Entrevista Especial com: SUELY FRANCO

 

Ainda prosseguindo com a série “Entrevistas mais que Especiais: Essenciais” em comemoração ao 6º aniversário do site “No Mundo dos Famosos” trago hoje pra vocês a nossa penúltima entrevista dessa série comemorativa. E minha entrevistada de hoje é uma maravilhosa atriz, dona de um carisma que poucos no meio artístico possuem ela nos contagia sempre com seu bom humor e com sua alegria de viver. Renomada no Teatro e na TV essa talentosa atriz já nos emocionou e nos divertiu inúmeras vezes com personagens inesquecíveis como a Dona Benta, na última versão do “Sítio do Picapau Amarelo”. E por falar nisso quem irá apresenta-la a vocês é meu querido amigo JÚLIO FISCHER, colaborador da novela das seis “Flor do Caribe” e um dos autores da versão do “Sítio...” que essa grande atriz atuou. Júlio quem é a entrevista especial do “NO MUNDO DOS FAMOSOS”?

 

“A entrevistada da vez do “No Mundo dos Famosos” é uma atriz excepcional, que, ao longo de décadas, habituou o público a interpretações marcantes, nos mais variados registros – da comédia ligeira ao mais pungente dos dramas, passando pelos musicais. Seja qual for o gênero ou o veículo, a televisão ou o teatro, SUELY FRANCO é sempre um acontecimento, tanto pela gama de recursos cênicos que ela domina como poucos, como pela generosidade com que ela se doa a cada papel. Detalhista no seu ofício, ela tem o raro poder de levar o espectador a se sentir “íntimo” de cada personagem que encarna. Não por acaso, é uma das atrizes mais queridas do público e mais respeitadas da telinha e dos nossos palcos. Estar na sua platéia (seja esta platéia o sofá da nossa sala ou a poltrona de um teatro), é sempre um imenso deleite e um banho de humanidade!”


(Júlio Fischer) 



Escrito por jéfferson às 15h36
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Entrevista Especial com: SUELY FRANCO

 

 

“Eu não tenho profissão, eu tenho um parque de diversões, e em cada personagem, em cada trabalho eu estou sempre me divertindo (risos), eu trabalhando estou feliz...”

(Suely Franco)

Jéfferson Balbino: Como surgiu seu interesse pela carreira artística?

Suely Franco: Jéfferson, eu nunca tive outra carreira, eu acho que desde criança eu já era atriz, pois eu só brincava de teatro (risos), apesar de não ter nenhum artista na minha família era uma família de italiano que gostava de ópera, gostava de cantar, nós cantávamos dentro de casa, então era uma coisa que facilita né?! No meu tempo quando a gente tinha 12/13 anos à gente se preparava pra dançar no baile de formatura de ginásio, tem também uma parte da minha família que fazia teatro amador na Igreja e eu já estava lá, aos 5 anos comecei a tocar piano, com 7 anos eu fazia radio-teatro amador na Roquette Pinto, aos 11 anos eu comecei no teatro amador, também fazia teatro na escola, na igreja... Eu morava no subúrbio do Rio de Janeiro, em Olaria, aí eu ia fazer faculdade de Direito, e naquela época levava muito tempo pra chegar ao cursinho eu tinha que acordar as 4 e meia da manhã, aí meus pais, pra facilitar a minha vida, resolveram mudar e vieram pra Urca do lado da TV Tupi daí aconteceu tudo...

Jéfferson Balbino: Suely, então você nem chegou a cursar a faculdade de Direito?

Suely Franco: Cursei até o segundo ano. E como no segundo ano eu já estava fazendo TV, emendei no Teatro dos 4, fazendo várias peças, ensaios, então pra estar na faculdade lá no Catete ficava complicado, daí eu falei com a família que eu ia ter que parar, eles não gostaram muito, mas como eu amava atuar abandonei o curso prometendo que voltaria a fazer posteriormente e nunca mais voltei (risos).

Jéfferson Balbino: Você atuou em várias novelas na extinta TV Tupi. Como era fazer novela naquela época?

Suely Franco: Fiz muitas novelas na Tupi, era muito diferente, primeiro porque não eram todos os dias, só depois que apareceu a novela todos os dias. A gente odiava fazer gravado, preferia atuar ao vivo, porque naquela época cortava a fita de um comercial ao outro e se alguém errasse no meio tinha que regravar tudo de novo, a gente tinha ódio (risos).

Jéfferson Balbino: Mas não havia dificuldade em atuar ao vivo numa novela?

 

Suely Franco: Era habitual e a gente não sentia, mas é claro que a gente tinha que se livrar de várias situações.



Escrito por jéfferson às 15h35
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Entrevista Especial com: SUELY FRANCO

 

Jéfferson Balbino: E você se lembra de algum fato inusitado que ocorreu com você nessa época?

Suely Franco: Na época que eu estava fazendo “O Grande Teatro”, o Sérgio Britto arranjou uma marcação que era através de um guarda-vestidos e a câmera vinha por trás e quando a Nathália [Timberg] e o Aldo de Maio vinham por trás e abriam a porta o próprio câmera pegava os dois, e o papel dele tentava assassinar o da Nathália o armário despenca então além dele tentar sufocar a Nathália ele teve que ficar segurando o armário (risos). Uma vez aconteceu comigo um fato onde minha personagem tinha brigado com o namorado e deitei na cama chorando com a minha mãe do lado, interpretada pela Zilka Salaberry, e quando deitei eu cai e a cama desceu até no fundo e eu com uma vontade danada de rir eu tive que ficar chorando e conversando com ela (risos), tinha que improvisar muito, toda hora tinha que se improvisar.

Jéfferson Balbino: Na novela “O Espigão” (TV Globo/1974) você interpretou a personagem Cordélia Fontana que era casada com o protagonista Lauro Fontana. Como foi contracenar com o grande ator Milton Moraes e como era a convivência de vocês nos bastidores?

Suely Franco: Eu antes dessa novela já tinha feito muitos trabalhos com o Milton, eu fiz muito teatro com ele, era muito legal a novela, a história do Dias Gomes que era uma história muito nova, de ter aquela escada rolante, a gente ficava num tapete e o contra-regra ia rodando pra dar uma ideia de que estávamos numa escada rolante, foi uma história maravilhosa, e daí chamaram todos os prédios altos de espigão.

Jéfferson Balbino: Semana passada eu entrevistei o Ary Fontoura e ele me falou que o Dias Gomes era um autor a frente do seu tempo, ele era um autor muito inovador né?! E durante essa novela você teve algum contato mais próximo com o Dias?

Suely Franco: Exatamente... Eu nunca tive contato com o Dias não, só com o diretor.

Jéfferson Balbino: Você também foi uma das protagonistas da novela “Cuca Legal” (TV Globo/1975), que foi uma das poucas tramas escritas pelo autor Marcos Rey e dirigidas pelo talentoso Oswaldo Loureiro. O que você nos conta sobre seu trabalho com eles?

Suely Franco: Eu tive tanta ligação com o Oswaldo Loureiro porque eu estreei com ele no teatro na peça “O Beijo no Asfalto”, e naquela época como não tinha videoteipe na TV fazíamos uma grande peça de teatro por semana, então a gente trabalhava muito junto... Então esse trabalho foi uma continuação, e com o Marcos Rey também não tive nenhum contato.

Jéfferson Balbino: Que lembranças você tem do seu trabalho na novela “O Grito” (TV Globo/1975)?

 

Suely Franco: Era uma novela com uma trama estranha, com uma história doida...



Escrito por jéfferson às 15h34
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Entrevista Especial com: SUELY FRANCO

 

Jéfferson Balbino: Uma coisa interessante é que durante a década de 1970 e 1980 você emendou uma novela atrás da outra. Como você faz pra se renovar a cada personagem?

Suely Franco: Eu acho que foi graças a bagagem que adquiri no Teatro dos 4 ao conviver com aqueles grandes atores, grandes diretores que são incríveis como: Sérgio Britto, Ítalo Rossi, Nathália Timberg, Fernanda Montenegro... Isso tudo foi meu aprendizado, pois eu não tenho didática, sou uma atriz muito intuitiva a respeito da coluna vertebral de cada personagem, então depende de cada personagem pra acontecer. Cabelo e roupa ajuda muito na hora de compor o personagem.

Jéfferson Balbino: Que mudanças à teledramaturgia sofreu ao longo dos anos?

Suely Franco: A maneira de escrever. Tem uns vídeos antigos da TV Tupi e se você vê agora você morre de rir. A gente levava muito tempo pra decorar por isso falava mais devagar, as expressões eram mais demoradas, as pausas eram enormes (risos), eram pouquíssimos personagens e isso tudo mudou. A abordagem dos temas modernizou, antigamente só se falava em amor, agora a Glória Perez fala de tudo que acontece no mundo e isso vai ajudando o publico a ter outra imagem da televisão.

Jéfferson Balbino: No Teatro, qual foi o espetáculo que lhe deu mais prazer em fazer?

Suely Franco: Eu não posso lhe dizer apenas um, porque eu não tenho profissão, eu tenho um parque de diversões, e em cada personagem, em cada trabalho eu estou sempre me divertindo (risos), eu trabalhando estou feliz, e não posso dizer qual foi o melhor, todos tem um lugar especial no meu coração. Tem um dito do Confúcio que fala que quem faz o que gosta não trabalha nunca, então eu fico muito satisfeita em receber por aquilo que eu mais gosto de fazer, que me dar prazer, eu ganho pra me divertir.

Jéfferson Balbino: Recentemente, tivemos o privilégio de rever você na reprise da maravilhosa novela “Mulheres de Areia” (TV Globo/1993). Como surgiu o convite pra você fazer aquela participação especial na trama?

Suely Franco: Telefonaram e me ofereceu o papel, e quando chega o convite eu aceito.

Jéfferson Balbino: O que você considera ser mais gratificante na carreira de atriz?

Suely Franco: Eu poder fazer um papel que ajude uma pessoa ser mais feliz é o que é pra mim mais gratificante na carreira de atriz. Uma vez, por exemplo, eu fiquei tão emocionada eu estava no aeroporto e uma moça chegou até mim e me agradeceu porque ela ia fazer uma cirurgia pra retirada de um câncer e a família dela levou ela pra me ver no teatro fazendo comédia e ela assistiu a peça e durante o espetáculo esqueceu os problemas, se divertiu muito e foi ótimo pra ela fazer a operação no dia seguinte, isso pra mim foi uma coisa que me dá uma alegria muito grande.

Jéfferson Balbino: Você também atuou na novela “Tocaia Grande” (1995) que foi produzida pela extinta TV Manchete. Como foi trabalhar nessa emissora?

 

Suely Franco: É aquilo que te falei Jéfferson, sempre é muito gostoso trabalhar com pessoas que eu já havia trabalhado e com outras que estavam começando como a Taís Araújo, a Giovanna Antonelli, sendo dirigida pelo Avancini com quem eu já tinha trabalhado anos antes na TV Bandeirantes.



Escrito por jéfferson às 15h32
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Entrevista Especial com: SUELY FRANCO

 

Jéfferson Balbino: E o que você gosta de fazer nas horas de folga?

Suely Franco: Ir pra shopping (risos), acho ótimo, eu detesto fazer ginástica e ir no shopping é ótimo porque a gente bate perna o tempo todo e não tem aquela coisa chata de ficar repetindo seções.

Jéfferson Balbino: E qual é o seu shopping preferido no Rio de Janeiro? O meu aí é o Botafogo Praia Shopping (risos)...

Suely Franco: O meu é o Rio Sul porque é do lado da minha casa (risos).

Jéfferson Balbino: Eu moro em Jacarezinho, no Paraná, então toda vez que vou ao Rio de Janeiro o primeiro lugar que eu gosto de ir é no Botafogo Praia Shopping, principalmente por ter aquela belíssima praça de alimentação de frente para o Pão de Açúcar...

Suely Franco: Realmente aquela vista é belíssima...

Jéfferson Balbino: Se existe vidas passadas em alguma eu fui carioca porque amo o Rio de Janeiro de maneira imensurável. A proposito você é carioca da gema (risos)?

Suely Franco: Sou carioca da Vila Izabel, terra de Noel (risos).

Jéfferson Balbino: Que inveja de você, teve a sorte que eu não tive de nascer no Rio de Janeiro (risos)...

Suely Franco: (risos) Imagina querido, a gente tem a sorte de nascer com a família que a gente tem, de ter as amizades que a gente tem isso é ter sorte...

Jéfferson Balbino: Ao longo desses anos de carreira já lhe ocorreu algum caso engraçado envolvendo você e o público?

Suely Franco: Eu estava fazendo filme em Minas Gerais e um rapaz veio falar comigo todo emocionado e pediu pra tirar foto comigo e quando fui tirar sentia o coração dele todo batendo e me disse que era de emoção e que eu era mais fofa que uma leitoa (risos) acontece essas coisas né?! Saiu do fundo do coração dele e eu levei na boa.

Jéfferson Balbino: Uma das personagens mais marcantes de sua carreira foi a Mimosa da novela “O Cravo e a Rosa” (TV Globo/2001). A que você atribui o imenso sucesso dessa personagem?

Suely Franco: Eu fazia junto com o Pedro Paulo Rangel que eu adoro, foi escrita pelo Walcyr Carrasco, ela era muito engraçada, ele escreveu uma coisa muito engraçada que quando minha personagem chegava perto do personagem do Pedro Paulo ela desmaiava...

Jéfferson Balbino: Existe algum tipo especifico de personagem que você te vontade de interpretar?

Suely Franco: Eu tenho vontade de fazer tudo diferente do que eu já fiz. Eu nunca fiz, por exemplo, uma tragédia grega, isso eu nunca tive oportunidade pra fazer, vilãs eu não fiz, mas já fiz muitas chatas.

Jéfferson Balbino: Qual foi sua fonte de inspiração pra interpretar a inesquecível Dona Laila em “Malhação” (TV Globo/2003)?

Suely Franco: Eu sempre me inspiro no texto que está escrito, o texto do autor que me direciona... Jéfferson, eu fiquei tão espantada porque me cercavam mais do que se eu fizesse novela das oito (risos). Os adolescentes são muito atacados.

Jéfferson Balbino: Você é uma atriz que irradia muita jovialidade, muito alto astral. Qual é o segredo pra estar sempre sorrindo, sempre feliz?

Suely Franco: Meus pais que me fizeram assim né (risos).

Jéfferson Balbino: (risos) Porque você é uma pessoa que não tem como não ver e ficar feliz, você é do tipo de pessoa que faz bem só de lhe ver... E, é raro isso no meio artístico onde há vários egos inflados...

Suely Franco: Obrigada (risos). Não me deixa envergonhada, por favor, (risos)...

Jéfferson Balbino: Certa vez eu li uma entrevista sua onde soube que você já saltou de asa delta. Como foi à emoção?

Suely Franco: Ah Jéfferson, sempre foi uma coisa que eu sempre quis fazer, que eu gosto, foi uma coisa agradável e que não tem nada com o fato de ser corajoso, pois corajoso é quem enfrenta o medo né? Pra mim foi maravilhoso, saltei e voei (risos). Mas a maior emoção da minha vida não foi essa não Jéfferson, foi fazer da Urca a Niterói em 10 minutos de moto (risos), e olha que não é eu dirigindo, mas de carona, meu cabelo chegou em pé, essa foi minha maior emoção (risos).

Jéfferson Balbino: Você também deu um show de interpretação ao protagonizar a série “Sitio do Picapau Amarelo” (TV Globo/2005). Como foi trabalhar para o público infantil?

Suely Franco: Jéfferson, essa foi uma das emoções mais incríveis que eu já tive na vida porque a Zilka Salaberry é minha madrinha, foi ela que me levou pro Teatro dos 4, eu estava fazendo novela na Tupi e ela me levou pra fazer “O Beijo no Asfalto” e ali eu comecei minha vida. A Zilka é muito importante na minha vida, fizemos muito teatro, novelas, ela era uma pessoa maravilhosa. E quando e convidaram pra fazer a Dona Benta eu telefonei pra ela e disse: “Olha Zilka estão me chamando pra fazer a Dona Benta”, e daí ela me disse: “Que bom querida, você irá fazer muito bem, vai com todas as minhas bênçãos, eu tenho certeza que você irá fazer muito bem, muito sucesso...”, e eu fiquei feliz (risos).

Jéfferson Balbino: E você buscou alguma referencia nas Bentas anteriores, no caso: Zilka Salaberry e Nicette Bruno? Assistia quando eram elas que fazia?

Suely Franco: Assistia muito quando a Zilka fazia, quem nunca assistiu? (risos). Agora com a Nicette não deu pra mim ver porque eu trabalhava muito na época, fazia muito teatro a noite e não dava pra mim ver as dez horas da manhã. Eu entrei pra substituir a Nicette porque ela foi chamada pra fazer novela e fiquei até o fim. É uma pena ter acabado, mas o legal é que ainda faz muito sucesso no Canal Viva.

Jéfferson Balbino: Tem algum ator ou atriz ou mesmo autor de novelas que você nunca trabalhou e que tem vontade em trabalhar?

Suely Franco: Só com gente nova que não trabalhei, porque com gente velha eu acho que já trabalhei com todos. Agora autor tem muitos que eu ainda não trabalhei como o Aguinaldo Silva, com o Gilberto Braga, eu não faço muitas novelas das nove, fiz há muito tempo atrás “Baila Comigo” do Manoel Carlos, mas eram aqueles personagens que aparecem e depois somem (risos).

Jéfferson Balbino: Então vou mandar um e-mail para os 3 autores que você mencionou pedindo a eles que escrevam uma personagem pra você que ande muito de moto (risos)...

Suely Franco: E que também salte de asa delta (risos).

Jéfferson Balbino: Mas só não vale usar dublê viu Suely? (risos)

 

Suely Franco: Não, não, de jeito nenhum, eu me recuso. (risos)



Escrito por jéfferson às 15h30
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Entrevista Especial com: SUELY FRANCO

 

Jéfferson Balbino: Até então a última novela que você atuou foi “Amor Eterno Amor” (TV Globo/2012). Quando teremos o privilegio de ver você novamente na telinha?

Suely Franco: Nada na televisão. E estou fazendo as “6 Aulas de Dança...” no Teatro dos 4 com o Tuca Andrada que vai até o dia 30 de Junho, e agora em Junho/Julho deve estrear o filme que eu fiz com o Paulo Gustavo: “Minha Mãe é uma Pé...”.

Jéfferson Balbino: O que você considera ser o fato mais marcante de sua carreira?

Suely Franco: Eu considero como fato mais marcante a minha estreia no Teatro dos 7 naquele tempo, estreando Nelson Rodrigues, no Teatro Ginástico com “O Beijo no Asfalto”, foi o começo de tudo.

Jéfferson Balbino: E o que você acredita ser sua maior contribuição na história da teledramaturgia brasileira?

Suely Franco: Jéfferson eu não tenho a menor noção (risos). A única coisa que eu sempre pretendi é divertir o público ou que ele aprendesse alguma coisa. Agora uma coisa que eu acho errada é que quando eu fazia a novela “Sete Pecados”, onde eu fazia uma sogra chata que implicava com o Gianecchine porque ele era taxista e ganhava pouco várias pessoas me diziam: “Você esta falando tudo que a gente pensa, mas que não tem coragem de dizer” (risos). E agora na novela “Amor Eterno Amor” eu achando que o pessoal ia ficar do lado da minha personagem e ficaram todos contra mim dizendo que eu implicava demais com o Vereza e sendo que ele que implicava comigo (risos) e o pessoal tinha pena dele, mas adorei aquele final da gente andando de trenzinho caipira.

Jéfferson Balbino: Antes de finalizarmos: Quais foram as melhores novelas que você já assistiu?

Suely Franco: Olha Jéfferson, eu detesto novela porque a gente fica presa de certa forma que recusa até convites pra sair (risos) por isso eu não gosto mais de assistir novelas.

Jéfferson Balbino: Mas você já teve sua fase noveleira? Quais foram as melhores que você já assistiu?

Suely Franco: Ah não me lembro de qual foi a melhor. Eu só vejo televisão até a hora deu ir pro teatro, que é pouco porque eu gosto de chegar cedo ao teatro e a gente faz de quinta a domingo, ou seja, final de novela eu não assisto nunca, daí eu ficava danada da vida, por isso que eu não vejo (risos).

Jéfferson Balbino: Mas na televisão você assiste outro tipo de programa já que não vê novelas?

Suely Franco: Só Jornal que eu vejo mais, teve uma época que eu via muito a série americana “Friends”, e de vez em quando eu vejo aquele dos nerds... Eu não gosto de ligar TV depois que eu chego do Teatro, não vejo nada de noite.

Jéfferson Balbino: E quando você faz teatro, você emenda uma peça na outra ou gosta de dar um intervalo entre uma e outra?

Suely Franco: Querido, eu não tenho contrato com ninguém, eu preciso pagar minhas contas então o que aparece eu faço.

Jéfferson Balbino: Querida, obrigado por nos conceder essa entrevista. Foi uma honra imensurável falar com você que é uma das maiores damas da dramaturgia brasileira. Beijos e muito sucesso!

 

Suely Franco: Obrigada Jéfferson querido por você ter me entrevistado. E quando vier ao Rio venha me ver no Teatro. Beijos e sucesso pra você também!



Escrito por jéfferson às 15h28
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Próxima Entrevistada: SUELY FRANCO



Escrito por jéfferson às 15h27
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