Entrevista Especial com THAÍS GARAYP

 

 

 

Hoje eu entrevisto uma querida e talentosíssima atriz, formada em Engenharia Civil, chegando a exercer a profissão, ela abandonou completamente pra se dedicar ao máximo a carreira de atriz e com isso nos proporcionou marcantes atuações de personagens inesquecíveis que essa maravilhosa atriz interpretou, como a cigana Terê Tenório na novela “Araguaia” (TV Globo/2010)... Atualmente ela vem dando um show de interpretação como a carismática Santa na novela das sete da Globo: “Sangue Bom”. Com muito orgulho e honra minha “Entrevista Especial” de hoje aqui “No Mundo dos Famosos” é com a brilhante atriz THAIS GARAYP

 

“Antes eu construía prédios e hoje, construo personagens e sonhos”.

 

(Thais Garayp)

 

Jéfferson Balbino: Thais, quando e como surgiu seu interesse pela carreira de atriz?

Thais Garayp: Considero que desde sempre tive a veia artística, porque acredito que uma pessoa nasce artista, assim como nasce com vocação pra qualquer outra profissão. Entretanto, uma coisa é vocação, outra é talento! E graças aos meus pais que sempre incentivaram os filhos, eu e meu irmão conseguimos vivenciar algumas boas experimentações dentro do talento que nossos pais perceberam, apesar das limitações econômicas de sermos membros da hoje extinta classe média e não termos dinheiro para tanto. Na minha vida, uma coisa foi conduzindo à outra, naturalmente. É até engraçado, porque eu cheguei a me formar e trabalhar como Engenheira Civil. E brinco com isso, que um dia ainda vai sair publicado nas revistas (que é onde todo mundo te reconhece de certa forma) uma foto minha com os dizeres entre parênteses: “Antes eu construía prédios e hoje, construo personagens e sonhos”! Mas a minha carreira artística começou quando eu entrei para as aulas de balé do Palácio das Artes em Belo Horizonte, ainda menina. Depois de algum tempo, por causa do balé, comecei a fazer aulas de canto e teoria musical e daí, após um teste, entrei para o Coral Ars Nova, da UFMG. Lá, através das viagens que fazíamos, conheci inúmeros países e fui muito feliz descobrindo outros mundos e outras possibilidades. Paralelamente, durante pouco tempo, participei de um grupo vocal, que tinha uma proposta harmônica e cênica bem rica, e foi quando descobri que tinha boa desenvoltura no palco. Daí, num super pulo, na minha história, senão fica longo pra falar tudo aqui, descobri a possibilidade do teatro através do musical “Mulheres de Hollanda” baseado na obra musical, poética e teatral de Chico Buarque de Hollanda! Foi exatamente quando descobri que além de cantora podia ser atriz e, por exemplo, fazendo papéis como a Joana em trechos de Gota D’água e outras mais em encenações contundentes.

Jéfferson Balbino: Você é formada em Engenharia Civil pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Chegou a exercer a profissão? E o que essa sua graduação contribuiu pra carreira de atriz?

 

Thais Garayp: Sim, como já disse me formei e trabalhei como engenheira civil em uma empresa em BH, quando a empresa meio que faliu (como era comum na época de 80, que a engenharia civil vivia de altos e baixos) perdi meu emprego e nunca mais procurei outro propositalmente, (risos). Pra mim foi muito importante dar um diploma, “para felicidade dos meus pais” que fizeram o sacrifício de pagar, ainda que pouco porque se tratava de faculdade pública, pra me ver com um diploma. Na época do dito desemprego eles já não eram mais vivos, graças a Deus, e então apelei para o serviço público até me reencontrar!

 



Escrito por jéfferson às 09h40
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Entrevista Especial com THAÍS GARAYP

 

 

Jéfferson Balbino: Sua estreia na teledramaturgia brasileira ocorreu na novela “Celebridade” (TV Globo/2003), numa rápida participação. Qual foi o caminho que você transcorreu pra chegar a TV?

 

Thais Garayp: Minha primeira participação foi em “Da Cor do Pecado”, o parto de Taís Araújo, a protagonista, dentro de um ônibus! Eu não tinha nem nome era “A Parteira”. Quando cheguei naqueles estúdios imensos da Globo, com um ônibus dentro pra gente gravar dentro dele, eu pirei! Me senti “O Mazzaropi” (com todo o respeito a ele) tipo uma “jeca”, enfim chegando à cidade grande. Estava acostumada aos estúdios de publicidade em BH, que foi o que eu fiz muito, logo depois de ser descoberta através do teatro. Fiz muitas mães, professoras, etc, em BH, publicidade, curtas metragens, vídeos empresariais e por aí foi. Depois dessa participação naquela novela é que apareceu “Celebridade” e foi um capítulo em que o Brasil parou pra ver a mocinha Malu Mader dar uma merecida surra na vilã Cláudia Abreu! E lá estava eu como Silvana (no caso meu personagem já tinha nome) pra ajudar a mocinha a executar seu intento. E nessa, as pessoas e parentes que me conheciam não me deixaram em paz de tanto que ligaram pro meu fixo e celular pra falar que me viram, na novela das oito, sucesso na época! Mas tenho a impressão que o grande público nem se lembra de mim, nesse momento único da TV brasileira, (risos).

 

Jéfferson Balbino: Como surgiu o convite pra você interpretar a Abigail na novela “Como uma Onda” (TV Globo/2004)?

 

Thais Garayp: Depois dessa bem sucedida incursão no mundo das participações, o produtor de elenco André Reis, acho que conseguiu convencer Dennis Carvalho que tinha sido diretor de “Celebridade” e era de “Como uma Onda”, a me dar um papel maior, nessa oportunidade linda que me apareceu. A Biga! Eu fiquei super feliz porque além de meu personagem ter um nome, tinha um cenário e era mãe de nada mais, nada menos, que da Sheron Menezzes e do Serginho Malheiros! Me senti a diva, (risos).

 

Jéfferson Balbino: O que você acha imprescindível um ator ter pra desempenhar bem seu personagem?

 

Thais Garayp: Em qualquer que seja o mecanismo: teatro, televisão ou cinema, muito estudo, pesquisa, dedicação, e escuta/percepção, e isso serve pra vida profissional eternamente em qualquer situação.

 

Jéfferson Balbino: Que lembranças você tem da Dona Cota, a personagem que você interpretou na minissérie “JK” (TV Globo/2006)?

 

Thais Garayp: Muito lindas! Porque, conforme disse pra você anteriormente, parti pra pesquisa sobre quem poderia ter sido essa mulher. E descobri que na verdade os autores fizeram meio que um mix de onde ele, JK, havia morado em BH, vindo de Diamantina pra estudar medicina. Descobri antigos netos dessa senhora, dona da primeira pensão em que ele morou e que realmente tinha apelido de Dona Cota. Tinha sido uma mulher sensacional, que após viúva no interior “peitou” vir pra Capital com seus filhos e sabia fazer bons quitutes, e daí a dona de pensão foi um pulo! Era rígida com seus hóspedes, porém humanamente mãezona, coerente e sincera e acho que isso eu consegui transmitir e sou muito grata aos autores, sem contar que tive a grata oportunidade de contracenar com Wagner Moura entre outros!

 

Jéfferson Balbino: No Teatro, qual foi o espetáculo que mais lhe marcou?

 

Thais Garayp: Foi “Mulheres de Hollanda”, montagem de BH, dirigida por Pedro Paulo Cava, já disse, sobre a obra de Chico Buarque de Hollanda, que soube melhor que ninguém discorrer sobre esse universo feminino.

 



Escrito por jéfferson às 09h39
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Entrevista Especial com THAÍS GARAYP

 

 

 

Jéfferson Balbino: Como foi contracenar com o grande ator Tony Ramos na novela “Paraíso Tropical” (TV Globo/2007)?

 

Thais Garayp: Meu Deus, foi quando eu entendi e vivenciei que existiam esses “semideuses” e que eles eram absolutamente acessíveis, humanos e simpáticos e simples, guardadas as devidas proporções. O mesmo posso dizer com relação à Glória Pires, na época já citada à Malu Mader e um pouco depois à Camila Pitanga (de quem fui “mãe” em “Mulheres do Brasil”, filme de Malu de Martino).

 

Jéfferson Balbino: Quais são seus maiores ídolos na dramaturgia brasileira?

 

Thais Garayp: Você quer dizer com relação a atores? Natália Timberg, Fernanda Montenegro, nosso querido falecido Paulo Autran, Nicette Buno, Paulo Goulart, e outros mais que nem caberiam aqui em tão poucas linhas.

 


                                                                                           

Jéfferson Balbino: Como foi o processo de composição da mística índia Iraci que você brilhantemente interpretou na novela “Desejo Proibido” (TV Globo/2007)?

 

Thais Garayp: Claro que pesquisei, como já disse, acho absolutamente fundamental e necessário à pesquisa na vida do ator, e como era um misto de índia e interior de Minas, foi delicado. Primeiro fiz uma pesquisa com relação à aparência, e descobri através do meu irmão geólogo, que existem uns índios no Pará que tem esse nariz meio longo que eu tenho e aí fiquei tranquila, foi só alisar o cabelo e colocar um aplique e me senti a própria índia, porque a cor da pele eu já tenho. Depois fiz pesquisas sérias, em vários vídeos que existem sobre várias tribos de índios. E daí foi só fazer e contar com um excelente texto e direção sob o jugo do saudoso Marcos Paulo e dos demais colegas. Imagina que contracenei com grandioso José de Abreu e a maravilhosa Letícia Sabatella com a qual voltarei a contracenar agora na próxima novela das sete “Sangue Bom”!

 

Jéfferson Balbino: Você também atuou em 2 episódios do seriado “Casos e Acasos” (TV Globo/2008). Nesses trabalhos rápidos você consegue ter o mesmo vinculo afetivo que tem com as personagens que você convive mais, como as das novelas?

 

Thais Garayp: Eu adorei esse desafio, e agradeço quem me escalou e confiou em mim! É claro que, como você disse, o vínculo é rápido, mas a experiência teatral e a vivência artística que temos, aliados à generosidade dos colegas que por ventura encontramos, e uma excelente direção, nos dão a tranquilidade de fazer um ótimo trabalho.

 

Jéfferson Balbino: Em 2009, você deu um show de interpretação como a indiana Ana na novela “Caminho das Índias” (TV Globo). O que esse trabalho representa na sua carreira?

 

Thais Garayp: Adorei o seu “deu um show de interpretação”! Porque foi uma batalha que ninguém imagina, entrar numa novela que já era um sucesso, pegando o bonde andando. Foi meio que de última hora, no dia do meu aniversário que o Daniel Berlinsky, que hoje é autor, me ligou! Fiquei absolutamente feliz porque sabia que essa novela que já estava no ar e tinha tudo a ver com meu tipo físico. E mais uma vez saí em busca da pesquisa. Descobri que tem um consulado da Índia em BH e fui super bem recebida, pelo Helson, o cônsul, que a propósito dava consultoria pra novela, na época. Passei uma tarde inteira com direito a almoço e tudo com ele. Me deu todos os elementos que eu precisava pra ser uma indiana morando no Brasil. Senti, sinceramente, embora a mídia não ter dado a menor importância, que cumpri muito a contento o meu papel. O que me alenta é ver que até hoje sou lembrada pelo público, que é o que importa, por “Caminho das Índias”, como a “tia” do Indra, que é como dizem até hoje. Além de ter tido a grata emoção de conhecer e conviver com nossa querida e inesquecível Mara Manzan que me disse pessoalmente, quando teve a oportunidade, ter sentido uma absoluta semelhança de energia entre nós duas a ponto de eu poder representar sua irmã, se fosse o caso!

 



Escrito por jéfferson às 09h38
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Entrevista Especial com THAÍS GARAYP

 

 

Jéfferson Balbino: Como você lida com a fama?

 

Thais Garayp: Eu não sou famosa! Sou apenas conhecida! E tenho absoluta consciência disso. Não tenho a figura do Assessor de Imprensa que te “coloca” em todos os meios de comunicação, ainda... (risos). Eu não sou atriz pra ser famosa, sou porque considero que além de vocação tenho talento e isso me basta! O resto é luta, perseverança e sorte!

 

Jéfferson Balbino: Quando você termina de gravar uma novela, como você se sente em ter que deixar a personagem que o acompanhou durante alguns meses? Você chega a se sentir um pouco órfã?

 

Thais Garayp: Eu me sinto absolutamente órfã e triste! Seja na TV, no teatro, onde quer que seja, porque como disse brilhantemente Johnny Depp: “Em qualquer uma de suas atuações, existe uma certa quantidade de si mesmo nelas. Tem de haver, caso contrário não está só atuando. Está mentindo.”  Então acredito nisso o personagem te pertence e você pertence a ele e desvencilhar disso é como arrancar raízes de uma planta!

 

Jéfferson Balbino: O que você destacaria da sua carreira no Cinema?

 

Thais Garayp: O pouco que fiz em cinema destacaria o curta “A Bailarina” e “O Homem da Cabeça de Papelão“ de Carlos Canela de BH, “Mulheres do Brasil” de Malu de Martino do RJ, e “O Circo das Qualidades Humanas” RJ/MG, com Daniel Oliveira antes dele ser famoso, (risos).

 


 

Jéfferson Balbino: Na novela “Araguaia” (TV Globo/2010), você fez um dos melhores papéis de sua carreira que foi a cigana Terê Tenório. A que você atribui o imenso sucesso dessa marcante personagem?

 

Thais Garayp: Ah meu Deus, agradeço muito ao Walther Negrão, Fausto Galvão, Renato Modesto, Julio Fischer, Jackie Vellego, a confiança que colocaram em mim. Foi o personagem que até hoje me senti mais confortável e adorei fazer.  Considerando ser uma novela das seis que “aparentemente” tem menor audiência dado o fato de que quem trabalha e não está em casa, eu penso, as pessoas ainda me reconhecem por esse personagem, além da Anapurna de “Caminho das Índias”. Terê era uma vidente nata, além de dona de um Circo maravilhoso e depois se tornou dona de uma estalagem!  Foi maravilhoso fazer! Gostava desde o figurino e caracterização a tudo que foi escrito!

 

Jéfferson Balbino: Por falar em “Araguaia”, o que você ressaltaria do texto do autor da novela, o Walther Negrão e de seus colaboradores: Júlio Fischer, Renato Modesto e Jackie Vellego?

 

Thais Garayp: Já disse acima, eu devo muito a eles essa grande oportunidade que tive! Adoro o Fausto, O Júlio, o Negrão, a Jackie, o Modesto.  E também à direção do Marcos Schechetman. E eles arrasaram, tanto é que concorremos ao Emmy Awards!


 

Jéfferson Balbino: Atualmente temos o privilégio de ver você na nova novela das sete, “Sangue Bom” (TV Globo/2013). O que você pode nos adiantar sobre a Santa, sua nova personagem? E quais são suas expectativas de trabalhar novamente com a nossa querida Maria Adelaide Amaral?

 

Thais Garayp: Nossa, eu espero tudo, adoro a Maria Adelaide, quando falo pra quem me pergunta, costumo ouvir: “adoro as novelas de Maria Adelaide Amaral”! Pra mim é mais uma “responsa” porque estou consciente de que estou num verdadeiro “zoológico”, no sentido de que só tem “feras” tanto no elenco como autores. Vou ter que “rebolar” pra marcar minha presença! (risos)

 

Jéfferson Balbino: Que dica você deixa pra quem almeja seguir a carreira artística?

 

Thais Garayp: Paciência, dedicação, abnegação, persistência, disciplina, estudo e investigação, sempre, e, sobretudo contar com o fator sorte, pra quem quer sobreviver dessa arte tão difícil, e tão confundivelmente almejada e equivocadamente apropriada!

 

Jéfferson Balbino: Existe alguma personagem interpretada por outra atriz em novela, que se você pudesse, gostaria de ter interpretado?

 

Thais Garayp: A rainha louca de “Que Rei Sou Eu” que Tereza Rachel fez brilhantissimamente e “Dona Xepa” que a maravilhosa Yara Cortes fez! Que saudades!

 

Jéfferson Balbino: Antes de finalizarmos, nossa pergunta de praxe: Quais foram as melhores novelas que você já assistiu?

 

Thais Garayp: Aí meu Deus não me obrigue a escolher isso! Só pra simplificar, todas as de Janete Clair e todas as de Dias Gomes, as que pude assistir antes e depois de virar “mocinha” (risos) porque lá em casa, quando eu era menina, meus pais não deixavam a gente assistir. Veja que ironia do destino, que Deus os tenha porque ficariam super felizes e orgulhosos de além de engenheira civil, eu ter me tornado uma atriz que agora tem a grande oportunidade de estar nas novelas da TV e especialmente na Globo!

 

Jéfferson Balbino: Querida, adorei conhecer você pessoalmente em São Paulo, adoro seus trabalhos, e amei ter você aqui “No Mundo dos Famosos”. Muito mais sucesso e um grande beijo!

 

Thais Garayp: Um grande beijo ‘procê’ Jéff, adorei te conhecer também, e por absoluta coincidência, pra gente constatar como Deus não é bobo! E muito obrigada por me dar à oportunidade de figurar aqui juntamente com tantas pessoas mais importantes principalmente historicamente da nossa dramaturgia. BEIJOS MONTANHOSAMENTE MINEIROS PROCÊ COM GOSTO DE “DÔDJILÊITCHI!! E também pra todo mundo que eventualmente ler essa entrevista.

 



Escrito por jéfferson às 09h26
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