Entrevista Especial com MATEUS SOLANO

 

Eis que chegamos a 150ª “Entrevista Especial” aqui “No Mundo dos Famosos” e para comemorar trago a vocês uma maravilhosa entrevista com um dos maiores atores do Brasil dessa nova geração. Embora tenha pouco tempo de carreira televisiva ele já mostrou seu imensurável talento em todos os personagens que fez, arrancando elogios da crítica e fazendo sempre um estrondoso sucesso com o público.  Foi assim quando ele interpretou o Ronaldo Bôscoli na minissérie “Maysa...”, quando deu vida aos gêmeos Miguel e Jorge  na novela “Viver a Vida” e também ao viver o inesquecível Mundinho Falcão no remake da novela “Gabriela”. Em todos os trabalhos que fez esse grande ator conseguiu transitar com maestria indo do drama a comédia com total desenvoltura e isso não se limitou apenas na teledramaturgia, mas também no Cinema, onde fez um magistral trabalho no longa “A Novela das 8”, como também no Teatro, onde entre as muitas peças que se destacou, cito o magnifico espetáculo “Do Tamanho do Mundo”, que foi escrita pela Paula Braun, esposa desse renomado ator, e dirigida pelo me xará, o talentoso diretor Jefferson Miranda. Atualmente ele vem despertando em todo o Brasil um misto de raiva e alegria ao interpretar o vilão gay Félix na novela das nove “Amor à Vida”, e, além disso, quebrando tabus e, consequentemente também, preconceitos. Com muito orgulho e honra que eu entrevisto o grande ator MATEUS SOLANO.

“Pudores como ator eu não tenho não!”

(Mateus Solano)

Jéfferson Balbino: Quando e como você descobriu seu talento pra carreira artística?

 

Mateus Solano: Primeiro eu descobri a vocação - digamos assim, primeiro aquela vontade antes de mais nada, é claro que na escola quando eu fazia o curso na escola, que era uma aula, inclusive que dava nota, e se podia repetir por causa de teatro, daí nesse momento eu vi que era uma brincadeira muito séria, mas lá as pessoas já falavam que eu tinha jeito e tal... E aí eu fui me interessando pelo negócio... Mas eu me interessei muito mais do que se eu sabia se tinha algum talento e isso já na escola com 12/13 anos, e aos 15 eu comecei a assistir as aulas do meu amigo Fernando Caruso no Tablado, pedi a ele pra assistir uma aula e não sai mais de lá, ficando lá de rato do Tablado. Jéfferson, você é de São Paulo ou daqui do Rio?



Escrito por jéfferson às 17h50
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Entrevista Especial com MATEUS SOLANO

 

Jéfferson Balbino: Eu sou de Jacarezinho no Paraná...

Mateus Solano: Paraná?! Então você não conhece a escola Tablado aqui no Rio, foi uma escola de teatro muito bacana, de improvisação, fundada pela Maria Clara Machado, uma escola tradicional e ser amadora – inclusive. E eu fiquei lá no Tablado durante muito tempo e acabei ficando nas peças e tal, mesmo sem ter feito muita aula, eu fui entrando pelas beiradas e aprendendo tudo, não só a interpretar, mas também em algumas peças eu fazia trabalhos de bastidor onde eu ficava na coxia, de contrarregra, fazia operação de luz... Enfim, eu fui conhecendo os meandros do espaço teatral mesmo, e me apaixonando cada vez mais pela coisa, e fiz lá a minha primeira peça e desde então não parei ais e fiz muitas outras peças... Eu fui me lapidando e me continuo lapidando.

Jéfferson Balbino: Você acredita que o aprendizado que você adquiriu lá no Tablado foi o que te deu todo o respaldo necessário pra você se tornar ator?

Mateus Solano: Foi no Tablado, foi na UniRio e nos diversos cursos e peças que eu fui fazendo, dentro e fora da UniRio que foi onde eu fui me lapidando e, é uma lapidação, que na minha opinião, não tem fim. Você nunca chega a lugar nenhum, você só vai melhorando...

Jéfferson Balbino: Como foi o período de sua vida em que você residiu em Washington (EUA) e em Lisboa (Portugal)?

Mateus Solano: Quando eu morei em Washington eu era recém-nascido e fiquei lá até os 3 anos, de lá fui pra Portugal onde fiquei até os 4 anos e meio. E depois que vim pro Rio. Nessa época eu nem sabia o que queria da vida...

Jéfferson Balbino: Você estreou na televisão no programa “Linha Direta” (TV Globo/2003), como foi esse seu primeiro contato com a teledramaturgia? Houve alguma dificuldade?

Mateus Solano: É claro que houve uma dificuldade até porque ator de teatro quando vai pra televisão e vice-versa encontra varias dificuldades pelas diferenças são meios muito diferentes na forma de fazer e no resultado que eles têm. No teatro você tem a coisa ao vivo, você se aprofunda mais naquela peça, enquanto que na televisão você tem que apresentar o resultado todos os dias depois de um laboratório de 1 ou 2 meses pesquisando o personagem, pesquisando o universo do personagem e você vai ficar 8 meses ou 1 ano em cima daquele personagem, então é completamente diferente fora que na televisão o seu expectador é a câmera então você tem que saber se esta aparecendo bem para a câmera ou não, e no teatro você tem outras preocupações como: se a pessoa que está na última fila assistindo está conseguindo escutar o espetáculo, você tem outro tamanho de interpretação, enfim linguagens diferentes e, é claro que eu tive minhas dificuldades.

Jéfferson Balbino: E que lembranças você tem do seu trabalho na novela “Paraíso Tropical” (TV Globo/2007) e “Pé na Jaca” (TV Globo/2007)?

Mateus Solano: Foram participações... Eu fiz muitas participações na TV, e em cada participação eu aprendi um pouco mais de como se fazer TV.

Jéfferson Balbino: Você atuou em diversos seriados como: “A Diarista” (TV Globo/2005), “Sob Nova Direção” (TV Globo/2007), “Sítio do Picapau Amarelo” (TV Globo/2007), “Faça Sua História” (TV Globo/2008), “Casos e Acasos” (TV Globo/2008), “A Mulher Invisível” (TV Globo/2011) e “As Brasileiras” (TV Globo/2012). Nesses personagens rápidos você consegue estabelecer um vinculo afetivo com seus personagens?

Mateus Solano: É um vinculo menor né? Mas existe! Sempre quando a gente faz um personagem existe um vinculo que não pode ser mais intimo porque está usando a gente mesmo, as nossas ferramentas, a nossa vivencia que a gente empresta para o personagem. Então, é claro, que em cada um a gente estabelece um vinculo, mas é claro também que em uma novela, por conta de você ficar vários meses em cima do personagem, esse vinculo todo se estabelece mais.

Jéfferson Balbino: O que você destacaria do seu trabalho no Cinema?

 

Mateus Solano: Jéfferson, eu fiz muito pouco Cinema ainda, tem dois filmes pra estrear agora: “O Menino no Espelho” e o “Confia em Mim?”, um estreia no fim desse ano, e o outro no inicio do ano que vem, fiz “Linha de Pátria”, mais um ou dois filmes, além de “Novela das Oito”, então é muito cedo pra eu dizer sobre a minha carreira no Cinema, mas enfim eu tenho um carinho por cada processo, por cada personagem... Mas no Cinema eu ainda estou começando!

 

Jéfferson Balbino: Em sua opinião, porque a novela desperta a atenção do público para os problemas sociais?

 

Mateus Solano: É interessante você me perguntar isso Jéfferson, porque geralmente as pessoas falam que a novela é mais entretenimento, ela pode chegar até a alienar e tal, mas eu concordo com você que ela tem o lado forte, o social. E não podia deixar de ser até porque muita gente conversa sobre a novela no dia seguinte, então quando a novela toca em algum ponto polêmico-social, é claro que isso pode ser debatido entre a sociedade até porque a grande maioria no Brasil assiste a telenovela – e comentam. E isso da novela entrar dentro dos lares, não obrigando as pessoas a saírem de casa pra assistir, eu acho que isso contribui no que você esta falando. A novela tem uma contribuição social implícita só pela audiência.

Jéfferson Balbino: Que avaliação você faz do seu trabalho nas minisséries: “Um Só Coração” (TV Globo/2004), “JK” (TV Globo/2006) e em “Maysa – Quando Fala o Coração” (TV Globo/2009)?

 

Mateus Solano: Quando eu entrei em “JK” que era um personagem bacana eu já estava mais treinado sobre a forma de se fazer TV. E em “Maysa...” eu já tinha me encontrado e entendido a linguagem.

Jéfferson Balbino: Além da minissérie “Maysa...” você ainda trabalhou com o autor Manoel Carlos na novela “Viver a Vida” (TV Globo/2009). O que você ressaltaria dessa sua parceria com o nosso querido Maneco?

 

 

Mateus Solano: O Maneco foi muito importante porque foi a primeira vez que o grande público me conheceu porque “Maysa...”, foi uma minissérie e não tinha o público que tem uma novela das nove como “Viver a Vida” e foi à primeira novela das nove que eu fiz, então foi realmente muito importante, foi um trabalho onde eu aprendi, se no tanto de participações que eu fiz foi aonde eu fui entendendo mais o que era televisão em “Viver a Vida” que eu tinha muito trabalho por conta dos gêmeos que eu fazia isso me solidificou tudo que eu fui aprendendo em televisão, foi tudo muito importante, o fato deu fazer gêmeos e a pessoas virem me perguntar se eu tinha um irmão gêmeo, toda essa coisa deu não ser ainda conhecido, essa coisa das pessoas ainda terem curiosidades em cima do ator também, enfim foi importante em todos os sentidos e o Maneco é um grande autor...



Escrito por jéfferson às 17h48
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Entrevista Especial com MATEUS SOLANO

 

Jéfferson Balbino: Recentemente eu tive a honra de vê-lo no Teatro do Jardim Botânico com a maravilhosa peça “Do Tamanho do Mundo”. Como foi atuar nesse belíssimo espetáculo? E ter conciliado com a novela?

Mateus Solano: Então foram 2 meses de espetáculo, foi uma curta temporada, muito bacana, mas muito intensa e complicada realmente porque eu trabalhei muito. Essa temporada terminou já faz uns 3 meses e enquanto isso a gente vai fazendo algumas apresentações até o final do ano, fizemos BH e outras cidades... Mas foi muito importante ter voltado ao Teatro três anos depois, foi muito importante até para o sucesso do personagem Félix na televisão também.

Jéfferson Balbino: Qual foi sua fonte de inspiração pra interpretar o Mundinho Falcão na novela “Gabriela” (TV Globo/2012)?

Mateus Solano: Eu nunca tenho uma fonte de inspiração, a minha fonte de inspiração são minhas referencias e minhas referencias estão em tudo o que eu vejo, em tudo o que eu gosto, o que eu assisto, em tudo o que eu não gosto também, então está em tudo o que eu apreendo – digamos assim, quando e assisto uma peça eu sou muito intenso na forma de ver as coisas, de viver as coisas, então é tudo muito intenso numa forma que eu não saberia depois dividir: o que fez o Mundinho, o que fez o Félix, o que fez os outros. No caso do Mundinho eu fui estudar a história do Cacau, dos grandes fazendeiros e essa virada do pensamento coronelista para o pensamento mais progressista, as consequências disso no mundo de hoje, então eu fui estudando o entorno, agora o que eu emprestei para o Mundinho, da onde veio isso, da onde eu fui buscar a inspiração seria injusto eu dizer que busquei a inspiração desse ou daquele porque eu acho que faz parte de todo o material que eu vou vendo e aprendendo com a vida mesmo.

Jéfferson Balbino: Então você não tem um processo de composição especifico pra criar determinado tipo de personagem?

Mateus Solano: Não. Na verdade cada processo de composição no teatro cada diretor tem um processo diferente, já na televisão você tem a preparação do elenco, onde a gente tem um preparador, que dá algumas dicas, um lugar pra gente visitar dentro ou fora da gente, livros, workshops e coisas pra gente se aproximar e isso é muito bacana e muito importante, pra eu que já participei, mas nunca fiz parte de um grupo de teatro que desenvolvesse uma linguagem eu fui passando por linguagens e formas de ver, e essa arte da interpretação diferente, isso pra mim foi bacana por um lado porque não se tem um único processo de achar o personagem, formas subjetivas, lugares pra acessa-lo, é uma coisa muito subjetiva... Acho muito legal o nosso trabalho e se ele for visto de uma forma cartesiana, pelo menos pra mim não funciona!

Jéfferson Balbino: Atualmente você vem dando um show de interpretação como o Félix na novela “Amor à Vida” (TV Globo/2012), e recentemente você declarou em uma entrevista que esse personagem foi escrito pra ser um sucesso. Em algum momento você teve receio de não conseguir desempenhar tão bem como você vem fazendo esse marcante personagem?

Mateus Solano: Antes de tudo obrigado! É claro que eu tive receio, eu nunca tive noção de que eu iria chegar no lugar onde eu cheguei com o Félix no sentido da repercussão. A repercussão dele abrangeu não só o público gay ou o não gay, não só o público rico ou pobre, ou o machista... Atingiu a todo o mundo, as pessoas sentem por ele raiva ou amor, ninguém não se deixa influenciar ou sentir alguma coisa pelo Félix isso me deixa muito feliz é claro que eu tive muito receio antes de estrear a novela eu estava muito nervoso, eu tive até falta de ar porque era muito trabalho sem ver o resultado, televisão tem disso, cinema então nem se fala, porque demora muito pra ficar pronto, mas televisão como é um trabalho que você vai fazendo e vai assistindo, no inicio antes de ver o primeiro capitulo eu fiquei muito nervoso porque a gente gravou uma ou duas semanas e se não desse certo tem que recomeçar do zero, então foi um alivio muito grande quando eu assisti o primeiro capítulo e vi que eu tinha um caminho ali a percorrer.

Jéfferson Balbino: E foi difícil você trabalhar o perfil psicológico desse grande vilão?

Mateus Solano: Foi bem difícil porque além dele ser gay, além dele ser vilão ele tem várias coisas... O Walcyr não teve medo de colocar tudo que ele queria dentro desse caldeirão – que eu chamo o Félix. Ele tem muitos ingredientes diferentes, então ele estava no armário, mas dava pinta o tempo todo, ele não queria dizer que era gay, mas falava coisas do universo dos jargões gay, então como é que eu ia fazer esse personagem onde no momento mais sério ele tinha que soltar uma piada fora da hora, e os bordões, então foi muita coisa pra fazer o Félix, e foi um desafio grande nesse sentido, aí eu tive que subir o tom, eu tive que descer a mia, e até hoje continua sendo um desafio enorme viver o Félix. Eu acho que se eu continuo com ele na mão, com a bola dele em alta é porque eu não descuidei ele, não caiu nem só o caricato, nem só pro sombrio, nem só pro piadista, então é um cara cheio de informações, um cara que num capítulo você acha ele um escroto, no outro capítulo você ri muito com ele, no seguinte você chora, e num discurso, numa cena ele pode passar pelos três percursos, então é muito desafiador porque realmente eu não sabia o que fazer com ele, eu tive muita ajuda, realmente foi um personagem escrito a 10 mãos, duas mãos do Walcyr, duas mãos do Maurinho, duas mãos do Sergio Penna – que é o preparador de elenco, duas mãos do Wolf Maya e duas mãos minhas, são dez mãos mesmos e cada uma afinando uma informação, o Walcyr – como eu te disse – colocou tudo no caldeirão e veio o Maurinho e trouxe a parte sombria dele, o Sergio Penna trouxe todo aquele grau dele, ou seja, tudo o que aconteceu antes do primeiro capítulo, para o Félix chegar a ser quem ele é, do que ele se apresenta no primeiro capítulo, e o Wolf sempre me falado: “Tira essa bicha do armário, pode ficar livre pra dar pinta, se divirta com esse papel”. E finalmente eu fui colocando as minhas ferramentas pra transformar o que o Walcyr escreveu em vida, então é um trabalho muito bonito que eu gosto de fazer e me divirto fazendo. Gosto muito também porque eu vejo a mão de todo o mundo que me ajudou a fazê-lo.

Jéfferson Balbino: E ele é um vilão que conquistou todo o Brasil como a Carminha de “Avenida Brasil”... Deve ser muito gratificante isso pra você né?

 

Mateus Solano: É muito gratificante porque ele trás uma discussão sobre um papo que vai além da homofobia, que fala sobre a liberdade pessoal e a aceitação ou não, da liberdade de cada um diante da família e/ou da sociedade. Eu acho que nunca tocou nesse assunto de uma maneira tão crua, tão nua como tem se tocado agora com a discussão desse tal ‘armário’ que o Félix fique dentro, mas que todo o mundo enxergue ele fora. Então isso é o mais gratificante trazer essa novidade, essa discussão para os lares brasileiros... 



Escrito por jéfferson às 17h47
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Entrevista Especial com MATEUS SOLANO

 

Jéfferson Balbino: Houve alguma dificuldade em gravar aquelas cenas sensuais do Félix e do Anjinho em “Amor à Vida”?

Mateus Solano: Ainda que tímidas essas cenas, não foram cenas tão sensuais, eram apenas nós dois de cueca onde eu colocava a mão no ombro dele, mas na televisão foi realmente algo inédito, mas só na televisão. No Cinema, por exemplo, eu já fiz de tudo, já fiz o beijo gay no filme “A Novela das Oito”, então pudores como ator eu não tenho não!

Jéfferson Balbino: Você torce para o autor Walcyr Carrasco escrever um beijo gay para o seu personagem?

Mateus Solano: Não Jéfferson, eu não torço por isso não! Até porque ele já ultrapassou isso, já fez coisas muito mais importantes e mais chocantes – digamos assim, do que um beijo gay, por exemplo. E a questão do beijo gay é muito mais empresarial, da empresa, não só a Globo, mas qualquer empresa achar que for interessante daí mais gente vai ligar ou desligar a TV, aí vai determinar se o beijo gay vai ser ou não interessante. Mas as questões da sociedade nunca podem ser ultrapassadas por uma vontade empresarial. Então por isso o Walcyr esta sendo muito corajoso em por essas questões de forma muito bacana, muito crua, muito nua, mas ao mesmo tempo muito chic demais.

Jéfferson Balbino: E como está sendo contracenar e trabalhar com a nossa querida Rosinha [Rosamaria Murtinho], que por sinal é a Musa Absoluta do nosso site, o “No Mundo dos Famosos”?

Mateus Solano: A Rosinha é divertidíssima, eu me divirto muito com ela, temos muito tesão um pelo outro, eu canto pra ela quando ela chega, ela canta pra mim. Ela é divertida, se diverte, eu me divirto. Ela é muito bacana mesmo, a Rosinha é uma pessoa maravilhosa com quem eu aprendo todo dia.

Jéfferson Balbino: Como você define o papel do ator na sociedade?

Mateus Solano: É meio complicado porque eu acho que é muito amplo, quando me perguntam que papel eu quero fazer ou se me incomoda fazer algum tipo de papel eu sempre respondo que não me incomoda e que eu também não tenho nenhum objetivo de fazer um tipo de papel especifico, eu quero estar sempre fazendo coisas diferentes e encarando desafios diferentes... Eu acho que o ator já tinha uma função muito importante antes da concorrência de tantas mídias, até hoje e acho que pra sempre todo mundo é ator, todo mundo conta piada, conta um fato que aconteceu em casa, ou quando chega em casa conta o que aconteceu na escola, isso tudo é teatro, isso tudo é contação de histórias, isso tudo é você botar a imaginação pra funcionar e pra funcionar a se favor em como ser uma pessoa melhor. Então a arte do ator nada mais é que isso chamar a atenção das pessoas sobre si próprio, nada me deixa mais feliz do que ouvir das pessoas que viram uma cena do Félix e que aquela cena os fez pensar sobre alguma coisa, então essa transferência do que está acontecendo no palco, na tela da televisão para o que acontece na vida da gente eu acho que esse é o papel da arte do ator. E mesmo da arte plástica ou da arte da dança e tal.

Jéfferson Balbino: E que final você deseja ao Félix em “Amor à Vida”?

Mateus Solano: Ah não dá pra se ter essa noção ainda mais quando o autor é Walcyr Carrasco, eu acho que tudo pode sair da manga do Walcyr, só ele que sabe. Mas o que eu gostaria? Gostaria que ele encontrasse alguma felicidade, mas que ele pagasse por aquilo que ele também fez e que não foi pouca porcaria não! Eu acho que se a gente for partir pra vida real ele tem que pagar. Mas como ele esta num mundo de novela e que está sendo tão bem aceito, com um respaldo tão bem bacana, de pessoas gostando dele apesar de tudo, justamente porque mostra esse lado humano dele, então eu acho isso bem bacana e a gente pode até torcer para o Félix se dar bem de alguma forma, mas nunca se sabe... Só o Walcyr sabe!

Jéfferson Balbino: Você é formado em Artes Cênicas, fez o Tablado e ainda um estagio numa companhia francesa... Atuou em quase 30 espetáculos ao longo de sua carreira. E na televisão fez sucesso com praticamente todos os personagens que você interpretou. Com todo esse estrondoso sucesso você acredita ter chegado ao apogeu de sua carreira tão precocemente?

Mateus Solano: Não Jéfferson, pelo amor de Deus não me fala isso (risos). O apogeu a gente só chega à morte, a gente está sempre em gerúndio, sempre construindo, sempre galgando, subindo e descendo, sempre passando pelo caminho. O importante é o caminhar mesmo!

Jéfferson Balbino: Antes de finalizarmos: Quais foram as melhores novelas que você já assistiu?

Mateus Solano: Eu não sou um ator que assiste novela, mas na infância eu cheguei a assistir algumas e “Que Rei Sou Eu?”, não me sai da cabeça até hoje até pelo fato deu ser criança e foi uma novela que conseguiu conversar tão bem com todos os públicos, tanto com o público infantil como o público adulto, fazendo a transfusão do que estava acontecendo com o Plano Sarney com o que acontecia na fictícia Ávillan e os personagens caricando os nossos tão caricatos políticos e vice-versa, então foi uma novela bacana, muito importante.

Jéfferson Balbino: Querido, foi uma honra imensurável ter você como entrevistado aqui “No Mundo dos Famosos”, parabéns pela brilhante carreira e muito mais sucesso, um grande abraço!

 

Mateus Solano: Muito obrigado Jéfferson, sucesso pra você também. Abraço!



Escrito por jéfferson às 17h44
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Em Breve: Entrevista Especial com PAULO GOULART e NICETTE BRUNO



Escrito por jéfferson às 17h41
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