Entrevista Especial com BONI

 

Dando prosseguimento à série “Entrevistas mais que Especiais: Essenciais” em comemoração aos 6 anos do site “No Mundo dos Famosos”, trago hoje o terceiro entrevistado, que é simplesmente uma das maiores lendas vivas da TV e da teledramaturgia brasileira. Ele é um dos principais responsáveis pra nossa teledramaturgia ser renomada em todo o mundo, sempre tendo como foco a qualidade ele provou a todos que essa é a ferramenta predominante quando se almeja o sucesso. E quem vai fazer a apresentação desse grande e talentoso homem é o nosso querido e brilhante novelista AGUINALDO SILVA.


“ELE ESTÁ VIVO!


José Bonifácio de Oliveira Sobrinho: o Boni. Para mim, mesmo antes de ir para a Rede Globo (em 1978!) ele já era uma figura mítica. Levando em conta o tempo em que trabalhamos juntos poucas vezes nos encontramos, mas eu sempre me preparei para estes encontros com a mesma unção que teria se Deus resolvesse bater um papo comigo. Uma vez almoçamos no Quadrifoglio, e o tanto que ele falou durante a refeição, por mais trivial que fosse a conversa, funcionou para mim como uma sequência de ensinamentos que, tantos anos depois, ainda continuam valendo. Ou seja: o Boni? Eu sempre o admirei muito. E sempre formei fileiras ao lado daqueles que o consideravam um gênio. Lamentei demais sua saída da Rede Globo e desde então, sempre que me perguntam sobre ele eu me lembro do famoso diálogo de Sunset Boulevard em que o roteirista William Holden, ao reconhecer a ex-diva do cinema Gloria Swanson, diz a ela: "vocês eram grandes". Ao que ela responde: "nós continuamos grandes. Os filmes é que ficaram pequenos". Sim, a televisão ficou pequena com a saída do Boni naquela época, e hoje eu digo, cheio de pesar, que ela corre o sério risco de se tornar menor ainda... Entre outras coisas porque não pode mais contar com a criatividade dele. Mas o Boni ainda está aí. E sempre que ele fala as musas improvisadas de hoje fecham o bico. Assim, nesta apresentação que me foi pedida pelo Jéfferson Balbino para a entrevista abaixo, não vou citar estatísticas, nem informar que José Bonifácio de Oliveira Sobrinho fez isso ou aquilo. Vou apenas pedir aos que me lêem agora que sigam adiante, devorem a entrevista... E depois, tenho certeza, concordarão comigo quando eu afirmar que, graças a Deus o Boni, enorme como sempre foi, um mestre para todos nós que fazemos televisão, sim: graças a Deus o Boni continua vivo.”

(Aguinaldo Silva)

 

 

 

 

“Para atingir os níveis do passado é preciso mergulhar mais profundamente no texto, recuperar a qualidade do elenco, hoje dominado com gente sem experiência em dramaturgia e por carinhas bonitas surgidas do nada e sem nenhuma formação teatral.”

(Boni)

 

Jéfferson Balbino: Boni, quando e como surgiu seu interesse pela Televisão?

Boni: Meu pai que cantava e tocava violão foi calouro de rádio e depois acompanhante de calouros e cantores. Ainda pequeno eu ia com ele, aos sábados, e me apaixonei pelo rádio. Aos 14 anos vi uma experiência de Televisão realizada pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro e descobri que era aquilo que eu queria fazer.


Jéfferson Balbino: Você chegou a conviver e a ter uma amizade com 3 grandes nomes da história da televisão brasileira que foram os autores Dias Gomes e Cassiano Gabus Mendes e o jornalista Roberto Marinho. O que cada um deles representa em sua vida e na sua carreira?

Boni: O Dias Gomes foi meu mestre no rádio.  Eu fiz um estágio com ele na Rádio Clube do Brasil e eu andava atrás dele feito sombra. Era tão chato que ele me dispensou e arranjou um lugar na Escola de Rádio da Prefeitura do Rio. Depois trabalhamos juntos por trinta anos. Dias foi, sem dúvida, o melhor autor da televisão brasileira. O Cassiano, que eu conheci em 1952, foi o meu modelo de diretor de televisão. Foi o primeiro diretor artístico da televisão brasileira e quando veio para a Globo teve uma carreira brilhante como autor de novelas, tendo acertado todas as que fez. Dr. Roberto Marinho acreditou em mim e no Walter Clark, entregando-nos a Globo, quando tínhamos apenas 30 anos de idade. Um mestre de jornalismo, um empresário arrojado e um sábio em relação à vida.


 



Escrito por jéfferson às 15h38
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Entrevista Especial com BONI

 

 

Jéfferson Balbino: O que levou você a mudar os rumos da teledramaturgia produzida no inicio da TV Globo e a investir numa dramaturgia mais realista? Foi o sucesso da novela “Beto Rockfeller” (TV Tupi/1968) que te motivou?

Boni: Não. O “Beto Rockfeller” foi um divisor de águas, mas a Janete Clair já havia escrito “Véu de Noiva” no rádio e entregue a novela a Globo, muito antes do “Beto Rockfeller”, tendo sido recusada pela Glória Magadan. Quando conseguimos que a Gloria saísse partirmos para o estilo de dramaturgia que eu e o Daniel Filho acreditávamos que iria dar certo.

Jéfferson Balbino: Por falar nisso, qual foi à reação da novelista cubana Glória Magadan ao ser demitida da TV Globo e ver toda essa revolução que você ocasionou da teledramaturgia da emissora? E, é verdade que ela tinha inveja da novelista Janete Clair?

Boni: A Glória Magadan não tinha inveja. Tinha medo. Ela defendia seu reinado boicotando tudo que não emanava dela.


Jéfferson Balbino: Boni, você é praticamente o pai da teledramaturgia brasileira, tamanho o seu empenho e dedicação em prol do gênero... Como você define a atual fase da produção de novelas no Brasil, levando em conta não somente a Globo, mas as produções da Record e do SBT também?

Boni: Tecnologicamente o avanço foi grande. A forma evoluiu, mas o conteúdo andou para trás. Não só como texto, mas em tudo. Perderam a mão. Não sabem mais fazer novela.


Jéfferson Balbino: Como era a sua convivência com as novelistas Ivani Ribeiro e Janete Clair? E qual delas mais lhe agradava como autora de novelas?

Boni: As duas são fantásticas pessoas e autoras do mesmo calibre. Tinham  confiança total no que faziam, o  que dava  a elas a segurança necessária para discutir tudo em paz e com muito boa vontade. Janete foi nossa estrela máxima por ter participado ativamente da criação do estilo brasileiro de fazer novela.


Jéfferson Balbino: Atualmente as novelas não conseguem mais registrar aquela imensa audiência que conquistava antigamente. Você acredita que esse fato possa ser um indício de crise na teledramaturgia?

Boni: Não acho. As pessoas são competentes. Falta olhar para trás e aprender como se fazia.

Jéfferson Balbino: Quais são suas perspectivas em relação ao futuro da telenovela no Brasil?

Boni: O gênero se mantem, mas para atingir os níveis do passado é preciso mergulhar mais profundamente no texto, recuperar a qualidade do elenco, hoje dominado com gente sem experiência em dramaturgia e por carinhas bonitas surgidas do nada e sem nenhuma formação teatral. Por outro lado os diretores tem que colocar a tecnologia em segundo plano. A edição e uso abusivo de recursos técnicos acabam matando a emoção. Novela não é cinema. Tem uma linguagem própria que é destruída com o processo de gravações “take” a “take”. Se pensarem nisso eu como afiliado da Rede Globo vou ficar feliz.


Jéfferson Balbino: O que você considera ter sido a sua maior contribuição pra TV e pra teledramaturgia brasileira?

Boni: São várias. A primeira foi ter criado um sólido mercado para os artistas brasileiros de televisão. Considero importante o cuidado que sempre tivemos com o texto, com a escalação de cada produto, da implantação de uma linguagem de imagem e som que limparam a forma para valorizar o conteúdo. Fazer compreender a história, definir com clareza cada personagem e passar e passar emoção  diariamente é o tripé do gênero.

 



Escrito por jéfferson às 15h36
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Entrevista Especial com BONI

 

 

Jéfferson Balbino: Em Março/2012 eu entrevistei o novelista Aguinaldo Silva onde eu o questionei sobre a desavença que houve entre ele e o saudoso Dias Gomes durante a novela “Roque Santeiro” (TV Globo/1985), ele me fez a seguinte alegação: “O que houve naquele instante é que ou eu aceitava que o Dias assumisse o final da novela e me tornava um eterno colaborador dele, como aconteceu com o Marcílio, ou batia o pé e me afirmava como autor, o que de fato aconteceu”. E, você concorda com a opinião do Aguinaldo Silva que ele tornaria um eterno colaborador se não batesse o pé com o Dias?

Boni: Concordo. Tem escritores que serão colaboradores para o resto da vida. Tem escritores que, pela sensibilidade e conhecimento de dramaturgia, devem estar no comando da criação. O Aguinaldo jamais seria um colaborador. É Autor com “A” maiúsculo. O verdadeiro campeão de audiência da Globo.

Jéfferson Balbino: Como muitos críticos alegam você acha que a novela brasileira precisa ser renovada?

Boni: Deve. O gênero permite tudo desde que não se fuja de seus objetivos.


Jéfferson Balbino: Você já discordou com algum autor de novela por não concordar com alguma trama?

Boni: Muitas vezes. Algumas de forma radical. Mas não como interferência e sim como colaboração.

Jéfferson Balbino: Como era o processo de escolha das sinopses das novelas apresentadas a você?

Boni: Levo para casa e leio várias vezes. Lia atentamente as observações do Homero Icaza Sanches, responsável por uma análise prévia. Ouvia sempre a opinião do Daniel Filho, do Borjalo, do Mário Lúcio Vaz, do Paulo Ubiratan e do Talma.


Jéfferson Balbino: Sacia outra curiosidade nossa: Na época que você era diretor da TV Globo, como funcionavam as escolhas das reprises da clássica sessão “Vale a Pena Ver de Novo”? Porque a TV Globo sempre da prioridade a tramas recentes em detrimento das antigas?

Boni: No meu tempo era feita uma seleção prévia escolhendo uma boa trama. Depois fazíamos um cruzamento com as atuais para evitar algum conflito grave de elenco ou repetição de tramas. Não sei como é feito hoje...


Jéfferson Balbino: Recentemente eu entrevistei o novelista Benedito Ruy Barbosa que me contou do fato do pedido de demissão dele por não assumir a autoria da novela “Os Gigantes” (TV Globo/1979). Que lembranças você tem desse episódio que levou a teledramaturgia da Globo a perder naquele momento dois renomados autores que eram o Benedito e o nosso querido Lauro César Muniz? O Benedito e o Lauro ficaram magoados com você após a demissão deles da emissora?

Boni: Não. São episódios profissionais que não interferem na relação pessoal. O mesmo aconteceu com o Manoel Carlos. Tenho respeito e admiração por eles e os adoro como pessoas.

 



Escrito por jéfferson às 15h33
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Entrevista Especial com BONI

 

 

Jéfferson Balbino: A proposito quais são seus maiores ídolos na teledramaturgia brasileira? (Tem como citar 1 novelista, 1 ator, 1 atriz e 1 diretor de novela?)

Boni: É difícil. Tem tanta gente boa. Mas arrisco: Novelista: Dias Gomes, ator: Paulo Gracinho, atriz: quero dividir entre Regina Duarte e Glória Pires, diretor é o Walter Avancini.


Jéfferson Balbino: Você publicou “O Livro do Boni” (Editora Casa da Palavra/2011) que se tornou um grande sucesso. O que você destacaria dessa obra? Tem planos de escrever outros livros?

Boni: O livro é uma homenagem aos companheiros que fizeram a televisão brasileira. Gostei de escrever e pretendo, quando puder, fazer mais alguma coisa.

Jéfferson Balbino: Que avaliação você faz das novelas latino-americanas e das portuguesas?

Boni: Hoje está tudo meio embolado. Mas a supremacia da Globo ainda é enorme.


Jéfferson Balbino: Como funciona seu trabalho na TV Vanguarda (afiliada da TV Globo)? E, é verdade que você estaria negociando a compra da RedeTV, como foi noticiado na Imprensa recentemente?

Boni: A TV Vanguarada é a mais bonita emissora do Brasil devida a sua produção gráfica e tem um jornalismo ativo e competente. Nunca negociei nada em relação à Rede TV. Temos uma ótima relação com a Globo e eles serias os primeiros a saber se houvesse qualquer coisa nesse sentido.


Jéfferson Balbino: Caso você recebesse um eventual convite pra voltar a dirigir a TV Globo você aceitaria? E que mudanças faria pra a emissora conquistar novamente aquela audiência fenomenal que conseguia no passado, mais precisamente na ‘Era Boni’?

Boni: Dirigir não, mas uma consultoria ativa sim. Temos que considerar as existência de novas mídias, mas dá para recuperar boa parte da audiência.

Jéfferson Balbino: A novela “Avenida Brasil” (TV Globo/2012) vem sendo considerada por muitos como a melhor novela dos últimos tempos, sei que a música de abertura você odiou (risos), mas em relação ao enredo, autoria, elenco e direção a trama te agradou?

Boni: A novela percorreu um caminho ousado. Não acredito que esse seja o modelo, mas como agitou o ambiente novelístico “Avenida Brasil” foi um momento importante.


Jéfferson Balbino: Antes de finalizar a nossa pergunta de praxe: Quais foram as melhores novelas que você já assistiu?

Boni: São as 25 que estão no livro. São tantas e tão boas que fica difícil fazer um destaque, mas eu elegeria “Roque Santeiro” como a que mais gostei.

Jéfferson Balbino: Boni, foi uma honra imensurável entrevistar você que é uma lenda viva nessa história de sucesso da teledramaturgia brasileira que você ajudou a construir. Obrigado por tudo que você fez em prol, não só da teledramaturgia, mas também da TV brasileira, em especial da TV Globo. Parabéns pela brilhante carreira... Um grande abraço!

Boni: Obrigado Jéfferson. Abraço Jéfferson!


 



Escrito por jéfferson às 15h30
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Escrito por jéfferson às 15h23
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