100ª Entrevista Especial com MAURO MENDONÇA

 

Photobucket 

 

Enfim chegamos à “CENTÉSIMA ENTREVISTA ESPECIAL” do site “NO MUNDO DOS FAMOSOS” e pra comemorar essa admirável conquista trazemos aos nossos leitores um ilustríssimo entrevistado. Ele é um dos maiores e melhores atores de todos os tempos do Brasil. Um grande ícone, com mais de 50 anos de carreira, esse ‘monstro sagrado’ da (tele)dramaturgia brasileira já povoou nosso imaginário com marcantes e inesquecíveis personagens que até hoje habitam em nossa memória afetiva, ele já foi mocinho, bandido, coronel, vilão, senador, enfim, já deu vida aos mais variados tipos de personagens. E, acima de tudo isso, é humilde, simpático, receptivo – adjetivos raros nesse estrelato mundo dos famosos, onde há mais artistas com ataques de estrelismo do que com senso de humanidade. Esse talentoso ator que eu entrevisto construiu não somente uma belíssima trajetória profissional, mas também um verdadeiro clã artístico, já que é casado com a nossa musa, a Rosamaria Murtinho, e pai do diretor Mauro Mendonça Filho, do ator Rodrigo Mendonça e do produtor musical João Paulo Mendonça. Atualmente, o nosso entrevistado vem dando um show de interpretação como o Manoel das Onças no remake da novela “Gabriela”. Excepcionalmente nessa entrevista, não sou eu quem vai apresentar o nosso entrevistado, mas sim a nossa querida autora Maria Adelaide Amaral, que assim como eu tem uma imensurável admiração por ele...  Adelaíde, quem é o nosso centésimo entrevistado?

“É o Mauro Mendonça... Jéfferson, como todo mundo sabe, o Mauro Mendonça é um grande ator. Mas, para mim é muito mais, como dizem os franceses, é meu ‘porte-bonheur’, ou seja, uma espécie de amuleto da sorte. Onde ele entra não tem erro. É sucesso, foi assim no teatro (com a peça “Intensa Magia”) e tem sido assim na televisão (“Anjo Mau”, “A Muralha” e “Ti Ti Ti”). Longa vida ao Maurão!”

(Maria Adelaíde Amaral)

 

Photobucket 


“O que eu acho fantástico do ator, é que ao você incorporar várias personalidades, de vários personagens você acaba enriquecendo a sua...”

(Mauro Mendonça)

 



Escrito por jéfferson às 13h15
- Comente aqui


Deixe o seu comentário.





100ª Entrevista Especial com MAURO MENDONÇA

 

 

Photobucket

 

Jéfferson Balbino: Mauro, você nasceu Ubá (Minas Gerais) e veio para o Rio de Janeiro pra prestar vestibular de Direito, porém, acabou descobrindo a carreira de ator. Sua família apoio essa sua decisão?

Mauro Mendonça: Não, eu vim pro Rio de Janeiro, com a família, quando eu tinha 15 anos, então não foi propriamente pra prestar vestibular, só depois com quase 20 anos que eu entrei numa escola de Teatro e também estava me preparando para o vestibular de Direito, daí falei: ‘Ah meu pai era advogado, eu não vou querer ser advogado, eu vou é ser ator’. Então com vinte e poucos anos eu entrei numa escola de teatro.

Jéfferson Balbino: Mas a sua família apoiou essa sua decisão de trocar a carreira advocatícia pela artística?

Mauro Mendonça: Todos olharam de banda, porque existia muito preconceito em relação aos atores, naquela época ator era boêmio, vagabundo ou viado (risos), naquela época a palavra gay não exista, homossexual era usada pouco, então era viado mesmo (risos).

Jéfferson Balbino: Então naquela época o homem que almeja ser ator enfrentava um grande preconceito por parte da sociedade?

Mauro Mendonça: Ah sim, era muito discriminado...

Jéfferson Balbino: Sua estreia em novelas ocorreu em “Corações em Conflito” (TV Excelsior/1963). Como foi essa primeira experiência?

Mauro Mendonça: Naquela época a televisão Excelsior tinha como chefe o clã Simonsen, sendo o Mario Simonsen, que botava a televisão a seu serviço, então ele investiu muito na Excelsior, e ela tinha ainda o Edson Leite e o Roberto Saad, e o Edson Leite que estava namorando uma argentina, e aí ele trouxe de lá Edgar Borba e câmeras que trabalhavam de terno e por outro lado a TV Excelsior tinha o Paulinho, então era uma potencia, mas aí como o Mario Simonsen era dono, e dizem, acho que está até no livro do Saulo Ramos, dizem que foi Berta Vaiguen que na época denunciou falando que Mario Simonsen era contrabandista de café, aí ele se mudou para a Europa, porque era na época da Revolução, e antes que acontecesse alguma coisa ele se mudou pra lá, aí o filho dele que jogava bola na Argentina, ficou responsável pela televisão, mas aí foi o começo da falência da TV Excelsior.

Jéfferson Balbino: Ainda na TV Excelsior, você participou nas novelas: “Ambição” (1964), “Uma Sombra em Minha Vida” (1964), “Os Fantoches” (1967), “A Muralha” (1968) e em “Sangue do Meu Sangue” (1969). O que você destacaria da sua passagem na teledramaturgia dessa extinta emissora?

Mauro Mendonça: Nós tínhamos lá um bom Teatro, chamado Teatro 63, onde eu já tinha feito parte no começo, fazendo o TeleTeatro 9, que tinha a Nathália Timberg e a Cleyde Yáconis, Leonardo Villar e eu, como os principais, e a direção era de Adhemar Guerra e Flávio Rangel, então fizemos os teleteatros e tal... Depois fizemos o Teatro 63 que foi uma inovação do Túlio de Lemos e do Walter George Durst, e eles faziam uma pesquisa e escolhiam uma figura, seja ela professor, advogado, médico..., e escolheram um pai de santo de terreiro de candomblé (risos) e eu tive que fazer o perfil desse cara, e ele dava entrevista e tal, particular primeiro para os produtores e depois passava na televisão e já era um programa, e depois botava o ator que ia representá-lo no Teatro 63, essa foi uma experiência muito interessante. E era tudo ao vivo, e de repente chegou o vídeo-tape, mas aconteceu um episodio muito engraçado, onde eu estava fazendo uma história de caiçaras e o Juca de Oliveira era um, a Cleyde Yáconis era outra e eu também, e naquele tempo, a televisão era iluminada com uma lâmpada enorme, não tinham essa lâmpadas modernas e econômicas que tem hoje em dia, e então nós estávamos conversando, nós três, os três caboclos e de repente uma lâmpada estoura e começa cair tudo em cima da gente e daí não tinha como escapar daquilo, pois não tinha vídeo-tape, e era teatro ao vivo, e aí houve um silencio absolutamente estuperfático de nós três, e ai de repente a Cleyde Yáconis fala assim: ‘Mas como eu tava dizendo...’ (risos) O Juca [de Olivera] disse: ‘O quê?’, e eu fui pra janela, (risos) porque era um negócio que não tinha concerto, ou a gente ia em frente, e foi o que depois nós fizemos, aí os câmeras e o diretor cortava pra alguma coisa e a gente prosseguia , enfim esse era o Tele Teatro daquela época, mas depois chegou o vídeo-tape, as fitas já eram cortadas e emendadas, depois que foi aperfeiçoando, e chegou outro processo chamado kill, que volta e liga automaticamente, mas naquele tempo as fitas eram cortadas, e esse Teatro 63 foi muito interessante, fizemos personagens incríveis...

Photobucket

Jéfferson Balbino: Mas, o Mauro e em relação às novelas que você atuou na TV Excelsior também tem uma parte especial na sua memória afetiva?

Mauro Mendonça: Não, porque eu não estava nada feliz com a minha carreira, e a partir de 1964, quando eu voltei da Bahia, eu comecei a emagrecer e eu não estava legal não...

Jéfferson Balbino: Mas, mesmo assim você fez várias novelas na TV Excelsior né?

Mauro Mendonça: Sim, eu até cheguei a dirigir uma novela lá.

Photobucket

Jéfferson Balbino: Então entre as novelas que você fez lá estão: “Corações em Conflito”, “Ambição”, “Uma Sombra em Minha Vida”, “Os Fantoches”, “A Muralha” e em “Sangue do Meu Sangue”...

Mauro Mendonça: Ah “A Muralha” foi num momento muito especial, aí eu já estava bem e recuperado meu estado físico e psíquico, e até então os estúdios da Excelsior era lá na Vera Cruz, a gente gravava lá, mas na teledramaturgia da Excelsior eu não fiz boa coisa não, quem fez boa coisa lá foi a Rosamaria [Murtinho] que fez a novela “A Moça que Veio de Longe”. Na novela “Ambição”o Dionísio Azevedo dirigia, e falou no Jornal do Calil Filho, onde ele disse: ‘Nós gostaríamos de convidar o público, para a gravação de uma cena final na Igreja da Consolação e quem quiser aparecer lá pra participar da gravação estão convidados...’. Jéfferson, a Igreja lotou, chegaram a quebrar objetos da Igreja da Consolação, foi um negócio de doido (risos). Aí nós tivemos que sair de lá dentro de uma rádio patrulha pra Nestor Peçanha, aí o povão foi todo pra lá, e nós todos demos uma passadinha lá naquele terracinho coberto que tinha lá, e passamos por uma porta e fomos até a janela e vimos àquela multidão e foi aí que alguém disse: ‘Essa novela tá muito boa pra acontecer tudo isso’, então foi aí que o pessoal descobriu a enorme audiência dessa novela e o quanto o público estava adorando e naquele tempo às novelas só duravam 40, 45 capítulos... Só depois com a novela “Redenção” do Francisco Cuôco que teve um número maior de capítulos, mas até então tinham no máximo 50.

Jéfferson Balbino: Imagina se fosse hoje em dia, o que o povo não ia fazer com a Igreja né Mauro (risos)?

Mauro Mendonça: (risos) Pois é...

Jéfferson Balbino: Em Outubro/2011 eu entrevistei a sua esposa, a nossa querida Rosamaria Murtinho que me contou que vocês se conheceram no TBC (Teatro Brasileiro de Comédia). Que lembranças você tem dessa época em que você conquistou a Rosinha nos bastidores do Teatro (risos)?

Mauro Mendonça: (risos) É que nós batemos o olho e foi uma beijação na coxia... Quando eu cheguei de São Paulo eu estava muito consciente da minha responsabilidade, já tinha feito uma escola de teatro, já tinha feito muito teatro amador porque a escola era a cabine de emprego, então o TBC me contratou e com isso, a Maria José de Carvalho que era uma professora de voz, e eu comecei a trabalhar com ela, fazendo o curso e tal, e de repente eu descobri que eu tinha um vozeirão, e o Emilio Vocal, o secretário do TBC me falou, mas o curioso desse negócio é que tinha o maquinista da Velha Guarda daquela época, chamado Hans Pensato, falou pra mim: [imitando] ‘Seu Mauro, eu gostaria de fazer uma observação pro senhor. O senhor se importa?’, eu falei: ‘Não, pode fazer!’. [imitando] ‘Sabe o que acontece, quando o senhor tá fazendo, a Rua São Luis, 27, 8º andar, eu vinha todo dia aqui na coxia, pra dar umas boas risadas, porque o senhor fazia um personagem muito engraçado. Agora não, o senhor vai me desculpar, mas agora o senhor tá fazendo todo engomado’, e eu fiquei impressionado com essa observação dele, então eu cheguei lá no secretário do TBC, que era o Armando Pascoal, e falei: ‘Oh Armando, o Hans Pensato e falou uma  coisa...’ e ele:’É sim Mauro, você está com delírio vocal’, porque de repente eu descobri que tinha um vozeirão, e eu fiquei entusiasmadíssimo com a minha voz, que é o que o outro chamou de delírio vocal (risos), mas o Hans Pensato disse [imitando]: ‘Você tá falando tudo embolado’ é muito engraçado, e ele era descendente de italiano, era do Brás... Por falar em Brás, eu morei num outro bairro bem popular de São Paulo, chamado Bexiga.

Jéfferson Balbino: Você morou em São Paulo, antes de vim pro Rio?

Mauro Mendonça: Eu casei e fui morar em São Paulo...

Photobucket

Jéfferson Balbino: Mas recapitulando a pergunta inicial, quando você viu a Rosinha (Rosamaria Murtinho) no TBC, já surgiu uma paixão a primeira vista por ela?

Mauro Mendonça: Ah a gente já se amarrou um ao outro.

Jéfferson Balbino: E como é a sua rotina quando esta gravando novela?

Mauro Mendonça: Ah depende, essa semana, por exemplo, está duríssima pra mim, eu gravei segunda, terça, quarta, quinta e ainda vou gravar sexta e sábado. Isso não está sendo fácil, mas não é sempre assim não, pois depende muito do personagem e esse personagem que eu estou fazendo em “Gabriela”, o Manoel das Onças, estão gostando muito dele, então o autor está dando corda pra mim, e as pessoas estão me fazendo bons comentários, estão gostando da novela, gostando de mim, mas quando a gente tem que gravar segunda, terça, quarta, quinta, sexta e sábado, daí foge um pouco da normalidade, porque o normal é quando a gente grava três dias, quatro dias, e eu não sei porque nessa eu estou gravando tanto assim (risos), talvez seja porque o Antônio Fagundes, está fazendo teatro em São Paulo, e daí tem que fazer tudo num só dia as cenas dele, e a gente tem que preencher a semana fazendo o trabalho da gente, eu acho que é isso.

 



Escrito por jéfferson às 13h11
- Comente aqui


Deixe o seu comentário.





100ª Entrevista Especial com MAURO MENDONÇA

 

Photobucket

 

Jéfferson Balbino: Você estreou nas novelas da Globo na trama “Carinhoso” (1973), escrita pelo autor Lauro César Muniz, ainda com ele você trabalhou em “Espelho Mágico” (1977). O que você ressaltaria do texto do nosso querido autor Lauro César Muniz?

Mauro Mendonça: É, em “Carinhoso” eu fiz uma participação. Ah eu gostava muito do texto do Lauro César Muniz, com quem também fizemos uma peça que foi “Direito a Volver”, que fez a gente viajar o Brasil inteiro praticamente, só não fomos aos territórios: Acre, Amapá, Rondônia e outro que eu esqueci (risos). O Lauro César Muniz realmente é um escritor muito talentoso, o texto era muito gostoso, eu fazia o Senador João Carioba, que era algo histórico, a peça era muito boa, era encenada quinta, sexta e sábado às cinco horas da tarde, porque o Teatro em que estávamos descobriu que a noite poderíamos fazer uma peça e a tarde outra, e a peça agradou muito e estava dando bom público nesse horário inusitado e depois acabou a outra peça, e nós fomos encená-la a noite, e fizemos uma excelente temporada, depois viajamos pelo Brasil do Espírito Santo à Amazonas, depois Belém, Brasília, depois o sul de Minas [Gerais], Juiz de Fora, e depois fomos ao Sul, eu só não viajei o interior de São Paulo, porque o pessoal já tinha feito lá o “Direito a Volver”. Mas voltando a falar de novelas, achei o “Espelho Mágico” uma coisa muito interessante, principalmente porque eu acho que fiquei com cara de gostoso (risos), porque eu era casado com a Rosamaria [Murtinho] e na novela eu era casado com a Pepita Rodrigues, e a minha amante era a Vera Fischer (risos).

Jéfferson Balbino: (risos) Mauro, você não queria mais nada né?

Mauro Mendonça: (risos) Eu estava fazendo ‘o bom’. E aí Jéfferson, um dia a atriz que fazia aquele filme “Emmanuelle”, foi um filme que foi um escândalo, ela foi lá na televisão, mas quando eu vi aquela francesinha perto daqueles mulherões que tinham na novela, eu fiquei até com pena dela, porque ela sumia perto delas, parecia um pedacinho de queijo, branquinha... E as da novela eram aquelas meninas coradas, saudáveis... E “Espelho Mágico” é também uma experiência interessante de uma história de um teatro dentro de uma novela, lá tinha um teleteatro dentro da novela, foi uma experiência muito curiosa. Outra experiência curiosa foi à novela “O Rebu”, onde o talentoso do Braúlio Pedroso, que fez a novela toda se passar em apenas um dia, numa festa, era uma inovação. Às vezes tinha alguns flashbacks, e no final da novela quando chegava ao final do dia, é que era descoberto quem foi o assassino.

Jéfferson Balbino: Qual foi sua fonte de inspiração pra interpretar o engraçado Donatello, seu personagem na novela “O Espigão” (TV Globo/1974)?

Mauro Mendonça: Foi o Dias Gomes que escreveu esse personagem, e eu passava muito reveillon’s na casa dele e da Janete Clair, e uma vez lá eu soltei a voz, disse que estudei canto e tal, aí ele escreveu essa novela que eu namorava a Suzana Vieira, que era irmã do [Carlos Eduardo] Dolabella, que era irmã do Ary Fontoura, e era muito engraçada (risos) porque tinha um negócio de cabelo, aí quando nossos personagens começaram a namorar que eu beijava ela, ela desmaiava, aí nossos personagens se casam, e daí a toda hora ela queria abraço, beijo e sexo, e aí meu personagem, o Donatello, foi ficando magro e cheio de olheiras, e uma coisa interessante que o Dias inventou foi que quando o Donatello ia pra cama com a Tina [personagem da atriz Suzana Vieira], ele dava um gemido meio cantarolado, um agudo (risos), aí todo mundo sabia que ele estava tendo um orgasmo, e eu passava na rua, e o povo falava: ‘Ô Mendonça, me ensina esse nó de peito aí?!’ (risos), essa é outra história interessante...

Photobucket

Jéfferson Balbino: No final da década de 1980 você participou de duas novelas de enorme sucesso da teledramaturgia brasileira que foram: “Dancin’ Days” (TV Globo/1978) e “Feijão Maravilha” (TV Globo/1979). Na época, como foi à repercussão do seu trabalho nessas tramas?

Mauro Mendonça: Jéfferson, a novela “Dancin’ Days” foi uma experiência maravilhosa, onde era pra mim fazer uma participação de apenas uma semana e eu acabei ficando três meses, o personagem agradou muito. E foi nessa novela que surgiu aquela então menina que era a nossa vizinha lá no Brookiling em São Paulo, a Glória Pires, que foi lançada, nessa novela também tinha o [Antônio] Fagundes que estava vindo da Excelsior. E “Feijão Maravilha” foi outra coisa maravilhosa, e foi nessa novela que estava começando o Paulo Ubiratan...

Jéfferson Balbino: O diretor Paulo Ubiratan era muito rígido com os atores, conforme reza a lenda?

Mauro Mendonça: Acho que não, pois eu me dava muito bem com ele... E depois ele fez uma cirurgia pra por pontes de safena e ele falava brincando: ‘Essa ponte tem o nome de Carlos Eduardo Dolabella, essa outra tem o nome de Tônia Carrero...’ (risos).

Photobucket

Jéfferson Balbino: Além de “Dancin’ Days”, você atuou em mais 3 novelas do Gilberto Braga que foram: “Água Viva” (TV Globo/1980), “Brilhante” (TV Globo/1981) e “Louco Amor” (TV Globo/1983). Como foi participar dessas tramas?

Mauro Mendonça: Ah eu gostei muito de “Água Viva”, onde eu fazia um vigarista que era muito engraçado, e em “Louco Amor”, era outra novela que eu fui convidado pra fazer uma semana e acabei ficando e de repente o autor foi me dando corda, mas meu personagem tinha que morrer, então ele foi salvar o neto dele em cima do telhado e caiu e levou um tombo e morreu, foi uma coisa muito impressionante, e o meu personagem era embaixador que usava um cachimbo, eu até ia fazer “Invicta”, e parei de fumar cigarro, e adotei o cachimbo, por causa desse personagem, e depois também adotei na vida real, o personagem me emprestou essa experiência, o que eu acho engraçado...

Photobucket

Jéfferson Balbino: Ou seja, a vida imitando a arte né (risos)?

Mauro Mendonça: (risos) Pois é, e isso eu acho fantástico do ator, que é ao você incorporar varias personalidades de vários personagens você acaba enriquecendo a sua, o que é muito interessante.

Jéfferson Balbino: Certa vez li uma entrevista sua onde você dizia que foi muito feliz fazendo os textos do Gilberto. Porém, desde a década de 1980 que você não trabalha com esse conceituado novelista. Tem vontade trabalhar numa novela dele novamente?

Mauro Mendonça: Eu gostei muito, gosto muito do Gilberto Braga, mas acontece que naquela época eu era bonitinho, mais jovem, e agora eu to mais coroa né? (risos).

Jéfferson Balbino: Mas você tá um coroa impecável e ainda com muito talento...

Mauro Mendonça: Quem sabe de repente ele faz uma novela e me chama, eu me dou muito bem com o Gilberto Braga. Admiro muito ele, já fiz muita coisa dele e quem sabe um dia a gente volta a trabalhar.

 



Escrito por jéfferson às 13h05
- Comente aqui


Deixe o seu comentário.





100ª Entrevista Especial com MAURO MENDONÇA

 

Photobucket

 

 

Jéfferson Balbino: Por falar em novelista, você também atuou em muitas novelas da saudosa Ivani Ribeiro, como por exemplo, em “A Gata Comeu” (TV Globo/1985). Já entrevistei muitos atores que trabalharam com ela, e todos me disseram não ter contato com ela, talvez por ela ser uma pessoa reserva ou por naquela época os autores de novelas não serem tão badalados como atualmente. Gostaria de saber se você teve algum contato mais próximo com a Ivani? Como era ela nos bastidores?

 

Mauro Mendonça: Ah tive... Ah Ivani Ribeiro era uma pessoa muito encantadora, eu e Rosa fomos muitas vezes lá almoçar na casa dela lá em São Paulo, ela era uma pessoa adorável, e como autora era excelente, e muito experiente, ela fez muitas novelas de rádio, então depois algumas ela trouxe a adaptou pra televisão, e eu fiz muita coisa boa com ela Jéfferson... Fiz “A Muralha” onde eu tinha 37 anos e fazia um personagem com 70 anos, daí eu tinha que por peruca e barba postiça, e fiz Dom Braz Olinto, e o maquiador era muito bom tanto que um dia eu olhei no espelho e eu fiquei surpreso com a imagem desse bandeirante que agradou a todos. lembro que na época que eu fazia essa novela uma criança veio chorando até mim, porque não se conformava que o Dom Braz tinha morrido, então a mãe da criança trouxe ele até mim pra mostrar que eu não morri, e que tudo aquilo era uma história e eu tava era muito vivo, daí o menino parou de chorar, e ele viu que aquilo lá era uma ficção e não era a realidade.

Jéfferson Balbino: O interessante de “A Muralha”, é que em 2000 você reviveu o Dom Braz Olinto na minissérie da nossa querida Maria Adelaide Amaral, né?

Mauro Mendonça: Jéfferson, meu amigo, foi maravilhoso... Porque aí eu usei a minha barba, coloquei um aplique no cabelo, já podia usar o meu cabelo branquinho, um fato interessante é que os índios eram índios de verdade, xavantes lá de Goiás, foi muito legal, muito bacana, só que o engraçado é que um dia um deles chegou até mim e me disse: ‘Eu gostei dessa sua bolsa’, e queria que eu desse a ele a minha bolsa, daí eu fui e comprei outra bolsa parecida com a minha e dei pra ele, nessa minissérie também tive de novo com a minha ‘filha’ predileta, a atriz Alessandra Negrini, que também viveu a minha filha na novela “Anjo Mau” e que fez muito bem a minissérie, enfim todos estavam bem, o Tarcísio [Meira], enfim todos, foi uma minissérie que agradou, lembro que um dia eu chegando em casa, um cara me parou e me disse: ‘Oh seu Mendonça, pelo amor de Deus, o senhor faz eu dormir todo dia tarde pra ver a minissérie, e eu acordo todo dia as cinco da manhã’ (risos), o pessoal adorava essa minissérie que fez muito sucesso.

Photobucket

Jéfferson Balbino: Como todos os trabalhos que você faz, como por exemplo, o Horácio Penteado da novela “A Gata Comeu”. O que você nos conta desse trabalho?

 

Mauro Mendonça: Eu fiquei besta de ver o sucesso que essa novela fez, era uma coisa incrível, e tinha muitas crianças talentosas no elenco, como o Danton Mello que hoje já está um rapagão e que depois de muitos anos fez o meu filho na novela “Cabocla”.

 

Jéfferson Balbino: Em “A Gata Comeu” você gravavam numa ilha de verdade né?

 

Mauro Mendonça: Nós íamos até Águas Lindas, que era uma praia maravilhosa, que fica em Itacuruçá.

 

Jéfferson Balbino: Era no estado do Rio de Janeiro mesmo?

 

Mauro Mendonça: Sim Jéfferson, fica no estado do Rio.

 

Photobucket


 

Jéfferson Balbino: Como muitos críticos alegam você acha que a novela brasileira precisa ser renovada?

 

Mauro Mendonça: Meu amigo, enquanto tiver dando audiência ninguém vai mudar muito.

Jéfferson Balbino: Você também atuou em várias minisséries como: “Moinhos do Vento” (1983), “República” (TV Globo/1989), “A, E, O, Urca” (TV Globo/1990), “Tereza Batista” (TV Globo/1992), “Incidente em Antares” (TV Globo/1994), “Engraçadinha...” (TV Globo/1995), “A Muralha” (TV Globo/2000), “O Quinto dos Infernos” (TV Globo/2002) e em “Um Só Coração” (TV Globo/2004). Para o ator, há alguma diferença entre interpretar numa novela e em uma minissérie?

Mauro Mendonça: Existe. Pois em minissérie você sabe que vai ter um tempo especifico e que vai acabar em determinado momento, diferente da novela, que está uma coisa cada vez mais longa durando duzentos e tantos capítulos.

Jéfferson Balbino: Novela longa chega até ser desgastante para o ator né?

Mauro Mendonça: Sim, todos os atores quando acabam de fazer uma novela querem mais é descansar. Eu quando acabar “Gabriela” quero mais é tirar férias... Eu, por exemplo, fiz a novela “A Favorita” e meu personagem morreu e já me escalaram para fazer “Paraíso”, aí quando terminei de fazer “Paraíso” me falaram assim: ‘E agora qual vai ser a próxima novela que você vai fazer?’, aí eu falei: ‘Agora eu quero mais é descansar e, eu tenho direito a um descanso (risos)’. Eu até brincava que eu tinha morrido em “A Favorita” e cheguei no “Paraíso” (risos).

Photobucket

Jéfferson Balbino: Além do Gilberto Braga e da Ivani Ribeiro você trabalhou em muitas novelas do saudoso autor Cassiano Gabus Mendes. Inclusive você atuou na última trama escrita pelo autor, a novela “O Mapa da Mina” (TV Globo/1993), inclusive na reta final dessa novela que o Cassiano veio a falecer. Como você reagiu ao receber a fatídica noticia da morte desse inesquecível novelista?

Mauro Mendonça: Ah todos nós ficamos muito tristes, porque ele era um ótimo autor, uma pessoa muito legal, que tinha sido diretor da TV Tupi, dos Diários Associados, os filhos dele [os atores Tato e Cássio Gabus Mendes] eram muito queridos por todos... Então foi um acontecimento muito triste.

Jéfferson Balbino: Foi uma grande perda pra teledramaturgia brasileira a morte desse grande autor...

Mauro Mendonça: Sim, foi uma grande perda a morte dele. Ele conhecia alguns segredinhos da televisão, bons ganchos, ele era um homem de estiva. 

 



Escrito por jéfferson às 12h56
- Comente aqui


Deixe o seu comentário.





100ª Entrevista Especial com MAURO MENDONÇA

 

Photobucket

 

Jéfferson Balbino: Tem um personagem seu que eu gosto muito, inclusive o considero uma espécie de meu parente já que tem o mesmo sobrenome que eu, que é o José Balbino da novela “Anjo de Mim” (TV Globo/1996) (risos). Que recordações você tem desse marcante personagem?

Mauro Mendonça: (risos) Foi um ótimo personagem, ainda mais sendo ‘meio’ parente do Jéfferson Balbino (risos).

Jéfferson Balbino: Qual foi a sensação ao ser premiado como Melhor Ator Coadjuvante pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) pelo seu primoroso trabalho na novela “Anjo Mau” (TV Globo/1997)?

Mauro Mendonça: Foi graças a Maria Adelaide [Amaral] que me deu o Ruy Novaes, que era 171. Mas esse prêmio me pegou de surpresa, e foi uma surpresa muito agradável, acho que foi um dos primeiros prêmios que recebi pela minha atuação na TV. Também teve outro prêmio que ganhei do governador do Estado que eu achei que muito bacana, que foi pelo Theodoro, o personagem que eu fiz no filme “Dona Flor e Seus Dois Maridos”. Eu também já tinha ganhando no Rio e em São Paulo, daí ganhei o Air France que era o Molière do Cinema, mas ai eu toquei o ‘barco’ não fiquei me encantando.

Jéfferson Balbino: Já falando em prêmios, no Teatro, você conquistou dois prêmios Shell de Melhor Ator por sua atuação no espetáculo “Intensa Magia” (1995) da dramaturga Maria Adelaide Amaral. A que você atribui o seu sucesso nessa peça?

Mauro Mendonça: Ah mais nessa peça eu fiz um personagem muito bom, ela se inspirou muito no pai dela, e uma vez ela me disse que se inspirou no pai dela... E modéstia a parte eu fiz um trabalho muito bom.

Photobucket

Jéfferson Balbino: Pra você que tem mais de 50 novelas no currículo, mais de 50 anos de carreira, o que você acredita ser a sua maior contribuição no oficio?

Mauro Mendonça: Nós todos, de certa forma, que fomos os renovadores do Teatro e da TV. Eu me inspirei muito quando eu fui ver “Santa Marta Fabril S/A” que eu fiquei muito encantado com o Teatro, foi ai que eu decidi que queria ser ator, mas um pouco antes eu já tinha visto Olga Garrido e me impressionei, e depois fui ver o “Obrigado pelo Amor de Vocês”, do Rodolfo Mayer, André Vion e Dulce Mayer e falei: ‘Quero isso pra mim também... ’, mas foi ao ver “Santa Marta Fabril S/A” que definidamente decidi que queria ser ator. O Abílio Pereira de Almeida era um homem que tinha muita inteligência e que conhecia bem a alta sociedade paulistana, mas em toda peça dele, ele tinha uma frase que era a cara dele que diz assim: ‘O essencial é não perder o bom humor.’, em toda peça dele tinha essa frase.

Jéfferson Balbino: Você já atuou em vários remakes como em “A Gata Comeu”, “Cabocla” (TV Globo/2004), “O Profeta” (TV Globo/2006), “Paraíso” (TV Globo/2009), “Ti Ti Ti” (TV Globo/2010) e atualmente em “Gabriela” (2012). Como você se prepara pra compor um personagem de remake? Chega a assistir a versão original da trama ou não?

Mauro Mendonça: Não. Em nenhuma dessas novelas eu assisti a versão original porque eu tenho como slogan: ‘Sou pago pra trabalhar, e não pago pra assistir’.

Photobucket

Jéfferson Balbino: Como surgiu o convite pra você interpretar o Gonçalo Fontini na novela “A Favorita” (TV Globo/2008)?

Mauro Mendonça: Eu depois que terminei minha participação em “A Favorita”, que as pessoas vieram comentar sobre meu trabalho nessa novela, inclusive o Sérgio Britto (que Deus o tenha) chegou pra mim e me disse que eu era o melhor da novela, depois eu fui medir a repercussão do Gonçalo Fontini teve e eu fiquei realmente muito feliz, e foi aí que eu brinquei que em “A Favorita” meu personagem morre e vai direto para o “Paraíso” (risos). Mas eu não estava aferindo bem a repercussão que estava acontecendo, só fui saber quando o Sérgio Britto falou e quando o pessoal da Globo fez uma pesquisa de opinião com os telespectadores da novela e ai me mostraram.

Jéfferson Balbino: (risos) Muito boa essa... E foi o próprio autor da novela que o convidou pra fazer esse personagem inesquecível?

Mauro Mendonça: Geralmente agora, os autores estão dando muita opinião na escalação do elenco, estão mandando, porque não é fácil pegar um bom autor. O João Emanuel Carneiro está agora escrevendo “Avenida Brasil” e em “A Favorita” eu acho que ele foi muito com minha cara a ponto de me escolher pra interpretar esse papel.

Jéfferson Balbino: E foi você ou a Rosinha que motivou seus filhos a seguirem a carreira artística?

Mauro Mendonça: Jéfferson, quando estávamos fazendo teatro, a gente sempre levava os meninos que ficavam na coxia, então eles devem ter sido picados pelo ‘bichinho’ do teatro (risos). O João Paulo é produtor musical, o Rodrigo é ator, e o Maurinho é diretor e eu tenho muito orgulho de dizer isso porque todos os colegas de profissão chegam até a gente pra elogiá-los. E eu fico muito feliz quando eu vejo o progresso deles.

Photobucket

Jéfferson Balbino: E como está sendo a sensação de ser dirigido por se filho Maurinho (Mauro Mendonça Filho) na novela “Gabriela”?

Mauro Mendonça: É muito engraçado, ele fala: ‘O papai você vai fazer assim e tal...’, chega a ser muito curioso.

Jéfferson Balbino: E a Rosinha também foi dirigida pelo Maurinho no remake da novela “O Astro” (TV Globo/2011)...

Mauro Mendonça: Verdade...

Photobucket

Jéfferson Balbino: Já li também em uma entrevista sua, que o Theodoro do filme “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976) foi seu grande personagem. Em sua opinião, qual foi a maior contribuição desse filme pra história do Cinema Brasileiro?

Mauro Mendonça: Meu amigo, esse filme foi um ápice pro Cinema brasileiro, e ficou muito tempo como o recordista de bilheteria do cinema nacional, e só foi superado agora pelo filme “Tropa de Elite”, que agora é a maior bilheteria, mas durante muito tempo ficou sendo o “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, e muitos diretores elogiaram muito o filme, inclusive o Robert de Niro quando veio no Brasil, falaram pra ele que eu tinha feito esse filme, e ele veio me falar que gostou muito, o Hugo Tonaghi, que é italiano, também, enfim ouvi opiniões ótimas, o Stanley Donnes veio aqui no Brasil e me convidou pra fazer um filme dele, então “Dona Flor e Seus Dois Maridos” levou o Brasil para o mundo.

Photobucket

Jéfferson Balbino: Como foi contracenar com a grande Fernanda Montenegro na primeira fase da novela “Passione” (TV Globo/2010)?

Mauro Mendonça: Ah eu me dou muito bem com a Fernanda [Montenegro], nós também fizemos juntos a primeira “A Muralha” e nós aprendemos a nos tratar por ‘véio’ e ‘véia’ (risos), muito curioso isso porque eu tenho uma admiração muito grande por ela, e um carinho muito grande e eu acho que a recíproca é verdadeira.

 



Escrito por jéfferson às 12h47
- Comente aqui


Deixe o seu comentário.





100ª Entrevista Especial com MAURO MENDONÇA

 

Photobucket

 

Jéfferson Balbino: Qual foi o trabalho que a Rosinha fez que você mais gostou?

Mauro Mendonça: Pra mim foi o trabalho dela na novela “A Moça que Veio de Longe” que foi onde ela conseguiu reunir o povão de Santos, que foi tão grande como no comício do Luiz Carlos Prestes e do Getúlio [Vargas] lá em Santos.

Jéfferson Balbino: Ainda há algum tipo de personagem que você não tenha feito ao longo de sua carreira e que você queira interpretar?

Mauro Mendonça: Eu quando estudei com Maria Célia de Carvalho eu fiz depois um curso patrocinado por ela, onde eu realmente eu vi que eu era ator porque eu estava estudando Stanislavski, eu tive uma emoção muito grande, porque ela dava um texto e queria que a gente dividisse a interpretação, e foi um infante quando eu recebi a noticia da morte da Inês de Castro e começava assim: [cantarolando] ‘E o que eu direi, e o que farei...’, então eu fazia com aquela respiração e pensava que não esta legal, daí eu decidi soltar a emoção e deixar a emoção vim e não me importei com a maneira que iria sair, e daí de repente eu fazendo o negócio eu senti uma energia fantástica, e senti que as pessoas estavam gostando, e o Boal, o Zé Renato e o Dionísio, subiram lá pra ver o que estava acontecendo e foi essa uma grande experiência da minha vida onde eu amadureci, e quando eu fui falar com a Maria José de Carvalho ela estava chorando, tinha o Milton Ribeiro que também estava assistindo o curso que a Maria José tava dando, enfim fazer o cangaceiro foi uma experiência muito bacana, mas tem outra história muito interessante que é uma vez quando eu morava no Bexiga e eu estava no meu quarto fazendo exercício vocal com o texto do Alexandre Herculano, “O Bobo”, que era assim: [interpretando] ‘A morte de Afonso VI, rei de Lion e Castela, quase no fim da primeira década do século XII...’ que eu ia fazer naquela semana, daí eu ouvi uma voz de lá de fora dizendo: [imitando] ‘Eu sou chofer de táxi, trabalho no...’, (risos) me surpreendi ao vê-lo falando com a mesma entonação que eu e achei curiosíssimo isso.

Photobucket

Jéfferson Balbino: O que você pode nos adiantar sobre o Manoel das Onças seu personagem na novela “Gabriela”? Quais são os rumos que seu personagem vai tomar?

Mauro Mendonça: Ah ele vai levar um fora, porque ela (?) diz que o ama e chega o marido dela com dois caras 171, e manda ele se preparar para morrer e ele se justifica dizendo que não a seduziu, porque ele tinha ido vender a safra de cacau dele, e quando a Anabela fala que ele tinha mentido e ele tem que dar tudo que tem na bolsa da venda da safra de cacau, mas depois sai muito feliz da vida porque ela mostrou que gosta dele, se colocando na frente, e daí ele percebe que realmente a menina gostava dele, e ele cai numa fria... (risos)

Jéfferson Balbino: Antes de finalizar: Quais foram as melhores novelas que você já assistiu?

Mauro Mendonça: Como eu lhe disse: ‘Eu sou pago pra fazer, e não pra assistir’. Eu raramente vejo TV, as únicas coisas que eu vejo na TV são: futebol, telejornal e documentários.

Jéfferson Balbino: Então você nunca acompanhou nenhuma novela?

Mauro Mendonça: Não. Nunca acompanhei...

Jéfferson Balbino: Mauro, essa nossa entrevista é mais que especial porque marca a CENTÉSIMA ENTREVISTA do meu site. E eu fico imensuravelmente feliz que tenha sido com você que é com todo respeito um grande e sagrado ‘monstro’ da dramaturgia brasileira. Muito obrigado por nos honrar com suas histórias e principalmente com esse seu talento inconfundível. Parabéns pela família maravilhosa que você tem, muito mais sucesso e felicidades pra você e pra querida Rosinha. Um grande abraço e muito obrigado!

Mauro Mendonça: Jéfferson, meu querido, muito obrigado, estou sempre as suas ordens e um abração pra você!

Photobucket


Entrevista Publica no dia 25/07/2012 em: www.nomundodosfamosos.com.br

 



Escrito por jéfferson às 12h42
- Comente aqui


Deixe o seu comentário.





Entrevista Especial - NO MUNDO DOS FAMOSOS

OUTRAS ENTREVISTAS

 

 

(por ordem de publicação no site)

 

1ª - NILSON XAVIER (escritor)

2ª - MARGARETH BOURY (autora de novelas)

3ª - REYNALDO BOURY (diretor de TV)

4ª - BABI XAVIER (atriz/apresentadora)

5ª - NÉLIO JÚNIOR (jornalista/repórter de TV)

6ª - MARCÍLIO MORAES (autor de novelas)

7ª - RICARDO LINHARES (autor de novelas)

8ª - ANA MARIA MORETZSOHN (autora de novelas)

9ª - DUCA RACHID (autora de novelas)

10ª - ADA CHASELIOV (atriz)

11ª - MAYRA DIAS GOMES (escritora)

12ª - THELMA GUEDES (autora de novelas)

13ª – ANDRÉ REBELLO (ator)

14ª – KADU MOLITERNO (ator)

15ª - MAURICIO MACHADO (ator)

16ª - LAURO CÉSAR MUNIZ (autor de novelas)

17ª - STELLA FREITAS (atriz)

18ª - ALCIDES NOGUEIRA (autor de novelas)

19ª - EDWIN LUISI (ator)

20ª - MAURO ALENCAR (Doutor em Teledramaturgia/escritor)

21ª - SOLANGE CASTRO NEVES (autora de novelas)

22ª - WALTHER NEGRÃO (autor de novelas)

23ª - BÁRBARA BRUNO (atriz)

24ª - RENATA DIAS GOMES (autora de novelas)

25ª - MATEUS CARRIERI (ator)

26ª - LETÍCIA DORNELLES (autora de novelas)

27ª - TAMARA TAXMAN (atriz)

28ª - AIMAR LABAKI (dramaturgo/autor de novelas)

29ª - LUCÉLIA SANTOS (atriz)

30ª - FÁBIO FABRÍCIO FABRETTI (escritor)

31ª - EDUARDO NASSIFE (escritor)

32ª - ROSANE GOFMAN (atriz)

33ª - CRISTIANNE FRIDMANN (autora de novelas)

34ª - RODRIGO PHAVANELLO (ator)

35ª - YOYA WURSCH (autora de novelas/roteirista)

36ª - INGRA LIBERATO (atriz)

37ª - JOÃO CAMARGO (ator)

38ª - GILBERTO BRAGA (autor de novelas)

39ª - DÉO GARCEZ (ator)

40ª - PATRÍCIA MORETZSOHN (autora de novelas)

41ª - BETH GOULART (atriz)

42ª - MANOEL CARLOS (autor de novelas)

43ª - VANESSA GOULARTT (atriz)

44ª - DENISE EMMER (escritora)

45ª - MARIA ADELAIDE AMARAL (autora de novelas)

46ª - WALCYR CARRASCO (autor de novelas)

47ª - LEONA CAVALLI (atriz)

48ª - AZIZ BAJUR (dramaturgo)

49ª - FÁTIMA FREIRE (atriz)

50ª - VIVIAN DE OLIVEIRA (autora de novelas)

51ª - JÉFFERSON BALBINO (blogueiro)

52ª - SILVIO DE ABREU (autor de novelas)

53ª - PEDRO NESCHLING (ator)

54ª - JORGE BRASIL (jornalista)

55ª - NORMA BLUM (atriz)

56ª - DENISE DEL VECCHIO (atriz)

57ª - RODRIGO ANDRADE (ator)

58ª - LUCINHA LINS (atriz)

59ª - CLAUDIO LINS (ator)

60ª - NARJARA TURETTA (atriz)

61ª - CLAUDINO MAYER (escritor/pesquisador em teledramaturgia)

62ª - ANDRÉ FRATESCHI (ator)

63ª - TUNA DWEK (atriz/escritora)

64ª - TÂNIA BONDEZAN (atriz)

65ª - GERALDO CARNEIRO (autor de novelas)

66ª - ROSAMARIA MURTINHO (atriz)

67ª - VINCENT VILLARI (autor de novelas)

68ª - TÁSSIA CAMARGO (atriz)

69ª - YVES DUMONT (autor de novelas)

70ª - ANDRÉ DI MAURO (ator)

71ª - HERSCH W. BASBAUM (escritor e dramaturgo)

72ª - ELIANA GUTTMAN (atriz)

73ª - RENATO MODESTO (ator, escritor, dramaturgo e novelista)

74ª - FAFY SIQUEIRA (atriz, cantora, humorista e compositora)

75ª - CACÁ DIEGUES (cineasta)

76ª - CLARISSE ABUJAMRA (atriz)

77ª - BLOTA FILHO (ator)

78ª - MÁRCIO KIELING (ator)

79ª - REJANE ARRUDA (atriz e Doutoranda em Artes Cênicas

80ª - LUCIANA BRAGA (atriz)

81ª - JÚLIO FISCHER (novelista e dramaturgo)

82ª - ELIZABETH JHIN (autora de novelas)

83ª - NEUSA MARIA FARO (atriz)

84ª - AGUINALDO SILVA (autor de novelas)

85ª - JOÃO VITTI (ator)

86ª - CLÉO VENTURA (atriz)

87ª - SUZY RÊGO (atriz)

88ª - BEMVINDO SEQUEIRA (ator)

89ª - EDSON SPINELLO (diretor)

90ª - LEONARDO BRÍCIO (ator)

91ª - EDUARDO TORNAGHI (ator)

92ª - FABÍOLA REIPERT (jornalista)

93ª - JONAS BLOCH (ator)

94ª - BRITTO JR. (apresentador)

95ª - ADRIANA GARAMBONE (atriz)

96ª - RAUL GAZOLLA (ator)

97ª - BEL KUTNER (atriz)

98ª - LÍCIA MANZO (autora de novelas)

99ª - NICA BOMFIM (atriz)

100ª - MAURO MENDONÇA (ator)



Escrito por jéfferson às 12h39
- Comente aqui


Deixe o seu comentário.





Especiais - NO MUNDO DOS FAMOSOS

HISTÓRIAS DE NOVELISTAS

 

LAURO CÉSAR MUNIZ

 

SESSÃO ESPECIAL

 

Aniversário da autora MARIA ADELAIDE AMARAL

Jéfferson Balbino conversa com o ator LIMA DUARTE

Jéfferson Balbino conversa com a atriz REGINA DUARTE

CHIQUINHA GONZAGA

 

Fale com o NO MUNDO DOS FAMOSOS

 

www.nomundodosfamosos.com.br

jefferson.balbino@nomundodosfamosos.com.br



Escrito por jéfferson às 12h33
- Comente aqui


Deixe o seu comentário.





Vem Aí...

Photobucket



Escrito por jéfferson às 21h44
- Comente aqui


Deixe o seu comentário.



Histórico:

- 26/01/2014 a 01/02/2014
- 19/01/2014 a 25/01/2014
- 12/01/2014 a 18/01/2014
- 05/01/2014 a 11/01/2014
- 29/12/2013 a 04/01/2014
- 22/12/2013 a 28/12/2013
- 08/12/2013 a 14/12/2013
- 01/12/2013 a 07/12/2013
- 24/11/2013 a 30/11/2013
- 17/11/2013 a 23/11/2013
- 10/11/2013 a 16/11/2013
- 03/11/2013 a 09/11/2013
- 27/10/2013 a 02/11/2013
- 20/10/2013 a 26/10/2013
- 13/10/2013 a 19/10/2013
- 06/10/2013 a 12/10/2013
- 29/09/2013 a 05/10/2013
- 22/09/2013 a 28/09/2013
- 15/09/2013 a 21/09/2013
- 08/09/2013 a 14/09/2013
- 01/09/2013 a 07/09/2013
- 25/08/2013 a 31/08/2013
- 18/08/2013 a 24/08/2013
- 11/08/2013 a 17/08/2013
- 04/08/2013 a 10/08/2013
- 28/07/2013 a 03/08/2013
- 21/07/2013 a 27/07/2013
- 14/07/2013 a 20/07/2013
- 07/07/2013 a 13/07/2013
- 23/06/2013 a 29/06/2013
- 16/06/2013 a 22/06/2013
- 09/06/2013 a 15/06/2013
- 02/06/2013 a 08/06/2013
- 19/05/2013 a 25/05/2013
- 12/05/2013 a 18/05/2013
- 05/05/2013 a 11/05/2013
- 28/04/2013 a 04/05/2013
- 21/04/2013 a 27/04/2013
- 14/04/2013 a 20/04/2013
- 07/04/2013 a 13/04/2013
- 31/03/2013 a 06/04/2013
- 24/03/2013 a 30/03/2013
- 17/03/2013 a 23/03/2013
- 10/03/2013 a 16/03/2013
- 24/02/2013 a 02/03/2013
- 17/02/2013 a 23/02/2013
- 10/02/2013 a 16/02/2013
- 27/01/2013 a 02/02/2013
- 20/01/2013 a 26/01/2013
- 06/01/2013 a 12/01/2013
- 23/12/2012 a 29/12/2012
- 09/12/2012 a 15/12/2012
- 02/12/2012 a 08/12/2012
- 11/11/2012 a 17/11/2012
- 04/11/2012 a 10/11/2012
- 28/10/2012 a 03/11/2012
- 21/10/2012 a 27/10/2012
- 14/10/2012 a 20/10/2012
- 07/10/2012 a 13/10/2012
- 23/09/2012 a 29/09/2012
- 26/08/2012 a 01/09/2012
- 19/08/2012 a 25/08/2012
- 22/07/2012 a 28/07/2012
- 15/07/2012 a 21/07/2012
- 01/07/2012 a 07/07/2012
- 24/06/2012 a 30/06/2012
- 17/06/2012 a 23/06/2012
- 10/06/2012 a 16/06/2012
- 03/06/2012 a 09/06/2012
- 27/05/2012 a 02/06/2012
- 20/05/2012 a 26/05/2012
- 13/05/2012 a 19/05/2012
- 06/05/2012 a 12/05/2012
- 29/04/2012 a 05/05/2012
- 22/04/2012 a 28/04/2012
- 08/04/2012 a 14/04/2012
- 01/04/2012 a 07/04/2012
- 25/03/2012 a 31/03/2012
- 18/03/2012 a 24/03/2012
- 11/03/2012 a 17/03/2012
- 04/03/2012 a 10/03/2012
- 26/02/2012 a 03/03/2012
- 19/02/2012 a 25/02/2012
- 12/02/2012 a 18/02/2012
- 05/02/2012 a 11/02/2012
- 29/01/2012 a 04/02/2012
- 22/01/2012 a 28/01/2012
- 15/01/2012 a 21/01/2012
- 08/01/2012 a 14/01/2012
- 25/12/2011 a 31/12/2011
- 18/12/2011 a 24/12/2011
- 11/12/2011 a 17/12/2011
- 04/12/2011 a 10/12/2011
- 27/11/2011 a 03/12/2011
- 20/11/2011 a 26/11/2011
- 13/11/2011 a 19/11/2011
- 06/11/2011 a 12/11/2011
- 30/10/2011 a 05/11/2011
- 23/10/2011 a 29/10/2011
- 16/10/2011 a 22/10/2011
- 02/10/2011 a 08/10/2011
- 25/09/2011 a 01/10/2011
- 18/09/2011 a 24/09/2011
- 11/09/2011 a 17/09/2011
- 04/09/2011 a 10/09/2011
- 28/08/2011 a 03/09/2011
- 21/08/2011 a 27/08/2011
- 14/08/2011 a 20/08/2011
- 07/08/2011 a 13/08/2011
- 26/06/2011 a 02/07/2011
- 12/06/2011 a 18/06/2011
- 05/06/2011 a 11/06/2011
- 22/05/2011 a 28/05/2011
- 08/05/2011 a 14/05/2011
- 24/04/2011 a 30/04/2011
- 17/04/2011 a 23/04/2011
- 10/04/2011 a 16/04/2011
- 03/04/2011 a 09/04/2011
- 27/03/2011 a 02/04/2011
- 20/03/2011 a 26/03/2011
- 13/03/2011 a 19/03/2011
- 06/03/2011 a 12/03/2011
- 27/02/2011 a 05/03/2011
- 13/02/2011 a 19/02/2011
- 06/02/2011 a 12/02/2011
- 30/01/2011 a 05/02/2011
- 23/01/2011 a 29/01/2011
- 16/01/2011 a 22/01/2011
- 09/01/2011 a 15/01/2011
- 02/01/2011 a 08/01/2011
- 26/12/2010 a 01/01/2011
- 19/12/2010 a 25/12/2010
- 12/12/2010 a 18/12/2010
- 05/12/2010 a 11/12/2010
- 28/11/2010 a 04/12/2010