Entrevista Especial com CARLA CABRAL

 

 

 

Hoje eu tenho a honra de entrevistar uma das melhores atrizes de sua geração... Dona de uma beleza inconfundível e de um talento absoluto ela trilhou uma brilhante carreira, sempre interpretando personagens inesquecível e extremamente marcantes, como a Das Dores da novela “Xica da Silva” e a Juliana em “Mandacaru”, ambas na extinta Rede Manchete. Mas foi na Rede Record que a atriz deu um upgrade em sua carreira e arrancou elogios do público e da crítica ao protagonizar a belíssima novela “Essas Mulheres”, mas também nos encantou com a personagem Carolina na trama “Cidadão Brasileiro”... Atualmente essa versátil atriz vem dando um show de interpretação como a Bila na minissérie bíblica da Record: “José do Egito”. E, quem pensa que ela descansará após o término da minissérie está muito enganado, pois voltará no segundo semestre com uma nova personagem na primeira novela do Carlos Lombardi na emissora, que vem sendo chamada de “Pecado Mortal”. Enfim, em cada trabalho ela sempre nos impressiona por seu jeito único de interpretar. Desde de Janeiro ela nos surpreendeu alterando seu nome artístico, muito ligada a astrologia e a numerologia, e com o objetivo de homenagear seu querido e falecido pai, ela deixou de ser chamada de Carla Regina pra ser chamada de CARLA CABRAL.


“O ator precisa trabalhar, ele se compõe das vidas que representa. Quando um trabalho acaba, o vazio é sempre uma dificuldade.”

(Carla Cabral)

 

Jéfferson Balbino:     Carla, começa nos contando como surgiu seu interesse pela carreira artística?

Carla Cabral: Na verdade, nunca houve interesse por uma outra área. Sempre quis ser atriz. Fiz alguns trabalhos como modelo, mas logo cedo estreei nas novelas e não parei mais. Porém, se não fosse artista, certamente seria veterinária. 


Jéfferson Balbino: Seus primeiros trabalhos na TV foram nas novelas: “Quatro por Quatro” (TV Globo/1994), “Malhação” (TV Globo/1995) e “Tocaia Grande” (Rede Manchete/1995). O que você destacaria dessas primeiras experiências na teledramaturgia brasileira?

Carla Cabral: Em “Quatro por Quatro” a personagem era muito pequena – eu era uma das muitas namoradas do Ralado (Marcelo Faria), mas valeu pra ter o primeiro contato com o mundo da TV, e também pra conhecer o Carlos Lombardi.

Essa primeira experiência em “Malhação” também foi muito pequenininha, e logo depois eu fui pra Manchete, que nessa época era a principal concorrente da Globo em dramaturgia, e quem encabeçava isso era o Walter Avancini. 

Jéfferson Balbino: Ainda na extinta Rede Manchete você foi dirigida pelo lendário Walter Avancini nas novelas: “Xica da Silva” (1996) e “Mandacaru” (1997). Como foi trabalhar com esse inesquecível diretor nessas novelas?

Carla Cabral: Logo de início ele “me adotou”, e me presenteou com três grandes personagens  - “Tocaia Grande”, “Xica da Silva”, e “Mandacaru”. Até hoje sou reconhecida nas ruas por essas personagens. Eram novelas fortes, intensas, com cenas de nudez e violência, mas que faziam muito sucesso, e revelaram muitos dos atores que estão aí hoje. Trabalhar com o Avancini foi uma das experiências mais incríveis que já tive: ele me ensinou coisas para a vida toda, como disciplina, pontualidade, e respeito pelo meu ofício. Foi ele quem me tornou atriz de verdade. 

Jéfferson Balbino: Você também fez parte do elenco da novela “Brida” (1998) que foi um fracasso total que levou a Rede Manchete a extinção... Como você reagiu diante desse processo conturbado?

Carla Cabral: A interrupção de “Brida” foi um choque para todos, e o pior de tudo foi a derrocada da Manchete. Mas, como diz o poeta, “o show tem que continuar”, fui buscar novos caminhos – e emissoras. 


Jéfferson Balbino: Como é o seu envolvimento com suas personagens?

Carla Cabral: Sem dúvida o ator faz uma troca com cada personagem: dá algo de si pra ela, e tira algo pra própria vida. Minha carreira é marcada por mulheres muito fortes, guerreiras, que lutam pelo que querem, apesar das diversidades. Essa é, sem dúvida, uma característica minha que fica mais forte a cada trabalho.

Jéfferson Balbino: Que lembranças você tem da Ana Paula, sua personagem na novela “Andando nas Nuvens” (TV Globo/1999)?

Carla Cabral: Foi uma personagem pequena, mas tive a oportunidade de conviver com um elenco incrível. E novela das sete na Globo tem sempre a vantagem da leveza, é um clima diferente. 

 



Escrito por jéfferson às 20h33
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Entrevista Especial com CARLA CABRAL

 

 

Jéfferson Balbino: Com o nosso querido Lauro César Muniz você trabalhou na minissérie “Chiquinha Gonzaga” (TV Globo/1999) e na novela “Cidadão Brasileiro” (Rede Record/2006). O que você ressaltaria do texto desse renomado autor?

Carla Cabral: O Lauro é um grande autor! Em “Chiquinha Gonzaga” – que também era assinada pelo Marcílio Moraes, com quem depois fiz “Essas Mulheres” – tive a honra de ser a filha da protagonista, vivida pela Regina Duarte. Já em “Cidadão Brasileiro”, fui uma das protagonistas, em uma novela muito forte. “Cidadão Brasileiro” tem um dos textos de dramaturgia mais incríveis que já li, e foi uma honra fazer parte deste trabalho. Sou muito grata ao Lauro por ter me dado à Carolina Castanho – que, como eu já disse acima, foi mais uma das minhas personagens fortes e que lutava pelo que queria.


Jéfferson Balbino: Na novela “Marcas da Paixão” (Rede Record/2000) sua personagem Guida vivia um grande conflito com sua própria irmã... Como você trabalhou o perfil psicológico dessa marcante personagem?

Carla Cabral: Sou filha única, então, tive que buscar essa relação fraternal das experiências das amigas e primas. Observei várias famílias, e percebi que sempre há um conflito: se não for pelo namorado, é pela roupa, pelo status da mais bonita da família, da mais talentosa. Como atriz, meu trabalho é muito de observação, e foi assim que construí a Guida. 


Jéfferson Balbino: Como foi o processo de composição das personagens Marina e Renata que você interpretou na novela “Seus Olhos” (SBT/2005)?

Carla Cabral: Primeiro foi uma honra fazer não uma, mas duas protagonistas na mesma novela do SBT. A trama era muito complexa, envolvia amores, traições, vinganças. Mas o principal era que tudo estava concentrado nos sentimentos de Marina e da Renata, e isso era demonstrado pelos olhos delas – por isso o título. Foi um trabalho de composição física, no qual eu tive que exercer, mais do que nunca, a capacidade de atuar com o olhar. Nesse processo, foi fundamental o trabalho de parceria com os atores do elenco.

Jéfferson Balbino: O que você acredita ser o maior desafio da sua profissão?

Carla Cabral: Cada novo personagem é um desafio. 
Mas, pensando bem, o maior desafio é o espaço entre um trabalho e outro: o ator precisa trabalhar, ele se compõe das vidas que representa. Quando um trabalho acaba, o vazio é sempre uma dificuldade.


Jéfferson Balbino: Como surgiu o convite pra você protagonizar a novela “Essas Mulheres” (Rede Record/2005)?

Carla Cabral: “Essas Mulheres” foi um dos trabalhos que mais me deu prazer na vida! Um dos que mais tenho orgulho. Como contei acima, já tinha trabalhado com o Marcilio Moraes em “Chiquinha Gonzaga”, e ele viu em mim as características da Lúcia. Foi uma novela diferente: três protagonistas femininas, com a mesma força e espaço – e pra isso foi fundamental a boa convivência com as talentosas e queridas Miriam Freeland (Mila) e Christine Fernandes (Aurélia). Também foi uma trama totalmente baseada nos livros de José de Alencar. Algumas cenas são literalmente iguais. E essas são obras que as crianças leem na escola, que o Brasil todo conhece. Foi um grande desafio, mas o Marcílio escreveu um texto primoroso, e tínhamos um elenco com muita garra. Todos queríamos que desse certo, e deu! 

 



Escrito por jéfferson às 20h30
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Entrevista Especial com CARLA CABRAL

 

  

 

J  Jéfferson Balbino: Em 2008, você viveu uma personagem inusitada na novela “Os Mutantes” (Rede Record), onde você deu vida a Rainha Formiga... Você acredita que o público brasileiro prefere as tramas românticas e psicológicas ou já esta preparado pra novelas com enredos inusitados como foi “Os Mutantes”?

Carla Cabral: “Os Mutantes” foi uma inovação na TV brasileira, com muitos efeitos especiais. Eu gravava geralmente à noite, em uma caverna. Saía de lá de madrugada, e levava horas pra tirar a maquiagem. Foi muito cansativo, mas também uma experiência especial porque me trouxe o público infantil. As crianças gostavam da novela, curtiam a Rainha, e passei a ser reconhecida por elas na rua. Depois, esse mesmo público infantil curtiu a Cíntia, de “Bela, a feia”. Outra coisa bacana foi que a Vivian de Oliveira – que é a autora de José do Egito – na época era colaboradora de texto da novela. Foi nosso primeiro contato, e me tornei fã do trabalho dela. Sobre o público brasileiro, acho que ele está acostumado tanto com o realismo fantástico - prova disso é “Saramandaia”, que está voltando em remake - quanto com novelas românticas. Há espaço pra tudo.


     Jéfferson Balbino: Qual você considera o momento mais marcante de sua carreira?

    Carla Cabral: As novelas da Manchete foram muito especiais. Depois teve a dobradinha na Record, com “Essas Mulheres” e “Cidadão Brasileiro”. Mas digo com muita alegria que o momento mais marcante é o atual: a Bila, de “José do Egito”, é uma personagem sofredora, mas apaixonada, e tem me exigido muito. 

   Jéfferson Balbino: Como foi contracenar com a nossa querida e talentosa atriz Denise Del Vecchio na novela “Bela, a Feia” (Rede Record/2009)?

Carla Cabral: Contracenei em “Bela, a Feia”, e volto a trabalhar com ela agora, em “José do Egito”. A Denise é uma amiga querida, generosa em cena, muito profissional e amiga. Trabalhar com ela é um aprendizado constante.

 

Jéfferson Balbino: Atualmente temos o privilégio de ver você novamente no ar na nova minissérie da Record, “José do Egito” (Rede Record/2013). O que você pode nos adiantar sobre a Bila, sua personagem na trama?

Carla Cabral: A Bila é de uma realidade totalmente diferente da nossa: do tempo que os homens tinham várias esposas e concubinas. Ela é uma das concubinas de Jacó, mas se apaixona por um dos filhos dele: Ruben. Além desse conflito amoroso, ela será responsável por ajudar a criar o Benjamim depois que a mãe do menino, Raquel, morrer, e que José - seu irmão por parte de pai e mãe - for vendido. Será uma grande missão pra ela.

 



Escrito por jéfferson às 20h27
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Entrevista Especial com CARLA CABRAL

 

 

Jéfferson Balbino: Como você avalia essa promissora fase da teledramaturgia da Record?

Carla Cabral: Tenho muito orgulho de fazer parte do time da Record. A emissora está em um crescente constante desde “A Escrava Isaura”, e tenho o privilégio de ter participado de vários dos trabalhos mais importantes dessa fase de renovação. Esse ano de 2013 já está sendo histórico: “Balacobaco” está no ar, “Dona Xepa” está sendo preparada, assim como a novela do Lombardi. Sem falar, é claro, em “José do Egito”. A emissora está crescendo, e vemos a dimensão dos investimentos nas cidades cenográficas, na qualidade do figurino e dos técnicos, e nas viagens – como a gravação com equipe enorme no deserto do Atacama, no Chile. Este é o ano da Record, e estou aqui, vestindo a camisa da emissora. 


    Jéfferson Balbino: Que dica você deixa pra quem almeja seguir a carreira artística?

Carla Cabral: Tenha certeza do que você quer, e não desista. Minha carreira alterna protagonistas com personagens bem pequenos, mas nunca pensei em parar. Sempre soube que o próximo trabalho seria o melhor, e hoje vivo essa plenitude. Ah, e estudem! Leiam muito, vão ao teatro, ao cinema, tenham contato com os grandes mestres do passado e do presente. Aprender é um processo constante e fundamental. 


    Jéfferson Balbino: Como é a Carla Cabral telespectadora? O que você gosta de assistir na TV?

Carla Cabral: Gosto de novelas. Sim, sou noveleira. Gosto de assistir o trabalho dos colegas, de prestigiar os autores, os diretores. Mas também não perco o telejornal e tenho uma particularidade: gosto de TV Senado. Pode parecer estranho, mas consigo passar horas assistindo as sessões em Brasília.


Jéfferson Balbino: Antes de finalizarmos: Quais foram as melhores novelas que você já assistiu?

Carla Cabral: Hum... difícil. Vou falar das mais antigas, como “Roque Santeiro” e “Vale Tudo”, por exemplo. Também adoro as novelas do Lombardi: “Quatro Por Quatro”, “Kubanacan”, “Pé na Jaca”. Ah, e eu, como todo o Brasil, adorei “Avenida Brasil”. Todo mundo se apaixonou pela Carminha, e a Adriana Esteves merece todos os meus aplausos. 


   Jéfferson Balbino: Querida, super obrigado por conceder essa entrevista ao “No Mundo dos Famosos”. Muito sucesso nesse novo trabalho, e um grande beijo!

Carla Cabral: O prazer foi todo meu, em fazer essa viagem pela minha carreira. Um beijo para todos os leitores, e fiquem ligados no meu site www.carlacabral.com.br

 



Escrito por jéfferson às 20h24
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Ainda Hoje: Entrevista com a atriz CARLA CABRAL



Escrito por jéfferson às 20h22
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