Entrevista Especial com EDNEY GIOVENAZZI

 

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E chegamos ao final de mais um ano, e esse ano de 2012 o “No Mundo dos Famosos” impressionou pela qualidade de seus entrevistados, reunimos e rememoração aqui grandes astros e estrelas da teledramaturgia brasileira, como, entre tantos, os atores: Fafy Siqueira, Luciana Braga, Suzy Rêgo, Bemvindo Siqueira, Leonardo Brício, Jonas Bloch, Adriana Garambone, Raul Gazolla, Bel Kutner, Nicola Siri, Odilon Wagner, e o grande mito Mauro Mendonça, que foi o nosso centésimo entrevistado. Nesse ano também tive a honra de entrevistar maravilhosos novelistas como: Elizabeth Jhin, Aguinaldo Silva, Lícia Manzo, Glória Perez e o meu querido amigo Júlio Fischer. Também tive a imensa felicidade de entrevista o excepcional cineasta Cacá Diegues e os renomados diretores de novelas: Edson Spinello e Alexandre Avancini, também teve espaço aqui no nosso rol de entrevistados a jornalista Fabíola Reipert e o simpático apresentador Britto Jr., e por isso chegamos a essa última “Entrevista Especial – NO MUNDO DOS FAMOSOS” com a sensação de dever cumprido, mas já se comprometendo que em 2013 será ainda melhor, até porque o nosso maior objetivo é conectar vocês nesse fascinante mundo dos famosos e das novelas. Por isso já vamos começar 2013 com uma maravilhosa entrevistada, a grande atriz LAURA CARDOSO. E semana que vem, não perca a Homenagem que preparamos ao nosso querido Manoel Carlos em “Histórias de Novelistas”.

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Mas, enquanto não chega Janeiro, vamos falar do nosso último entrevistado do ano e de Dezembro, ele é formado em odontologia, mas devido a uma brincadeira com uma namoradinha na juventude experimentou a maravilhosa arte de interpretar, conciliou as duas carreiras por algum tempo, porém, posteriormente abandonou a profissão de dentista e decidiu investir cada vez mais na carreira de ator, já atuou em diversas novelas, deu vida a marcantes personagens como: o vilão Paulo Bacelar da novela “A Grande Mentira” e o simpático Chico Treva da novela “Felicidade”. Meu entrevistado especial de hoje tem uma respeitada carreira televisiva, uma invejável carreira teatral, uma tímida, porém, notória carreira no cinema e acima de tudo tem um senso de humanidade excepcional. Simpático e sempre atencioso com a Imprensa, me tratou muito bem quando eu lhe solicitei essa entrevista, diferentemente da maneira hostil que muitos artistas nos tratam quando os procuramos pra alguma matéria, esse gentleman mostrou que (parafraseando a minha querida Rosamaria Murtinho) “estrelismo é coisa de quem não é estrela”, e com isso abriu seu coração relembrando fatos e momentos impactantes de sua vida e obra. A última “Entrevista Especial” de 2012 é com o querido e mega talentoso ator EDNEY GIOVENAZZI.

“Atores que se acham nunca farão bons trabalhos...”

(Edney Giovenazzi)

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Jéfferson Balbino: Você é graduado em Odontologia, chegando a exercer a profissão... Como foi o período em que você foi Dentista?

Edney Giovenazzi: Eu fiz Odontologia porque eu sempre tive vontade de fazer Odontologia, nunca imaginei ser ator, aliás, eu nem imaginava que ser ator era uma carreira, isso de tão distante que estava de Teatro e Televisão e outras coisas assim... E tudo isso me levou a optar pela Odontologia, e eu gostei muito de fazer Odontologia, eu exerci a carreira com muito prazer, inclusive, modéstia a parte, eu fiz uma carreira muito boa, muito correta, eu me formei sendo um dos 4 primeiros colocados, e os 4 primeiros colocados tinham direito a um premio, onde o prêmio era um emprego na Clínica do Sesi, e eu escolhi uma Clinica normal, cirúrgica, já que na faculdade o estudo nessa área não foi tão aprofundado, era mais teorizado, não houve tanta prática, então eu fui estagiar no Hospital do Ipiranga lá de São Paulo, do Sesi, e lá tinha um consultório dentário onde eu fazia pequenas cirurgias, e foi muito bom, eu tive um prazer muito grande, porque eu tive como orientador o dentista José Bonifácio, no período da manhã, e ele tinha técnicas muito corretas, e eu fui seguindo os passos dele direitinho. Mas aí eu tive oportunidade de prestar concurso pro serviço público do Estado, e foi onde eu consegui aprovação, mas daí era pra trabalhar no período da manhã, e daí tive que mudar pro período da tarde o estágio que eu fazia no Sesi, e como na parte da tarde era outro dentista, com outros métodos diferentes, me fez adaptar a esse novo jeito, ou seja, eu fiquei 6 meses com um cirurgião – o da manhã, e os outros 6 meses com o da tarde, e isso fazendo cirurgias todos os dias... Mas foi uma experiência muito boa, e daí quando eu fui para o meu Consultório, eu fui levando comigo as duas técnicas aprendidas, transformando logicamente em uma. Eu não fiz Odontologia inconsequentemente, mas sim com muita seriedade, e quando eu montei o meu consultório, eu montei primeiro em Vila Mariana, que é o bairro onde eu morava, e depois que eu fiz uma boa clientela e ganhei dinheiro, eu montei um conjunto na Praça Osvaldo Cruz em São Paulo, na frente da Avenida Paulista, que era um lugar excepcional, aliás, era um conjunto que eu alugo pra uma dentista lá... Então eu tinha dois trabalhos, um no consultório, o outro num emprego público, e daí eu achei bom eu parar com o emprego público, aí eu fui pra Faculdade de Higiene de São Paulo e fiz o curso de Odontologia Preventiva. 

 



Escrito por jéfferson às 19h41
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Entrevista Especial com EDNEY GIOVENAZZI

 

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Jéfferson Balbino: Mas o que te fez migrar pra carreira artística?

Edney Giovenazzi: É isso o que eu vou te contar, que é o mais bonitinho (risos). Eu tinha uma namoradinha e a gente tinha o habito de dançar nos sábados a tarde, numas matines dançantes, numa casa anglo-brasileira, lá em São Paulo, era de frente do Teatro Municipal, era uma loja imensa, incrível... E lá tinha o salão de festas para chás dançantes, e era chic, uma coisa meio inglês, muito simpático, e ao invés de chá, porque a gente não tomava chá, tomava Coca-Cola e tudo mais, e também a gente dançava com umas meninas, então era muito divertido. E aí um dia essa minha namoradinha falou assim pra mim: “Você não gostaria de fazer Teatro?”, daí eu falei: “Eu nunca pensei em fazer Teatro, mas porque não tentar...”, e lá na Faculdade todo ano tinha shows de talentos, onde tinha teatro e tal, e esses shows eram só com homens, e era uma farra, uma brincadeira, então tinha um rapaz chamado Pascoal Almirate que era dentista e era metido a teatro, e ele gostava muito de Teatro, e dirigiu o show, e eu fui lá brincar disso, gostei e no fundo virei protagonista, eu fazia tudo de uma forma caricata (risos), eu fiz a peça “Romeu e Julieta”, eu fiz “A Rainha”, nessa peça tem um caso interessante que eu era rei e fui envenenado e o outro rei que me substituía também morria envenenado e caiu em cima do meu pé, era uma coisa tão má organizada (risos), e daí eu senti uma coisa úmida no meu dedão do pé, e eu abri o olho e era a boca dele que tava no meu pé (risos). Em última analise eu queria dizer que eu fiz uma odontologia séria, e muito prazerosa, e aí eu comecei brincar de fazer teatro com essa menina, e ela foi na Escola de Arte Dramática arrumar alguém que podia dirigir esse grupo de Teatro Amador, e trouxe um tal de Gustavo Pinheiro que aceitou a dar aula pra gente, mas quando ele nos conheceu melhor, ele desistiu da coisa, que não deu em nada, daí um dia naqueles matines dançantes ela me disse que havia descoberto um lugar que fazia teatro amador e chamava-se “Clube do Teatro” onde fazia um espetáculo por mês, lá pagavam mensalidade, mas era uma coisa muito precária, e lá eu fiz teatro amador, e a primeira peça que eu fiz lá foi do Joracir Camargo, “O Sábio”, que foi de fato a minha estreia em teatro.

Jéfferson Balbino: O Edney, mas quando você foi pro Teatro você desistiu da Odontologia ou chegou a conciliar as duas carreiras?

Edney Giovenazzi: Não, eu continuei conciliando as duas... Porque os ensaios eram sempre aos sábados e aos domingos, durante a semana a gente não ensaiava, e daí eu podia trabalhar, depois eu fiz outra peça chamada “Sol Poente”, de um autor português, e depois entrou no nosso grupo um rapaz que traduzia muito bem peças e inglês, ele era um belo tradutor, e ele me sugeriu que fizesse uma peça, enfim foi a partir daí que eu tomei noção do que realmente era teatro, do que era um texto, e como um bom texto vai conduzindo a gente, aí depois eu fiz a peça “Tragédia em Nova York”, porque havia um Festival de Teatro Amador e eu ganhei o Prêmio Arlequim de Melhor Ator, e curiosamente quem participava desse Festival também concorrendo comigo era o Tarcísio Meira, ele fazia teatro no Clube Pinheiros, que era um Clube chic e requintado, lá de São Paulo e que tinha um grupo de Teatro, depois eu fiz “A Noite de 13 de Janeiro”, e depois eu fui convidado pra fazer Teatro Japonês, essa foi uma experiência muito linda, e muito importante na minha vida, porque é questão de gesto, tem a noção da importância do gesto, tem toda uma técnica pra caminhar em cena, aí depois, ainda no teatro amador, eu fiz uma peça chamada “O Demorado Adeus”, e como antigamente havia um Festival de Teatro Amador na TV Tupi, eu participei desse Festival com essa peça, e ganhei um prêmio de Melhor Ator também, depois eu fui fazer teatro no Sesi...

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Jéfferson Balbino: Sua estreia na teledramaturgia aconteceu na extinta TV Tupi. Que lembranças você tem das novelas em que participou nessa emissora?

Edney Giovenazzi: Jéfferson, tenho as melhores lembranças possíveis... Porque era um encontro novo, um novo veículo que eu desconhecia, e a primeira novela que eu fiz lá, foi uma novela em que eu fazia um papel de japonês, foi o primeiro trabalho que eu fiz em televisão e o primeiro trabalho com a direção do Antônio Abujamra, a gente é muito amigo, aliás, a nossa amizade começou ali,

Jéfferson Balbino: Como foi trabalhar com a lendária novelista Glória Magadan na novela “O Santo Mestiço” (TV Globo/1968)?

Edney Giovenazzi: Olha Jéfferson, foi divertido porque eu era irmão da Rosamaria Murtinho, e eu contracenava muito com o Sérgio Cardoso, e ele fazia o santo mestiço.

Jéfferson Balbino: Mas como era pessoalmente a Glória Magadan?

Edney Giovenazzi: Eu não conheci pessoalmente a Glória Magadan. Naquela época havia muita distancia da autoria com a execução.

Jéfferson Balbino: Ah, então antigamente não é como agora onde a uma proximidade maior entre o autor e os atores de uma novela?

Edney Giovenazzi: Não, e além de tudo ela era cubana né?! Havia uma distância...

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Jéfferson Balbino: Na novela “A Grande Mentira” (TV Globo/1969) você deu vida ao marcante vilão Paulo Bacelar. Como foi participar dessa novela?

Edney Giovenazzi: Daí na Globo eu fiz “A Grande Mentira”, com a Edir Mayer que também era cubana e que também mantinha o mesmo estilo da Glória Magadan. Antes dessa eu fiz na Tupi outras novelas como: “O Pequeno Lord”, que eu era um espanhol, fiz um seriado, e depois fui pra Globo fazer essa novela da Edir Mayer, que foi uma revelação, era uma novela gravada em São Paulo, e a Globo tinha uma sucursal de produção lá nas Palmeiras, então eles faziam a novela lá, e eu era o vilão, o Paulo Bacelar, e foi uma coisa muito doida porque a Globo fez o horário das sete com essa novela, e a Globo não queria parar com a novela, que ainda estava no ar, mas o Claudio Marzo e a Miram Pérsia não queriam mais continuar indo pra São Paulo, já que eles saíam do Rio pra gravar em São Paulo, pra eles já estava muito cansativo, daí a autora fez o casal casarem e ir pra uma viagem de lua de mel na Europa e botou outras pessoas no posto de protagonistas como o Hélio Souto de galã, que era jovenzinho, e aí continuamos com a novela, eu fazendo as minhas maldades, e isso com um sucesso enorme, até aconteceu uma coisa curiosa, porque naquela época tinha “O Gato de Ouro” que era um prêmio da própria Globo, que fazia para os seus atores, atrizes, diretores e tal... Daí eu tava surgindo e estourei com a novela, e eles tinham que me dar um prêmio, mas aconteceu uma rivalidade muito grande com outros dois atores que também estavam fazendo sucesso com outras novelas, enfim eles nem precisavam me dar o prêmio, mas se sentiram na obrigação por todo o sucesso que eu fiz e que a novela fez...

Jéfferson Balbino: E, essa foi a novela mais longa da história da teledramaturgia da Globo com 341 capítulos...

Edney Giovenazzi: Pois é... Mas voltando ao prêmio, eles me deram o troféu de ator revelação (risos).

Jéfferson Balbino: Então pra você foi ótimo participar dessa novela (risos)...

Edney Giovenazzi: (risos) Sim, foi ótimo, me deu um prazer muito grande. 

 



Escrito por jéfferson às 19h38
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Entrevista Especial com EDNEY GIOVENAZZI

 

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Jéfferson Balbino: O que é mais gratificante na carreira de ator?

Edney Giovenazzi: Olha Jéfferson, pra mim é gratificante na carreira de ator o fato deu transmitir alguma coisa positiva pra quem assiste. Uma coisa positiva em termos políticos, em termos culturais, em termos sociais e em termos humanos, sabe?! Isso é o meu ideal como ator, agora paralelamente a isso, é claro que eu quero um bom texto, e um bom personagem, que tenha estrutura pra eu poder desenvolver e ver com verdade, pra eu fazer um personagem verdadeiro que exista, e isso depende do autor. O autor pra mim é tudo, é a alma, a autoria é mais importante que a própria direção, e isso interferem muito, tanto ajuda quanto atrapalha, a qualidade do texto é fundamental pra mim.

Jéfferson Balbino: No inicio da década de 1970 você atuou nas novelas: “A Cabana do Pai Tomás” (TV Globo/1969), “Pigmalião 70” (TV Globo/1970), “A Próxima Atração” (TV Globo/1970) e “O Homem que deve Morrer” (TV Globo/1971). O que você destacaria de cada um desses trabalhos?

Edney Giovenazzi: Olha Jéfferson, eu vou dizer uma coisa pra você, eu acho que “A Próxima Atração” foi mais interessante porque eu fiz um japonês, e como eu tinha aquela experiência do teatro japonês, eu tinha amigos japoneses que eram intelectuais, eu tinha um amigo que chamava Takeschi Suzuky, que já morreu, e eu levava o texto pra ele e pedia pra ele ler num gravador, e ele lia e eu pegava todo o ‘acento’, o sotaque dele, então eu fiz um japonês com muita propriedade, aí aconteceu uma coisa muito interessante, como era o Walther Negrão que escrevia, e como a gente era muito amigo na época ele ligou pra mim e disse: “Eu to fudido, o Boni quer que eu escreva um japonês pra você, e do Japão eu não sei nada, eu não vou nem no bairro da Liberdade.”, daí ele me deu liberdade pra fazer o que eu quisesse, como inserir alguma coisa, quando ele me falou isso eu tive uma ideia, eu fui falar pra esse meu amigo, o Takeschi,  daí eu pedi a ele uns ditados japoneses pra eu usar na novela, me dando uma relação enorme de ditados. Jéfferson, se você ver minhas fotos de quando eu fazia essa novela, você não acredita que sou eu, o Erik fez um trabalho de maquiagem incrível. E dessas novelas que você mencionou a que mais me marcou foi essa, se bem que eu também tive muito prazer de fazer “A Cabana do Pai Tomás” com o Sérgio Cardoso pintado de preto (risos), que foi criticado por todo mundo, os negros ficaram loucos da vida (risos), e com razão né?!, e ele fez 4 personagens nessa novela, e nós éramos muito amigos e uma vez a gente saiu juntos, nós fomos pra Niterói numa festa, e o público bajulava mais eu do que ele, e ele me falou: “Porra eu levo críticas, faço quatro personagens e o público nem puxa meu saco...” (risos).

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Jéfferson Balbino: E como foi fazer parte da clássica novela “Selva de Pedra” (TV Globo/1972)?

Edney Giovenazzi: Ah querido, “Selva de Pedra” foi uma paixão, o texto da Janete Clair era maravilhoso, e eu fiz com muito amor. Aconteceu até uma coisa muito curiosa que ninguém sabe, mas que vai saber agora, a Janete era muito minha amiga e um dia ela me telefonou dizendo que tava com um problema comigo, eu fiquei assustado e ela me disse que em todo lugar que ela ia o público pedia pra ela deixar a Simone (Regina Duarte) terminar a novela com o meu personagem, o que não podia né?! (risos), mas eu fiquei contente de saber do sucesso que eu fazia com o público da novela.

Jéfferson Balbino: Então, ao contrário da Glória Magadan que você não tinha contato, com a Janete Clair você tinha um contato mais intimo né?!

Edney Giovenazzi: A Janete Clair tinha uma qualidade autoral muito mais superior, de um outro nível, de veracidade e tudo... Enquanto a Glória Magadan não, ela era um ‘panfleto’.

Jéfferson Balbino: Mas eu digo assim, como era a Janete Clair e o Dias Gomes?

Edney Giovenazzi: Era um casal maravilhoso, ele era politicamente um homem importantíssimo, aliás, noutro dia eu fui numa Homenagem pra ele que se estivesse vivo completaria 90 anos, e a Denise Emmer, filha deles, me ligou, me mandou vários e-mail’s pra que eu fosse lá, e eu fui, foi uma festa muito linda de Homenagem ao Dias, e eu tenho o maior respeito por ele, porque politicamente, na época, ele já era a pessoa mais engajada pra esquerda, e era uma coisa muito séria, muito bonita, forte, e perigosa, porque havia a censura, mas ele conseguia driblar a censura, e dizer o que ele queria dizer, ele era fantástico. Enquanto a Janete ficava no sentimento humano, e as coisas que ele fazia era mais calcada na política, foi um casal maravilhoso, um casal brilhante na televisão, a televisão devia fazer lá no Projac duas estátuas uma pra Janete e outra pro Dias Gomes (risos).

Jéfferson Balbino: O bom é que eles deixaram um grande legado pra essa nova geração...

Edney Giovenazzi: Sim, realmente!

Jéfferson Balbino: Como é o seu envolvimento com seus personagens?

Edney Giovenazzi: Antes de tudo eu vejo a situação em que ele está inserido, daí eu procuro ver o lado social, o lado político, aí depois que eu vejo isso eu monto o personagem como um ser humano, penso no que ele tem e no que queria ter, o que ele queria ser e não é... A gente tem que seguir uma profunda humildade dentro do personagem, pois a gente não sabe nada, ainda hoje eu digo eu fiz recentemente a novela “Cheias de Charme”, e eu estudei muito aquele personagem pra fazer, e era um personagem que tinha as minhas características já que tinha a minha idade, mas eu estudei porque eu nunca fui vendedor, eu nunca tive mercearia, daí eu comecei a ver como se comporta um dono de mercearia, a maneira que trata as pessoas, e aí uma coisa puxa a outra, o texto também vai te ajudando e daí você encontra a alma do personagem, e a Denise (Saraceni) tinha me falado que seria um personagem pequeno, mais muito simpático. E o pequeno que ela queria dizer, é que ele não tinha vida própria, era só um vendedor, dono de uma mercearia, e só teve uma cena que eu falava sobre ele, e isso pra mim me fez muita falta, vida própria é em termos emocionais, o que não tinha. Mas mesmo assim eu acho que consegui segurar o público que gostava do Seu Messias, e ele tinha dois funcionários e ele estimulou eles a abandonarem pra crescer na carreira.

 

 



Escrito por jéfferson às 19h32
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Entrevista Especial com EDNEY GIOVENAZZI

 

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Jéfferson Balbino: Em 1974, você atuou na novela “A Barba Azul” (TV Tupi). Onde você interpretou o personagem Vitório, o Conde de Parma. Em 1985, a TV Globo regravou essa novela, sob o título “A Gata Comeu” e nessa reedição seu personagem foi defendido pelo ator Laerte Morrone. Você chegou a trocar ideias com esse ator? Chegou a assistir essa nova versão?

Edney Giovenazzi: Jéfferson, você quer saber uma coisa?! Eu nunca vi essa nova versão. E eu nem sabia disso, estou sabendo agora por você (risos). E quando eu fui fazer “A Barba Azul” eu saí da Globo pra ir pra TV Tupi, ou melhor, eu saí não, me demitiram, eles me mandaram embora, mas tudo bem, fazia parte do comercio de trocar elencos e tudo, enfim eu não sabia qual era o pretexto, porque eu queria continuar na Globo, mas fizeram questão de me dispensar. Inclusive quando me despediram, se eu não me engano, eu estava fazendo uma novela do Jorge Andrade que era “Os Ossos do Barão” e eu fazia o filho do personagem do Paulo Gracindo, era um personagem lindíssimo. E a minha saída da Globo ocorreu por causa de um diretor, e houve uma discussão interna, uma polêmica, e quando a gente enfrenta a Globo a gente paga um preço e eu paguei esse preço. Mas daí eu liguei pra TV Tupi, estava muito chateado, falei com o Carlos Zara que era o diretor de elenco, e eu pedi emprego pra ele, que me deu um personagem numa adaptação que a Cleyde Yacónis ia protagonizar, e eu terminado meu contrato com a Globo, que venceria em Dezembro, em Janeiro seguinte eu  já iria começar na TV Tupi, daí eu fui falar pra esse diretor, e ele deu risada na minha cara dizendo que era mentira, o que deixou nossa conversa num estado muito desagradável e ele pediu pro Jorge Andrade antecipar minha saída da novela, e ele disse a esse diretor que não poderia fazer isso porque meu personagem era fundamental pro desenvolvimento da novela, isso ainda faltava 3 meses para o fim da novela, e dobraram meu salário pra que eu aceitasse ficar até o fim da novela, daí o [Fábio] Sabag que era diretor da novela e muito amigo meu me aconselhou a renovar meu contrato por mais seis meses, mas eu não aceitei, e fui pra Tupi, até terminar a Tupi que foi quando eu fiz a novela “Salário Mínimo”, que foi a última novela da Tupi, e depois disso eu comecei a ser barrado na Globo, eu era escalado e quando chegava perto de começar a gravar a novela vinha uma ordem do Boni me dispensando, daí eu fui perguntar pro Boni o que estava acontecendo, e daí ele me disse que estava magoado comigo porque aquele diretor com quem tive problema disse a ele que eu falei que só terminaria de gravar a novela, antes deu ir pra Tupi, se eles me pagassem o dobro, ele mentiu pro Boni, que ficou magoado comigo, e eu pedi ao Boni que chamasse ele lá na sala com a gente pra esclarecermos tudo, mas ele não chamou...

Jéfferson Balbino: Mas, nessa época, esse diretor tinha tanta autoridade assim?

Edney Giovenazzi: Sim, ele era muito desonesto e desprovido de caráter, mas com o tempo ele foi melhorando, o tempo ensinou ele, não sei como, e eu soube que ele está melhor, o que me deixa feliz. Até se um dia eu encontrar com ele posso até dar um abraço e cumprimenta-lo pela evolução que ele teve como ser humano.

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Jéfferson Balbino: Então você não guardou mágoa dele?

Edney Giovenazzi: Não! Eu não tenho mágoa de ninguém... Ele é muito talentoso, sabe que eu até gostava de ser dirigido por ele, ele dizia uma única palavra que definia sua personagem.

Jéfferson Balbino: Edney, a gente falou de “A Barba Azul”, e em relação à Ivani Ribeiro o que você nos conta?

Edney Giovenazzi: Eu também nunca falei com ela, nunca tive um contato com ela, mas sei e reconheço que ela era uma grande autora, e além dela ser muito reservada, antigamente  não havia muito contato de autor com atores...

Jéfferson Balbino: Qual foi o seu trabalho no Teatro que mais lhe marcou?

Edney Giovenazzi: Ah Jéfferson, agora você me pegou. Mas é sempre a última, no caso “A Agonia do Rei”, que eu estou até querendo voltar com ela um pouquinho, e eu queria muito fazer uma temporada em São Paulo com ela, foi uma peça que me deu muito prazer, até porque era desgastante, mas me deu muito prazer, até porque o autor que é tido como o teatro do absurdo, não escreveu essa peça nesse estilo, e eu fiz até uma pesquisa sobre como ele escreveu essa peça. É uma peça que virou pessoal, ele se coloca na peça, é uma peça diferenciada. E a Barbara Eliodora fez uma critica em relação a essa peça que me deixou muito triste, é minha amiga querida, gosto muito dela, escreve muito bem, é uma grande estudiosa, principalmente de Shakespeare, mas vai se informar um pouco sobre como o autor escreveu essa peça. É uma obra maravilhosa! Eu fiquei muito feliz fazendo esse espetáculo, pena que eu não fui compreendido pela crítica...

Jéfferson Balbino: Você quando atuou na novela “As Três Marias” (TV Globo/1980), chegou a ler o romance homônimo da autora Rachel de Queiroz para se interar melhor sobre a história ou não foi preciso?

Edney Giovenazzi: Não li nada, eu fiquei muito no roteiro da novela porque me disseram que meu personagem não tinha nada a ver na história da Rachel de Queiroz, e me disseram que era melhor eu não ler, e eu não li por sugestão da produção da novela, e eu não li!

Jéfferson Balbino: Como você trabalhou o perfil psicológico do Horácio Sampaio, seu personagem na novela “Sétimo Sentido” (TV Globo/1982)?

Edney Giovenazzi: Sabe que eu não lembro muito bem desse personagem, eu acho que eu fazia par com a filha da Nicette Bruno, a Beth Goulart, ela era a Helenice, foi uma novela que não me deu muita alegria não, mas também não me chegou a dar desprazer. 

Jéfferson Balbino: Você também trabalhou nas minisséries: “O Tempo e o Vento” (TV Globo/1985), “Abolição” (TV Globo/1988), “Desejo” (TV Globo/1990), “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes” (TV Globo/2007) e “Queridos Amigos” (TV Globo/2008). O que é mais e menos prazeroso para o ator em atuar numa minissérie?

Edney Giovenazzi: Atuar em minissérie é muito prazeroso porque você tem um compromisso maior com a verdade, e é menos romântica, menos ‘sentimentaloíde’ que as novelas, as minisséries são mais verdadeiras, mais profundas, eu fiz um Reveillon na TV Cultura que era uma obra-prima, que eu fiz com a direção do Antunes Filho que é um grande diretor, e eu tive o prazer de ser dirigido por ele numa peça e até hoje eu sou grato a ele por isso que era a peça “O Assalto”, do autor João Vicente. E eu quero aproveitar essa entrevista com você Jéfferson pra agradecer ao Antunes Filho pela melhor direção que eu tive.

 



Escrito por jéfferson às 19h30
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Entrevista Especial com EDNEY GIOVENAZZI

 

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Jéfferson Balbino: Quais são as suas perspectivas em relação ao futuro da profissão de ator no Brasil?

Edney Giovenazzi: Jéfferson, eu vejo com muito otimismo, eu vejo grandes valores surgindo, jovens muito talentosos, diretores muito criativos, autores que vão revolucionar...Isso já está sendo visível a gente não está vendo coisas estáticas, eles não procuram mais mesmice,mas sim novos caminhos, eu estou muito entusiasmado com as pessoas que estão vindo aí... Eu tenho a maior fé também no futuro de nosso país, como estamos evoluindo, com essa história do Mensalão a justiça está sendo feito, eu não esperava essa coragem. E a Arte ampliou-se, não ficou restrita, ficou uma arte popular, tem espaço pra arte convencional, pra arte clássica, tem espaço pra tudo. E eu acho isso de uma grandeza, nós estamos crescendo, o Brasil está crescendo, virando um país de qualidade, eu sou muito otimista, só fico triste porque eu já estou chegando ao fim né?

Jéfferson Balbino: Capaz, veremos ainda muitos personagens seus ainda...

Edney Giovenazzi: Não, mas eu sou realista, ninguém fica pra semente... (risos)

Jéfferson Balbino: Atualmente a maravilhosa novela “Que Rei Sou Eu?” (TV Globo/1989), vem sendo reprisada no Canal Viva. Você está acompanhando a reapresentação dessa novela? Como foi se rever 23 anos depois?

Edney Giovenazzi: Jéfferson, você acredita que eu nunca consigo ver, porque passa de madrugada e eu já estou dormindo.

Jéfferson Balbino: Mas o Canal Viva reexibe às 12 horas o capítulo exibido na madrugada...

Edney Giovenazzi: Sério? Ah então eu vou procurar ver, porque eu tenho muita saudade dessas novelas antigas. Um dia eu vi uma cena de “Que Rei Sou Eu?” com a Aracy Balabanian e fiquei emocionado, a Aracy estava linda, e eu fiquei numa felicidade de ver.

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Jéfferson Balbino: Houve alguma dificuldade em interpretar o Chico Treva na novela “Felicidade” (TV Globo/1991)?

Edney Giovenazzi: Acredita que ainda hoje me cumprimentaram na rua por causa do Chico Treva que eu fiz. Jéfferson, houve muita dificuldade em interpretá-lo, houve muita, eu batalhei, eu trabalhei fisicamente aquele corpo, e foi muito bom e eu usei toda a minha técnica odontológica e fiz uma dentadura pra botar em cima dos meus dentes, era uma dentadura cariado com gengivite, pra ficar aquela coisa de pobre, miserável e abandonado, e ainda fiz duas rodelinhas de acrílico pra deformar o nariz dele e não parecia que era maquiagem, parecia que meu nariz era assim.

Jéfferson Balbino: E você fez essas ‘adaptações’ físicas contando com o respaldo do autor da trama, o Manoel Carlos?

Edney Giovenazzi: Não, nem falei nada (risos). Mas o Manoel Carlos foi maravilhoso tinha momentos que ele ligava pra mim e deixava recado na secretária dizendo coisas lindas  sobre meu trabalho.

Jéfferson Balbino: Você também atuou na última novela produzida pela extinta Rede Manchete que foi “Brida” (1998). Como vocês do elenco reagiram ao verem a falência dessa emissora e a novela inacabada?

Edney Giovenazzi: A falência da Manchete foi algo muito triste, e foi assim “Brida” estreou e ia indo muito mal e daí o [Walter] Avancini brigava muito com o autor, e no fim ele resolveu dispensar o autor e ele mesmo escrever a novela, pra mudar os rumos e ver se reagiria na audiência. E nessa novela eu fazia um cego, e eu fiz um trabalho absurdo de cegueira, eu fui no Instituto Benjamim Constant e ficava lá o dia inteiro, falando com os cegos, observando eles, e quando ele mudou a novela, ele me transformou num detetive (risos) e meu personagem continuava cego, mas era um detetive cego (risos), e quando se fala em “Brida” eu posso esquecer de tudo, do autor, dos atores, mas eu lembro desse detetive cego que fiz (risos) que foi um fato muito engraçado.

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Jéfferson Balbino: O que você ressaltaria do texto do nosso querido Tide (Alcides Nogueira), com quem você trabalhou na novela “Ciranda de Pedra” (TV Globo/2008)?

Edney Giovenazzi: Ah ele é muito bom, eu gosto muito do Tide, mas eu acho que ele tem que escrever mais.

Jéfferson Balbino: Faz já certo tempo que você não faz Cinema. Tem vontade e/ou planos de voltar a atuar na telona?

Edney Giovenazzi: Então as pessoas não me convidam pra fazer Cinema. Tenho muita vontade voltar atuar no cinema, eu adoro cinema. Sei tudo de cinema e ninguém me chama, ninguém me ama, ninguém me quer (risos). Eu não sei porque não me convidam pra fazer cinema eu tenho tanta vontade. Eu acho até que eu vou por um anúncio no jornal dizendo que eu quero fazer cinema (risos). Eu não quero morrer sem fazer um filme com um bom diretor.

Jéfferson Balbino: E, como está sendo interpretar o Seu Messias na maravilhosa novela “Cheias de Charme” (TV Globo/2012). Pode nos adiantar alguma novidade sobre os rumos de seu personagem na trama?

Edney Giovenazzi: TV a gente não tem projeto, em TV a gente é escolhido e não escolhe, por isso que eu prefiro teatro, em teatro eu escolho, escolho o texto, o diretor, o elenco eu vejo se gosto ou não. Mas eu lastimo muito o fato de na TV e no Cinema a gente não poder escolher, mas ser escolhido.

Jéfferson Balbino: A que você atribui o sucesso da sua carreira?

Edney Giovenazzi: Eu não me sinto fazendo muito sucesso não sabe?! Eu me sinto feliz com minha profissão, eu me realizo em cada trabalho que eu faço, mas não sinto que fiz sucesso, sou uma pessoa só, um ser humano só que esta passando na vida e que esta dando o melhor de si criando amizades boas e bonitas, adoro crianças, curto os filhos de meus amigos e amigas, como eu não tenho filho eu adotei todo mundo (risos). Às vezes na vida a gente não é o que a gente acha que é, mas sim o que os outros veem, o que os outros acham de você, a pior coisa que eu acho no ser humano é as pessoas que se acham, atores que se acham nunca farão bons trabalhos...

Jéfferson Balbino: Concordo com você, sabe que quando eu entrevistei a nossa querida Rosamaria Murtinho ela me disse que estrelismo é coisa de quem não é estrela, e isso me marcou muito...

Edney Giovenazzi: (risos) Bem isso mesmo, a Rosamaria é incrível!

Jéfferson Balbino: Antes de finalizarmos nossa tradicional pergunta: Quais foram as melhores novelas que você já assistiu?

Edney Giovenazzi: “Avenida Brasil” me impressionou demais, foi uma novela que se superou, um valor extraordinário, com interpretações marcantes e comoventes, não só da Adriana Esteves, mas também da Débora Falabella e aquela família do Tufão era genial, sacudida e com interpretações maravilhosas como o [Marcos] Caruso, a Eliane Giardine...

Jéfferson Balbino: Edney, foi uma honra imensurável ter um grande mito da nossa teledramaturgia brasileira, que é você, como entrevistado. Muito obrigado e muito mais sucesso. Um grande abraço!

Edney Giovenazzi: Imagina Jéfferson, eu tive um prazer enorme em falar com você querido... Parabéns por você ser essa pessoa tão doce, respeitosa. E obrigado por respeitar a nossa tribo e dar valor a nossa raça, e eu estou com você não abro. Um abração pra você Jéfferson!

 



Escrito por jéfferson às 19h25
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Em Dezembro: HISTÓRIAS DE NOVELISTAS 2012 com: MANOEL CARLOS

Semana que Vem...


O "No Mundo dos Famosos" encerrará suas atividades de 2012 com a 2ª edição de "Histórias de Novelistas",

que dessa vez homenageará o novelista MANOEL CARLOS...

Aguardem!



Escrito por jéfferson às 19h22
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Próximo Entrevistado: EDNEY GIOVENAZZI

Dia 12/12/2012

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Iremos publicar aqui "No Mundo dos Famosos" a última entrevsta do ano,

que será com o talentoso e querido ator

EDNEY GIOVENAZZI

Não Percam!



Escrito por jéfferson às 19h16
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