meu ver, não podem faltar numa boa novela: paixões intensas (e não apenas no sentido romântico, mas também a paixão com que um personagem persegue determinado objetivo, seja este o poder, vingança, a realização de um ideal nobre, o que for); e o segundo “ingrediente”, que é a própria essência do gênero: o gancho, a expectativa do que acontece depois, quando o espectador se pergunta “ E agora?”... e fica grudado à telinha do início ao fim da novela....

 

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(Marlene, Thereza Falcão e Júlio Fischer)  


Jéfferson Balbino: Tem planos de escrever uma novela como autor titular?

 

Júlio Fischer: Tenho esse objetivo, sim, Jéfferson.

 

 

Jéfferson Balbino: Qual é o caminho mais viável pra se tornar um novelista na Globo? É a Oficina de Autores da emissora?

 

Júlio Fischer: Não sei se a emissora planeja fazer uma nova Oficina por esses tempos. Se acontecer, certamente é um caminho.

 

Jéfferson Balbino: Antes de finalizarmos a nossa tradicional pergunta: Quais foram às melhores novelas que você já assistiu?

 

Júlio Fischer: Que pergunta difícil! Bom, além, das que já citei, não dá pra esquecer de “Vale Tudo”, “Direito de Amar”, “Roque Santeiro”, “Gabriela”, “Nina”, “Por Amor”, “Rainha da Sucata”, “A Sucessora”,  “Chocolate com Pimenta”...  é uma lista que não acaba! Desisto! (risos)

 

Jéfferson Balbino: Júlio, obrigado por nos conceder essa entrevista ao “No Mundo dos Famosos”, muito mais sucesso, parabéns pela belíssima trajetória profissional e um grande abraço!

 

Júlio Fischer: Eu é que agradeço a oportunidade, Jéfferson!  Abração!

 



Escrito por jéfferson às 18h43
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ENTREVISTA ESPECIAL - NO MUNDO DOS FAMOSOS

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24 - RENATA DIAS GOMES (autora de novelas)

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31 - EDUARDO NASSIFE (escritor)

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37 - JOÃO CAMARGO (ator)

38 - GILBERTO BRAGA (autor de novelas)

39 - DÉO GARCEZ (ator)

40 - PATRÍCIA MORETZSOHN (autora de novelas)

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42 - MANOEL CARLOS (autor de novelas)

43 - VANESSA GOULARTT (atriz)

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45 - MARIA ADELAIDE AMARAL (autora de novelas)

46 - WALCYR CARRASCO (autor de novelas)

47 - LEONA CAVALLI (atriz)

48 - AZIZ BAJUR (dramaturgo)

49 - FÁTIMA FREIRE (atriz)

50 - VIVIAN DE OLIVEIRA (autora de novelas)

51 - JÉFFERSON BALBINO (blogueiro)

52 - SILVIO DE ABREU (autor de novelas)

53 - PEDRO NESCHLING (ator)

54 - JORGE BRASIL (jornalista)

55 - NORMA BLUM (atriz)

56 - DENISE DEL VECCHIO (atriz)

57 - RODRIGO ANDRADE (ator)

58 - LUCINHA LINS (atriz)

59 - CLAUDIO LINS (ator)

60 - NARJARA TURETTA (atriz)

61 - CLAUDINO MAYER (escritor/pesquisador em teledramaturgia)

62 - ANDRÉ FRATESCHI (ator)

63 - TUNA DWEK (atriz/escritora)

64 - TÂNIA BONDEZAN (atriz)

65 - GERALDO CARNEIRO (autor de novelas)

66 - ROSAMARIA MURTINHO (atriz)

67 - VINCENT VILLARI (autor de novelas)

68 - TÁSSIA CAMARGO (atriz)

69 - YVES DUMONT (autor de novelas)

70 - ANDRÉ DI MAURO (ator)

71 - HERSCH W. BASBAUM (escritor e dramaturgo)

72 - ELIANA GUTTMAN (atriz)

73 - RENATO MODESTO (ator, escritor, dramaturgo e novelista)

74 - FAFY SIQUEIRA (atriz, cantora, humorista e compositora)

75 - CACÁ DIEGUES (cineasta)

76 - CLARISSE ABUJAMRA (atriz)

77 - BLOTA FILHO (ator)

78 - MÁRCIO KIELING (ator)

79 - REJANE ARRUDA (atriz e Doutoranda em Artes Cênicas

80 - LUCIANA BRAGA (atriz)

81 - JÚLIO FISCHER (novelista e dramaturgo)

 

HISTÓRIAS DE NOVELISTAS

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SESSÃO ESPECIAL

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CHIQUINHA GONZAGA


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Escrito por jéfferson às 18h41
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Próxima Entrevistada: ELIZABETH JHIN

SEMANA QUE VEM...

Minha Entrevistada Especial é a novelista ELIZABETH JHIN,

autora de AMOR ETERNO AMOR,  a nova novela das seis da Globo



Escrito por jéfferson às 18h35
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