Entrevista Especial com AGUINALDO SILVA

 

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Quem trabalha com entrevistas sabe bem o quanto é gratificante entrevistar alguém que tem história, que não titubeia ao responder às provocativas indagações, que sempre diz a verdade por mais polêmica que essa possa ser... E meu querido e especial entrevistado de hoje é assim, extremamente autêntico, um profissional respeitado, um ser humano admirável. Ele tem uma grande responsabilidade na construção da memória afetiva dos brasileiros, afinal representou por diversas ocasiões os anseios do povo brasileiro através de seus marcantes personagens das inesquecíveis novelas que ele escreveu, entre elas, “Roque Santeiro”, “Tieta”, “Pedra sobre Pedra”, “Fera Ferida”, “A Indomada”, “Porto dos Milagres”, “Senhora do Destino”, e agora com “Fina Estampa”, que se despede essa semana, já deixando uma enorme saudade em seus telespectadores. Aproveitando o ensejo e já comemorando os 5 anos do site “No Mundo dos Famosos” trago a vocês um entrevistado sensacionalmente maravilhoso, um dos maiores mitos da história da Teledramaturgia Brasileira... AGUINALDO SILVA.

 

 

“Daqui a 100 anos, se alguém quiser saber como era o Brasil do século XX e desse começo do XXI só terá que fazer uma coisa: ver novelas. Elas traçaram um retrato completo desse país como ninguém mais o fez, incluindo aqui os acadêmicos e historiadores. A telenovela foi, é (será?) de uma importância transcendental para o auto-reconhecimento dessa nação chamada Brasil. Quem negar isso estará sendo desonesto.”

 

(Aguinaldo Silva)

 

 

Jéfferson Balbino: Aguinaldo, quando e como você descobriu que queria ser novelista?

 

Aguinaldo Silva: Eu não descobri que desejava ser novelista, fui descoberto. Depois de fazer o seriado “Plantão de Polícia”, as minisséries “Lampião e Maria Bonita”, “Bandidos da Falange” e “Padre Cícero” e, durante um ano, os teleplays intitulados “Quarta Nobre”, o Boni me chamou pra fazer uma novela das oito em parceria com Glória Perez.

 

Jéfferson Balbino: Como foi à experiência em dividir a autoria da novela “Partido Alto” (TV Globo/1984) com a autora Glória Perez?

 

Aguinaldo Silva: Glória queria fazer as próprias novelas, eu queria fazer as minhas... Nem sequer nos conhecíamos até que nos juntaram pra dividir um trabalho... Não podia dar certo.

 

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Jéfferson Balbino: Em Maio/2010 eu entrevistei o autor Marcílio Moraes e ele me disse que o desentendimento interno que houve entre você e o saudoso Dias Gomes durante a novela “Roque Santeiro” (TV Globo/1985) abalou toda a equipe da novela. O Marcílio ainda afirmou nessa mesma entrevista que ele e o Joaquim Assim (colaboradores da novela) apoiavam Dias. Portanto, como você lidou com essa desagradável situação nos bastidores da trama? Houve alguma rivalidade dos colaboradores ou de outros integrantes da equipe da novela com você?

 

Aguinaldo Silva: O Marcílio era amigo pessoal do Dias e tem uma versão da história que o beneficia, mas não é verdadeira.  Eu escrevi a maior parte de “Roque Santeiro”, e fui o líder da equipe que a escrevia, que era formada por mim, pelo próprio Marcílio e Joaquim Assis. Não entendo como ainda pode haver dúvidas de que fui eu o responsável por “Roque Santeiro” depois que eu escrevi “Tieta”, “Pedra Sobre Pedra”, “Fera Ferida” e “A Indomada”. O que houve naquele instante é que ou eu aceitava que o Dias assumisse o final da novela e me tornava um eterno colaborador dele, como aconteceu com o Marcílio, ou batia o pé e me afirmava como autor, o que de fato aconteceu. Mas isso são águas tão passadas, até me espanto que ainda se fale a respeito disso.

 

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Jéfferson Balbino: Ainda falando em “Roque Santeiro” como a sociedade brasileira esteve representada na novela?

 

Aguinaldo Silva: Como era na época, feudal e autoritária (a classe dominante) e insensível e conformada (as classes menos favorecidas).

 

Jéfferson Balbino: Em todas as minhas entrevistas sempre pergunto qual foi à melhor novela que meu entrevistado já assistiu e em praticamente todas sempre está “Roque Santeiro” como resposta. A que você atribui o imenso sucesso dessa sua novela com o Dias Gomes?

 

Aguinaldo Silva: Meu caro, quem vive de passado é museu. Depois de “Roque Santeiro” outras novelas minhas fizeram sucesso. Comparativamente, “A Indomada” e “Senhora do Destino”, por exemplo, deram maior audiência que “Roque Santeiro”. Na época em que esta foi ao ar a contagem do Ibope não era tão precisa quanto na época dessas novelas... E o fato é que ela é ainda mais precisa hoje, por isso os números caíram tanto.

 



Escrito por jéfferson às 23h41
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Entrevista Especial com AGUINALDO SILVA

 

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Jéfferson Balbino: Como você constrói os personagens de suas novelas?

 

Aguinaldo Silva: Depende do trabalho, da ocasião, do modo como me sinto em relação ao que estou fazendo. Não tenho um modelo, tipo ficha de identidade, estabelecido. Os personagens nascem e crescem, às vezes independente do que pensamos em fazer inicialmente com eles. É um processo meio mágico, e eu não pretendo torná-lo racional criando aqui uma explicação para ele.

 

Jéfferson Balbino: Que avaliação você faz da sua parceria com o Doc Comparatona autoria das minisséries: “Lampião e Maria Bonita” (TV Globo/ 1982), “Bandidos da Falange” (TV Globo/1983) e “Padre Cícero” (TV Globo/1984)?

 

Aguinaldo Silva: Senti falta de algum trabalho do Doc depois que terminou nossa parceria. Lembro de “O Tempo e o Vento”, “AEIO Urca”... Feitos quando ainda trabalhávamos juntos. Depois que terminou nossa parceria ele se dedicou apenas a ensinar a técnica do roteiro, o que faz até hoje.

 

Jéfferson Balbino: Como foi retratar um possível incesto, um tema tão incomum, que foi abordado com total maestria por você na novela “O Outro” (TV Globo/1987)?

 

Aguinaldo Silva: Nenhum dos dois sabia que se tratava de um incesto, é diferente de abordar um incesto consentido, assunto para o qual acho que a televisão ainda hoje não está preparada.

 

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(Aguinaldo Silva, Suzana Vieira, Maria Elisa Barreto e Wolf Maya)

 

Jéfferson Balbino: Atualmente as novelas não conseguem mais registrar aquela imensa audiência que conquistava antigamente. Você acredita que esse fato possa ser um indício de crise na teledramaturgia?

 

Aguinaldo Silva: Já falei sobre isso lá em cima. Quando surgiu a lenda segundo a qual “Roque Santeiro” atingiu 98 pontos de audiência a contagem do Ibope era bastante primitiva. Hoje, a precisão dessa contagem faz com que os números sejam mais verdadeiros. Levando em conta a verdadeira mania nacional por novelas, e o fato de que o interesse em torno delas não decaiu nem um pouco, sempre que ouço alguém falar em “crise da dramaturgia” sinto vontade de sacar minha arma e sair dando tiros.

 

 

Jéfferson Balbino: Como você vê o impacto social que a novela “Vale Tudo” (TV Globo/1988) causou, já que a mesma trouxe uma nova visão de referencial de valores?

 

Aguinaldo Silva: Adorei ser um dos autores de “Vale Tudo” (junto com Leonor Basseres e Gilberto Braga), novela que abordou questões nacionais no calor da hora e, como “Roque Santeiro”, “Tieta” e “Senhora do Destino”, galvanizou o país inteiro. Não sei se ela trouxe “uma nova visão de referencial de valores”, já que hoje em dia os valores, na política como na vida, são ainda piores que os daquela época.

 

Jéfferson Balbino: O que você destacaria da impecável direção de Reynaldo Boury na novela “Tieta” (TV Globo/1989)?

 

Aguinaldo Silva: A direção-geral de “Tieta”, como a de “Roque Santeiro”, “Pedra sobre Pedra”, “Fera Ferida” e “A Indomada” foi de Paulo Ubiratan, que deu o tom das novelas e foi o maior diretor que eu conheci. A importância de Reynaldo Boury na direção de “Tieta” é que ele era o homem da estiva, o que fazia o trabalho mais pesado, e o fazia com extrema eficiência.

 

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(Wolf Maya, Lilia Cabral e Aguinaldo Silva)

 

Jéfferson Balbino: Como foi sua relação com o Jorge Amado durante a adaptação de “Tieta” e “Tenda dos Milagres” (TV Globo/1985)?

 

Aguinaldo Silva: Já publiquei no meu portal a carta que Jorge, que já era meu amigo antes dessas adaptações, me enviou depois que Tieta foi ar. Nela ele lembra que o romance e sua adaptação não são a mesma obra e sim obras diferentes, por isso ele entendia perfeitamente que, para transformar seu livro de 350 páginas numa novela de 200 e poucos capítulos, eu tivesse que tomar liberdades que ele, naquela carta, endossava. Jorge Amado foi uma das pessoais mais amáveis que conheci, e continuamos amigos, ainda que distantes, até sua morte.

 

Jéfferson Balbino: Como você administra o ego de alguns atores?

 

Aguinaldo Silva: Eu cuido do meu próprio ego, os atores cuidam dos deles. Não acho que é por aí que se trabalhe em conjunto. Eu sou profissional, os atores são profissionais, e o resultado desse profissionalismo é a excelência do nosso trabalho.

 



Escrito por jéfferson às 23h38
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Entrevista Especial com AGUINALDO SILVA

 

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Jéfferson Balbino: Qual foi sua fonte de inspiração pra criar as tramas: “Pedra Sobre Pedra” (TV Globo/1992), “Fera Ferida” (TV Globo/1993) e “A Indomada” (TV Globo/1997) que eram repletas de realismo fantástico?

 

Aguinaldo Silva: As histórias que eu ouvi – e vivi – em Carpina, interior de Pernambuco, onde nasci e fui criado.

 

Jéfferson Balbino: O que garante o sucesso de uma novela?

 

Aguinaldo Silva: Uma boa trama, uma perfeita sintonia na equipe, muita ralação e muito esforço. Não existe uma fórmula, mas quem está envolvido com o trabalho percebe quando ele dá certo. No caso de “Fina Estampa”, por exemplo, mal terminou o primeiro capítulo um executivo da Globo especializado no estudo da audiência, ligou pra mim e falou: “Pode ficar tranqüilo, já pegou na veia”. E ele estava certíssimo, é ou não é?!

 

Jéfferson Balbino: Em Maio/2010 eu entrevistei o autor Ricardo Linhares, que me contou que você foi o melhor professor que ele poderia ter, ele ainda frisou: “Devo o início da minha carreira de novelista ao Aguinaldo Silva”. Como é pra você ver hoje seu ‘discípulo’ conquistando sucesso como autor-títular?

 

Aguinaldo Silva: Sempre digo ao Ricardo, até com mais ênfase do que devia, que ele precisa parar com esse negócio de ser o segundo autor e escrever suas próprias novelas, pois talento ele tem – e muito - pra isso. Gostaria muito de vê-lo como único autor de uma novela. Mas o Ricardo é generoso demais, por isso acaba sempre emprestando o seu talento a projetos alheios. O resultado disso é que ele, embora esteja pronto há anos para escrever novelas das oito, ainda não o fez, pelo menos não sozinho.

 

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Jéfferson Balbino: Que avaliação você faz da produção dramatúrgica da Record e do SBT?

 

Aguinaldo Silva: Vejo pouquíssimo, não dá para avaliar, mas acho que eles ainda estão nos primórdios da novela e precisam de tudo – do autor ao homem que carrega o cabo da câmera.  O problema é praticamente todo mundo, e todo mundo que vale a pena em termos de produção de novelas, está na Globo.

 

Jéfferson Balbino: O que faltou pra sua novela “Suave Veneno” (TV Globo/1999) conquistar uma boa audiência?

 

Aguinaldo Silva: Que alguém proibisse o Ratinho de continuar mostrando, com a maior desfaçatez, casais transando em cima de túmulos no cemitério, ou mulheres filipinas que expeliam bolas de pingue-poing pela vagina ou, com uma caneta enfiada na mesma, e escrevessem num pedaço de papel: “Ao Ratinho, com amor”. Isso era tão absurdamente imoral e insólito que fascinava o público e o desviava da novela.

 

Jéfferson Balbino: Uma das suas novelas que eu mais gostei foi “Porto dos Milagres” (TV Globo/2001), e nessa novela quem roubou a cena foi à talentosa atriz Cássia Kiss que fez uma vilã formidável. Como foi trabalhar com ela nessa inesquecível novela?

 

Aguinaldo Silva: Cássia Kiss é um gênio como atriz, e como pessoa é muito difícil. Na nossa parceria foi à atriz genial que prevaleceu. Ela tornou Adma mais uma das minhas vilãs inesquecíveis, e eu sou muito grato a ela por isso. Desde então não trabalhamos mais juntos e eu sinto falta disso.

 

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(Eva Wilma e Aguinaldo Silva)

 

Jéfferson Balbino: Na época “Duas Caras” (TV Globo/2007) foi muito comparada com “Vidas Opostas” (Rede Record/2006), talvez por ambas abordarem uma favela em seu contexto. Houve alguma inspiração na trama da Rede Record?

 

Aguinaldo Silva: Você acha mesmo que depois de escrever treze novelas nas quais aconteceu de tudo e mais um pouco, eu ainda preciso me inspirar no trabalho de algum colega?!

 

Jéfferson Balbino: Você também escreveu o roteiro do filme “Prova de Fogo” (1980). Como foi a experiência de escrever para o Cinema? E, tem planos de escrever novamente para a sétima arte?

 

Aguinaldo Silva: Meu Deus querido, eu já escrevi uns dez roteiros depois desse! O problema do cinema brasileiro é que eles pagam uma merreca e depois o diretor ainda destrói o trabalho do roteirista. Sabia que no cinema brasileiro o diretor é sempre co-roteirista e com isso fatura como diretor e como roteirista?...

 



Escrito por jéfferson às 23h35
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Entrevista Especial com AGUINALDO SILVA

 

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Jéfferson Balbino: Como foi supervisionar a novela portuguesa “Laços de Sangue” (SIC/2010) que foi a vencedora do Emmy?

 

Aguinaldo Silva: “Laços de Sangue”, a novela portuguesa da qual fui supervisor, foi um êxito, já que ganhou o Emmy, e eu me senti feliz não só com o prêmio, mas também por mais esse trabalho.

 

Jéfferson Balbino: Você já mudou alguma história por imposição da direção da emissora, de algum ator ou do público?

 

Aguinaldo Silva: Não existe mito mais falso do que este segundo o qual a “direção da emissora” cria restrições ao trabalho do autor. Nós atuamos com inteira liberdade... Desde que a novela faça sucesso. Quando não faz, é natural que aconteçam ajustes. Agora, quanto a imposições do público... Estas sim devem ser levadas em conta, já que a novela não é escrita nem para “a direção da emissora”, nem para “algum ator”, menos ainda para o autor, e sim para o público. O objetivo da novela é prender a atenção do público e, com isso, angariar anunciantes que paguem o salário de todo mundo. Por isso quem manda na novela é o público... E o resto é conversa fiada.

 

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Jéfferson Balbino: O que você acredita ser sua maior contribuição ao longo desses 60 anos de teledramaturgia brasileira?

 

Aguinaldo Silva: Daqui a 100 anos, se alguém quiser saber como era o Brasil do século XX e desse começo do XXI só terá que fazer uma coisa: ver novelas. Elas traçaram um retrato completo desse país como ninguém mais o fez, incluindo aqui os acadêmicos e historiadores. A telenovela foi, é (será?) de uma importância transcendental para o auto-reconhecimento dessa nação chamada Brasil. Quem negar isso estará sendo desonesto.

 

Jéfferson Balbino: Uma das coisas mais fascinantes na carreira de novelista é essa possibilidade de brincar de ser Deus... Como é a responsabilidade de definir o destino de vários personagens, embora sejam vidas ficcionais?

 

Aguinaldo Silva: Eu disse no começo de “Fina Estampa” que no final da novela as pessoas estariam amando a personagem Teodora e a atriz que a vive, Carolina Dieckmann, contra a qual havia uma solerte e incompreensível campanha negativa. Fazer com que o público, orientado por essa campanha malsã, mudasse de opinião em relação à personagem e a atriz foi, pra mim, a minha grande vitória nessa novela. Isso é brincar de ser Deus, mas todo esse poder do autor acaba quando acaba a novela... Por isso precisamos ter os pés sempre no chão. Somos apenas humanos!

 

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Jéfferson Balbino: Em 2011, você nos blindou com sua ótima novela “Fina Estampa” (TV Globo) que recuperou a audiência do horário das nove da emissora e ainda caiu no gosto do público se tornando um grande sucesso de público e crítica. O que o público pode esperar nessa reta final dessa sua marcante novela?

 

Aguinaldo Silva: As emoções habituais de todo final de novela.

 

Jéfferson Balbino: Agora a nossa tradicional pergunta: Qual foi a melhor novela que você já assistiu?

 

Aguinaldo Silva: A maior novela que eu já assisti Foi “Tieta”e, apenas por acaso, eu a escrevi.

 

Jéfferson Balbino: Aguinaldo, muitíssimo obrigado por conceder essa entrevista ao “No Mundo dos Famosos”. Foi um imenso prazer entrevistar um consagrado autor como você que contribuiu tanto para o sucesso da teledramaturgia brasileira com suas obras. Muito sucesso sempre, e um grande abraço!

 

Aguinaldo Silva: Eu agradeço... E espero que você volte a me entrevistar na minha próxima novela que, já andam dizendo por aí – ai de mim! – não vai demorar muito. Abraço!

 



Escrito por jéfferson às 23h32
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Entrevista Especial - NO MUNDO DOS FAMOSOS

OUTRAS ENTREVISTAS

 

(Por ordem de publicação)

 

1 - NILSON XAVIER (escritor)

2 - MARGARETH BOURY (autora de novelas)

3 - REYNALDO BOURY (diretor de TV)

4 - BABI XAVIER (atriz/apresentadora)

5 - NÉLIO JÚNIOR (jornalista/repórter de TV)

6 - MARCÍLIO MORAES (autor de novelas)

7 - RICARDO LINHARES (autor de novelas)

8 - ANA MARIA MORETZSOHN (autora de novelas)

9 - DUCA RACHID (autora de novelas)

10 - ADA CHASELIOV (atriz)

11 - MAYRA DIAS GOMES (escritora)

12 - THELMA GUEDES (autora de novelas)

13 – ANDRÉ REBELLO (ator)

14 – KADU MOLITERNO (ator)

15 - MAURICIO MACHADO (ator)

16 - LAURO CÉSAR MUNIZ (autor de novelas)

17 - STELLA FREITAS (atriz)

18 - ALCIDES NOGUEIRA (autor de novelas)

19 - EDWIN LUISI (ator)

20 - MAURO ALENCAR (Doutor em Teledramaturgia/escritor)

21 - SOLANGE CASTRO NEVES (autora de novelas)

22 - WALTHER NEGRÃO (autor de novelas)

23 - BÁRBARA BRUNO (atriz)

24 - RENATA DIAS GOMES (autora de novelas)

25 - MATEUS CARRIERI (ator)

26 - LETÍCIA DORNELLES (autora de novelas)

27 - TAMARA TAXMAN (atriz)

28 - AIMAR LABAKI (dramaturgo/autor de novelas)

29 - LUCÉLIA SANTOS (atriz)

30 - FÁBIO FABRÍCIO FABRETTI (escritor)

31 - EDUARDO NASSIFE (escritor)

32 - ROSANE GOFMAN (atriz)

33 - CRISTIANNE FRIDMANN (autora de novelas)

34 - RODRIGO PHAVANELLO (ator)

35 - YOYA WURSCH (autora de novelas/roteirista)

36 - INGRA LIBERATO (atriz)

37 - JOÃO CAMARGO (ator)

38 - GILBERTO BRAGA (autor de novelas)

39 - DÉO GARCEZ (ator)

40 - PATRÍCIA MORETZSOHN (autora de novelas)

41 - BETH GOULART (atriz)

42 - MANOEL CARLOS (autor de novelas)

43 - VANESSA GOULARTT (atriz)

44 - DENISE EMMER (escritora)

45 - MARIA ADELAIDE AMARAL (autora de novelas)

46 - WALCYR CARRASCO (autor de novelas)

47 - LEONA CAVALLI (atriz)

48 - AZIZ BAJUR (dramaturgo)

49 - FÁTIMA FREIRE (atriz)

50 - VIVIAN DE OLIVEIRA (autora de novelas)

51 - JÉFFERSON BALBINO (blogueiro)

52 - SILVIO DE ABREU (autor de novelas)

53 - PEDRO NESCHLING (ator)

54 - JORGE BRASIL (jornalista)

55 - NORMA BLUM (atriz)

56 - DENISE DEL VECCHIO (atriz)

57 - RODRIGO ANDRADE (ator)

58 - LUCINHA LINS (atriz)

59 - CLAUDIO LINS (ator)

60 - NARJARA TURETTA (atriz)

61 - CLAUDINO MAYER (escritor/pesquisador em teledramaturgia)

62 - ANDRÉ FRATESCHI (ator)

63 - TUNA DWEK (atriz/escritora)

64 - TÂNIA BONDEZAN (atriz)

65 - GERALDO CARNEIRO (autor de novelas)

66 - ROSAMARIA MURTINHO (atriz)

67 - VINCENT VILLARI (autor de novelas)

68 - TÁSSIA CAMARGO (atriz)

69 - YVES DUMONT (autor de novelas)

70 - ANDRÉ DI MAURO (ator)

71 - HERSCH W. BASBAUM (escritor e dramaturgo)

72 - ELIANA GUTTMAN (atriz)

73 - RENATO MODESTO (ator, escritor, dramaturgo e novelista)

74 - FAFY SIQUEIRA (atriz, cantora, humorista e compositora)

75 - CACÁ DIEGUES (cineasta)

76 - CLARISSE ABUJAMRA (atriz)

77 - BLOTA FILHO (ator)

78 - MÁRCIO KIELING (ator)

79 - REJANE ARRUDA (atriz e Doutoranda em Artes Cênicas

80 - LUCIANA BRAGA (atriz)

81 - JÚLIO FISCHER (novelista e dramaturgo)

82 - ELIZABETH JHIN (autora de novelas)

83 - NEUSA MARIA FARO (atriz)

84 - AGUINALDO SILVA (autor de novelas)

 

HISTÓRIAS DE NOVELISTAS

 

LAURO CÉSAR MUNIZ

 

SESSÃO ESPECIAL

 

Aniversário da autora MARIA ADELAIDE AMARAL

Jéfferson Balbino conversa com o ator LIMA DUARTE

Jéfferson Balbino conversa com a atriz REGINA DUARTE

CHIQUINHA GONZAGA

 

Fale com o NO MUNDO DOS FAMOSOS

 

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jefferson.balbino@nomundodosfamosos.com.br



Escrito por jéfferson às 23h19
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Entrevista Especial: JOÃO VITTI

SEMANA QUE VEM...

Meu Entrevistado Especial é o ator JOÃO VITTI

da minissérie REI DAVI

Aguardem!



Escrito por jéfferson às 23h11
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