Entrevista Especial com FILIPE MIGUEZ

 

 

 

Hoje eu tenho a honra de entrevistar um dos maiores talentos da teledramaturgia brasileira desta nova geração de novelistas. Ele sempre gostou de assistir novelas, sempre teve novela no sangue, e sempre acreditou que a vida de novelista era ótima, se formou em Comunicação Social pela PUC e viu sua vida mudar ao participar da Oficina de Atores da Globo, e de lá pra cá colaborou em diversas novelas de sucesso, trabalhou ao lado das maiores feras da teledramaturgia nacional, como: Lauro César Muniz, Aguinaldo Silva e Gilberto Braga. E em 2012 teve a grande chance de provar seu talento como autor titular, ao lado da nossa querida Izabel de Oliveira, com a novela “Cheias de Charme”, que cai do gosto do público e foi reverenciada pela crítica. Minha “Entrevista Especial” de hoje é com o novelista FILIPE MIGUEZ.

 

“Intelectuais, com raras e honrosas exceções, não entendem de televisão. Quem entende é o povo. Mas não importa a classe. O barato da novela é que diante dela todo mundo vira povão.”

(Filipe Miguez)

 

 

Jéfferson Balbino: Filipe, quando e como surgiu seu interesse pela carreira de escritor?

Filipe Miguez: Desde criança gostava de escrever, era do tipo que tirava boas notas nas redações da escola. Gostava muito de ver televisão, também, especialmente novelas. Lia sobre os autores de novela e achava que a vida de novelista deveria ser ótima.

Jéfferson Balbino: Você é graduado em Comunicação Social (PUC). Seria esse o melhor curso superior pra quem almeja seguir a carreira de novelista?

Filipe Miguez: Ter me formado em Comunicação Social me deu instrumentos bacanas pro meu ofício. Mas não acho que novela se aprenda na faculdade.

Jéfferson Balbino: Como foi participar da Oficina de Autores da TV Globo? Que conhecimentos você adquiriu ao longo do curso?

Filipe Miguez: Foi um processo muito interessante e enriquecedor. Ali sim aprendi muito sobre o escrever novela, porque era um curso focado para este fim.

Jéfferson Balbino: Você já colaborou em diversas novelas de sucesso, entre elas: “Porto dos Milagres” (TV Globo/2001) e “Senhora do Destino” (TV Globo/2005). Como foi sua trajetória de colaborador?

Filipe Miguez: Comecei em “Malhação”, que tinha estreado seis meses antes. Fiquei por um ano e meio, até que o Alcides Nogueira me chamou para fazer com ele e o Bosco Brasil “O Amor Está no Ar”. Então fui pra Zazá, do Lauro César Muniz, e daí para “Suave Veneno”, do Aguinaldo Silva. Fiz quatro novelas do Aguinaldo, duas do Gilberto Braga, uma do Ricardo Linhares, colaborei muito também com o Carlos Lombardi. Autores muito diferentes que, estes sim, me ensinaram muitíssimo de seus diferentes jeitos de fazer novela.

Jéfferson Balbino: Mesmo já sabendo o que vai acontecer você vibra assistindo sua novela?

Filipe Miguez: Vibro com o bom funcionamento do texto, quando a realização é ótima como no caso de “Cheias de Charme”, com as interpretações dos atores. É emocionante escrever e pouco tempo depois ver sua fantasia materializada no ar.

Jéfferson Balbino: Até que ponto o público influência na sua história?

Filipe Miguez: Influencia totalmente, porque eu escrevo o tempo todo pensando no público. Faço a novela que gostaria de ver, pensando que ela vai ser assistida por todo o Brasil. Ou melhor: eu faço a novela que eu gostaria que o povo brasileiro assistisse.

Jéfferson Balbino: Algum personagem já lhe serviu de alter ego?       

Filipe Miguez: A gente se põe muito na pele do personagem quando escreve, e fatalmente acaba emprestando bastante de si pra eles. Mas não diria que nenhum personagem meu seja propriamente um alter ego.

Jéfferson Balbino: Como é a responsabilidade de ter que escrever novela para todas as classes sociais?

Filipe Miguez: É uma responsabilidade enorme e, ao mesmo tempo, a parte mais instigante do nosso trabalho. Não só em termos de classes sociais. Falar para todas as regiões do Brasil, para todas as idades, de um modo que desperte o interesse das pessoas e o mantenha, que todos compreendam a história e possam de alguma forma se enriquecer com aquele conteúdo: esse é o desafio a que me proponho. 

 



Escrito por jéfferson às 22h38
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Entrevista Especial com FILIPE MIGUEZ

 

 

Jéfferson Balbino: Você já trabalhou com diversos novelistas, como Aguinaldo Silva em “Suave Veneno” (TV Globo/1999), Gilberto Braga em “Força de um Desejo” (TV Globo/1999), Ricardo Linhares em “Agora é que São Elas” (TV Globo/2003) e Carlos Lombardi em “Pé na Jaca” (TV Globo/2006). Como você fez pra se adequar ao estilo dramatúrgico de cada um deles?

Filipe Miguez: Esse é um dos grandes baratos da função de colaborador. Você não está fazendo a sua novela, contando a sua história. Está ali como pistoleiro de aluguel, como disse uma vez o Antonio Calmon. Emprestando-se à criação do outro. Se por um lado é aprisionante, por você ter que emular um estilo alheio, por outro é estimulante e libertador escrever como se não fosse você. É claro que ninguém escreve uma cena do Lombardi como o Lombardi, ou sabe fazer uma cena romântica melhor que o Gilberto. Mas esse exercício estimula a criatividade. Quando escrevo as minhas novelas, penso muito nos autores com quem trabalhei, e de que maneira eles resolveriam as várias questões que se apresentam no caminho de um novelista.

Jéfferson Balbino: E que importância eles tiveram na sua carreira de novelista?

Filipe Miguez: Enorme. Aguinaldo, Gilberto, Ricardo, Lombardi... todos com quem trabalhei – até mesmo a Gloria Perez, com quem só trabalhei por um mês (ela me supervisionou numa sinopse) – me passaram noções preciosas sobre o fazer novelesco. E não só sobre isso: sobre conduta profissional. São pessoas muito generosas, a quem devo bastante. 

Jéfferson Balbino: A propósito qual é o papel do novelista?

Filipe Miguez: Engajar e entreter por seis meses o povo brasileiro, contando uma história que divirta, emocione, informe e contribua de forma positiva para a construção da nossa sociedade.

Jéfferson Balbino: Sua estreia como autor titular ocorreu na novela “Cheias de Charme” (TV Globo/2012). Como surgiu a ideia de escrever essa maravilhosa novela? E a que você atribui o imenso sucesso que a novela ocasionou?

Filipe Miguez: A ideia surgiu da vontade de falar sobre o rico mundo das empregadas domésticas. Nada é mais a cara de novela do que elas, e nas novelas elas não tinham espaço de protagonistas. Eu atribuo o sucesso a todos os fatores envolvidos. O tema que a gente escolheu, o bom desenvolvimento que demos a ele, a direção da Denise Saraceni e do Carlos Araújo, o maravilhoso elenco que eles conseguiram pra gente, à ideia de fazer uma novela musical, levando ao ar um tipo de música muito popular no Brasil de hoje, à excelente qualidade da realização, à sorte...

Jéfferson Balbino: Como foi dividir a autoria da novela “Cheias de Charme” com a talentosa Izabel de Oliveira? E, como foi escrever com os colaboradores, dentre eles, o nosso querido e competente Sérgio Marques?

Filipe Miguez: Foi uma experiência espetacular. Não é fácil dividir a autoria de uma história, mas quando isso acontece, na minha opinião, todo mundo sai ganhando. E a Izabel é uma autora muito criativa e inspirada, além de ser ótima de trabalhar. Acredito muito no trabalho de equipe. Quanto mais cabeças pensando, melhor o resultado, na minha opinião. Claro que é preciso haver uma autoria forte, para que haja uma unidade narrativa. Mas a colaboração, não só do grande Sergio Marques, mas da Daisy Chaves, do João Brandão, da Isabel Muniz, da Lais Pimentel e da Paula Amaral foi determinante para o sucesso de “Cheias de Charme”. 

 



Escrito por jéfferson às 22h37
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Entrevista Especial com FILIPE MIGUEZ

 

 

Jéfferson Balbino: Como é o seu contato com os atores de sua novela? Chega a ligar dando dicas de como interpretar determinada situação?

Filipe Miguez: Encontro com o elenco nos eventos ligados à novela. Fora isso, não tenho contato direto com eles durante o trabalho. Isso a meu ver cabe ao diretor.

Jéfferson Balbino: Geralmente, a maior audiência vem dos telespectadores das classes C e D. Você considera a opinião do povo mais importante do que as dos intelectuais?

Filipe Miguez: Sim. Intelectuais, com raras e honrosas exceções, não entendem de televisão. Quem entende é o povo. Mas não importa a classe. O barato da novela é que diante dela todo mundo vira povão.

Jéfferson Balbino: Uma das coisas mais fascinantes na carreira de novelista é essa possibilidade de brincar de ser Deus... Como é a responsabilidade de definir o destino de várias personagens, embora sejam vidas ficcionais?

Filipe Miguez: É uma delícia construir um mundo onde você determina as regras. No caso de uma dupla, isso é um pouco relativo. Em “Cheias de Charme”, eu era Deus, mas a Izabel era a Deusa... (risos) Nem sempre é Deus quem manda, e às vezes um personagem ganha vida própria e acaba mandando em você.


Jéfferson Balbino: Você se considera um escritor racional ou intuitivo?

Filipe Miguez: Ambos. Escrever teledramaturgia é um trabalho muito técnico. A minha experiência (já fiz 14 novelas) alimenta muito o meu critério nas decisões criativas. Gosto de pensar que há um fundamento racional para as minhas escolhas. Mas ao mesmo tempo lembro que, lá no começo, quando ainda não tinha escrito para televisão, só por ser um noveleiro, eu já “sabia” o que era bom e o que não era, o que funcionava ou não. Claro que mudei muitas vezes de pensamento nesse sentido, mas acho que há um componente de dom, de intuição, de faro, de talento pra coisa, que é inato. Eu costumo dizer que tenho novela no sangue. Não é todo mundo que tem novela no sangue. E é preciso ter novela no sangue pra ser um bom novelista.

Jéfferson Balbino: Quais são seus maiores ídolos na teledramaturgia brasileira?

Filipe Miguez: Ih, são tantos... Gilberto Braga, Aguinaldo Silva, Benedito Ruy Barbosa, Manoel Carlos, Silvio de Abreu, Janete Clair, Dias Gomes, Cassiano Gabus Mendes... Acho que todo mundo que faz novela é um pouco ídolo de todo mundo que faz novela. Quem sabe o quanto é difícil só tem a admirar quem faz também, ainda mais e for bem feito.

Jéfferson Balbino: Já saiu na Imprensa que você já está escrevendo a sinopse de uma nova novela, junto com a Izabel de Oliveira. O que você pode nos adiantar desse projeto? Já tem data prevista de estreia?

Filipe Miguez: Por enquanto é cedo para adiantar qualquer coisa sobre esse projeto, ainda estamos muito no começo. Ainda não tem data de estréia, a novela sequer foi aprovada. Mas, pelo que acertamos, não seria pra antes de 2014.

Jéfferson Balbino: De uns tempos pra cá a profissão de autor de novelas ficou glamourizada e extremamente competitiva. Que dica você deixa pra quem almeja seguir a carreira de novelista?

Filipe Miguez: Acho até que era mais glamourizada antes. Hoje em dia tem tanto roteirista! Quando eu comecei, não era assim. É como chef de cozinha, uma profissão dos nossos tempos. Minha dica pra quem quer escrever novela é procurar trabalhar com quem sabe fazer – o que é bastante difícil, já que é um grupo bastante restrito.

Jéfferson Balbino: Antes de finalizarmos: Quais foram as melhores novelas que você já assistiu?

Filipe Miguez: “Vale Tudo” era uma novela perfeita do começo ao fim. Reassisti recentemente no Viva, e era realmente um espetáculo sob todos os aspectos. “Senhora do Destino”, de que participei, foi uma excelente novela. “Renascer” foi uma novela de que gostei imensamente. “A Sucessora”. “Que Rei Sou Eu” também foi incrível. São muitas.

Jéfferson Balbino: Querido, obrigado por nos conceder essa entrevista. Foi uma honra imensurável entrevistar você que é uma das mais novas gratas surpresas da nossa teledramaturgia. Muito mais sucesso, e um grande abraço!

Filipe Miguez: Valeu, Jefferson! Abraços!

 



Escrito por jéfferson às 22h35
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