Entrevista Especial com ANTÔNIO FAGUNDES

 

Hoje eu entrevisto um dos maiores e melhores atores de todos os tempos que o nosso país já conheceu. Ele é um dos maiores ícones do Teatro, do Cinema e da TV, já povoou nosso imaginário com marcantes e inesquecíveis personagens como o Ivan Meirelles da novela ‘Vale Tudo’, o Felipe Barreto da novela ‘O Dono do Mundo’, o Bruno Berdinazzi na novela ‘O Rei do Gado’, o Atílio Novelli de ‘Por Amor’ ou então o, mais recente, César Khoury da atual novela das nove da TV Globo, ‘Amor à Vida’. Regozijando de intensa felicidade, já que sou fã e admirador desse ‘monstro sagrado’ da dramaturgia brasileira, digo a vocês que a ‘Entrevista Especial’ do ‘No Mundo dos Famosos’ de hoje é com o magistral ator ANTONIO FAGUNDES.

 

“Eu acho que a carreira do ator é muito rica se ele conseguir fazer com que as pessoas pensem, isso pra mim é o mais gratificante da profissão.”

(Antônio Fagundes)

 

 

Jéfferson Balbino: Quando e como você descobriu que queria ser ator?

Antônio Fagundes: Eu já era ator desde os 12 anos, eu comecei fazendo teatro estudantil, depois eu fiz teatro amador, teatro infantil, mas eu realmente me senti ator quando e decidi que queria ser um profissional nessa área, até então eu fazia teatro amador, quando eu resolvi que ia viver disso, isso foi por volta dos dezessete, dezoito anos, é que eu senti que aí e não tinha saída (risos).

Jéfferson Balbino: Mas sua família lhe apoio nessa sua escolha?

Antônio Fagundes: Sim, sempre me apoiaram bastante!

 

Jéfferson Balbino: Eu até lhe perguntei isso porque meses atrás eu entrevistei o ator Ary Fontoura e ele me disse que teve certo preconceito familiar quando decidiu que queria ser ator, porque na época a profissão de ator não era vista com bons olhos...

Antônio Fagundes: É que o Ary era de outra geração, era da geração anterior a minha que era mais brava nesse sentido (risos).


Jéfferson Balbino: Então a sua geração não teve esse problema?

 

Antônio Fagundes: Não, na minha já era mais fácil.




Escrito por jéfferson às 16h29
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Entrevista Especial com ANTÔNIO FAGUNDES

 

Jéfferson Balbino: Um dos seus primeiros trabalhos na televisão ocorreu na novela “O Machão” (TV Tupi/1974), onde você interpretou o conquistador Petruccio, inclusive foi a partir desse personagem que você passou a ser considerado um grande astro da TV. Como foi ganhar tamanha repercussão e notoriedade logo no inicio de sua carreira na teledramaturgia?

Antônio Fagundes: Esse foi o primeiro trabalho de sucesso, mas eu já tinha feito alguma coisa antes, na Tupi mesmo, é claro que foi maravilhoso, eu era jovem, tinha 23 anos, vinte e poucos anos, então foi muito bom eu ter feito esse trabalho lá que até depois, inclusive me abriu as portas pra TV Globo, e já cheguei a TV Globo com um certo nome e isso ajudou bastante, é claro...

Jéfferson Balbino: Com todo esse sucesso que você conquistou ao protagonizar a novela “O Machão”, podemos afirmar que foi a partir daí que você teve certeza que queria trilhar essa carreira para o resto da vida ou antes disso você já teve essa certeza?

Antônio Fagundes: Eu já sabia disso nos quase dez anos fazendo teatro ininterruptamente, eu entrei pra televisão algum tempo depois de começar a trabalhar profissionalmente.

Jéfferson Balbino: Na novela “Nina” (TV Globo/1977), você deu vida ao imigrante italiano Bruno onde você contracenou com a nossa querida Rosamaria Murtinho. O que você pode nos contar sobre sua parceria, sua amizade com a Rosinha?

Antônio Fagundes: Pois é, e a gente estava comentando isso no estúdio outro dia, porque depois daquele período a gente nunca mais voltamos a trabalhar juntos, imagina foram trinta e poucos anos de espaço entre um trabalho e outro e agora a gente esta se reencontrando e por sorte no mesmo núcleo então está sendo ótimo porque vira e mexa a gente se lembra desse período.

Jéfferson Balbino: Você deu um show de interpretação – como sempre – na novela “Dancin’ Days” (TV Globo/1978), onde você interpretou o Cacá, galã da novela. Como foi ser dirigido pelo talentoso Daniel Filho nesse trabalho?

Antônio Fagundes: O Daniel sempre foi um excelente diretor de Cinema, de Televisão, de Teatro... Ele sempre foi muito bom e naquela época ele estava no auge da carreira dele como diretor, ele era também diretor de núcleo, então foi muito bom, eu particularmente estava começando na TV Globo, era o meu segundo ou terceiro trabalho lá e trabalhar com o Daniel foi um prêmio pra mim.

Jéfferson Balbino: Por falar no Daniel Filho nesses dias atrás eu entrevistei a Rosamaria Murtinho e ela me disse que uma vez pra não jogar o script na cara dele, jogou no chão. Ao longo de sua carreira você já discordou com o posicionamento de algum autor ou diretor diante do seu trabalho?

Antônio Fagundes: Não. O que era mais bravo era o [Walter] Avancini que era um diretor bastante bravo, bastante exigente, mas eu nunca tive problemas graves não.

Jéfferson Balbino: O que você acha mais gratificante na carreira de ator?

Antônio Fagundes: Eu acho que o ator, pra mim, deve sempre estar tentando modificar as pessoas, trazer coisas para as pessoas pensarem, trazer ideias novas, quebras de tabus e preconceitos, levantar problemas. Eu acho que a carreira do ator é muito rica se ele conseguir fazer com que as pessoas pensem, isso pra mim é o mais gratificante da profissão.

Jéfferson Balbino: Em 1988, você protagonizou a magnifica novela “Vale Tudo” (TV Globo) que era um reflexo do país. Como você vê a teledramaturgia brasileira como elemento sócio-cultural?

Antônio Fagundes: A novela brasileira no exterior, na Venezuela, por exemplo, ela é chamada de ‘telenovela de ruptura’, que na tradução seria: novela de protesto. Isso porque a teledramaturgia brasileira seja talvez a única do mundo que coloca problemas políticos e sociais constantemente nos seus capítulos, agora com as series americanas a coisa está mudando um pouquinho e eles estão começando a fazer isso também, mas ate pouco tempo atrás o Brasil era o único que colocava na sua teledramaturgia questões políticas e sociais, e isso fez com que a nossa novela fosse reconhecida no mundo inteiro.

Jéfferson Balbino: Atualmente você está também no ar com a reprise da novela “Rainha da Sucata” (TV Globo/1990) pelo Canal Viva. Você gosta de se rever numa reprise de uma novela em que você participou? Se sim, como você se sente?

 

Antônio Fagundes: Eu não tenho muito tempo porque eu estou fazendo outra novela (risos), então não dá muito tempo porque geralmente essas novelas normalmente passam à tarde quando estamos gravando ou a noite quando estamos fazendo teatro, mas eu de vez em quando, quando eu posso eu gosto de ver. É bem divertido...



Escrito por jéfferson às 16h26
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Entrevista Especial com ANTÔNIO FAGUNDES

 

Jéfferson Balbino: Mas quando você se revê é com um sentido autocrítico ou como de telespectador mesmo?

Antônio Fagundes: Olha faz tanto tempo que a gente fez que acaba vendo com olhos de telespectador mesmo, onde aquele cara lá já não sou eu (risos).

Jéfferson Balbino: Um dos seus inúmeros personagens que eu mais gostei foi o inescrupuloso Felipe Barreto da novela “O Dono do Mundo” (TV Globo/1991). Como foi o processo de composição desse inesquecível personagem?

Antônio Fagundes: Aquele era bravo (risos), o Gilberto montou muito bem o caráter do Felipe Barreto então era uma coisa muito gostosa, muito fácil de fazer, era bem divertido.

Jéfferson Balbino: A gente pode dizer que o Felipe Barreto era a versão masculina da Carminha da novela ‘Avenida Brasil’ né?

Antônio Fagundes: Mas naquela época os vilões só eram mau caráteres, agora são assassinos.

Jéfferson Balbino: Você que já fez diversas novelas do nosso querido Gilberto Braga, o que você ressaltaria do texto e também de sua parceria com esse grande novelista?

Antônio Fagundes: O Gilberto é um mestre, o Gilberto é o nosso Balzac, ele é um analista fantástico da classe média e da elite brasileira e a obra dele forma um painel da sociedade brasileira de forma única na história da teledramaturgia brasileira. É sempre um prazer muito grande trabalhar nas novelas dele.

Jéfferson Balbino: Recentemente eu entrevistei o magistral novelista Benedito Ruy Barbosa e ele me disse que quando lhe convidou pra protagonizar a novela “Renascer” (TV Globo/1993) te contou na mesa de um bar como seria a última cena do último capítulo da novela. E essa parceria de vocês resultou numa verdadeira obra-prima da nossa teledramaturgia. A que você atribui o imenso sucesso do seu personagem e dessa inesquecível novela?

Antônio Fagundes: O Benedito é outro autor que montou um outro lado desse painel da sociedade brasileira com enfoque rural. O Gilberto no urbano e ele no rural, mas também mostrando um lindíssimo painel politico e social do Brasil com personagens todos eles muito marcantes, eu fiz umas 4 ou 5 novelas do Benedito tendo sempre o prazer de fazer grandes personagens. E ‘Renascer’ pra mim é um clássico...

Jéfferson Balbino: Outro personagem marcante seu foi o Otávio Jordão no remake da novela “A Viagem” (TV Globo/1994). O que você destacaria desse seu trabalho?

Antônio Fagundes: Era uma novela da grande Ivani Ribeiro, a Ivani Ribeiro era a mestre de todos eles, já tinha tido no rádio muito sucesso, depois ela fez muito sucesso na TV Tupi... E essa novela foi um prazer fazer porque abordava um terceiro mundo, nós falamos do urbano, falamos do rural e ela pegou o céu e o inferno também e foi muito divertido fazer. Eu costumo brincar que essa novela era a única que o publico torcia pra mocinha morrer...

Jéfferson Balbino: Fagundes, eu já entrevistei vários artistas que trabalharam em novelas da Ivani Ribeiro que me disseram que por ela ser muito reservada mal a conhecia... Você chegou a ter um contato maior com ela?

Antônio Fagundes: Eu acho que do jeito dela ela tinha contato sim. Ela não falava diariamente com os atores, não se comunicava diretamente com eles, mas a gente recebia inúmeros recados ao longo do texto de coisas que ela estava gostando, de coisas que ela não estava gostando e a resposta dela a qualquer coisa que a gente fazia vinha de imediato, então ela acaba estabelecendo um outro tipo de dialogo, mas estabelecia sim. Ela sempre estava atenta as coisas que vinham sendo feitas.

Jéfferson Balbino: Como foi contracenar com o saudoso ator Raul Cortez na novela “O Rei do Gado” (TV Globo/1996)?

Antônio Fagundes: Eu brinquei uma vez com o Benedito dizendo que ele estava fazendo comigo e com o Raul o casal mais duradouro da televisão brasileira, porque a gente sempre fazia novela juntos como antagonistas, mas sempre era muito bom de fazer.

Jéfferson Balbino: Qual foi sua fonte de inspiração pra interpretar o Atílio Novelli, aquele romântico inveterado da novela “Por Amor” (TV Globo/1997)?

Antônio Fagundes: O Atílio também é um personagem criado pelo mestre Manoel Carlos que desenhou aquele personagem de uma forma tão bem desenhada que eu não tinha que fazer nada porque o personagem já existia.

Jéfferson Balbino: Quais foram os seus trabalhos no Teatro e no Cinema que mais lhe deram prazer em fazer?

Antônio Fagundes: Você sabe que essa é uma pergunta que sempre me pega porque é difícil, eu acho que a gente esta sempre em processo, está sempre em progresso então, às vezes, eu posso falar de um personagem que eu fiz e que ninguém viu, que não foi sucesso, que foi um personagem errado, mas que retornou outras coisas boas pra mim, eu gosto de pensar a coisa como um bloco, é bom deixar para o público essa escolha. Eu fiz 50 filmes, então fica difícil eu selecionar apenas um e esquecer dos outros 49.


Jéfferson Balbino: Como você lida com a fama? Você gosta de ser famoso?

 

Antônio Fagundes: A fama pra mim ela só existe, só faz sentido se me propiciar novos trabalhos, no mais a fama não me interessa muito não. 



Escrito por jéfferson às 16h24
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Entrevista Especial com ANTÔNIO FAGUNDES

 

Jéfferson Balbino: Na novela “Porto dos Milagres” (TV Globo/2001) você deu vida aos gêmeos Félix e Bartolomeu. Houve alguma dificuldade em interpretar simultaneamente esses dois personagens já que eles tinham características e personalidades opostas?

Antônio Fagundes: Não foi aquele gêmeo tradicional, onde as pessoas ficam tentam descobrir quem é quem, era diferentes um do outro, então foi só gostoso contracenar comigo mesmo, não teve dificuldade, foi por pouco tempo, só uns 2, 3 capítulos...

Jéfferson Balbino: Que avaliação você faz do seu trabalho nas novelas: “Duas Caras” (TV Globo/2007) onde você interpretou o Juvenal Antena e no remake da novela “Gabriela” (TV Globo/2012), onde você fez o Coronel Ramiro Bastos?

Antônio Fagundes: ‘Duas Caras’ foi um prazer em fazer esse personagem extremamente popular, criando uma favela, um personagem forte do Aguinaldo Silva, muito gostoso de fazer e ‘Gabriela’ aquele Ramiro Bastos eu me diverti muito com aquela composição era um velhinho, daí coloquei uma peruca, um bigode, uma verruga, sobrancelha, criei um jeito de andar diferente, foi muito gostoso.

Jéfferson Balbino: No caso do Juvenal, o texto tinha todo o respaldo necessário ou você precisou fazer laboratório?

Antônio Fagundes: Não, o Aguinaldo já me entregava com a coisa em meio caminho andado, era fácil.

Jéfferson Balbino: Quem são seus maiores ídolos na dramaturgia brasileira?

Antônio Fagundes: Ah tem um monte aí né... O [Gianfrancesco] Guarnieri, o Dias Gomes, o Nelson Rodrigues, eles são os clássicos da dramaturgia brasileira e serão sempre eternos. E essa turma jovem que vem vindo por aí também, tem muita gente boa.

 

Jéfferson Balbino: Atualmente você vem dando um show de interpretação na novela “Amor à Vida” (TV Globo/2013). O que você pode nos adiantar sobre o Dr. César? Seu personagem irá mesmo morrer na novela?

Antônio Fagundes: Isso só quem vai poder te responder é o nosso deus. O nosso deus se chama Walcyr Carrasco... Era pra ele ter morrido no capítulo 20, depois no capítulo 40 e não morreu, agora dizem que é no capítulo 80, vamos ver o que vai acontecer.

Jéfferson Balbino: O que você considera ser sua maior contribuição na história da TV, do Teatro, do Cinema e da teledramaturgia brasileira?

Antônio Fagundes: Não sei. Isso eu vou deixar para os que sobreviverem depois de mim (risos).

Jéfferson Balbino: Antes de finalizarmos: Quais foram as melhores novelas que você já assistiu? Você assiste novela?

Antônio Fagundes: Se eu tiver tempo eu assisto sim. O problema é realmente que a gente não tem tempo, a gente muitas vezes chega em casa depois da novela ter acabado, quando não vai direto para o teatro, fica complicado as vezes em assistir, mas as vezes quando tenho tempo e estou em casa eu pego pra ver desde ‘Malhação’ e vou embora...

Jéfferson Balbino: Mas como telespectador qual foi a melhor que você já assistiu?

Antônio Fagundes: Então, esse é o problema, eu nunca assisti uma novela inteira, e pra você se dizer telespectador que gosta de novela, você tem que no mínimo ter acompanhado uma inteira e infelizmente eu não acompanhei.

Querido, foi uma honra mais que imensurável em entrevistar você. Obrigado por ter proporcionado isso a mim e ao site “No Mundo dos Famosos”, parabéns e obrigado por tudo que você fez em prol da arte e da cultura brasileira. Muito mais sucesso e um grande abraço!

 

Antônio Fagundes: Obrigado você e eu espero continuar com muitos mais personagens pela frente... Um abraço querido!



Escrito por jéfferson às 16h20
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Ouça a minha entrevista com ANTONIO FAGUNDES pelo Youtube

 



Escrito por jéfferson às 16h15
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Próximo Entrevistado: ANTÔNIO FAGUNDES



Escrito por jéfferson às 14h25
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