Histórias de Novelistas: MANOEL CARLOS - O Mestre da Emoção

MANOEL CARLOS: O MESTRE DA EMOÇÃO

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Há pouco mais de um ano, o site “No Mundo dos Famosos” homenageou o autor de novelas Lauro César Muniz, por sua imensa contribuição na história da teledramaturgia brasileira. E agora, em 2012, decidimos reconhecer o primoroso trabalho de mais um renomado escritor de nossa adorada teledramaturgia brasileira, que é o nosso querido Manoel Carlos, ou simplesmente Maneco, como é carinhosamente chamado pelos colegas...



Escrito por jéfferson às 21h13
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Histórias de Novelistas: MANOEL CARLOS - O Mestre da Emoção

 

VIDA & OBRA

 

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MANOEL CARLOS GONÇALVES DE ALMEIDA, nasceu em São Paulo em 14 de Março de 1933. É um dos pioneiros na história da televisão brasileira, começou a carreira em 1950, fazendo parte do “Grande Teatro Tupi”, que era produzido e exibido pela extinta TV Tupi, onde trabalhou com os maiores artistas de todos os tempos do nosso país, como: Fernanda Montengro, Nathália Timberg, Fernando Torres, Sérgio Britto, Zilka Salaberry, Flávio Rangel, entre outros... Em seguida, se transferiu pra TV Record, onde produziu e dirigiu os programas: “Família Trapo”, “Esta Noite Se Improvisa” e “O Fino da Bossa”, e depois imigrou pra TV Globo estruturando o programa “Fantástico”. E, após adaptar diversos teleteatros na TV Tupi, TV Record e TV Rio, e de escrever e dirigir vários programas musicais e humorísticos, ele finalmente, em 1978, inicia sua consagrada carreira como escritor de novelas com a trama “Maria, Maria”, que foi produzida e exibida pela TV Globo entre 30 de Janeiro a 24 de Junho de 1978 às 18 horas em 121 capítulos,  a trama era baseada no romance “Maria Dusá”, de Lindolfo Rocha e teve a direção do saudoso diretor Herval Rossano, a novela era ambientada  numa região de garimpo de diamantes na Bahia, no século XIX, e narrava a história de um triângulo amoroso envolvendo as irmãs gêmeas Maria Alves e Maria Dusá (ambas interpretadas magistralmente pela atriz Nívea Maria), na sequência, Maneco adaptou com êxito mais um romance, “A Sucessora”, que foi produzida e exibida pela TV Globo entre 9 de Outubro de 1978 a 3 de Março de 1979 às 18 horas em 126 capítulos, a trama era baseada no romance homônimo de Carolina Nabuco e contou com a direção de Herval Rossano (até o capítulo 30), em seguida, passando a ser dirigida por Gracindo Júnior e Sérgio Mattar, a narrativa se desenvolvia no Rio de Janeiro, entre 1925 e 1926, e centrava-se em um casamento marcado por uma estranha obsessão, foi protagonizada pelos atores Rubens de Falco e Susana Vieira... A respectiva novela contou com o ilustre apoio da romancista Carolina Nabuco, na época com 88 anos de idade, que contribuiu narrando a Ana Maria Magalhães, responsável pela pesquisa histórica da produção, fatos importantes da década de 1920, a novela foi exibida em mais de 50 países e reprisada em 1980 na sessão “Vale a Pena Ver de Novo”. Em 1980, Maneco se tornou um ‘colaborador ilustre’, de outro grande novelista: Gilberto Braga, na novela “Água Viva”, que foi produzida e exibida pela TV Globo entre 4 de Fevereiro a 9 de Agosto daquele ano, exibida as 20 horas em 159 capítulos, e que teve a direção de Paulo Ubiratan e Roberto Talma, Maneco foi convidado pelo próprio Gilberto Braga, e assumiu a co-autoria da trama a partir do capítulo 57. Mas a sua estreia no principal horário de novelas da emissora, o dito ‘horário nobre’ ocorreu mesmo com a novela “Baila Comigo”, que também foi produzida e exibida pela TV Globo entre 16 de Março a 26 de Setembro de 1981, às 20 horas em 162 capítulos, sendo dirigida por Roberto Talma e Paulo Ubiratan, a novela abordava os encontros e desencontros dos irmãos gêmeos idênticos João Victor e Quinzinho, que foram separados no nascimento, a atriz Fernanda Monenegro foi inicialmente convidada pelo autor pra interpretar a protagonista Helena, porém, a direção acabou optando por Lilian Lemmertz, sendo ela a primeira atriz a viver a heroína de Manoel Carlos, personagem que se tornou a partir daí uma marca inconfundível do autor em todos os seus trabalhos. Essa trama foi também a primeira novela brasileira exibida na França, além disso, foi também vendida para mais de 30 países, como em Portugal, onde foi exibida em 3 ocasiões... Na sequência, Maneco escreveu a novela “Sol de Verão”, produzida e exibida pela TV Globo entre 11 de Outubro de 1982 a 19 de Março de 1983, às 20 horas em 137 capítulos, sendo dirigida por Roberto Talma, Jorge Fernando e Guel Arraes, a trama girava em torno do infeliz casamento, e posteriormente a separação de Rachel (personagem de Irene Ravache) com o empresário Virgilio (personagem de Cecil Thiré) que não aceitava o divórcio, e do envolvimento de Rachel com o rude mecânico Heitor, que foi interpretado pelo ator Jardel Filho, que veio a falecer durante as gravações da novela e como o autor Manoel Carlos era muito amigo de Jardel, sentiu-se impossibilitado de concluir a novela, e a direção da TV Globo decidiu encurtar a novela e convocou o nosso querido Lauro César Muniz, que, assessorado pelo ator Gianfrancesco Guarnieri, que além de dramaturgo participava do elenco da novela, escreveu os 17 capítulos finais da trama, e a saída pra justificar a ausência do protagonista da trama foi uma viagem repentina...

Após “Sol de Verão”, Maneco decide mudar de emissora, na Rede Manchete escreve a minissérie “Viver a Vida” (1984) e a novela “Novo Amor” (1986), que foi produzida e exibida entre 14 de Julho a 20 de Setembro de 1986, às 21:30 horas em 59 capítulos, sendo dirigida por Jardel Mello, Denise Saraceni e Herval Rossano, a novela retratava a luta incessante entre o querer e o poder. Depois de sua passagem pela teledramaturgia da Rede Manchete, o autor Manoel Carlos foi pra TV Bandeirantes escrever ao lado de seu filho a minissérie “O Cometa”, exibida e produzida entre 21 de Agosto a 15 de Setembro de 1989, às 21:30 horas, sendo dirigida por Roberto Vignati, a trama era baseada no romance “Ídolo de Cedro” de Dirceu Borges.

Em sua volta pra TV Globo, Maneco escreveu a novela “Felicidade”, exibida entre 7 de Outubro de 1991 a 30 de Maio de 1992, às 18 horas em 203 capítulos, a trama era inspirada em oito contos de “A Morte da Porta-Estandarte”, de Aníbal Machado,  a novela foi dirigida por Denise Saraceni, Ignácio Coqueiro e Fernando de Souza, o enredo foca a eterna busca pela felicidade, a trama foi protagonizada por Maitê Proença, Tony Ramos e Herson Capri.

3 anos depois...

Maneco retorna às 18 horas com mais uma doce e envolvente “História de Amor”, que foi produzida e exibida pela TV Globo entre 3 de Julho de 1995 a 1º de Março de 1996 em 209 capítulos, a trama contou com a direção de Ricardo Waddington, Roberto Naar e Alexandre Avancini, e direção artística de Paulo Ubiratan. A trama mostrava as várias formas de amar em meio a conflitos diários, sendo protagonizada por Regina Duarte, José Mayer e Carolina Ferraz. Nessa novela, a personagem Marta (Bia Nunes) lutava contra um câncer de mama, e com esse ‘merchandising social’ houve um aumento significativo de exames preventivos feitos por mulheres durante a exibição da novela, outro tema de total relevância social que foi discutido na novela foi o esporte e os deficientes físicos através do personagem Assunção (Nuno Leal Maia), onde no decorrer da história ele fica paraplégico e consegue se reerguer praticando esportes... A novela foi vendida para cerca de 30 países e reapresentada na sessão “Vale a Pena Ver de Novo”. 



Escrito por jéfferson às 21h09
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Em seguida, Maneco ainda nos surpreendeu ainda mais com a emocionante novela “Por Amor”, produzida e exibida pela TV Globo entre 03 de Outubro de 1997 a 22 de Maio de 1998,às 20:30 horas em 190 capítulos, a trama foi dirigida por Paulo Ubiratan, Ricardo Waddington, Alexandre Avancini, Ary Coslov e Edson Spinello. A trama retratava o cotidiano da classe média carioca abordou ainda o alcoolismo, mas o fio condutor dessa história românica era o amor e o sacrifício que uma mãe é capaz de fazer por uma filha. Helena (defendida brilhantemente pela grande atriz Regina Duarte) e Maria Eduardo (Gabriela Duarte), mãe e filha – dentro e fora da ficção, engravidam e têm os filhos no mesmo dia. Embora jovem, Eduarda tem complicações sérias no parto, e o bebê morre. Ela nunca mais poderá ter filhos, ao tomar conhecimento o ocorrido Helena troca os bebês, dando seu filho vivo em troca do filho morto da filha, num gesto extremo de amor. Outros personagens marcaram essa inesquecível novela: Branca, a perfeita vilã de Suzana Vieira, Izabel, interpretada pela grande atriz Cássia Kis Magro, Orestes, o alcoólatra de Paulo José, Rafael, o bissexual de Odilon Wagner e o sensacional casal vinte da trama: Milena e Nando, personagens magistralmente interpretados pela belíssima Carolina Ferraz e pelo competente Eduardo Moscovis... Em 2000, Manoel Carlos, retorna ao horário das oito com mais um grande sucesso de nossa teledramaturgia, a novela “Laços de Família”, produzida e exibida pela TV Globo entre 05 de Junho de 2000 a 02 de Fevereiro de 2001, às 20:30 em 209 capítulos, tendo a direção-geral de Ricardo Waddington. A trama mostrava o amor incondicional de uma mãe pela filha, Helena (dessa vez vivida pela atriz Vera Fischer), é uma empresária que abre mão do namorado que é 20 anos mais novo, o médico Edu (Reynaldo Gianecchini), depois que a filha Camila (Carolina Dieckmann) se apaixona por ele. Os jovens se casam e, após algum tempo, Camila descobre que tem leucemia. Sua única chance de sobrevivência é um transplante de medula. Helena sempre escondeu da filha a real identidade do seu pai, mas é obrigada a contar a verdade quando vê que sua vida está ameaçada. Camila é filha de Pedro (José Mayer), primo de Helena, e esta não hesita em se aproximar dele novamente com o objetivo de engravidar e gerar um doador de medula para a filha, para isso, abdica da felicidade ao lado do seu novo amor Miguel (Tony Ramos). Uma das tramas paralelas de “Laços de Família” fez tanto sucesso que, por muitos capítulos, desviou a atenção do público da trama principal: a história de Capitu (personagem defendido com êxito pela atriz Giovanna Antonelli), que era uma jovem universitária que trabalhava como garota de programa para poder sustentar os pais e o filho. Um dos momentos mais marcantes dessa novela é quando a personagem Camila tem seus cabelos raspados em decorrência da quimioterapia. Devido ao merchandising social usado pelo autor na novela houve um aumento no número de doadores de sangue, órgãos e, sobretudo de medula óssea, o Instituto Nacional do Câncer que registrava dez novos cadastramentos por mês, passou a receber 149 nas semanas que se seguiram ao término da novela.  Após o término da novela o autor Manoel Carlos escreveu a minissérie “Presença de Anita” e em seguida, mais precisamente em 2003 brindou o público com “Mulheres Apaixonadas”, que foi produzida e exibida pela TV Globo entre 17 de Fevereiro a 11 de Outubro de 2003, às 21 horas em 203 capítulos, tendo novamente a direção-geral de Ricardo Waddington, essa crônica urbana e realista sobre as relações familiares teve a mulher e o amor no centro das discussões, o elenco da novela estava ‘recheado’ de grandes astros e estrelas da dramaturgia brasileira, como: Christianne Torloni, Maria Padilha, Vanessa Gerbelli, Marcello Antony, entre outros...

3 anos após “Mulheres Apaixonadas”... Maneco volta a trabalhar pela terceira vez com a eterna namoradinha do Brasil, a atriz Regina Duarte, que protagonizou a novela “Páginas da Vida”, produzida e exibida pela TV Globo entre 10 de Julho de 2006 a 02 de Março de 2007, às 21 horas em 203 capítulos, tendo dessa vez a direção-geral de Jayme Monjardim. A novela retratou o dia a dia de personagens de diferentes classes e idades, e tinha como eixo central a discussão sobre a síndrome de Down. A novela apresentou uma inovação: ao final de cada capítulo, era exibido o depoimento de um anônimo narrando uma história marcante de sua vida. A novela também abordou temas sociais como: a bulimia, alcoolismo, discriminação racial, adoção de crianças por casais homossexuais e Aids. A atriz mirim e portadora de síndrome de Down, Joana Mocarzel emocionou o público no papel da menina Clara, mas o destaque predominante da novela foi à personagem Marta, da grande atriz Lilia Cabral, que era uma mulher amargurada e cruel. Já em 2009, Maneco, volta a se aventurar pelas minisséries, impressionando o público e a critica com “Maysa – Quando Fala o Coração” e meses depois estreia mais uma novela, “Viver a Vida”, produzida e exibida pela TV Globo entre 14 de Setembro de 2009 a 14 de Maio de 2010, às 21 horas em 209 capítulos, a trama teve direção de Jayme Monjardim e Fabrício Mamberti e abordava em seu enredo a força de superação que conduzia a novela que trazia uma Helena diferente das anteriores que foram criadas pelo novelista: uma jovem negra, interpretada pela atriz Taís Araújo... A trama teve seu lado social mostrando como é transformada a vida de quem fica paraplégico e ainda questionou pela primeira vez na ficção sobre drunkorexia (anorexia alcoólica).

Maneco vem declarando em suas últimas entrevistas que a sua próxima novela, que recebe o título provisório de “Em Família”, e que tem estreia prevista para inicio de 2014, será a última novela que escreverá, pretendendo se aposentar depois, e que por isso convidará a atriz Júlia Lemmertz pra viver a sua última Helena, fechando assim um ciclo de heroínas homônimas iniciadas em 1981 na novela “Baila Comigo” pela atriz Lilia Lemmertz, mãe de Júlia. Enquanto todos nós aguardamos ansiosos por mais uma história desse grande novelista e desde já torcendo pra que ele desista dessa ideia de se aposentar vamos prosseguindo com essa Homenagem...

Um dos fatos peculiares da vida do novelista Manoel Carlos, é que assim como os protagonistas masculinos de suas novelas ele também é um gentleman, um perfeito sedutor, está em seu terceiro casamento, tem esse total fascínio pelo universo feminino devido sua enorme convivência com esse ‘mundo’ na infância, onde cresceu rodeado por irmãs, tias, primas, avós e mãe... Aos 11 anos ele foi, praticamente, aprisionado em um internato, onde permaneceu até os 15 anos, tendo uma dura convivência com padres espanhóis agostinianos, começou a fumar aos 10 anos de idade, já experimentou maconha, sempre teve uma estrutura familiar forte em seus 3 casamentos, perdeu 2 filhos, e tem outros 3 filhos que lhe amam de maneira incondicional...

Se a inesquecível novelista Janete Clair era a usineira dos sonhos, o novelista Manoel Carlos, o nosso querido Maneco, é o usineiro das emoções, e não é só o público que emociona assistindo suas histórias, ou os atores que interpretam suas personagens, ele também se emociona, sim, o próprio criador de emoções, Manoel Carlos já confidenciou que chora ao escrever determinados dramas de alguns personagens criados por ele.



Escrito por jéfferson às 21h06
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Nas páginas da vida do novelista Manoel Carlos também há dramas, fortes dores, grandes superações em busca da felicidade que é como se fosse um sol de verão que brilha em nossa caminhada pela vida. Sempre por amor a seu oficio e a seu público ele deu o melhor de si, e principalmente mostrou que as mulheres apaixonadas criadas por ele são grandes exemplos de vida a todos nós, e que laços de família não acontecem somente nas novelas, aconteceu também na vida desse renomado autor, mas a grande lição que esse usineiro da emoção deixa a todos nós é que viver a vida é uma eterna e instigante história de amor consigo mesmo.



Escrito por jéfferson às 20h55
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“Não existe beco sem saída na vida. Sempre há um jeito de se safar.”

(Manoel Carlos)



Escrito por jéfferson às 20h55
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Para expressar melhor a grandeza que Manoel Carlos ocupa na história da Teledramaturgia Brasileira, o “No Mundo dos Famosos” foi ouvir os melhores profissionais que compõe a teledramaturgia brasileira como os novelistas:



Escrito por jéfferson às 20h53
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DEPOIMENTOS SOBRE MANOEL CARLOS

 

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“O Manoel Carlos é um novelista que contagia o público pela emoção, não têm como não se sensibilizar com suas instigantes histórias, as novelas do Maneco nos envolvem de tal maneira que mesmo após seu término ainda se perpetuam em nosso imaginário. Sempre me pego chorando com alguma cena emocionante de alguma novela que ele escreveu, não porque sou emotivo, mas porque me identifico com as histórias vivenciadas por algum personagem criado por esse mestre da teledramaturgia brasileira. As novelas do Maneco que mais me marcaram foram: ‘História de Amor’, ‘Por Amor’ e ‘Laços de Família’. E entre essas 3 que mencionei fico com ‘Por Amor’ que me fez ver que uma constatação fundamental que quem ama de verdade, como a Helena, é capaz de ultrapassar todas as medidas cabíveis e imagináveis por amor... Maneco, obrigado por tudo que você fez em prol da teledramaturgia brasileira!”

 

(Jéfferson Balbino – Editor do site “No Mundo dos Famosos”)



Escrito por jéfferson às 20h52
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“Manoel Carlos é, sem dúvida, um dos melhores novelistas do país. Meu trabalho preferido foi ‘Baila Comigo’. O encontro dos dois gêmeos ficou na história da telenovela. E tive a chance, imediatamente antes da novela, de tê-lo como colaborador nos dois terços finais de ‘Água Viva’.”

 

(Gilberto Braga – Novelista)

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“Conta a História de nossa televisão que foi no Grande Teatro Tupi, na década de 1950, que Manoel Carlos iniciou sua atividade de roteirista. Sua tarefa (hercúlea) consistia, então, na adaptação semanal de grandes obras do teatro e da literatura para aquele veículo recém implantado no Brasil. Conta a História, também, que foram centenas, sim centenas, as obras que chegaram aos tubos de imagem Telefunken adaptadas por Manoel Carlos durante os nove anos em que o Grande Teatro permaneceu no ar. Se a adaptação de obras, como sabemos, é um eficiente método de aprendizado da gramática do roteiro, que permite ao autor experimentar e afiar as suas ferramentas expressivas, não há dúvida de que Manoel Carlos passou por uma grande escola, e que teve, como formadores de sua arte, mestres do quilate de Machado de Assis, Dostoievski, Pirandello, Bernard Shaw, uma lista interminável, enfim. Explicar o talento, o gênio de um criador é uma tarefa impossível, mas é evidente, quando assistimos hoje a uma novela de Manoel Carlos, que o convívio estreito e diuturno com a grande literatura (dramática ou não), foi decisivo na formação desse grande autor, capaz de criar tramas envolventes e dar vida, por meio da palavra, a personagens sólidos e multimensionais, de carne e osso, enfim, e cujos dramas têm uma ressonância profunda na nossa emoção de espectadores. Porque somos capazes de reconhecer nesses personagens, e no olhar profundo de Manoel Carlos sobre os conflitos familiares e as relações interpessoais, muito de nossas própria vivencias, angústias, alegrias e indagações. Aí reside, acredito, a profunda empatia das obras desse autor com o público: na ressonância dos temas que aborda, dos personagens que desenha e de seu impecável retrato do cotidiano, com nossas referências mais afetivas. De modo que assistir a um capítulo de suas novelas é tomar um verdadeiro banho de humanidade, que nos chega através de um texto invariavelmente vivo e requintado, sem deixar de lado o folhetim, sobre cujos códigos ele tem um domínio absoluto, o que garante o fôlego de suas obras por meses a fio. Importante destacar também o time de autores e roteiristas que já passaram pelas mãos de Manoel Carlos como seus colaboradores, e que estão aí, alimentando as páginas de nossa vida televisiva e que trazem, em seu texto, a marca de um brilho lapidado pelo mestre”.

 

(Júlio Fischer – Novelista)

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“Manoel Carlos é um mestre, e imprimiu um estilo muito próprio às novelas. Admiro a delicadeza com que aborda suas tramas, as nuances de sentimentos humanos que sabe destacar tão bem na trajetória de suas Helenas. Salve Maneco!”

 

(Glória Perez – Novelista)

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“Manoel Carlos é um mestre da teledramaturgia. Eu guardo até hoje uma lembrança afetiva muito forte de uma excelente novela que ele escreveu: “A Sucessora”. Eu era adolescente, nem sonhava que um dia me tornaria autor de novelas, e costumava assisti-la na companhia dos meus queridos avós, fãs desta obra. Depois, jantávamos juntos comentando o capítulo. Foi um período muito importante na minha formação”.

 

(Ricardo Linhares – Novelista)

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 “Acompanho o Maneco desde os anos 50, quando era poeta e se reunia na Biblioteca Municipal de São Paulo com sua turma de intelectuais brilhantes que incluía, entre outros, Flávio Rangel. Nos anos 60 o vi se transformando num grande diretor e criador de televisão e ajudando a fazer da Record a mais importante da época. Não me surpreendeu, portanto a partir dos anos 70 ele se tornar um dos maiores autores da TV Brasileira. É um escritor sensível, que escreve histórias sensíveis e de grande qualidade teledramaturgica. Só isso bastaria para ele ter todo meu respeito e admiração.”

(Maria Adelaide Amaral – Novelista)

 

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"Manoel Carlos é uma referência fundamental na teledramaturgia brasileira. Com sensibilidade e delicadeza, Maneco explora os sentimentos, contando histórias que privilegiam as relações humanas. Isso não é fácil! Mas ele é um mestre. Muitas de suas obras me tocaram, mas tenho um carinho especial por 'A Sucessora' e 'Baila Comigo'.”

 

(Alcides Nogueira – Novelista)

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"Manoel Carlos é uma espécie de Enciclopédia da TV Brasileira. Primeiro, transpôs para a linguagem da TV algumas centenas de obras primas do teatro. Isso já lhe concederia lugar à parte na galeria dos heróis da TV. Como se não bastasse, Manoel foi um dos formatadores e diretores do Fantástico, talvez o mais longevo e criativo ptrograma de variedades. E se tornou um dramaturgo particular por suas tramas em que a vida cotidiana, tecida principalmente por grandes personagens femininas, é o centro das atenções. Manoel escreveu tantas e tão marcantes histórias, que os eruditos do futuro dirão que ele talvez não tenha existido, ou que teria sido uma equipe de criação que assinava essas histórias extraordinárias com seu nome."

 

(Geraldo Carneiro – Novelista)



Escrito por jéfferson às 20h51
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“Um homem a frente de seu tempo, grande conhecedor da alma humana, principalmente da essência feminina. Maneco é especial. Além de ter o dom da palavra, possui uma aguçada sensibilidade para observar a vida em toda a dualidade e complexidade das emoções contidas no espírito de cada um.”

 

(Solange Castro Neves – Novelista)

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 “Sempre assisti às novelas do Manoel Carlos não com olhos de profissional,  mas de consumidora. Nunca planejei propriamente escrever novelas;  entrei na televisão pela via do humor, dos seriados.  Aliás, todas as vezes em que acompanhei uma novela foi por prazer, por gosto,  por envolvimento. E as novelas do Manoel Carlos sempre me fisgaram.  Ao terminar o capítulo, tantas e tantas vezes me surpreendia pensando em seus personagens, seus dilemas, no que faria se estivesse na mesma situação.  Para além do meu temperamento de autora, como pessoa mesmo, penso que estou sempre naturalmente mais focada em conflitos íntimos, pessoais, que em questões de ordem ‘macro’.   E nisso Manoel Carlos é mestre: em revelar o quão singular pode ser a vida do homem comum, e em como seus dias aparentemente banais podem ser verdadeiramente extraordinários”.

(Lícia Manzo – Novelista)

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“É inquestionável a importância do Manoel Carlos, na história da televisão brasileira! Ele, assim como outros grandes nomes, como o do Walther George Dürst, o Túlio de Lemos, o Álvaro Moya, o Avancini, o Boni, entre outros, é um dos ¨inventores¨ da nossa televisão, lançando diretrizes e influenciando a linguagem de hoje. Pra mim, é uma honra ter o mestre Manoel Carlos como colega. A novela que mais gostei do Manoel foi ¨Páginas da Vida¨. A Marta, defendida como muito talento pela Lília Cabral, era uma personagem complexa, muito interessante, inesquecível! Parabéns, Maneco, e obrigada por ter aberto esse caminho para todos nós jovens novelistas!”

(Duca Rachid – Novelista)

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“’A Sucessora’ foi uma referência pra criação de ‘Lado a Lado’. Tramas e épocas totalmente diferentes, mas a memória afetiva desse clássico, entre outros, foi o que me aproximou do universo da novela de época para o horário das seis.”

 

(João Ximenes Braga – Novelista)

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“Manoel Carlos é o autor que melhor consegue dar dimensão humana aos seus personagens, sempre livres de estereótipos e suas tramas são sempre distantes de maniqueísmos, sem abrir mão do melodrama de primeira qualidade e do excelente texto. Gosto demais das novelas dele, sobretudo “Laços de Família”, “Por amor” e “História de amor”, mas recentemente tive a oportunidade de assistir a uma de suas primeiras novelas, a qual povoou meu imaginário durante toda a minha infância: “Baila Comigo”. Na época da novela eu tinha apenas 4 anos, mas minhas primas tinham o LP internacional. Eu cresci ouvindo aquelas músicas e tentando imaginar como seriam as tramas. E para minha alegria não me decepcionei. A novela é simplesmente maravilhosa, com um elenco dos sonhos e um texto primoroso. Suas Helenas, sempre assustadoramente humanas, têm em Lilian Lemmertz a gênese de todas elas. Lilian talvez seja a atriz que melhor compreendeu o texto de Maneco e nos ofereceu uma atuação brilhante, desde o minimalismo de pequenos gestos até os grandes e emocionantes momentos. “Baila comigo” se tornou uma de minhas novelas favoritas. Já estou contando os dias para conferir a Helena que o autor vai criar para Julia Lemmertz. Imaginar Maneco como um colega de empresa e profissão é algo que minha mente ainda não processou. Pra mim ele é e sempre será um grande mestre e um de meus sonhos é um dia poder trabalhar com ele”.

 

(Vitor de Oliveira – Novelista)

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“Nos 13 anos em que trabalhei como autor-roteirista na Rede Globo, não tive a honra de escrever com o grande Manoel Carlos. Só posso falar dele, então, como admirador. Maneco é um mestre na construção psicológica das personagens, principalmente femininas. Além disso, ele tem o grande talento de retratar com acuidade o cotidiano, o dia-a-dia do povo brasileiro. Isso provoca uma identificação plena do espectador com suas novelas, uma sensação de que a trama que se assiste à noite na TV, mais do que mera ficção, é parte integrante da vida corrente. Este dom de retratar com fidelidade a vida real vem acompanhado de uma louvável preocupação social. Maneco utiliza suas novelas para instruir, alertar e debater, faz delas um palanque contra preconceitos e um canal para o debate. Temas complexos e polêmicos, assuntos da última hora e que interessam a toda a população, estão sempre presentes para coroar o realismo de suas histórias. É difícil escolher entre tantos sucessos, mas minhas novelas preferidas de Manoel Carlos são: “Por Amor “e “Páginas da Vida”. Sem dúvida, trata-se de um dos mais profícuos e admiráveis autores da nossa teledramaturgia. Suas inesquecíveis e fortes Helenas, suas vilãs incansáveis e seus jovens rebeldes ficarão para sempre na memória e no coração do público brasileiro”. 

 

(Renato Modesto – Novelista)

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“Manoel Carlos escreve novelas como quem conversa com o melhor amigo. Seu texto é leve e delicioso. Uma crônica do dia-a-dia. São muitas as suas novelas inesquecíveis, mas a que mais me marcou foi ‘Por Amor’.”

 

(Vivian de Oliveira – Novelista)

 

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“Manoel Carlos leu um trabalho meu da Oficina de autor da Globo e fez o convite para escrever Por Amor. Eu admirava o texto dele. Segundo Manoel Carlos, tínhamos texto parecido e "química". Escrevi 45 capítulos sozinha. Em algumas semanas, ele escrevia 3 e eu os outros 3 do bloco. Foi uma estreia de luxo. Sou grata a ele.”

 

(Letícia Dornelles – Novelista)  

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"Tudo que disser sobre mestre Manoel Carlos é pouco. Guia de nós todos, autores mais ou menos consagrados, não importa: todos bebemos uma gota que seja das águas do seu talento, cuja força de um tsunami se incumbe de nos remeter à condição de meros aprendizes de feiticeiro. Melhor novela dele?! Para mim são todas, pois em cada uma delas mora, além dos instigantes mistérios da alma de alguma de suas Helenas, que é uma só em tantas, a generosa lição de que não se prende a audiência só com pirotecnias de produção, efeitos mirabolantes, estrepolias dramatúrgicas e ação em ritmo frenético. Muitas vezes funcionam mais a magia e o encantamento da palavra bem colocada, do olhar sabiamente sugerido, do silencio providencialmente tirado do bolso do colete. Roteiros, enfim, construídos fundamentalmente à base da mais pura emoção. Ave, Maneco!" 

 

(Yves Dumont – Novelista)

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"As novelas brasileiras fazem parte da minha formação assim como os filmes, peças, livros e cds... Quando menina eu não perdia um capítulo de Baila Comigo, de Sol de verão, de Felicidade... as novelas do Maneco sempre foram uma referência pra mim de um jeito de escrever e de uma dramaturgia singular, apaixonada e criativa, então você pode imaginar a alegria e a honra que foi trabalhar com o Maneco, ser recebida tão gentil e calorosamente em sua equipe, ver de perto o modo como ele desenvolve as suas tramas, sempre tão originais, e os seus personagens, repletos de facetas, nuances, mistérios, nebulosidades e humor. Foi um grande aprendizado."

 

(Claudia Lage – Novelista)



Escrito por jéfferson às 20h48
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As Interpretes das Helenas

 

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“O Manoel Carlos é o meu Maneco do coração, da minha alma e da mente! É o autor que me deu de presente 3 Helenas (TRÊS!!!) e ainda o magistral piloto do seriado Joana que inaugurou no Brasil a produção independente de teledramaturgia. Seu texto é delicioso de dizer/viver porque Maneco conhece profundamente a alma feminina. Investigar as razões de cada verbo seu me fez crescer como pessoa e como atriz! Este grandioso autor tem o dom de penetrar no mais recônditos territórios do comportamento humano e o que é melhor, comunica-los com maestria! Desejos, ansiedades, dúvidas, empolgações, terrores, fragilidades e grandezas são expostos em seus diálogos. E é tudo em carne viva, a ferro e fogo, sangue e sal das lagrimas derramadas. Viver uma personagem do Maneco é viver uma segunda experiência vital completa, plena, com dor, alegria, "som e furia", como diria Shakespeare. Agradeço à Vida a gloria de nos ter aproximado, nos transformado em parceiros no trabalho e (tremendo privilégio!) amigos na nossa intimidade. É uma honra ter Manoel Carlos comigo em minha passagem por esta existência. Abraço caloroso de muito afeto e gratidão, Maneco!”

 

(Regina Duarte – Atriz)

 

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“Quando o Maneco me escalou pra fazer a Helena na novela ‘Felicidade’ eu amamentava minha filha e o pai dela estava internado numa UTI após um enfarte severo.  Não foi simples me mudar pra Minas aonde começavam as gravações, e monitorar, ao mesmo tempo,  todos os outros aspectos da vida.  A grande compensação foi o texto que continha diálogos brilhantes, densos, e de teor emocional comovente, bonito. A novela alavancou o horário das 18hrs que andava claudicante.  Seu ibope bateu recordes, ‘Felicidade’ teve grande êxito, e deu bastante lucro, sendo vendida no mundo inteiro com o nome de Helena.  O Maneco entende de gente, sabe falar do que vai por dentro das pessoas, consegue ser profundo sem jamais ficar arrogante ou chato ao fazê-lo.  É um dos grandes, e tem seu estilão inigualável!”  

(Maitê Proença – Atriz)



Escrito por jéfferson às 20h44
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Histórias de Novelistas: MANOEL CARLOS - O Mestre da Emoção

 

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“A Helena, juntamente com a Ana de Assis (da Glória Perez) foram meus personagens principais na televisão. Fiquei muito agradecida ao Maneco quando ele me convidou para ser a Helena; era uma responsabilidade muito grande ser a Helena depois da Lilian Lemertz e da Regina Duarte. Acho que vivi minha Helena com muita profundidade. Fiz o papel com paixão, amor e muito sofrimento. Gosto muito do meu trabalho. Minha Helena tinha que ser bonita, pois era dona de uma clínica de estética. E eu a fiz muito apaixonada por um rapaz mais jovem e muito preocupada com seus dois filhos. E completamente independente na sua forma de amar. Ela amou o Gianecchini, o José Mayer e o Tony Ramos. Cada um de uma maneira diferente. Minha relação com o Maneco foi do mais profundo respeito. Tive uma reunião com ele no início da novela, onde ele me falou o que ele queria de mim. No seguimento da novela eu não liguei pra ele nem uma vez sequer, porque sei que os autores não têm tempo pra nada; eles escrevem a novela e a gente interpreta o papel. Eu me entreguei à personagem com alma e coração. Uma das muitas cenas que amei fazer em ‘Laços de Família’ foi quando eu conto à Camila (Carolina Dieckmann) que ela é filha do Zé Mayer, que é meu primo, e que estou grávida dele para curá-la da leucemia. A minha Helena foi emocionante o tempo inteiro. Não vi as outras Helenas, mas acho que a minha merece nota 10. A história mexeu muito comigo. Eu chorava o tempo inteiro nas cenas, e senti toda aquela dor e sofrimento. "Laços de Família" foi muito importante na minha carreira, tanto pelo carinho e confiança do Maneco, como pelo amor aos meus colegas, e me deu a chance de fazer uma interpretação de alto nível. Obrigada, Manoel Carlos!”.

 

(Vera Fischer – Atriz)

 

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A Helena é um papel ícone da teledramaturgia. As atrizes escolhidas e convidadas para viver uma das Helenas sempre sabem que isso é uma grande homenagem. Fiquei muito feliz de vivê-la. Na época em que fui chamada, voei para Nova York para encontrar com o Maneco, que na época morava na cidade, para conversar sobre o papel. Foi um momento muito gostoso da minha carreira. Na novela ‘Baila Comigo’, foi à primeira vez em que o Maneco escreveu uma Helena, interpretada pela Lilian Lemmertz. Eu vivi a filha desta inesquecível Helena. E, anos mais tarde, foi emocionante viver uma Helena. Do ponto do vista do autor, a Helena de 'Mulheres Apaixonadas' era diferente das demais sim. Em todas elas, por serem as heroínas, se encontrava uma conduta perfeita. O Maneco dizia que a minha Helena era a mais politicamente incorreta dele. Era o personagem que tinha um componente menos moral. Imagine... ela trai o marido em plena lua de mel. Foi uma Helena atípica, um personagem profundamente humano e contraditório. O Maneco tem uma relação com as Helenas dele que é algo incrível. Durante toda a novela, ele manda cartas, livros de arte. Ele escreve com caneta tinteiro e tem uma caligrafia muito bonita. Era quase uma volta aos anos 40. Tenho bilhetes lindos dele.  Essa relação do autor com sua musa, sua inspiração é algo que toca a todos. A maneira como ele leva isso é muito especial. Quem me ajudou muito a construir a Helena foi o Maneco porque ele sabe exatamente o que ele quer da personagem. Com o Tony Ramos e o Zé Mayer  eu já tinha contracenado em vários outros trabalhos. Já tinha intimidade com eles e adoro trabalhar com os dois. São ambos de um humor sensacional. A história da minha Helena era aquela, o convívio e a relação muito forte com as irmãs. O Ricardo Waddington fez algo, na época, muito curioso. Me chamou para almoçar com a Julinha (Gam) e a Maria (Padilha) dentro do estúdio. Nós almoçamos ali, fofocamos, rimos... ele queria sentir como funcionávamos juntas. Foi uma dinâmica boa para todo mundo. Antes de começar uma novela do Maneco, você sabe que está vivendo um projeto diferenciado. E, a partir daí, já se organiza e se adapta para entrar naquele ritmo. O Maneco tem um lado jornalístico no trabalho dele, que é incrível. Ele gosta de inserir em suas cenas temas do cotidiano das pessoas. Eu lembro que às vezes, eu lia uma noticia no jornal de manhã; de tarde, chegava um adendo de cena; nós gravávamos e, à noite, já ia ao ar uma cena com aquilo que eu tinha lido de manhã. Algumas vezes, recebia cenas de madrugada...”

 

(Christianne Torloni – Atriz)



Escrito por jéfferson às 20h43
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Histórias de Novelistas: MANOEL CARLOS - O Mestre da Emoção

 

ÍCONE DA TELEDRAMATURGIA BRASILEIRA:

 

LAURA CARDOSO

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“O Manoel Carlos é importantíssimo na teledramaturgia brasileira. Ele é um dos mais importantes autores de telenovelas do Brasil. O Manoel faz sucesso em qualquer parte onde ele apresenta o que ele escreve, o que ele conta. Eu tive a felicidade de fazer uma novela com ele, que inclusive se chama ‘Felicidade’, que foi uma das primeiras novelas que eu fiz quando eu vim pra Globo, que era uma novela linda que agora está sendo reprisada no Canal Viva. Eu respeito e gosto muito do Manoel... Jéfferson, os novelistas brasileiros são todos eles muito importantes e muito bons, eles realmente escrevem bem, a prova é o sucesso que a novela brasileira faz no mundo todo. A novela brasileira é considerada é uma das melhores do mundo, e a Globo faz isso com muita propriedade...”

 

(Laura Cardoso – Atriz)



Escrito por jéfferson às 20h41
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Histórias de Novelistas: MANOEL CARLOS - O Mestre da Emoção

JÚLIA ALMEIDA: ATRIZ E FILHA DE ‘’MANOEL CARLOS’’

 

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“Amo muito meu pai por te me aguentado na adolescência, por ter sempre me incentivado a ler um livro por semana, por colocar música clássica para eu dormir, checar se minha letra estava bonita nos deveres de escola, até hoje quando eu acordo tem uma mensagem de bom dia no meu celular... Tenho orgulho de ver como ele é uma inspiração para tantas pessoas e tudo que ele conquistou, mas principalmente, meu pai nunca saiu do meu lado e nunca me decepcionou, amo ele por isso e muito mais. Afinal de contas, é meu pai!"

(Júlia Almeida – Atriz)

 

 

 

 



Escrito por jéfferson às 20h40
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Histórias de Novelistas: MANOEL CARLOS - O Mestre da Emoção

 

ATORES & ATRIZES

 

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“Manoel Carlos escreve com a leveza de um Rubens Braga, a humanidade de um Carlos Drummond de Andrade e é, como teledramaturgo, o maior cronista da cidade do Rio de Janeiro. É o paulistano mais carioca que já conheci em toda a minha vida. O universo das suas novelas é imediatamente reconhecível: não há nelas - como virou moda ultimamente - nem a celebração do mal nem a glamourização da vilania; seus personagens são gente como a gente, suas histórias cheias de humanidade poderiam acontecer a qualquer um de nós e é certamente por isso que o público consagrou todas as suas novelas. Eu tive o privilégio de participar de 6 trabalhos dele : 5 novelas e uma minissérie - todos recebidos com grande entusiasmo pelo público. O fato de merecer sua confiança como escritor é um dos maiores elogios à minha carreira de ator. Além disso, o Maneco (é assim que é chamado pelos amigos) é uma excelente companhia pra jogar conversa fora em torno de uma boa garrafa de vinho.”

                                                       

(José Mayer – Ator)

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“Eu simplesmente devo tudo ao Maneco, foi ele quem acreditou em mim, teve a coragem de entregar um papel de protagonista pra um ator até então inexperiente, me protegeu como um grande padrinho. Além de ter me dado esta oportunidade, ele é um grande paizão, tem esta característica de cuidar, sempre me deu muito apoio. Ele morava bem perto da minha casa, fui acolhido até pela família dele! Tenho um amor enorme por todos eles e sinto falta desta convivência. O Maneco é um ser precioso na história da televisão! Tudo que ele produz é muito consistente e de muita sensibilidade. Ele é parte da história da TV e tem um olhar muito especial das relações humanas.”

(Reynaldo Gianecchini – Ator)

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“O Manoel Carlos foi um autor a acreditar em mim, apesar de ser uma atriz iniciante, ele confiou muito em mim (e eu nele) e me deu uma personagem cheia de conflitos, complexa, forte, enfim inesquecível... Tudo na novela ‘Por Amor’ foi muito especial pra mim, e jamais vou esquecer que o Maneco me deu essa oportunidade incrível. Torço pra poder trabalhar com ele novamente, depois de tantos anos. Seria uma honra imensa, mais uma!”

(Gabriela Duarte – Atriz)

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Falar sobre essa pessoa tão generosa é um prazer sem fim. Resolvi pesquisar o significado do seu nome, e não podia ser diferente: Trabalho construtivo, maturidade emocional, sabe o que quer e como atingir seus objetivos,afetividade e amor – próprio, tudo que ele nos deixa sentir e transmitir ao publico quando estamos vivenciando seus personagens! Um gênio.  Que me deu grandes oportunidades e que tenho enorme carinho e admiração. “

(Giovanna Antonelli – Atriz)

 
 

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“Manoel Carlos é um dos maiores, senão o maior contador de histórias reais de todos nós. Não perco suas novelas, sobretudo pela qualidade de sentimento impresso nos seus personagens que nos fazem perguntar, pensar e encontrar respostas; E nós atores somos contadores de grandes emoções... Minha novela preferida? ‘Por Amor’. Inesquecível!”

(Cássia Kis Magro – Atriz)

 

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“Quando eu era adolescente, já assistia as novelas do Maneco, sem nunca imaginar que um dia poderia ser eu, que contaria uma história dele. Eu me lembro de cenas de Baila Comigo e Sol de Verão até hoje, e eu era uma menina, mas já me impressionava com a sua poesia. Conheci o Maneco na sala do Paulo Ubiratan, quando ele escrevia Felicidade, fiquei muito nervosa, e logo expressei minha vontade de fazer uma novela dele, e em 1995 fiz História de Amor. Ganhei um amigo! Só mesmo um amigo verdadeiro, para confiar em mim, e me dar personagens que transformaram a minha vida profissional! Sou eternamente agradecida, tenho o maior orgulho de ser amiga dele, e por ele eu faço tudo! Acho que é difícil expressar com palavras o que ele significa para a TV brasileira, ele é extraordinário! Tem coisa mais gostosa que ler sua crônica no Domingo, parece que há sua semana começa diferente, com amor, carinho, perseverança e esperança, esse é o Maneco... lindo!” 


(Lilia Cabral – Atriz)



Escrito por jéfferson às 20h38
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Histórias de Novelistas: MANOEL CARLOS - O Mestre da Emoção

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"Manoel Carlos é um dos monstros sagrados da Teledramaturgia Brasileira.
Tive o prazer e o privilégio de fazer parte de um de seus maiores sucessos no horário nobre que foi ‘Mulheres Apaixonadas’. Dono de uma escrita fluente, simples, porém cheia de intensa profundidade, conhece como poucos o universo feminino.
Vida longa a esse mestre da escrita...”. 

(Marcello Antony – Ator)

 

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“Trabalhar numa novela de Manoel Carlos sempre foi um sonho da grande maioria de atores brasileiros. Maneco é um dos mais férteis e talentosos autores da nossa dramaturgia. Ele sempre foi chamado de "o cronista do cotidiano", pela capacidade de retratar os dramas, tensões e emoções de pessoas comuns, pessoas, que nós telespectadores nos identificamos de imediato. Suas personagens são tão marcantes, que sua lembrança permanece na memória do público por muitos e muitos anos. Eu tive a oportunidade de trabalhar duas vezes com o Maneco; A primeira em 1984, no primeiro trabalho de dramaturgia da extinta TV Manchete, a minissérie, ‘Viver a Vida’, dirigida por Mario Marcio Bandarra, e a segunda foi na novela ‘Por Amor’ na TV Globo, em 1997. Nesse trabalho vivi uma personagem polêmica, um bissexual. Um cara bacana, com uma família amorosa e harmoniosa, que descobre-se depois de maduro, amando um outro homem. Foi a primeira vez que a TV brasileira debateu essa questão de forma não caricatural. Lembro-me bem da reunião com Maneco e o saudoso Paulo Ubiratan, por ocasião do convite para fazer a novela; "Você não é obrigado a aceitar o papel, pois entendemos que é muito polêmico e muitos de seus colegas não aceitariam, pela exposição que terá...”, disse Paulinho. Eu olhei para o Maneco fingindo naturalidade e urrando de alegria por dentro, pois tudo o que um ator precisa na vida é "uma boa personagem". Desnecessário dizer, nesses últimos 38 anos que venho atuando em televisão, Rafael Fontes, a personagem que interpretei em ‘Por Amor’ foi a personagem mais marcante na memória do público. Ainda hoje sou abordado por pessoas que vem me agradecer, porque a novela ajudou-as de alguma forma em seus dramas familiares. Que  Manoel Carlos continue trazendo para a nossa dramaturgia essas histórias maravilhosas que encantam o Brasil. Mas ele interferiu em minha vida de outra forma também. Ele gerou dois filhos que foram grandes amigos e pessoas importantes em minha vida, o fantástico ator Ricardo de Almeida e o queridíssimo jornalista Manoel Carlos Junior. Ambos cometeram uma só indelicadeza na vida, nos deixaram muito cedo. Por tudo isso, Maneco, sou grato a você.”

 

(Odilon Wagner – Ator)

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“Considero Manoel Carlos, o nosso Maneco, o mestre da delicadeza e da sutileza. O autor que extrai o extraordinário do cotidiano. Tive a sorte de estrear na televisão em ‘Água Viva’, de Gilberto Braga com a colaboração do Maneco e de vinte e tantos anos depois fazer a Hilda de ‘Mulheres Apaixonadas’. A imensa humanidade dela me inspirou e me ensinou muito... Obrigada Maneco! Viva você!”

 

(Maria Padilha – Atriz)


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“Meu primeiro encontro com Manoel Carlos (nosso Maneco) foi na sala do querido e saudoso amigo Paulo Ubiratan, em 1996. Eu havia acabado de fazer ‘A Idade da Loba’, na Bandeirantes, do também querido Alcione Araujo que nos deixou há pouco tempo (tão cedo...). Maneco chegou na sala do Paulo, olhou pra mim e disse: " Vi ‘A idade da Loba’ e gostei muito do seu trabalho. Você estará em minha próxima novela’. Fiquei felicíssima e isso ainda demorou dois anos até a estreia de ‘Por amor’, em 1998. ‘Virginia’ sempre foi uma das minhas personagens prediletas e isso eu já disse em muitas entrevistas...  Em toda novela do Maneco, a gente tem a impressão de estar olhando pelo buraco da fechadura, se envolve, sofre e se alegra com aquelas histórias simples, mas contundentes e sempre totalmente críveis. Para os atores,  está ali   a possibilidade de trabalhar com filigranas, com os silêncios,  com tudo que nos acompanha vida afora e que ele transforma em histórias... Nada é gratuito, Maneco tem uma enorme disponibilidade para com os atores de suas tramas e, é querido por todos. A história da TV brasileira está completamente ligada à obra de Manoel Carlos!”

 

(Ângela Vieira – Atriz) 

 

 

 

 



Escrito por jéfferson às 20h32
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Histórias de Novelistas: MANOEL CARLOS - O Mestre da Emoção

 

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“Fico feliz por gostar do meu trabalho em ‘Historia de Amor’, um dos meus preferidos. Creio que a ‘Marta’, foi à personagem mais humanizada que interpretei na TV. Oscar Niemeyer dizia que cada um de nos, veio ao mundo para escrever a própria historia. Mas o Manoel Carlos, escreve a historia de todos nos. Seus personagens são de verdade. Ele estabelece uma preciosa cumplicidade com o ator para o qual esta escrevendo, gosta de "trocar figurinhas", e isso é genial. "Marta” foi uma das bênçãos que recebi na vida. Todo meu respeito e admiração por Manoel Carlos”.

 

(Bia Nunnes – Atriz)

 

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“O Maneco é de fundamental importância na teledramaturgia brasileira. Suas novelas e séries sempre são especiais, sempre aguardadas por todos. É um autor que tem um olhar sensível às delicadezas da vida e do cotidiano... A identificação com as suas personagens é muito rápida e fácil. Além disso, ele tem um olhar terno em direção ao seu povo. Assistimos às suas novelas e sentimos prazer por sermos compreendidos e retratados por ele. Trabalhar com o Maneco foi muito enriquecedor e prazeroso porque ele escreve cenas excelentes, tira proveito das situações com maestria, enfim, é um dramaturgo de mão cheia. Além disso, o texto que ele escreve é incrivelmente fácil de dizer e decorar porque a palavra sempre serve perfeitamente à cena e às personagens. Fiz Mulheres Apaixonadas da autoria dele em 2003 e sou lembrada por minha personagem até hoje nas ruas, não importa o que eu tenha feito depois. "Mulheres Apaixonadas” e "A Presença de Anita" são as minhas obras favoritas do Maneco. “

(Vanessa Gerbelli – Atriz)

 

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“Com o Maneco trabalhei na novela ‘Por Amor’, com a personagem Aninha, e, claro, essa é a obra dele que eu prefiro (risos). Manoel Carlos é democrático, dá chance a novos talentos e, é muito carinhoso com os atores. Adorei trabalhar com ele. Abraço!”

 

(Babi Xavier – Atriz)

 

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“O Maneco é uma pessoa incrível, acessível, falamos muitas vezes durante o nosso trabalho na novela ‘Mulheres Apaixonadas’, onde eu vivi o Padre Pedro. É engraçado porque, como não sou brasileiro, comecei a me dar conta da importância dele só quando acabou a novela e posso dizer que ele é realmente um mestre!

(Nicola Siri – Ator)

 

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“Jéfferson, eu amo o Manoel Carlos , é um autor  de uma sensibilidade e de um talento fora do comum. Espero que na sua homenagem a esse grande escritor muitos
amigos façam jus ao privilegio de terem trabalhado com ele! Sei o
quanto ele é amado e o que posso desejar além de saúde e mais sucesso?!
Beijos Manoel Carlos e um VIVA pra você!”

 

(Tâmara Taxman – Atriz)

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“Todo ator sonha um dia trabalhar com ele ou se orgulha de já ter participado de um trabalho seu. Manoel Carlos é uma expressão única na dramaturgia nacional e mundial, pela intensidade dos seus personagens e criatividade de suas histórias. Suas crônicas são brilhantes também! Adoro tudo o que ele faz! Novela inesquecível, entre tantas marcantes, foi ‘A Sucessora’”.

(Fátima Freire – Atriz)

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“Eu tive o privilégio de estrear na televisão através de uma novela do Maneco. Foi em ‘História de amor’, de 1995/96, em que eu fazia a personagem Bruno, eterno apaixonado pela Joyce (personagem da minha querida Carla Marins). Claro que sou suspeito, mas acho mesmo que esse foi um dos seus melhores trabalhos. Outro dia encontrei com a Regina Duarte, que na ocasião encarnou a mítica Helena, e ela concordou comigo. O texto do Maneco costuma ter uma característica muito interessante: ele quase não precisa de adaptações! É que é, muito comum nós atores fazermos pequenas adaptações no texto da novela, para que ele fique mais orgânico e mais fácil de decorar no pouco tempo que temos. Mas o texto do Maneco costuma ser orgânico e, por isso, fácil de decorar. Claro! Não é a toa que ele é um dos grandes autores de todos os tempo. Salve, Manoel Carlos!”

(Claudio Lins – Ator)

 

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“Conheci o Maneco em 1979, quando ele era um dos autores do seriado ‘Malu Mulher’. Fizemos amizade e ele pedia a minha mãe que todas as vezes que chegássemos no Rio de Janeiro para gravar, ligássemos para ele... E assim fazíamos e quase sempre íamos á casa dele, onde eu ficava brincando com a filha dele, Carola, que regula de idade comigo enquanto ele ficava conversando com minha mãe e sabendo um pouco mais de meu comportamento como adolescente para escrever para a minha personagem no seriado, a Elisa! E assim fomos estreitando os laços e fiz vários textos maravilhosos dele em Malu, como o que a Elisa fica menstruada pela primeira vez, que foi um marco na TV, já que nunca se havia falado disso em dramaturgia! Depois desse trabalho de 2 anos em Malu, ele começou a escrever “Baila Comigo”(1981) e ficou com medo que a Globo não renovasse meu contrato e tratou logo de me escalar para um papel, a Flora, irmã da Fauna, feita pela estreante Fernanda Torres! Éramos filhas do Jonas Mello e da Suely Franco. Minha mãe me contou sobre o Maneco, pois ela acompanhou o trabalho dele, através de revistas na época em que ele escreveu muitos programas, na Record, na Excelsior e agora no ‘Livro do Boni’ também fiquei sabendo mais coisas! Maneco é importante na TV Brasileira pois ajudou e muito a fazer bons programas de entretenimento! Como autor de novelas, entende bem do cotidiano da gente, coloca em evidência as preocupações mais artificiais até as mais profundas do ser humano, como nenhum outro autor faz! Gostei muito da novela ‘Por Amor’, acho que dramaticamente foi uma novela que me prendeu bastante!”

(Narjara Turetta – Atriz)

 

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“Eu tive a sorte de estrear na TV em uma novela deste autor que eu admiro tanto. Assisti a todas as novelas dele e me encantei com diversos personagens de suas histórias. Minha estreia teve um foto curioso! O episódio todo era sobre a festa da Renatinha, minha personagem. Ela estava fazendo aniversário e todo o elenco jovem da novela iria se encontrar lá. O episódio foi ao ar no dia do meu aniversário da vida real! Dia 13 de março. Foi meu melhor presente de aniversário até hoje (risos)!”

 

(Juliana Mesquita – Atriz)

 



Escrito por jéfferson às 20h15
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Histórias de Novelistas: MANOEL CARLOS - O Mestre da Emoção

 

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“Eu tive a felicidade de participar da novela ‘Páginas da Vida’, fazendo a irmã Natércia que era uma personagem muito agradável, uma freira solidária, compreensiva, amorosa, uma irmã de verdade... E o Manoel Carlos, ou Maneco – como a gente chama carinhosamente, tem uma trajetória de textos de novelas, e de abordagens de personagens maravilhosa, porque ele trata os seres humanos como eles devem ser refletidos com a sua simplicidade e sua complexidade, quer dizer os personagens tem uma marca, e dentro dessa marca que eles tem há o cotidiano, o Maneco faz diálogos maravilhosos e privilegia as personagens femininas que são um grande universo e eu me sinto muito honrada de ser mulher e ter participado de um trabalho dele. Eu não posso dizer qual foi o trabalho dele que eu mais gostei porque tudo o que ele faz é muito bom, então é muito difícil você dizer qual foi o melhor, eu acho que cada trabalho do Maneco nos deixa muito felizes, e eu falo não só por mim, mas também pelas pessoas que o assistem e que conversam comigo e sempre comentam os textos dele.”

(Bete Mendes – Atriz)

 

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“Manoel Carlos é figura única na história da teledramaturgia no Brasil. Seus textos são pura literatura. Dá um prazer imenso dar vida a um dos seus personagens e poder dizer falas tão bem escritas. Maneco é festejado por todos, seja pela crítica, pelos seus companheiros de oficio e, sobretudo por todos nós atores. Ser escalado pra uma de suas novelas é sonho de qualquer artista. Várias carreiras podem ser divididas em antes e depois de trabalhar com esse artesão das palavras, de histórias  ricas de sentimentos tão humanos. Que venha logo a próxima para nos enredar durante um bom tempo. Viva Maneco!”

(Edwin Luisi – Ator)

 

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“Do Manoel Carlos eu fiz a Roseli, em "História de Amor", mas atuei em participações menores em outras várias novelas dele. Sempre com o maior prazer! Suas novelas traduzem muito bem o cotidiano do Rio de Janeiro, os personagens são bem reais e vivem os dramas com que as pessoas do "mundo real" se identificam muito. Isso transparece no carinho que a gente recebe do público, que nos aborda na rua, sempre dizendo que conhecem alguém daquele jeitinho ou dando palpites de como resolver as questões. 
Quanto à novela que mais gostei, não consigo pensar em outra que "História de Amor", que para mim teve uma importância toda especial, pois marcou a minha volta à TV depois de 7 anos de ausência. Tenho muita vontade de atuar novamente numa novela do Maneco. Isso me faria muito feliz!”

(Nica Bomfim – Atriz)

 

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“Com o Manoel Carlos eu fiz a novela ‘Felicidade’ e foi ótimo trabalhar com ele. Ele é um autor maravilhoso, ele é um grande autor. Ele escreve lindamente. Eu estou nua expectativa enorme em relação à próxima Helena dele que a Júlia Lemmertz vai fazer, inclusive a mãe dela, a Lilia Lemmertz fez a primeira Helena.”

(Edney Giovenazzi – Ator)

 

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"O Maneco tem uma característica que especialmente me comove: ele é totalmente fiel a ele mesmo. E isso é tão raro nos dias de hoje, quando as pessoas fazem um mix de tudo e jogam no mercado só pensando em se dar bem... O Maneco é fiel ao seu jeito de enxergar a vida, e isso dá solidez e credibilidade quando ele resolve contar uma história. Isso pra mim é arte!"

(Xuxa Lopes – Atriz)

 



Escrito por jéfferson às 20h08
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Histórias de Novelistas: MANOEL CARLOS - O Mestre da Emoção


 

ESPECIALISTAS EM TELEDRAMATURGIA


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“Em meu encontro mais recente com Manoel Carlos, a respeito de sua passagem pela pioneira TV Paulista, canal 5, comentei que bastariam as novelas Maria, Maria  (adaptada do romance Maria Dusá, de Lindolfo Rocha) e A Sucessora (adaptação do romance de Carolina Nabuco) para ele figurar no time dos grandes escritores.  Entretanto, Manoel Carlos foi além: trouxe para o gênero telenovela a "crônica" como estilo narrativo em sucessos como Por Amor, Laços de Família e Páginas da Vida. Registro minha admiração e afeto por ele e sua obra que, sem dúvida alguma, ampliou a dimensão humana em personagens como Mariazinha e Maria Dusá, o tropeiro Ricardo Valeriano, Marina, Roberto Steein, a governata Juliana, Raquel, Heitor,os gêmeos Quinzinho e João Victor até chegar em suas Helenas, representantes da essência da alma feminina com todos os matizes que as mesmas carregam. Enfim, personagens com as quais nos habituamos a conviver como se fossem de nossa família.”    

(Mauro Alencar – Doutor em Teledramaturgia)


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“Manoel Carlos contribui desenvolvendo e acrescentando novas linguagens para a teledramaturgia brasileira através do seu estilo em retratar os dramas urbanos do espaço da periferia carioca, outras localidades brasileiras e os conflitos familiares. Compreendemos ao assistir suas telenovelas elementos semelhantes que remetem a outras tramas do autor, num eterno diálogo. São pertinentes esses elementos porque causa mais rápido a identificação, a proximidade e o interesse do público em assistir suas narrativas. Surgem em várias telenovelas do autor situações corriqueiras ao retratar o povo brasileiro, tais como: um simples gesto de tomar o café da manhã; pegar um ônibus ou trem para ir trabalhar; os dramas familiares e as situações de conflitos do dia a dia do público e temáticas sociais contra os mais variados tipos de preconceito, por exemplo. O universo representado nas narrativas de Carlos reflete a sua visão de mundo e a do telespectador. Faz parte do seu processo de criação apresentar um grande número de personagens nas mais diversas tramas paralelas. O autor dá voz a todos os personagens como se fossem os protagonistas.  Em cada trama paralela e/ou na principal há um vilão e um tipo de motivação emocional, que pode ser: vingança, ambição, ascensão e status, entre outras. São essas representações do cotidiano que aparecem nas telenovelas de Manoel Carlos que fez dele ser um dos autores mais significativos e importantes no cenário teledramatúrgico nacional. O seu estilo em retratar o cotidiano das pessoas reais, o processo de criação, a concepção de suas histórias e as dos personagens influenciam as criações de novos autores e até os mais consagrados.”

(Claudino Mayer – Doutor em Teledramaturgia)


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“Manoel Carlos é uma das principais influências que tive na minha vida. Acompanho suas tramas desde muito garoto. Apaixonei-me por seu trabalho em 1978, assistindo ‘Maria Maria’ e, no mesmo ano, ‘A Sucessora’. São duas das minhas tramas favoritas até hoje. Sou louco também por ‘Baila Comigo’, ‘Sol de Verão’, ‘Felicidade’, ‘História de Amor’, ‘Por Amor’, ‘Presença de Anita’ e ‘Maysa’ e sempre fico encantado com a forma como ele cria personagens femininos fortíssimos e manipula os sentimentos. Se tivesse que traduzir Manoel Carlos seria exatamente assim: um exímio manipulador de sentimentos. A cada novela ele transportar seu público para um labirinto em que todas as emoções se fazem presentes e se perdem, se confrontam e se misturam. Mas ele nunca perde o fio da meada. É um autor minucioso, que não precisa de grandes acontecimentos em suas histórias. A matéria prima que mais gosta é a realidade, o dia a dia, as relações interpessoais. Maneco é um novelista necessário e saber que ele está preparando sua derradeira telenovela, criando sua última Helena, dá um aperto no coração e uma saudade de algo do qual ainda nem nos despedimos.”

 

(Jorge Luiz Brasil – Redator-Chefe da Revista “Minha Novela” – Editora Abril)

FIM

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Agradecimentos

 

·         Daniela Diniz – TV Globo

·         Tamara Ganem – TV Globo

·         Jorge Brasil

·         Piny Montoro

·         Liège Monteiro

·         Karen Grimaldi

 

Publicada originalmente em 22/12/2012 no site nomundodosfamosos.com.br 

 



Escrito por jéfferson às 20h01
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Histórias de Novelistas: MANOEL CARLOS - O Mestre da Emoção

Em Dezembro...

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"Histórias de Novelistas" homenegeará o grande autor de novelas MANOEL CARLOS - O Mestre da Emoção.

Aguardem!



Escrito por jéfferson às 19h51
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